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Em 2017, conversamos com a Bebe Rexha um pouco antes dela revelar o "All Your Fault Part. 1" para o mundo. Na época, falamos sobre as expectativas para esse lançamento, sua carreira como compositora e, claro, o que ela acharia de vir ao Brasil. Um ano depois, Bebe finalizou a era "All Your Fault" com duas partes, conquistou seu primeiro Top 10 na Billboard Hot 100 como artista principal com "Meant To Be" e, sim, está chegando ao Brasil!

Confira nossa primeira entrevista com a Bebe.

Ela será a responsável por abrir os shows de Katy Perry por aqui. As apresentações acontecem nos dias 14, 17 e 18 de março, em Porto Alegre, São Paulo e no Rio de Janeiro, respectivamente. Pra já irmos nos preparando para esse supercombo pop, nós conversamos com a cantora sobre o que ela está preparando para o show, todo o sucesso de "Meant To Be" e, claro, seu primeiro álbum (oficialmente): "Expectations".



It Pop: Na última vez que te entrevistei, você disse que estava muito animada com a ideia de algum dia vir ao Brasil e que seus fãs pediam toda hora em seu Twitter pra você vir pra cá. Agora, você está vindo! Animada?
Bebe: Sim! Estou muito animada, mal posso acreditar! Meus fãs sempre me deram muito apoio, sempre foram incríveis e apaixonados, então mal posso esperar para vê-los pessoalmente. Ouvi dizer que os brasileiros são muito apaixonados!

It Pop: Você está trabalhando muito no seu próximo álbum, "Expectations". Já que está tão focada no projeto, bem que poderia, assim, quem sabe, cantar uma música nova aqui no Brasil...
Bebe: Não sei, talvez... A banda não aprendeu nenhuma música nova, mas talvez...


It Pop: Você tem falado bastante do "Expectations" no seu Twitter, mas ainda não disse: quando o disco sai?
Bebe: Logo depois do verão [norte-americano]. Vou lançar músicas novas em março! Estou animada. Acho que vai ser um momento muito importante, porque eu ainda não lancei um álbum meeeesmo, esse vai ser meu primeiro, então estou animada.

It Pop: Você já sabe qual será o primeiro single e quando vamos escutá-lo?
Bebe: Sim, eu sei, mas não posso dizer. Só posso dizer que a música sai em breve!

It Pop: E parcerias? Vamos ver algumas colaborações no álbum?
Bebe: Sim, terão algumas, mas não tantas. Quero que dessa vez seja sobre mim e a minha relação comigo mesma.


It Pop: Nós gostamos tanto de "I Got You" que fizemos uma versão brasileira, chamada "Só Da Tu". Você disse em seu Twitter que ouviu. Gostou da versão?
Bebe: Eu amei! Não sei como dizer o nome da banda [Banda A Favorita] que fez a música, mas eles são ótimos!


It Pop: O que acha de performar essa versão aqui no Brasil? Aposto que o público ia surtar!
Bebe: Eu amaria fazer isso! Quero fazer sim! Mas, vamos ver... talvez role.


It Pop: “Meant To Be” está no Top 10 da Billboard! Você esperava que a música se tornasse um hit tão grande?
Bebe: Não mesmo. Eu fiz essa música com uma dupla de country [Florida Georgia Line], algo muito diferente e novo pra mim, então eu estava bem nervosa. Não esperava tudo isso. Nós tentamos ser honestos com nossos estilos e juntar tudo isso. “Meant To Be” é uma música que fala sobre como temos que deixar as coisas acontecerem naturalmente. Temos que ir vivendo. Acho que ela conforta as pessoas, com tudo isso que está acontecendo no mundo. Ela dá esperança e se conecta com as pessoas, e eu adoro isso.

It Pop: Agora, uma pergunta difícil: "All Your Fault Pt. 1" ou "All Your Fault Pt. 2"?
Bebe: Meu favorito? "Pt. 1". Porque eu estava com o coração partido quando o fiz, então eu não mudei tanto aquelas músicas. O "Pt. 2" eu fiz e mudei muitas vezes, por isso eu não o amei tanto quanto o primeiro.



It Pop: Falando de conceito, sonoridade, letras e inspirações: o quão diferente o "Expectations" vai ser do "All Your Fault"?
Bebe: Vai ser muito surpreendente. Eu fiz tantas colaborações que acho que agora é o momento de voltar às minhas raízes e encontrar o caminho de volta pra mim mesma. Eu apostei em muitas sonoridades diferentes, mas agora estou tentando criar o meu próprio som. Vai ter um pouco da antiga Bebe e um pouco da nova Bebe também. É uma mistura de ritmos, meio pop, meio rock, muito honesto e será diferente de tudo o que estão fazendo no momento. Enquanto todo mundo está fazendo algo, eu gosto de ir para um lado para o qual ninguém está indo. Estou muito animada pra que todos possam ouvir esse álbum!

***

E agora tudo o que conseguimos pensar é no quão bom deve ser o "Expectations". Tá feliz, Bebe?

Garanta seu ingresso para assistir a Bebe Rexha no Brasil e, quem sabe, ouvi-la cantar um remix de "I Got You" e "Só Da Tu" (ou cantar você mesmo, afinal, como mostramos ao substituir o refrão de "Dark Horse" por "O Meu Nome É Julia" na passagem da Prismatic World Tour, da própria Katy, o público brasileiro sabe mandar nos shows). 

Representantes brasileiros no Lollapalooza? Temos! 

A Vanguart participou do Lolla pela primeira vez em 2013, mas, mesmo que já sejam veteranos nos palcos do festival, o gostinho que fica é o de uma nova estreia. Pelo menos foi isso que sentimos ao conversar com o Reginaldo Lincoln, vocalista da banda.

Mais do que animados para tocar na edição de 2018, os caras se sentem extremamente honrados de serem incluídos no que chamam de “a nata da música brasileira”. Também conversamos sobre o que estão preparando para esse show, possíveis parcerias com nomes inusitados e o novo disco, “Beijo Estranho”.


Confira a entrevista completa abaixo:

It Pop: Vamos falar do disco “Beijo Estranho”. Quais foram as inspirações pra esse álbum? 
Reginaldo: Po, muita coisa! Acho que é um disco bem amadurecido da banda, em um momento novo, onde estávamos os quatro, oficialmente (juntos), agora, e a gente tentou focar nas coisas que a gente mais gosta na vida toda. Olhando pra trás e vendo as bandas que a gente mais curtia, a gente conseguiu se libertar de algumas coisas que às vezes nos prendiam. A gente trouxe muita coisa de música brasileira, Clube da Esquina, trouxe muita coisa de David Bowie, de The Beatles, Bob Dylan, Tom Waits, coisas que a gente sempre ouviu. Tentamos fazer uma coisa só disso tudo. 

It Pop: Vocês tentaram trazer uma poesia que não era nem triste demais, nem feliz demais, mais realista. De onde veio esse desejo? 
Reginaldo: Do dia a dia, sabe? A gente vive um dia de cada vez. Ter uma banda hoje é difícil, não tem tanto lugar pra tocar. Mesmo a gente, que tem um público maravilhoso e fiel, às vezes ainda se pega sem lugar pra tocar, em algumas cidades a gente não consegue ir... Então, a gente meio que focou no dia a dia, e o dia a dia é isso: é um dia muito bom, depois é um dia muito ruim, e aí alguns vários dias são um marasmo... A vida é isso. É um disco mais maduro nesse sentido. Não há uma magia dentro do disco, é o disco dentro da vida, é ao contrário. 

It Pop: E vocês lançaram recentemente o clipe de “E o Meu Peito Mais Aberto”, e ele passa aquela sensação de solidão, de vazio, que a letra também passa. Mas, ao mesmo tempo, o instrumental passa aquela sensação calorosa, com cara de música que toca em reencontro de casal em filme de romance. Esse paradoxo foi intencional? 
Reginaldo: É uma música que fala do amor imediato, daquela coisa imediatista do dia a dia. Na verdade, é uma solidão muito profunda, só que na verdade faz apenas 1 minuto que a pessoa saiu de casa e o outro ficou sozinho. Então, é um pouco isso sim. É um pouco essa mistura de intensidade com algo perdido no meio do tempo, ele sem saber quanto tempo tá sozinho... É um amor corriqueiro, mas muito profundo, muito forte.


It Pop: Ultimamente, a gente tem visto uma grande mistura no cenário brasileiro. A galera do funk canta com a galera do sertanejo, a galera do pop vai com a galera do pagode... Aonde você enxerga a Vanguart nessa mistura? Você acha que seria possível alguma parceria bem diferente? 
Reginaldo: Ah, com certeza! Só não sei com quem ainda. Mas eu iria adorar! Eu acho que tem muito artista bom fazendo música ruim e muito artista ruim fazendo música boa. É uma questão de gosto também, mas eu gosto muito de ver alguns funks envaidecendo as mulheres, aquela coisa bonita... Tudo isso é tão forte que, mesmo que eu não goste de alguma música, eu gosto de outras. É uma coisa que faz parte do nosso universo. Porque esses caras são muito mais rock n’ roll do que um monte de banda de rock que eu vejo. Por isso que a gente se identifica e curte pra caramba. Eu ia adorar fazer alguma coisa com algum funkeiro. Não sei se ia dar certo, mas seria o máximo, com certeza. Vamos ver se o Pabllo Vittar conhece a Vanguart! 

It Pop: Uma mistura bem diferente. Seria muito legal! 
Reginaldo: A gente respeita muito e gosta muito. Eu sou muito fã do Liniker, acho que ele tem uma coisa fudida, uma voz incrível, que é meio soul music, aquela coisa fantástica. Estamos abertos!


It Pop: Ela vai cantar no Lolla também! Aí, já tem até uma forma de rolar um encontro...
Reginaldo: Total! E esse line up de bandas brasileiras do Lolla tá sensacional. A gente ficou muito feliz de estar no meio de todo mundo. Também tem algumas bandas mais novas até do que a gente, então, a gente ficou felizão! Acho que eles conseguiram reunir a nata das bandas nacionais. Muito legal. Modéstia à parte, né? (Risos)

It Pop: Antes a gente tinha as rádios, que eram a forma que o artista tinha de fazer as músicas dele aparecerem, aí veio o YouTube, que facilitou tudo isso, e agora o Spotify, que possibilita ver a quantidade de reproduções das músicas, playlists mundiais e tal. Pra vocês que são uma banda mais independente, o Spotify ajuda vocês? Como? E como vocês se adaptam a esse novo consumo de música? 
Reginaldo: O Vanguart surgiu no começo da internet, no começo do streaming, do YouTube. Então, a gente só continuou a fazer o que a gente já fazia. As plataformas vão mudando, mas a nossa ideia e nossa intenção permaneceu a mesma. Engraçado que a gente permeia as rádios e televisão, e vende CD pra caramba em show, mas a gente sempre teve tudo acontecendo. Nunca foi “ah, não, Vanguart é uma banda que a galera só ouve no Spotify”. Não, não, estamos em tudo isso.



O Spotify e a Apple Music, essa coisa de streaming, é muito legal. Você tem a possibilidade de conhecer a discografia completa do artista, às vezes tem alguma coisa exclusiva pro canal, então, é muito legal. Eu sou super aberto, mesmo amando vinil e CD. Eu gosto muito. Acho que é uma possibilidade incrível das pessoas conhecerem a fundo mesmo o trabalho e facilita muito. Você tá com o celular na mão e ouve o que você quiser, com a qualidade boa. É maravilhoso! Acho que os próximos anos serão melhores ainda. Só espero que as pessoas não parem de comprar CD e vinil, porque tem uma magia também, é diferente, né? Quem gosta de música não vai parar de comprar, mas R$ 15,00 por mês pra você ouvir tudo ao invés de gastar R$ 100,00 comprando 5 CDs... Eu sei que tem gente que vai parar de comprar, mas, faz parte. Aí é cada um. 

It Pop: Vamos falar um pouco mais do Lolla. Tá chegando, tá cada vez mais perto. Qual é a sensação de representar o Brasil em um festival tão grande e importante?
Reginaldo: Demais, né? Vai ser a nossa segunda vez no Lolla. A primeira vez a gente tocou em 2013 e já foi um absurdo. Foi do caralho. Foda. 

It Pop: E o Lolla só cresceu desde então, né? 
Reginaldo: Exatamente! Três dias agora. E tanta banda boa! A gente tocou na mesma noite do Pearl Jam da primeira vez e agora vai ter o Pearl Jam de novo, só que a gente vai tocar na mesma noite do (Red Hot) Chilli Peppers. É muito foda! São bandas muito importantes e eu, pessoalmente, gosto muito e igualmente das duas. Vai ser foda! Eu to muito feliz. É um festival muito importante. Todas as bandas que tocam no Chile, em outros lugares, acabam vendo as bandas que tocam aqui, em São Paulo, então é uma troca muito legal. Tem tudo pra ser um grande dia, com certeza.


It Pop: Além de tocar no Festival, com certeza tem alguns artistas que vocês estão bem animados para assistir. Quem vocês mais querem ver? 
Reginaldo: Olha, difícil essa pergunta, porque eu não posso dizer pela banda (risos), mas o Pearl Jam é com certeza a banda que eu mais gosto de todas. Eu fiquei muito feliz que vai ter o Terno, o Liniker, a Mallu (Magalhães) de novo... São artistas que compartilham da mesma pegada da gente, fazemos as coisas de forma muito parecida, nosso fãs são os mesmos e isso é muito legal. Mas tem muita banda boa! Spoon é uma banda muito massa, LCD Soundsystem, adorei que vai ter esse show incrível deles, e os Chilli Peppers, que a gente vai tocar no mesmo dia. Os caras estão lançando disco bom ainda, uma banda incrível e vai ser foda. To louco pra ver ao vivo. 

It Pop: E o que vocês estão preparando pro show? Alguma novidade que possam adiantar pra gente? 
Reginaldo: Esse show é um show curto. A gente tem feito shows de quase 2 horas já, porque com 4 discos é foda fazer um show de pouca música. Vai ser um show de 1 hora só, então a gente vai tentar fazer um apanhado das canções que a gente mais gosta e das preferidinhas da galera, mas é a turnê do “Beijo Estranho”. É o nosso novo show, com as canções do disco novo e as canções que as pessoas gostam, as canções que definem o que é o Vanguart. Acho que esse é um momento muito bom nesse sentido. É definitivo no sentido do que é o Vanguart. O Vanguart é isso aqui: tem 12 canções que definem a banda. São essas 12 que vão estar no show do Lolla.

***

Parece que nós temos uma nova missão: fazer a parceria Vanguart e Pabllo Vittar acontecer. Enquanto a colaboração não vem, fique com o disco "Beijo Estranho" e a certeza de que esse show no Lollapalooza vai ser inesquecível!

A Vanguart toca na sexta-feira de Lolla, dia 22 de março, e ainda tem ingresso pra esse dia! Corre lá no site pra não perder. 

O Carnaval está cada vez mais pop-funk, e a prova disso é o Fervo da Lud. O bloco da Ludmilla fez sua estreia nesta terça-feira (13), para mais de 400 mil pessoas no Rio de Janeiro, e antes de subir no trio e realizar um sonho, ela bateu um papo com a gente sobre isso e muito mais.



Para Ludmilla, Carnaval é sinônimo de festa. Por isso, em sua primeira edição, o Fervo da Lud teve como tema a África, raiz do Brasil e de quem nós herdamos a alegria. O figurino do bloco, todo em vermelho, é composto por um turbante e desenhos típicos da região, além de maquiagem também característica, ressaltando a beleza e o colorido da cultura africana.

Há um tempinho em fui pra África e lá eu vi muita coisa coisa colorida, muita festa e muita alegria nas pessoas. Eu fiquei com isso na cabeça. Quando surgiu o bloco, eu pensei num tema e a ideia de cara foi essa. Eu acho que combina com o meu bloco e com o público que me segue. África é colorido, é estampa, é ousadia, é negritude, é raiz.

Foto: Taty Larrubia/AgNews

Na estreia, o Fervo da Lud trouxe uma supermistura de ritmos brasileiros. Ludmilla cantou grandes sucessos do axé e do sertanejo, além de seus próprios hits, e ainda convocou amigos com a cara do Rio para dar uma palinha. O pagode chegou em peso com Ferrugem, Clareou e Vou Pro Sereno, mas o destaque ficou mesmo para o funk, com a participação de Nego do Borel e Jojo 'Todynho' Marontinni, que mesmo virada do desfile da escola de samba Beija-Flor, conseguia levar o público ao delírio com facilidade ao gritar seu ótimo bordão, "quer toddynho, quer?”.



E quando o assunto é funk, Ludmilla não esconde a alegria de ver o ritmo que a levou ao estrelato ganhar o destaque que merece.

O Spotify é um dos maiores medidores de popularidade musical no Brasil e o funk tá lá no topo. O funk sofria muito preconceito. Tinha uma barreira horrível que impedia as pessoas de se aproximar do funk. Graças a Deus, hoje estamos conseguindo quebrar isso. O funk tá entre os ritmos mais fodas que tem no Carnaval e isso pra gente, pra mim e pro próprio funk é muito importante.

Do amor pelo ritmo nascido na favela a exaltação da cultura africana, Ludmilla não só não se esqueceu de suas raízes, como também tem se conectado cada vez mais com elas. Recentemente, ela começou a fazer a transição de seu cabelo, voltando a usar seus cachos sem medo, como podemos ver em seu novo clipe, "Solta A Batida". Depois disso, passou a receber muitas mensagens de apoio e agradecimento por servir de inspiração para tantas pessoas, principalmente crianças.

Não tem quase nenhuma jovem negra que canta, que faz sucesso, que aparece na televisão, que tem música entre as mais tocadas do país. Quando tem, a gente tem que ser exemplo mesmo. Tem que ser exemplo de superação, de que dá pra chegar, porque as crianças que moram em comunidade vivem em um mundo muito pequeno, muito fechado, e quando elas tem acesso a outra informação, isso abre a cabeça delas. Pra mim é muito importante tá aqui representando, tá aqui fazendo esse bloco acontecer. [É importante] Existir. Eu to muito feliz com tudo que tem acontecido na minha vida e acho que hoje vai ser mais um dia histórico e marcante. 



Na entrevista, Lud nos disse que fervo é lugar de mistura e música boa, e foi com essa promessa implícita e muita atitude que ela subiu no trio, mandou ver e, entre gritos de "estou vivendo um sonho!" e agradecimentos a cada um dos presentes, mostrou que o Fervo da Lud chegou, e pra ficar. 
Ele tá chegando, galeraaaa! O Lollapalooza 2018 vem aí, e com uma novidade: agora serão três dias de festival pra pularmos, dançarmos e cantarmos muito ao som de um line-up incrível. Um é pouco, dois é bom e três é melhor ainda!

Vai ter muita gente boa pra representar os mais variados ritmos musicais, e um dos principais nomes do rock nessa edição é o Royal Blood. Em 2015, a banda inglesa veio ao Brasil com um show de seu primeiro disco e se surpreendeu com a receptividade do público. Em março desse ano, a dupla chega ao Lolla para divulgar seu mais novo álbum, o ótimo "How Did We Get So Dark?", e o Mike, vocalista da banda, nos garantiu que eles estão muito animados em voltar.



Mas não foi só sobre isso que nós falamos, não, e a conversa chegou até em uma (sonhada) parceria com a Taylor Swift. Imagina só? Confira a entrevista completa abaixo:

It Pop: O "Royal Blood" é a prova viva de que o rock não morreu. O que você acha dessa obsessão que as pessoas tem em eleger salvadores para o rock? 
Mike: Acho que tudo é sobre músicas boas. Não importa o gênero, as pessoas gostam de boas canções. Acho que, ultimamente, o rock está sem muitas músicas chiclete, então penso que o que temos que tentar fazer, nesse momento, são músicas assim! 

It Pop: Tem alguma banda nova que você ache que pode trazer o rock de volta aos charts e as playlists do Spotify? 
Mike: Sim, tem muitas! Na minha cidade natal [Brighton] tem duas muito boas: Black Honey, que é ótima, e o Turbowolf. Eles são as minhas favoritas do momento no Reino Unido todo. Esses caras podem fazer isso!


It Pop: No último domingo (28/01), nós tivemos o Grammy! Você assistiu? Estava torcendo para alguém?
Mike: Não assisti, mas ouvi que foi ótimo! 

It Pop: Muitas pessoas estão comentando sobre a falta de mulheres no Grammy... Tem alguma artista com quem você gostaria de colaborar?
Mike: Tem sim! Gostaria de colaborar com... a St. Vincent. 

It Pop: Você está prestes a cantar no Brasil mais uma vez, agora no Lollapalooza! Tá animado? O quão diferente esse show será do último? 
Mike: UHUL!!!! Estamos fazendo turnê por uns 6 meses e tudo que queremos é chegar no Brasil, encontrar um público legal, animado, e boa comida! 

It Pop: O público brasileiro é conhecido e muito elogiado pela energia e amor que demonstram aos artistas. Você sentiram isso?
Mike: Sim! Só fizemos um show por aí, mas foi quase como um jogo de futebol. As pessoas estavam felizes demais! Talvez seja a quantidade de sol que vocês pegam por aí... 

It Pop: Mesmo que o Royal Blood seja uma banda de rock, "How Did We Get So Dark" tem uma essência bem pop, dos arranjos dançantes aos versos memoráveis. Quais foram as influências desse disco? 
Mike: O que fizemos dessa vez foi se inspirar em diferentes tipos de música na hora de criar esse álbum. Ouvimos outras bandas e artistas. Queríamos fazer um disco que continuasse fiel a quem somos e a nossa banda, mas também queríamos fazer músicas mais chicletes. Pegar um pouco da influência da música pop, mas fazer algo pesado com isso.


It Pop: E vocês se sentem pressionados a superar o disco anterior quando estão criando um trabalho novo? 
Mike: Sim, sempre sentimos. Sempre queremos fazer algo bom e que nos orgulhe. Sempre vamos sentir isso. 

It Pop: Nós ouvimos a playlist de vocês com influências no Spotify e ficamos bem surpresos em ver artistas como JAY-Z e Elton John. Se você tivesse a oportunidade, gostaria de colaborar com alguns desses artistas? 
Mike: SIM! Com certeza, seria demais! 

It Pop: E tem algum outro artista que você sonha em fazer uma parceria no futuro? 
Mike: Eu gostaria de trabalhar com... quantos posso escolher? Hm... Já sei! Taylor Swift! Faríamos um dueto romântico juntos! 

It Pop: Ué, como assim? Taylor Swift cantando rock? 
Mike: Não, não! Cantaríamos algo meio Disney. Melhor, já sei! Acho que faríamos um disco de Natal. Seria ótimo!

It Pop: Finalmente, quais são os próximos passos para o Royal Blood? Vamos ouvir alguma novidade antes do Lollapalooza? 
Mike: Pra frente... só isso que posso dizer!

***


Alguém precisa fazer essa ideia chegar na Taylor Swift. 

O Lollapalooza 2018 acontece nos dias 22, 23 e 24 de março, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, e o Royal Blood se apresenta logo no primeiro dia (sexta-feira). Curtiu? Então só vem! Garanta seus ingressos aqui. Nos vemos lá!

A primeira vez que falei sobre a Brooke Candy aqui no blog foi em 2013, época em que ela estrelou o clipe de “Genesis”, da hypada Grimes, e estreou seu próprio vídeo, para a faixa “Everybody Does”. 

De lá pra cá, a rapper viu sua vida virar de cabeça para baixo pelo menos duas vezes: a primeira quando foi convidada por Sia para gravar seu disco de estreia e a segunda quando deixou a hitmaker australiana e todo esse projeto pra trás, por não se encontrar nesses novos trabalhos.

“Opulence”, lançado em 2014, começou tudo isso. O EP soava como uma transição da velha Brooke Candy para o projeto pop em que queriam enquadrá-la e, daí em diante, seu som foi ficando cada vez menos agressivo, incluindo singles como a produção de Jack Antonoff (Taylor Swift, Lorde) em “Changes” e a parceria com Sia na Katy-Perry-faria “Living Out Loud”.



O fim de sua parceria com Sia não ficou muito claro, mas sem a compositora e de volta aos estúdios, Brooke começa o ano ao lado de Charli XCX, Cupcakke e Pabllo Vittar, com a canção “I Got It”, e faltando apenas alguns dias para se apresentar pela primeira vez no Brasil, conversou um pouco com a gente sobre o que tem rolado e para onde vai com sua música.

It Pop: Não dá pra começar essa entrevista de outra forma, senão falando sobre a reviravolta que rolou na sua carreira nos últimos anos. A velha Brooke está de volta?

Brooke: Definitivamente sim! Estou muito feliz e acho que o meu público também, porque sinto que era o que eles queriam…

It Pop: Você andou se aventurando pela música pop, que está numa fase de transição, com grandes artistas lidando com fracassos comerciais e redescobertas musicais. A gente tem aí uma oportunidade de novos nomes, como você, Charli, Cupcakke, Carly, redefinirem esse cenário? 

Brooke: Eu quero inspirar as pessoas, sabe? E acredito que essa leva de artistas novos - e não tão comerciais - também. Estamos tentando quebrar regras que outras pessoas colocavam em cima da nossa arte e, pelo visto, está funcionando, porque o público está se identificando, mas ainda há muito a ser feito.



It Pop: Quando você lançou “Opulence”, seu visual foi bastante comparado com a Lady Gaga. Ela é uma artista que você admira? Trabalharia com ela se tivesse a oportunidade?

Brooke: Acho que o conceito ficou bastante parecido devido as pessoas que estavam envolvidas no projeto - muitas das pessoas que trabalharam em ‘Opulence’ comigo, já haviam trabalhado com a Gaga antes. Mas eu amo ela, então pra mim é um elogio!

It Pop: Você trabalhou com a drag queen brasileira Pabllo Vittar em “I Got It”, da Charli XCX. Já conhecia algo sobre ela antes dessa faixa? E o que acha da sua música? Ela representa uma figura transgressora para a cultura brasileira.

Brooke: Eu amo a Pabllo! Não a conhecia antes dessa colaboração, mas fiquei encantada com todo o trabalho dela e como ela se tornou tão popular e massiva em um país que, por o que eu li, é um dos que mais matam pessoas LGBT no mundo. Ela é um exemplo a ser seguido!



It Pop: Como tem se sentido trabalhando nas suas músicas novas? Se arrepende de algo que fez nos últimos anos?

Brooke: Era um pouco estressante, porque tinha que lidar com um número gigantesco de pessoas, mas não me arrependo, de forma alguma. Só decidi sair para voltar às minhas origens e fazer algo realmente verdadeiro, que condiz com aquilo que eu quero passar para os meus fãs.

It Pop: Como você descreveria sua música e você enquanto artista para quem está te descobrindo por essa entrevista?

Brooke: Minha música agora é algo meio punk rock, dos anos 80. É um tipo de música um pouco agressiva, mas não foge do pop, porque continua grudenta. Não gosto muito de me descrever, mas posso dizer que tudo que eu faço é muito sincero e verdadeiro.


***


No dia 3 de fevereiro, Brooke Candy se apresenta no Carioca Club, em São Paulo. Os ingressos estão disponíveis neste site.
“Todas as danadas safadinhas aqui do baile, eu convoco agora pra fazer uma sacanagem”, canta Kaya Conky em seu novo single, a grudenta “Bumbum Tremendo”.

Com apenas 21 anos, a cantora e drag queen de Natal estreou na música no finalzinho de 2016, mesma época em que a internet já começava a abraçar nomes como Pabllo Vittar e Lia Clark, e ao som do funk “E Aí Bebê”, começou a trilhar o caminho que hoje chega no seu primeiro EP, “Sabe Que Vai, Pt. 1”.



“Antes era uma coisa alternativa. Dentro da cultura LGBT, tinham pessoas que acompanhavam o programa do RuPaul e se interessavam por isso”, ela nos conta, sobre o interesse crescente do público nas drags e, principalmente, drags cantoras. “Pabllo [Vittar] facilitou muito a ascensão de outras. É como se ela tivesse atingido um público tão grande, que conseguiu colocar o drag numa categoria mais popular, mainstream.”

Mas esse impacto tá longe de ter alcançado outro patamar apenas na música. “Todo o mercado voltou os olhos pra essa coisa do drag”, explica Kaya. “Pra levar também o ser drag dentro das discussões sobre gênero e sexualidade, então foi algo que acabou dando mais voz para o rolê.”



Seu primeiro single, “E Aí Bebê”, teve uma repercussão maravilhosa pela internet e fora dela. Na nossa conversa, contamos que a faixa tocou bastante nas baladas de São Paulo, por exemplo, e ela se lembra sobre todas as portas que foram abertas por conta desta faixa.

“Foi quando eu comecei a viajar de avião, né?”, brinca, se referindo aos shows que passou a fazer fora da sua cidade como drag queen. “Já tinha viajado uma vez, como drag também, mas quando eu era DJ. Depois que comecei a cantar, viajei direto, todo final de semana tava pegando um avião pra um estado diferente, e isso era muito surreal pra mim. A gente acaba se acostumando, porque é o meu trabalho, mas no começo, tudo é muito surreal. Eu pensava, tipo, 'que isso!? Vida de estrela!'. (Risos)”

Agora a cantora trabalha a faixa “Bumbum Tremendo”, bem diferente do funk de sua primeira música de trabalho, e também explica: “esse estilo musical, o transa-reggae, é muito forte aqui no Nordeste e, quando vi que seguiria mesmo com esse lance de música, eu disse, 'nossa, quero muito fazer algo nesta linha'. Espero que a música faça as pessoas me conhecerem de uma outra forma, com uma nova sonoridade e tal, e que dê uma cara pra primeira parte do EP, mas, ao mesmo tempo, crie curiosidade para os meus próximos projetos.”

Quando lançou o clipe deste novo single, em dezembro do ano passado, Kaya chegou ao 2º lugar entre os tópicos mais comentados do Twitter no Brasil. “Só não pegou o primeiro porque a Katy Perry lançou um clipe no mesmo dia e a primeira tag era dela”, ressalta, rindo. “Se não tivesse lançado, teríamos ficado em primeiro nos assuntos mais comentados do site e, nossa, teria sido incrível!”



Mas ela não para e, enquanto promove este trabalho, já começa a pensar na parte 2 do EP.  “Já começou a ser produzida, mas ainda não temos uma previsão de lançamento. Tô querendo fazer essa segunda parte com bastante calma, dando atenção pra todos os detalhes, pra que, enfim, fique tudo bonitinho e dê tudo certo.”



Falando em parcerias, a cantora se empolga. Kaya colaborou com a Katy da Voz na faixa “Sarrada”, do seu primeiro EP, e também emprestou seus vocais para “Eu Gosto É De Dar”, da Danny Bond, mas agora quer ir além. “Do meio drag, eu admiro todas elas, mas as que mais me animo pra uma ideia de parceria, que eu acho que sairia algo bem legal, é a Gloria Groove e a Lia [Clark]. Curto muito a vibe delas e a personalidade das duas”, nos conta. “Queria muito trabalhar com algum MC desses héteros, sabe? Tipo Jerry Smith, ou MC WM. E também adoraria fazer uma parceria com a JoJo 'Toddynho' e Linn da Quebrada. Acho elas incríveis, incríveis!”

No Spotify, ela mantém uma playlist de funk, com nomes como Heavy Baile, MC Maha, MC Don Juan, MC Zaac e Pabllo Vittar. Ouça aqui.



“É o babado da representatividade mesmo, né?”

Apesar da ascensão de tantos nomes LGBTQ+, em sua maioria pela internet, o Brasil ainda é um país extremamente LGBTQfóbico e que, nos últimos anos, passou por uma onda crescente e preocupante de discursos conversadores, e nossa conversa também bateu nesta tecla.

“Acabei de receber um comentário aqui no Youtube exatamente sobre isso! Um hétero falando sobre 'viadagem' e não sei o que… A gente vê que essa parcela da população é bem insistente”, diz a cantora. “Acho que o primeiro passo pra desafiarmos essas pessoas e ir contra o que querem nos impor é, justamente, continuar produzindo. Ter pessoas LGBTs, negras, pobres, que fazem parte de alguma minoria, é importante ter essas pessoas produzindo e tendo visibilidade para esses materiais.”

Ciente de que nem todas conquistam os mesmos espaços, ela se complementa: “e, tendo visibilidade ou não, é importante que elas existam, porque a gente tá ali, deixando a nossa marca, pra que outras pessoas como a gente, seja como a gente for, tenham um tipo de material com o qual vão se identificar. Não necessariamente por o que a letra da música diz ou o clipe mostra, mas por ver que ali, em algum lugar, tem uma pessoa que se parece com você. É o babado da representatividade mesmo, né?”

Neste sentido, ela celebra o cenário drag brasileiro dos dias atuais. “Isso acaba te dando um gás pra ir atrás do seu, porque deixa de parecer algo distante. Mesmo que as pessoas critiquem, digam que a música é ruim, a gente continua deixando a nossa impressão e conseguindo dialogar com quem gosta do que fazemos, e acredito que isso seja o mais importante, no final das contas.”
Dois anos foi o tempo que tivemos que esperar para ouvir uma música nova de Rita Ora. Cinco (!) anos é o tempo que ainda estamos esperando pelo seu segundo disco. Depois de jogar todas as faixas que fariam parte do material fora, faixas essas produzidas pelo seu ex-namorado, Calvin Harris, que a proibiu de usa-las, a artista teve que começar do zero a produção do seu novo CD e se reencontrar no meio desse processo. 


Em maio desse ano, finalmente Ritinha voltou a fazer o que sabe de melhor e lançou o hino "Your Song", revelou colaborações animadoras para o seu disco e mostrou que sua carreira está mais viva do que nunca - e que o melhor ainda está por vir,

Confira abaixo nossa entrevista com a Rita Ora:

***

It Pop: "Your Song" foi escrita pelo Ed Sheeran. Como foi trabalhar com ele? Como você se conectou com a canção?
Rita: Foi muito fácil me conectar, na verdade. Foi natural. Somos amigos por tanto tempo que não teve pressão. A música também é sobre aproveitar o momento e deixar rolar. Então, eu tentei sair dos meus pensamentos comuns, aproveitar o que vem pra mim e, eventualmente, me divertir escrevendo a letra.


Além de Ed, nós sabemos que você trabalhou com a Charli XCX em uma música chamada "Girls". Podemos esperar mais colaborações no álbum?
Rita: Podem esperar sim! Eu ainda não anunciei nada, mas, sim, podem esperar, e elas são bem legais. Mas ainda não posso revelar!

Já está pensando no segundo single?
Rita: Sim, o segundo single sai no final do ano, junto com o álbum. Vamos gravar um novo vídeo e vai ser divertido. Estou muito animada! A música vai ser muito girl power.

Vai ser "Girls"?!?!
Rita: Olha, vai ser muito girl power, é sobre ser livre...

Peraí, peraí... o álbum sai ainda esse ano, então?
Rita: Vai sair no final do ano.



Barry Gibb, do Bee Gees, acredita que você, Ariana Grande e Ed Sheeran serão as lendas da música do futuro. O que você achou isso? Uma honra, né?
Rita: Ahhh, eu fiquei tão feliz! Amei que ele disse isso! Bee Gees é uma das minhas bandas favoritas de TODOS. OS. TEMPOS. Então, ter alguém como ele falando isso de mim... Sério, eu os amo desde sempre, por toda a minha vida. Isso é tão incrível!

Muito legal, né? 
Rita: MUITO LEGAL! 

Esse ano nós estamos vendo a música latina dominando o cenário mundial. O que você acha disso?
Rita: Eu acho que é incrível! É um dos meus gêneros favoritos. Acho tão sexy, poderoso e feminino! Já estava na hora de vermos a música latina quebrar barreiras e todo mundo aceitar isso. Estou muito feliz!

Como você se sente quando vê que mais artistas da Albânia e do Kosovo, como Dua Lipa e Bebe Rexha, estão conseguindo crescer nessa indústria?
Rita: Eu acho que é legal, sabe? Eu comecei quando ainda estava nos meus 19, 20 anos e eu era a única garota da Albânia. Ver que mais garotas de lá estão aparecendo é bem legal. É legal saber que estão seguindo os meus passos.


Você foi jurada do The Voice UK e do The X Factor UK, nesse último você até venceu com a Louisa Johnson, em 2015. Pensa em se colocar nessa posição de novo?
Rita: Nesse momento a minha prioridade é meu álbum e minha música. Eu quero voltar com tudo e entregar o meu melhor pra vocês. Estou focada no meu disco agora.

(Pausa pra dizer que, nesse momento, a entrevistadora entendeu a posição da Rita, mas rezou em silêncio pra que ela voltasse para o The X Factor UK algum dia, porque ela arrasou como jurada).

Você gosta muito de moda e a gente vê como isso realmente importa pra você. Você acha que a moda reflete, de alguma forma, sua música?
Rita: Sim, eu acho que moda e música se complementam, me ajudam a me expressar e a me inspirar. Moda faz com que eu queira fazer vídeos interessantes. É uma forma de expressar sua individualidade. É algo que você simplesmente precisar deixar fazer parte de você. Só precisamos nos vestir da forma que queremos e pronto! 

O que você quer contar ao mundo com esse álbum que você não foi capaz de contar com seu primeiro disco e durante o tempo em que esteve afastada?
Rita: Esse álbum soa muito mais adulto. Eu ainda quero que as pessoas fiquem felizes ouvindo a minha música, se divirtam, deixem tudo pra trás e sejam livres, e que queiram aparecer nos shows, porque vai ser uma feeeeestaaaaa!

***

Nada de álbum adiado pra 2018, viu, gente? O segundo disco da Rita Ora estará entre nós ainda em 2017, para nossa alegria! E esse segundo single girl power? Será que vai ser a parceria com a Charli XCX em "Girls"? RITINHA, ASSIM VOCÊ MATA A GENTE DO CORAÇÃO! 



Aproveitamos o espaço para agradecer à Warner Music Brasil pela oportunidade e à Rita Ora, que mesmo em um dia muuuuito atarefado (ela estava ajudando as vítimas do furacão Harvey, que devastou o estado do Texas, nos Estados Unidos) conseguiu abrir um espacinho na sua agenda pra contar um pouquinho sobre seu novo projeto pra gente. <3
Já pensou como seria se você lançasse seu single de estreia, o visse explodir no mundo todo e se tornar um grande hit? Foi isso que aconteceu com o Echosmith. Formada pelos irmãos Noah, Graham e Sydney, a banda experimentou o sucesso repentino com "Cool Kids", música que alcançou o #13 da Billboard Hot 100, e com seu primeiro disco, "Talking Dreams", e viu sua vida mudar do dia para a noite.


Apesar da história de sucesso, nem tudo são flores. No ano passado, Jamie Sierota, irmão e ex-guitarrista do grupo anunciou sua saída para poder ficar mais próximo da família e do seu filho recém-nascido. Após um longo período dividido entre turnê, descanso e horas no estúdio em busca de um som e identidade próprias, o Echosmith retorna agora não só com o desafio do segundo álbum, mas também com o trabalho de mostrar que a banda está mais próxima do que nunca. Pelo menos, é isso o que nos garantiu a Sydney em nossa entrevista.

Conversamos com a vocalista (muito simpática) do grupo sobre o novo single da banda, "Goodbye", o álbum "Inside A Dream", marcado para o dia 29 de setembro, "Stranger Things", vinda ao Brasil e muito mais! Confira a entrevista completa abaixo:

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It: "Goodbye" é muito mais introspectiva e acústica do que a maioria de suas músicas. O novo álbum vai seguir essa linha?
Sydney: Na verdade, "Goodbye" é muito única! Não tem nada como essa música no álbum. Ela é a única nesse estilo mais acústico, e é mais diferente mesmo. O disco vai ter músicas com mais guitarra do que "Goodbye". Ele é diferente dessa música, mas ainda parece que faz parte da mesma família de "Goodbye". Exploramos bastante no álbum e as músicas passam vibes diferentes mas, no final, estão relacionadas e tem todas uma mesma vibe.

Vocês fizeram bastante sucesso com "Cool Kids". Se sentem pressionados a repetir esse sucesso com "Goodbye"?
Sydney: Naturalmente, tem um pouquinho de pressão. Temos a sorte de ter tido sucesso com "Cool Kids" e tivemos uma reação incrível com essa música. Então, naturalmente nós ficamos meio "OMG! Será que vamos conseguir o mesmo sucesso ou vamos conseguir ainda mais? Vou conseguir escrever uma música melhor? Como fazemos isso?", sabe? Você tem que colocar isso de lado e fazer músicas que venham do seu coração, de verdade, porque é isso que importa. Isso é o que conecta as pessoas. Então, nós decidimos não pensar na pressão. O sucesso de "Cool Kids" foi resultado disso, de escrever músicas que amamos, que nos representam. Foi por isso que deu certo!



It: Ok, agora vamos falar de um assunto um pouquiiiiinho delicado. Como vocês estão lidando com a saída do Jamie? Acham que isso vai impactar no som de vocês?
Sydney: Honestamente, a saída do meu irmão foi triste e partiu meu coração, mas, no final do dia, as pessoas escolhem o que fazem e nós só podemos controlar nossa própria vida. Estou feliz com onde estamos agora. Nós estamos muito próximos, nos falamos sempre e sempre vamos visitar seu filhinho. Estamos felizes com aonde estamos agora. É difícil descobrir o que fazer sem um membro da banda, ainda mais alguém tão importante e que é seu irmão, por isso precisamos tirar um tempo pra entender quem somos como banda, descobrir nosso som e ver como seria sem Jamie. Estamos felizes com como resolvemos isso tudo e a banda está mais unida do que nunca. No final do dia, é isso, você faz o que pode e você só pode tomar as decisões da sua vida.

It: Vocês lançaram o "Talking Drams" em 2013 e agora vão lançar o "Inside a Dream" nesse ano. Por que demoraram tanto?
Sydney: Estávamos fazendo turnê! Fizemos turnê por três anos com o "Talking Dreams" e isso foi maravilhoso! Nós crescemos muito durante tudo isso, nossas canções estavam indo bem, pudemos ver a reação das pessoas com elas e, no meio disso tudo, não tínhamos tempo pra realmente trabalhar em novas músicas. Uma turnê ocupa muito do seu tempo. Também precisávamos tirar um tempo para descansar. Depois disso tudo, estamos bastante felizes agora e acho que esse tempo fez bem porque nos encontramos.

It: Vocês colaboraram com o Zedd no álbum deles e o resultado foi bem legal! Pensam em colaborar com alguém para o "Inside a Dream"?
Sydney: Na verdade, nosso álbum não terá nenhuma parceria, mas escrevemos com pessoas bem legais e diferentes como o Ryan Tedder do OneRepublic. Trabalhamos com pessoas de bandas diferentes e que realmente gostamos e isso é sempre bom, traz novas energias e faz com que o processo seja refrescante. Cada novo ciclo de se fazer um álbum é isso, temos que tentar buscar coisas novas.



It: Alias, vocês estão usando a palavra "dream" mais uma vez no título de um álbum, acho que vocês gostam dela MESMO. É proposital? Esse disco vai meio que ser uma continuação do primeiro?
Sydney: Siiiiim! Quando lançamos o primeiro álbum não tínhamos fãs e sonhávamos com como nossa vida poderia mudar, sonhávamos em estar aonde estamos hoje ["Talking Dreams" - conversar com os sonhos] e agora estamos vivendo nosso sonho ["Inside A Dream" - dentro de um sonho]. É lindo pode viver esse sonho e nós estamos muito felizes de essa ser a nossa vida. Sempre quisemos viver tudo isso e nos sentimos muito sortudos!

It: Eu ouvi algo sobre o novo som de vocês ser do tipo que nós poderíamos escutar em "Stranger Things". Como assim? Explica isso pra gente!
Sydney: Eu não sei quem disse isso, mas amamos "Stranger Things"! Nós somos muito fãs da série. Na verdade, meu irmão ama a série. Gostamos da soundtrack, ela é incrível, única e muito anos 80. Nós sempre amamos os anos 80 e nosso álbum tem essa pegada, com muito teclado e muita bateria eletrônica. Acho que tem algo de "Stranger Things" sim, mas diria que é mais feliz do que a série!

It: Vocês vão entrar em turnê de novo! Estão animados?
Sydney: Sim! Amamos fazer turnê e nos conectar com nossos fãs, vê-los cara a cara... Amamos ver as pessoas reagindo as nossas músicas. Vai ser muito legal tocar as novas músicas. Claro, vamos tocar as antigas também! Queremos fazer a turnê desse álbum por alguns anos e queremos poder levá-la para o mundo todo!

It: Tem planos de vir ao Brasil com essa turnê?
Sydney: Sim, vamos sim, queremos ir! Temos fãs incríveis aí, eu sempre vejo os tweets de vocês. Nós sabemos que vocês estão esperando pela gente, então nós vamos tentar ir sim ao Brasil!

***

Não estamos surpresos de saber que a Sydney vê nossos tweets o tempo inteiro, afinal, todos sabem que foi o Brasil que inventou a Internet e tudo que há nela. E, gente, ela é muito fofa e divertida! Já queremos ser bffs. Ficamos por aqui ouvindo muito "Goodbye" enquanto o "Inside A Dream" não chega.

Aproveitamos para agradecer a Warner Music Brasil por ter nos proporcionado esse entrevista e a Sydney por ter sido tão gente como a gente <3

Vamos admitir: quem não ama uma vilã de filme teen, não é mesmo? Com todo o look geralmente exagerado, muito cor de rosa e as frases cheias de sarcasmo, muitas vilãs acabam sendo mais icônicas que as açucaradas protagonistas em filmes deste gênero, que tornou-se um dos mais comuns nas últimas décadas. Não é à toa que muita gente correu para ver "Meus 15 Anos", produção brasileira voltada para o público pré-adolescente, e que não podia deixar de ter sua própria antagonista mimada — que aqui atende pelo nome de Jéssica. Estrelado pela popular estrela do SBT Larissa Manoela e pelo comediante Rafael Infante (conhecido a partir do canal "Porta dos Fundos"), o filme conta até com participação da internacionalíssima Anitta (diva pop brasileira é assim, sedenta); no entanto, o It Pop adora uma boa mean girl, e por isso resolvemos conversar com quem chama atenção no papel: Clara Caldas, a jovem e promissora atriz por trás da vilã do filme.

Muito diferente de sua personagem, Clara é bastante simpática, simples, culta e nem um pouco superficial. Ruiva para o papel, a atriz paulistana começou a carreira como modelo e logo migrou para comerciais. Este ano, ela comemora duas grandes conquistas: o papel de Jéssica em "Meus 15 Anos" e o de Kika na série "Juacas", produção do Disney Channel que deve chegar à televisão em breve (e é bom ficar de olho nessa garota, viu?). Durante nossa entrevista, Clara comentou um pouco sobre o processo de construção da sua personagem para o longa-metragem adolescente, assim como um pouco da sua trajetória pessoal. Confere só:




IT POP: Como você foi o processo de casting para fazer parte do filme "Meus 15 Anos"?

R: Foi muito legal! Amei a ideia do filme desde o primeiro e-mail! Primeiro teve uma fase em que tive que gravar um monólogo pelo celular, em casa mesmo, e depois um teste presencial (em que por coincidência eu fiz uma cena com o Bruno Peixoto [galã do filme]! Acredita?) e por fim, uma última fase presencial. Quando descobri que tinha passado, saí pulando pela rua no telefone com uma amiga (risos) 

IT POP: Você já havia participado de uma grande produção (em parâmetros nacionais)? Se sim, qual?

R: Sim, participei também da nova série do Disney Channel, "Juacas"! [Produção latinoamericana do estúdio, a série possui estreia prevista para 03 de julho deste ano.]


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IT POP: Conte um pouco sobre Jéssica, sua personagem. Ela é "tão vilã" como parece ou também tem qualidades que são visíveis no filme?

R: Sou tendenciosa para falar, mas mesmo sendo muito diferente da Jéssica, eu consigo entendê-la. Ela é bem mais nova que eu e bem mimada e impulsiva, então acaba fazendo umas bobagens, mas não é por pura maldade. Ela tem seus porquês. 

IT POP: Como foi a preparação para a sua personagem? Você chegou a ler o livro que inspirou o filme?

R: Tivemos alguns dias de preparação de elenco que foram cruciais para a interação do grupo. Eu conversei bastante com a Luly [Luiza Trigo], a autora do livro, que logo virou minha amiga e me ajudou muito! Li o livro e consumi bastante referência. Blair Waldorf, Regina George e Sharpay Evans me inspiraram demais na hora de escrever um diário da Jéssica para construção da personagem.



IT POP: Como foi trabalhar no filme  e também, especificamente, com a Larissa Manoela, que é uma estrela infanto-juvenil? 

R: Foi um sonho! O elenco todo se deu muito bem e a Lari é um amor! Nos víamos quase o dia todo, saímos nas folgas e ainda nos falávamos no grupo do WhatsApp durante o mês inteiro!

IT POP: Você acha que o filme pode interessar ao público que foi da época dos filmes com Hillary Duff, Lindsay Lohan e Anne Hathaway, dentre outras estrelas dos anos 2000? 

R: Com certeza. As referências são essas e não tem como não se identificar e ter nostalgia.

IT POP: Como você começou na carreira de atriz? E o que espera para o futuro? Já tem novos projetos à vista?

R: Sempre gostei muito e fiz teatro quando criança, mas profissionalmente só comecei quando adolescente, como modelo fotográfica e em comerciais. Depois fiz vários cursos de teatro até entrar em um profissionalizante, e não consigo me imaginar parando de estudar! Sigo fazendo testes e com várias ideias em vista.

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IT POP: Agora sobre sua vida pessoal: Como é sua rotina? O que mais gosta de fazer no seu tempo livre?

R: Além do curso de teatro, eu faço Psicologia na Universidade. Gosto de receber os amigos em casa, assistir a filmes e ler livros. Curto também ter momentos sozinha, em atividades como ir ao cinema, correr e cozinhar. 

IT POP: Uma pergunta importantíssima (rs): Qual é o seu signo? Você se identifica com as características dele?

R: Áries! Não me identifico muito. Não sou briguenta e nem ciumenta, ou impulsiva. Concordo com a parte da proatividade e da gana (risos). 

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IT POP: Poderia, por fim, deixar um recado para as pessoas irem assistir ao filme?

R: Vocês não podem deixar de assistir ao filme no cinema! Vão chorar, rir, ficar com raiva, se emocionar, cantar junto e ainda receber uma mensagem super linda e impactante. Não percam e me contem sobre a Jéssica!!!

Confira abaixo os trailers de "Meus 15 Anos" e "Juacas":


Desde que surgiu no cenário musical em 2010, Jason Derulo tem sempre procurado fazer canções que não sejam óbvias e iguais ao que escutamos nas rádios e que, claro, façam a gente rebolar bastante o bumbum, porque estamos aqui pra isso. Por isso, hoje a gente pode dizer com propriedade que o cara não só é uma máquina de fazer hits, como lança aqueles smashs nada convencionais que a gente tem orgulho de dançar bastante na balada.



Já são 7 anos desde que ele se lançou na indústria, quatro discos e uma coletânea de hits, mas ele não para e continua sempre investindo em novas sonoridades e em muita coreografia, criando tendências - quem não se lembra do sucesso dos trompetes de "Talk Dirty" que dominaram a música pop? - ou simplesmente inovando quando tudo parece igual - "Swalla" tá aí pra provar isso. 

Batemos um talk dirty com o cantor sobre como é fazer sucesso no mundo inteiro com sua própria música, o novo álbum que está por vir, parcerias, Brasil e muito mais: 

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It Pop: Antes de tudo, parabéns por "Swalla"! A música está fazendo bastante sucesso. Eu estava olhando o Top 50 de vários países no Spotify, e a música estava no Top 10, Top 20 de quase todos eles. Como é pra você ver a sua música se tornar um hit global?
Jason: É incrível! É uma dessas coisas que você não se acostuma. É muito bom. Você começa a fazer a música no estúdio, vê ela sendo produzida numa sala junto com várias pessoas, de repente você lança e, quando vê, a canção cresce e vira algo muito maior do que você esperava. Isso é algo muito especial. 

Quando eu escutei "Swalla" pela primeira vez, me lembrou bastante de um ritmo brasileiro chamado tecnobrega. Então, me conte, qual foi a inspiração por trás da sonoridade de "Swalla"?
Jason: Eu tenho origens haitianas. Então, eu queria fazer uma música que lembrasse a kompa, o ritmo tradicional do Haiti. Queria fazer uma música que tivesse esse ritmo, esse som, mostrar isso para o mundo. É muito bom poder levar esse estilo para outros lugares.


Você está acostumado a trabalhar com vários rappers, mas nunca tinha trabalhado com a Nicki Minaj. Como foi?
Jason: Foi legal. Ela é uma artista talentosa, que sabe o que quer e sabe como fazer. Foi incrível e nós fizemos coisas bem legais no estúdio. Temos uma versão acústica de "Swalla" para lançar e, logo, logo ela estará aí. Trabalhar com ela no estúdio foi mesmo um processo bem legal. 

Você também está bastante acostumado a colaborar com diversos artistas em seus discos. Vamos ver algumas parcerias nesse novo álbum?
Jason: Ah, algumas. Vocês vão ver algumas participações sim, mas é surpresa. 

Mas você não pode contar nada pra gente? Nadinha?
Jason: Não, não! Tenho que guardar esses segredos. São projetos legais, pessoas diferentes. Já tenho até algumas canções prontas, mas não posso falar mais nada. 

Eu sei que "Swalla" está se saindo bem, mas você já está pensando em um próximo single?
Jason: Estou pensando, mas mais por alto. "Swalla" está indo muito bem mesmo e isso é bom, então estamos pensando no que vem depois sim, mas primeiro vamos focar nessa música, lançar a versão acústica de "Swalla" e depois, então, lançar outra canção. Mas o novo single sairá logo.


Voltando um pouquinho no tempo, eu lembro quando você lançou "Talk Dirty" e a música fez tanto sucesso que, de repente, todo mundo começou a usar aquele som de trompetes. Ariana Grande usou trompetes em "Problem", Fifth Harmony fez a mesma coisa em "Worth It", até a Taylor Swift usou esse som em "Shake It Off". Como foi pra você criar uma tendência na música pop?
Jason: Eu tento fazer coisas diferentes, coisas que ninguém está fazendo. Tento fazer coisas que me inspiram. Não quero seguir as tendências, quero fazer algo que as pessoas não costumam escutar e quero também me conectar com essas pessoas. Não faço algo pensando se vai ou não criar um tendência, isso é o tipo de coisa que acontece sem planejar. 

E agora "Swalla" está se tornando um hit e é bem diferente do que costumamos escutar por aí. Você acha que essa música também pode criar uma tendência?
Jason: Não sei, não tenho certeza. Eu quero ver o que vai acontecer com essa canção. "Swalla" está indo bem agora e vou ficar de olho no que vai acontecer daqui pra frente. 

Ok, agora vamos falar do Brasil! Você esteve aqui em 2014. Como foi a experiência?
Jason: Foi incrível! Mulheres bonitas, boa comida, público maravilhoso... é muito bom fazer show aí!

Tem planos para voltar?
Jason: Sim, com certeza! Quero voltar logo.  

Suas músicas são sempre bem diferentes, elas tem sons e batidas que não costumamos ouvir em outras músicas, e aqui no Brasil nós também temos ritmos bem diferentes. Você já escutou música brasileira e já pensou em talvez usá-la como inspiração para criar suas próprias canções?
Jason: Olha, é uma boa ideia! Acho que vocês tem coisas bem diferentes por aí. Seria bem legal começar a pesquisar mais sobre a música de vocês, entrar de cabeça nisso aí e, então, quem sabe?!

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Ih, gente, não é que ele gostou da ideia de fazer uma música inspirada por ritmos brasileiros? Tecnobrega já (quase) foi, que tal um pop inspirado no funk pra gente mostrar cultura pra esse povo? Já pode ligar pra Anitta que o hit tá pronto!

Formada pelos irmãos Johnny, Jesse, Daniel e Dylan Kongos, a banda KONGOS saiu da África do Sul para o mundo ao misturar um rock alternativo com ritmos característicos de seu país de origem, criando um som dançante e bastante original. Com três álbuns lançados, os caras acabaram, sem querer, saindo do nicho alternativo ao verem músicas como "Come With Me Now" e "I Want To Know", do seu segundo CD, "Lunatic", se tornarem hits dois anos depois de terem sido lançadas, pegando todo mundo de surpresa. 



O grupo só esteve uma vez no Brasil, no Lollapalooza de 2015, mas já tem um caso de amor com o país. A gente sabe como fazer uma banda se sentir verdadeiramente amada, né? Prestes a pisarem em solo tupiniquim de novo, conversamos com o Jesse, baterista do KONGOS, sobre como foi se apresentar no Lolla, a pressão para conquistar novos hits e as bandas alternativas sendo cada vez mais tocadas nas rádios e conhecidas pelo grande público:

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It Pop: Bom, pra começar, nem todo mundo conhece o KONGOS, né? Então, conta pra gente, quem é o KONGOS?
Jesse: Sim, sim, muitas pessoas não nos conhecem mesmo. Somos uma banda de rock da África do Sul e temos morado nos Estados Unidos por bastante tempo. Somos quatro irmãos da África vivendo pelo mundo.

Qual a maior diferença entre o "Lunatic" e o "Egomaniac"?
Jesse: O "Egomaniac" é mais moderno, conseguimos entender e visualizar melhor nosso som e isso afetou a forma como fizemos esse novo álbum. 

O "Egomaniac" tem uma vibe anos 80 e soa muito mais dançante. Como foi o processo de experimentar algo diferente e misturar isso com o próprio som do KONGOS?
Jesse: Somos quatro pessoas e escrevemos e pensamos no som de forma individual às vezes. Escrevemos em tempos diferentes, no meio da turnê, e isso faz com que misturemos as coisas. Não queremos fazer o mesmo álbum duas vezes, queremos fazer mais, mudar, mas sabemos que, se mudarmos demais e muito rápido, as pessoas não vão nos reconhecer. Não queremos mudar a essência. É animador e necessário experimental coisas novas, mas tentamos manter a essência.

Vocês dirigiram o vídeo de "Take It From Me". Como foi essa experiência? Pretendem fazer algo assim novamente?
Jesse: Com certeza vamos fazer mas vídeos assim, seja dirigindo ou estando envolvidos na produção, porque somos egomaníacos [pegou a referência ao nome do álbum?] e controladores. Pra mim, foi assim: a gente ia ter um diretor e depois decidimos fazer nós mesmos. Chamamos um cara que ia pra escola comigo, Logan, ele é câmera e editor e ele nos ajudou muito. Foi muito legal e divertido. Chamamos nossos amigos e fizemos grandes cabeças para o vídeos, o que acabou sendo bastante detalhado, mas muito legal. Nós gostamos desse processo e queríamos que o vídeo refletisse o humor da letra e o conceito do álbum de forma bastante visual, com as cabeças crescendo. 



Vocês vão lançar outro single, talvez outro vídeo para o "Egomaniac"?
Jesse: Sim, provavelmente vamos. Estaremos fazendo turnê na América do Sul em abril e devemos mandar outra música para as rádios por agora. Estando em turnê nós não temos muito tempo, mas vamos tentar fazer mais coisas visuais para o "Egomaniac".

"Come With Me Now" é o maior hit de vocês até o momento. Vocês se sentiram pressionados a repetir esse sucesso com o "Egomaniac"?
Jesse: Sim. Fizemos "Come With Me Now" em 2010 e por quatro anos ninguém notou. De repente a música cresceu, as pessoas passaram a ouvir e se tornou algo gigante pelo mundo. Todo mundo começou a ouvir e foi bem louco. Claro que quando temos um hit e temos que fazer algo depois tem pressão, mas tentamos não ligar pra isso e não deixar que isso afete a música. A parte boa disso é que todo mundo soube da música e, com isso, conheceu o KONGOS e foi escutar nosso álbum, e nosso disco não soa só como essa canção. A parte boa é que as pessoas passam a conhecer a banda como um todo, entendendo quem somos além de uma música só. 



Vocês já estão trabalhando no novo disco? Já sabem como vai soar?
Jesse: Não especificamente. Temos ideias de músicas que vamos por mas, no momento, estamos fazendo turnê e nos preparando para isso e tudo isso toma muito do nosso tempo. Vamos continuar trabalhando nesse álbum ["Egomaniac"] e depois pensar no que queremos fazer. Vamos fazer álbuns para sempre, então temos tempo. Não sabemos exatamente como vai soar. Escrevemos músicas com guitarras e piano, mas não sabemos como vai soar até irmos ao estúdio. Então, vamos terminar a turnê primeiro. A música não vai ser muito diferente. Música boa vai ser música boa não importa quando feita.

Nós temos visto várias bandas alternativas como twenty one pilots, WALK THE MOON e Imagine Dragons dominando o cenário da música. O que você pensa sobre essas bandas alternativas e a música alternativa se tornando cada vez mais pop, mais conhecida e mais tocada nas rádios?
Jesse: Não acho que seja algo tão diferente assim. Às vezes rola de banda se tornarem mainstream mesmo. Essas bandas estão aí por tanto tempo e demoram para fazer sucesso, mas um dia aparecem. Acho que a ideia de uma banda sempre vai ser algo popular. Mesmo com a música pop, com o hip-hop, assim assim as pessoas gostam de ver vários músicos tocando em um palco, sempre foi assim e acredito que é algo que sempre vai acontecer. 



Vamos falar do Brasil! Animados para voltar?
Jesse: Sim, com certeza! A última vez que estivemos aí foi no Lollapalooza [2015] e foi um dos nossos shows favoritos. O show de São Paulo compete com o show que fizemos em Paradise Valley [cidade natal da banda] pelo título de melhor show que já fizemos porque foi muito bom mesmo! Estamos animados para voltar com um novo set, fazer nosso próprio show e ver como os fãs respondem a isso.

Da última vez que esteve aqui, conseguiu aprender algumas palavras em português? Conta pra gente!
Jesse: Sim, poucas, mas eu sei falar "obrigado"!

Foi bom! Melhor que o meu "obrigada"! E o que estão planejando para esse show?
Jesse: Estamos planejando essa turnê desde setembro do ano passado, tocando variações das nossas músicas do "Egomaniac" e tem dado 90 minutos de muita diversão, muitas mudanças e adições especiais. Será parecido com o show que já temos feito, mas não será igual. As pessoas do Brasil ainda não ouviram as músicas novas ao vivo, então isso é a prioridade. Vamos manter a energia lá no alto. Amamos fazer shows e ver as pessoas dançando, pulando e se divertindo.

Pode deixar uma mensagem para os fãs brasileiros?
Jesse: Estamos animados para voltar! Vocês foram ótimos em 2015, no Lolla, e contamos pra todos de vários lugares do mundo sobre a experiência que tivemos aqui no Brasil, sobre o café, as pessoas... Estamos animados para voltar.

***

Se você tá pronto pra pular, dançar, se divertir muito e, claro, ajudar a segurar o nosso posto de um dos melhores públicos da banda e representar muito bem o nosso país, garanta seu ingresso para o show da banda! O KONGOS se apresenta no dia 19 de abril no Cine Jóia, em São Paulo, e até esse dia chegar você pode aquecer bastante ao som do oitentista "Egomaniac".