Há exatos quatro anos, os fãs de quadrinhos quebravam a cara com "Esquadrão Suicida". O terceiro longa-metragem do Universo Estendido DC mostrava potencial, mas acabou se tornando um verdadeiro Frankenstein, com dois tons distintos no mesmo filme que mais pareceu um compilado de videoclipes. Pelo menos, Margot Robbie roubou a cena como Arlequina.

Margot parece ter nascido para viver a personagem e, assim como Gal Gadot em "Batman VS Superman: A Origem da Justiça", se tornou unanimidade quando o questionamento era se que tinha algo verdadeiramente bom no longa-metragem. No caso de "Esquadrão", entretanto, não é difícil separar o que realmente funcionou do restante. Sim, elogiamos o filme na época de seu lançamento, mas ele é um desastre cinematográfico.

Uma pena que a personagem de Margot sofreu com a mão de homens na produção. Sua Arlequina neste filme é bem sexualizada. Além do figurino, há enquadramentos e cenas que não fazem sentido algum para a narrativa. A cena em que Arlequina rouba uma joia exemplifica bem tudo que acabamos de dizer.

Ainda bem que a própria Margot teve mais controle em "Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa" - ela é produtora - e deu o tratamento que a personagem realmente merecia. O novo tratamento parte desde a personalidade de Arlequina - menos independente - aos figurinos usados. Durante a promoção de seu filme solo, aliás, a atriz comentou sobre a escolha das roupas e deixou claro: "definitivamente, tem menos foco em satisfazer os homens".


Uma pena que "Aves de Rapina" não fez o sucesso que merecia. Enquanto a critica amou e boa parte do público também, o filme não teve a força que merecia e arrecadou apenas US$ 209 milhões. Pelo menos, a Warner ainda não desistiu da personagem. Além de aparecer em "Esquadrão Suicida 2", Arlequina pode ganhar um novo filme solo.

Enquanto "Aves" não foi muito bem na bilheteria, "Esquadrão Suicida" foi surpreendentemente um tremendo sucesso. Com orçamento de US$ 175 milhões, a produção arrecadou US$ 746 milhões. O número cresce mais se levarmos em consideração que grande parte dos personagens são desconhecidos pelo público, o que prova que a campanha de marketing foi certeira - ainda que tenha enganado muita gente.

Na época de seu lançamento, a arrecadação de "Esquadrão" só perdeu para "Batman VS Superman". Até mesmo "Homem de Aço" teve uma arrecadação mais baixa. O longa-metragem de David Ayer, aliás, ainda é mais lucrativo que "Liga da Justiça", que tinha a responsabilidade de ser o maior trunfo da DC Comics no cinema.

Assim como "Batman VS Superman" e "Liga da Justiça", "Esquadrão" sofreu muito nas mãos dos chefões da Warner. Rumores apontavam para um filme completamente diferente do que foi entregue e a campanha de marketing dá mais reforço as teorias. O sucesso abaixo do esperado de "BVS" infelizmente influenciou muito nesse filme. A produção foi de sombria para coloridona bem Marvel em questão de meses.

Com o lançamento da versão de Zack Snyder para "Liga da Justiça", muitos fãs especulam a possibilidade de uma versão de David Ayer. A AT&T, dona do time Warner, até afirmou que há a possibilidade dessa versão ver a luz do dia, mas sabe se lá quando. Acreditamos que a Warner está esperando a recepção da versão de Snyder para ver se vale a pena desembolsar milhões para recuperar uma versão que eles mesmos caparam.

Patty Jenkins deu o tom que Mulher-Maravilha precisava para o seu primeiro filme solo nos cinemas e deve mostrar novamente um bom trabalho em "1984". Um terceiro longa-metragem deve acontecer em um futuro não muito distante, mas Jenkins já mandou avisar que esse deve ser seu último dedo na franquia da Princesa de Temiscera.

Em entrevista a revista Geek (via IGN), a diretora disse que "o próximo provavelmente será meu último filme de Mulher-Maravilha, então eu preciso colocar tudo que quero mostrar. Precisamos ter cuidado". Antes do terceiro longa, ela ainda deve comandar um filme focado nas Amazonas. Se combinar certinho, pode rolar uma trilogia focada apenas nessas personagens.

"[1984] deu a chance de fazer várias coisas que não pude no primeiro filme. Fiquei muito feliz em contar a história de origem de Mulher-Maravilha. Foi quase como seu nascimento, mas nós realmente não conseguimos ver o que ela é capaz de fazer. É animador para mim poder mostrar ela em seu ápice de poder, mas também é importante suas lutas internas: ela é uma deusa e tenta ajudar os humanos. Ela não é alguém que tenta lutar contra o mal, ela tenta mostrar as pessoas más como melhorar. É um dilema interessante", contou.

"Mulher-Maravilha 1984" irá trazer de volta Steve Trevor, interpretado por Chris Pine. A volta do personagem traz mistério para a trama, visto que ele morreu no primeiro longa-metragem da heroína, estreado em 2016. De qualquer modo, esta é somente uma das diversas subtramas que o filme irá trazer, né? A gente tá louco para saber como será a relação de Diana com Cheetah (Kristen Wiig) e Max Lord (Pedro Pascal).

Uma das várias produções que foram adiadas devido ao novo coronavírus, "A Mulher na Janela" pode acabar sendo lançado pela Netflix. O filme foi produzido pela Fox 2000, da Disney, mas segundo o The Hollywood Reporter o serviço de streaming de "La Casa de Papel" está próximo a chegar em um acordo e adquirir os direitos de distribuição mundial.

"A Mulher na Janela" estava previsto para ser lançado em maio deste ano e foi adiado por tempo indeterminado. A estratégia de trazer filmes menores para serviços como a Netflix ou por VOD vem sendo adotada pelos estúdios há um tempo. "Trolls 2" foi o maior exemplo neste seguimento e até mesmo lucrou mais que seu antecessor.

Com Amy Adams no papel principal, acompanhamos Anna Fox, uma mulher com agorafobia. Devido ao distúrbio, ela nunca sai de casa e tem pavor da rua. Tudo muda quando ela deixa sua vizinha Jane, interpretada pela Julianne Moore, entrar em sua casa.

"A Mulher na Janela" é uma adaptação do livro de mesmo nome do autor A.J. Finn. No elenco, se integram também Gary OldmanAnthony Mackie. Joe Wright, responsável por "Orgulho e Preconceito" e "A Hora Mais Escura", fica a cargo da direção.

Ela conseguiu! Após o lançamento surpresa do disco “folklore” na semana passada, Taylor Swift conseguiu estrear a canção “cardigan” no topo da Billboard Hot 100, a principal parada americana de singles.



Segundo atualizações divulgadas nessa segunda-feira (03), a loirinha não só colocou “cardigan” em #1 como também estreou “the 1” já no top 5, em #4, e “exile”, sua parceria com Bon Iver, em #6.

E vamos de recorde: com a estreia de “cardigan” no lugar mais alto da parada, Taylor Swift se torna a primeira artista da história a estrear simultaneamente um single e um álbum em #1 nos dois principais charts da Billboard.

No total, Taylor Swift tem agora seis canções número 1 na Hot 100: “We Are Never Ever Getting Back Together”, “Shake It Off”, “Blank Space”, “Bad Blood”, “Look What You Made Me Do” e, claro, “cardigan”.

Será que o “folklore” ainda vai ter um novo single em #1? Porque nós vemos potencial em várias faixas.

Atenção: a crítica contém spoilers.

Eu, este entusiasta do audiovisual brasileiro, possuo alguns nomes que guardo em meu coração - então, qualquer produção feita por eles, terá minha atenção. Um dos maiores nomes para mim é o de Juliana Rojas. Rojas é diretora de curtas e longas pesadamente inspirados no terror, e é dela dois dos meus filmes tupiniquins favoritos da década passada: “Trabalhar Cansa” (2011) e “As Boas Maneiras” (2017), ambos co-dirigidos pelo também maravilhoso Marco Dutra. Resumindo: se Rojas sai de casa para fazer alguma coisa, eu assisto. Tudo para mim.

Foi exatamente por conta dela que encarei “Boca a Boca”, a nova série brasileira a estrear na Netflix. “Encarar” pode ser um verbo usado com certa.... força, mas até agora não consegui encontrar um seriado feito no país e com o selo da plataforma que seja algo realmente bom – “3%” (2016-) e “Reality Z” (2020), cof. Realmente, não assisti a todos os disponíveis (dizem que “Coisa Mais Linda”, 2019-20, vale a pena), no entanto, os que se encaixam mais no meu apetite foram decepções. Mas Rojas estava ali em “Boca a Boca” – que foi criada pelo também cineasta Esmir Filho –, e era irrelevante (até certo ponto) se a produção seria boa ou não, meu stream estava garantido.

Pois bem. “Boca a Boca” se passa em algum futuro não tão distante da nossa realidade – não fica explícito o quando, apenas o onde, em uma cidade do interior de Goiás chamada Progresso. A trama gira ao redor de três alunos da mesma escola: Alex (Caio Horowicz), filho do maior produtor de gado da região; Fran (Iza Moreira), filha da emprega da casa de Alex; e Chico (Michel Joelsas, o Fabinho do maior ato nacional da década, “Que Horas Ela Volta?”, 2015), um garoto vindo da capital para morar com o pai e reiniciar a vida.

A trama já é aberta com o mistério principal: a ficante/namorada de Fran, após uma festa, acorda com uma mancha preta nos lábios, o que desencadeia pânico na cidade sobre que doença seria aquela. O trio, quando a menina é internada, percebe que a coisa é mais séria do que poderia supor, e começa a buscar respostas sobre a epidemia, chegando à conclusão que ela era transmitida pelo beijo. Como todo mundo beijou todo mundo na tal festa, uma corrida contra o tempo se inicia para encontrar a cura.

Já fica bem evidente qual o primeiro pilar de sustentação de “Boca a Boca”: discutir as ânsias da juventude. O primeiro contato sexual, o descobrimento do próprio corpo, o acesso às drogas, tudo é embalado ali mesmo na sequência da festa – ou melhor, da rave, para ficar mais nos parâmetros modernecos. Um dos maiores alívios do roteiro é como o texto se preocupou não apenas em abrir uma gama de diversidade sexual, mas também explorá-la de maneira natural – Fran e sua bissexualidade existem na tela como qualquer relacionamento hétero. É claro que temos a ainda necessária discussão da homofobia quando a sexualidade de Chico cai na boca do povo.


Então dá para notar que os roteiristas sabiam da importância de transmitir sua mensagem da melhor maneira para a plateia. Todavia, também temos a certeza de que não foi um jovem que escreveu tudo aquilo, mais parecendo um compilado de tendências do momento (ou nem tanto) para fazer com que adolescentes se vejam no seriado. São jovens fazendo stories no Instagram com filtros de cachorro enquanto filmam um pai arrastando a filha para fora da escola ou até mesmo o grupo do “Zap-Zap” chamado “Progresso da Depressão”. Se no futuro ainda tivermos “Qualquer-Coisa da Depressão”, falharemos enquanto sociedade. Em diversos momentos me questionei se os jovens de hoje são daquela forma mesmo e eu, quase nos 30, já fui deixado para trás, mas quando os protagonistas tentam alertar uma menina sobre os riscos da doença e pedem para ela parar de beijar, ela grita “VoCÊs NãO pOdEM mE RePRimIR!”. É, talvez o problema não seja eu.

Uma das subtramas mais sem nexo é a da diretora da escola, Guiomar (Denise Fraga, anjo imaculado em “O Auto da Compadecida”, 2000). Além de ela ter sido composta com uma atuação muuuuito artificial, sua filha foi mandada para os EUA e a plateia só a vê através de suas fotos em redes sociais. SÓ QUE é gritante que todas as fotos são falsas – dá para catar imediatamente, logo na primeira vez que um dos personagens desliza pela timeline da garota –, no entanto, ninguém ali parece perceber. Demora alguns episódios para Chico desvendar um dos mais óbvios mistérios da cultura contemporânea, e isso ilustra bem como havia uma ideia que não foi executada de forma eficiente, afinal, a Rainha do Photoshop que conseguiu enganar todo mundo é um empurrão para fazer a história andar à força.

A trama de “Boca a Boca” está sentada em cima de uma briga ou desentendimento ou chame como quiser entre a cidade e a aldeia ao lado. Inúmeras vezes fica pontuado para os alunos que a segurança só existe dentro da cidade, e a culpa para a doença logo é jogada para os de “fora”, a clássica dicotomia “nós X eles”. É bem evidente que a solução de todo está exatamente do lado de lá, mas até mesmo a “mitologia” criada para salvar o dia é tão sem inspiração. Tudo vai sendo deixado pelo caminho.

Tenho notado uma feliz atenção de produções brasileiras em tocar nas desigualdades raciais. Mesmo em filmes/séries em que a pauta principal não seja esta, temos discussões acerca, afinal, a desigualdade social em nosso país é gritante. Em “Boca a Boca”, a questão está na casa grande X quarto da empregada. Os pais de Alex moram na “mansão” enquanto Fran e sua mãe vivem nos fundos, o padrão colonial que até presente data ainda habita nosso país. Há algumas tensões entre a mãe de Fran e o pai de Alex, contudo, o debate nunca consegue ser concreto o suficiente para ter relevância dentro do enredo – e não ajuda o personagem do pai ser o “vilão” unidimensional, o homem branco rico, frio e mal-humorado que só pensa em dinheiro.


Quanto mais chegamos perto do desvendar da série, mais absurda ela vai ficando. E nem digo “absurda” no sentido de “fantasiosa”, é “sem noção” mesmo. O que menos faz sentido em tudo – e olha que muita coisa não faz – é a maneira como o trio fica revoltado com os jovens doentes sendo internados no hospital. Quando Fran finalmente demonstra os sintomas, a mãe de Alex rapidamente a leva ao hospital, e o menino fica furioso. “Tá com a consciência pesada por ter lado a Fran ao hospital?”, pergunta ele, e eeeerrrrr, não? Por que ela estaria? Estamos falando de uma doença que ninguém nunca viu, que não se sabe ao certo como é transmitida, nem como age nas pessoas, e existe a certeza de que ela mata. Não seria a única coisa possível levar o doente ao médico e deixar profissionais capacitados resolverem (ou tentarem resolver) a questão? Os meninos agem como se houvesse uma prisão, ou que o hospital estivesse fazendo experiências como os doentes, mas não, eles estão literalmente fazendo de tudo para salvarem a vida dos enfermos. Qual a lógica ficar revoltado com isso?

A peça-chave da trama é que o pai de Alex está usando a pesquisa da filha para gerar mutações em seus bois e criar uma super raça a fim de impulsionar os negócios. Esse fio já começa ruim quando a filha, que trabalha com engenharia genética, é introduzida na história com uma placa em forma de DNA na mesa – porque tem que ficar extremamente óbvio que ela trabalha com DNA, por favor não esqueçam, hein, DNA, ela trabalha com DNA. Os bois, depois de várias mutações, desenvolvem a doença, o que é sim uma ideia boa, todavia, a história jamais explica como foi que a doença saiu dos bois e atingiu exatamente aquele grupo de pessoas da rave. Ou seja, a série termina e não sabemos o que de fato aconteceu. Então tá.

Ao terminar o seriado – que assisti com uma amiga (virtualmente, okay?, mantenham o distanciamento social) também perplexa com o quão forte a série se perde –, fomos ler os comentários das pessoas que gostaram, a fim de entender o ponto de vista oposto, e era quase um clichê falar como a série era boa graças à fotografia e trilha-sonora. E de fato, ambas são incríveis. Temos imagens fantásticas do interior do Brasil e uma trilha que vai de Baco Exú do Blues a Sophie (a saudades que deu de uma festa quando tocou “Faceshopping”), só que tais recursos não são o suficiente para fazer um bom trabalho. Aparatos para encher os olhos e os ouvidos, pelo visto, são o suficiente para muita gente.

É aí que está o cerne da produção. “Boca a Boca” é uma “Malhação” manufaturada para seu público-alvo: adolescentes que amam a Netflix e vivem no Instagram com suas fotos cheias de filtros. Uma pesquisa feita pela NetQuest para a Netflix informou que 80% dos jovens se veem mais na tela do que antes, e o que isso quer dizer? A plataforma está cada vez mais alimentando o público que a sustenta, com mercadorias feitas para agradá-los, o que, do ponto de vista mercadológico, é o correto a ser feito. Mas e o ponto de vista artístico? É claro que uma série como "Boca a Boca" não é algo descartável - e, curiosamente, ainda reflete bem o tempo de pandemia em que vivemos, outro acerto de timing da Netflix após "O Poço" (2020) -, porém, passa muito longe de algo que demonstra cuidado em sua concepção. Sempre que não gosto de uma produção nacional, repito: qualquer um que desbrave o audiovisual no Brasil merece total respeito, mas “Boca a Boca" usa fardas cor-de-rosa e luzes neon para hipnotizar, e não é todo mundo que vai se deixar levar pelo encanto. A mesma fórmula (futuro + pitadas de fantasia + análise social + cores neon) foi efetuada com brilhantismo em “Divino Amor” (2019).

P.S.: Juliana Rojas, continue contando comigo para tudo.

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Courteney Cox é eternizada pelo seu papel de Monica Geller em "Friends", mas a atriz também é conhecida pelo seu papel na franquia "Pânico". Uma nova sequência está nos planos de ser lançada e Cox mandou avisar que ela irá reprisar o papel de Gale Weathers.

A confirmação foi feita pela própria atriz em seu Instagram, nesta sexta-feira (31), por meio da face que marcou a franquia com a frase "mal posso esperar para ver esse rosto novamente". A dúvida que fica é como será o seu retorno: se ela será um elemento fundamental para o longa-metragem ou terá uma participação mais curta. Importante ressaltar que "Pânico 5" está previsto para 2021, quando o primeiro filme completa 25 anos.



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Do elenco original, até o momento apenas Courteney está confirmada. Neve Campbell já disse que o convite foi feito pelos diretores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett ("Ready or Not"), mas sua participação ainda é incerta. Na franquia, Campbell dá vida a protagonista Sidney Prescott.