Finalmente está vindo aí. Depois de um imenso vai ou não, "WandaVision", estrelada por Elizabeth OlsenPaul Bettany, irá chegar ao DisneyPlus ainda neste ano - se tivermos sorte, com a plataforma já cobrindo o Brasil - e o seu primeiro trailer foi divulgado na noite deste domingo (20), durante um dos comerciais do Emmy 2020. A primeira prévia trás boa parte do que foi vazado, como o fato dos personagens-título estarem presos em uma realidade paralela.



Uma das coisas mais bacanas que chamou atenção os filhos de Wanda, Wiccano e Célere. Nos quadrinhos, Wiccano protagoniza o principal casal gay da Marvel ao lado de Hulking. A introdução de tal personagem, ainda que bebê, já é um indício de que a Marvel pode trabalhar com ele em algum futuro não tão distante, já que a série deve mexer com toda a realidade do Universo Cinematográfico Marvel.

Outro ponto interessante da série é como o Visão irá lidar com o fato de que está morto. O personagem morreu em "Vingadores: Guerra Infinita" antes do estalo de Thanos (Josh Brolin). Por este motivo, ele não retornou como os demais após o estalo do Tony Stark (Robert Downey Jr.). A série, aliás, deve se justificar principalmente pela volta dele.

Os eventos de "WandaVision" devem desencadear em "Doutor Estranho e o Multiverso da Loucura", visto que Elizabeth Olsen está confirmada no elenco. Esta será a primeira vez em que uma série de TV influenciará de verdade o mundo do cinema, não o contrário.

Atenção: a crítica contém spoilers.

Eu conheci Lady Gaga em 2008, já com "Just Dance". Lembro que logo após a música tocar na rádio, o radialista falou "e essa é a música da americana Lady Gaga", e pensei "que diabos de nome artístico é esse". Continuei acompanhando os passos dela, mas para mim, àquela altura, ela era apenas mais uma cantora pop com vídeos dançantes. Foi quando assisti ao vídeo de "Paparazzi" que o jogo mudou. Ali estava uma visão artística que ninguém na indústria estava fazendo.

De "Bad Romance" a "G.U.Y.", vídeos icônicos são abundantes na carreira de Gaga, e ela surpreendeu ao lançar quase sem aviso o curta-metragem para "911", faixa do seu mais novo álbum, "Chromatica". Terceira música a receber um tratamento audiovisual, já havíamos dado uma passeada no universo criado na era com "Stupid Love" e "Rain On Me" com Ariana Grande. Falando em "Rain On Me", o clipe há pouco venceu quatro VMAs, sendo um dos mais premiados da ítalo-americana.

O que havia em comum com os dois primeiros clipes era a pegada sci-fi, com referências que iam de "Blade Runner" (1982)  a "Power Rangers" (1993-). "911", em contrapartida, mesmo dividindo a mesma base, vai para um caminho diferente. O próprio diretor escolhido reflete essa divergência: "911" foi dirigido por Tarsem Singh, diretor indiano famoso por suas composições visuais impecáveis, como em "Dublê de Anjo" (2006). O vídeo é aberto com um travelling por um deserto de areias branquíssimas; Gaga está caída ao redor de uma bicicleta destruída e romãs, sendo observada por uma figura toda de preto em um cavalo escuro como a noite. A figura a guia até um vilarejo, e a transição impecável entre a interlude "Chromatica II" e "911" quebra a atmosfera cinematográfica para entrarmos na mente dance de Gaga.


Aqui notamos o que mais amo na videografia de Gaga: "911" é como "Telephone", "Judas" e "Marry The Night", há um roteiro por trás, e não apenas execuções na tela do conceito da música - como "Stupid Love" ou "Poker Face". E isso era o que estava faltando na atual era, um vídeo verdadeiramente rico para colocar o público para pensar. E ela quebra a cabeça da plateia.

Caso você seja do mundinho cinéfilo, talvez pegue a referência principal para a fundamentação do clipe: o filme "A Cor de Romã" (1968) - e a dica é dada logo na primeira cena. O filme armênico conta a vida de um poeta, mas não da forma convencional, e sim por meio de metáforas poéticas. Lotado de composições visuais belíssimas, a Haus of Gaga (equipe criativa por trás de qualquer trabalho da artista) abraça o filme para unir ao conceito da canção. A romã, inclusive, é conhecida como a fruta da morte pela sua cor vermelho-sangue (e essa ideia é executada no filme).

O plot de "911" é bastante simplório, porém, a narrativa joga diversas ideias para mascarar e confundir quem assiste - e essa técnica é sensacional quando bem executada. Longas como "Boa Noite Mamãe" (2014) fazem o mesmo: criar uma atmosfera e composições que levam a mente do espectador para caminhos que não caiam tão fácil no desvendar da história. Quando pensamos em bons filmes, imaginamos logo histórias mirabolantes e inéditas, porém, muito há para ser realizado em histórias simples quando contadas de maneira criativa, o que "911" faz.


O que chama atenção de primeira no vídeo é o trato imagético: todas as cenas são fotografadas de maneira brilhante. Unindo com os figurinos coloridíssimos e a direção de arte - marca de Singh -, entramos naquele cenário de época que remete ao clipe de "Judas". Gaga é surpreendida com vários acontecimentos, desde um homem que bate sua cabeça incontrolavelmente e duas figuras que surgem do alto da construção - representando Maria (note a roupa inteiramente branca) e Jesus (em uma cena o ator tem correntes de espinhos ao redor dos braços). Um adento importante: mais uma vez a Gaga escala atores negros para interpretar figuras sacras - obrigado por tudo "Like A Prayer".

Entre coreografia e locações cheias de detalhes, Gaga começa a ascender para os céus com uma auréola, contudo, a figura de Jesus a puxa de volta para a terra - e na queda, por um segundo, vemos o rosto da cantora acordando em outro lugar. A cena é referência a um momento igual do filme "8½" (1963), clássico do cinema italiano de Federico Fellini. E, olha só, é um filme autobiográfico que se baseia nos sonhos do seu realizador.

Outra grande referência para "911" é o trabalho de Alejandro Jodorowsky, como "El Topo" (1970) e "A Montanha Sagrada" (1973), e o que esses dois têm em comum com "A Cor de Romã" e "8½"? Todos são obras surrealistas, e "911" não poderia ficar de fora. A música é sobre um antipsicótico que Gaga toma, e discorre sobre doenças mentais: "Continuo repetindo frases de auto ódio / Já ouvi o suficiente dessas vozes / Quase como se eu não tivesse escolha". Gaga, presa naquele cenário inóspito, é seguida sem descanso pelas figuras que a observam sem que ela consiga fazer muita coisa. O que a princípio parece uma perseguição maléfica fica clara como o oposto no plot twist do vídeo.

Tudo aquilo era uma alucinação de Gaga. Ela sofre um acidente enquanto andava de bicicleta e todas as pessoas do seu sonho são representações hiperbólicas das figuras do local: Jesus e Maria, por exemplo, são os paramédicos que salvam sua vida - representada magistralmente no momento em que o homem puxa Gaga de volta à terra quando ela ia em direção aos céus. Com a interlude "Chromatica III" ao fundo, a edição mostra todas as peças e o quebra-cabeças se encaixando de maneira garbosa. E, inclusive, há um painel pintado dentro da alucinação com todo o mistério - assim como "Midsommar: O Mal Não Espera a Noite" (2019) desenha todo seu roteiro na abertura da película.


E muito mais que uma evocação do inconsciente, o roteiro pincela discussões sociais muito importantes, como por exemplo os transeuntes que passavam no momento do acidente: eles estão tirando fotos como abutres. E enquanto uma mulher negra chora com um homem morto no seu colo sem a menor assistência, os bombeiros estão assistindo a um homem branco e rico que parece não ter sofrido um arranhão. Prioridades.

Quando saímos da beleza estranha da alucinação e voltamos à realidade, o choque é bastante grande. Não só pela reviravolta, mas pela mudança de atmosfera, e isso acontece por causa da atuação de Gaga. A atriz, indicada ao Oscar pelo papel em "Nasce Uma Estrela" (2018), entrega a melhor performance de sua carreira. A dor física e emocional do seu papel, que aparentemente causou o acidente por não tomar seu remédio, é avassaladora, exalando seu pesar através da tela quase documentalmente. Talvez por meio da música, que é uma carta aberta e corajosa da artista sobre meus próprios demônios, Gaga consiga transpirar a mensagem em sua atuação dolorosa.

E também demanda perspicácia usar uma música tão dançante e instrumentalmente alegre para um tema tão complexo, e o vídeo acompanha a impressão. Todos os figurinos coloridíssimos adoçam os olhos do quão sufocante é a situação de Gaga, que abre mão de um clipe com 15 dançarinos e cortes energéticos a fim de transformar seu trabalho em uma verdadeira experiência. "911" é comercial o suficiente para agarrar as massas ao ter um ato final explicativo, e é artisticamente no ponto para deixar de ser só mais um e criar unicidade - que no fim das contas é a essência seminal de Gaga.

12 anos depois da sua estreia, Gaga já é sinônimo de videografia extravagante, consolidando sua persona no panteão dos artistas lendários que invadiram a MTV, como Michael Jackson, Madonna, Missy Elliot e afins. No entanto, com "911", a vencedora do Oscar atinge um novo auge artístico e relembra plateias como ela é uma fonte inesgotável de criatividade, aspecto que cada dia mais parece escasso. Seja pelo nível de produção absurdo ou pela extrapolação do conceito da canção, "911" é um daqueles trabalhos que merecem ser chamados de geniais e que devem em nada na corrente do cinema folclórico, simbolista e surrealista. Ela é, e sempre foi, o momento.


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Kanye West tá decidido a mudar os rumos da indústria pelos próximos anos e, através do seu Twitter, tem publicado inúmeras reflexões sobre o que considera uma forma de escravidão dos dias atuais, se referindo aos contratos de grandes gravadoras e a maneira como elas negociam a propriedade musical de seus artistas.


A principal indignação de Kanye é em relação aos direitos das “masters” de suas canções, que contratualmente pertencem as gravadoras com quem assinou contrato e, consequentemente, não permite que ele faça qualquer coisa com suas próprias músicas sem que tenha permissão, além dessas serem fontes de lucros intermináveis, visto que gerarão renda enquanto forem tocadas, seja nas plataformas de streaming, através da venda de CDs, programas de TV ou shows.


Pela rede social, Kanye revelou todos seus contratos com a Universal Music, que detém os direitos das suas masters, e criticou o selo por não revelar o quanto valem suas propriedades, afirmando que o valor está mantido em sigilo pela gravadora temer que ele tenha dinheiro o suficiente pra comprá-las de volta.


Além disso, o rapper, que no ano passado lançou o álbum gospel “Jesus is King”, propôs ainda que outros artistas se unissem ao seu manifesto e, sim, incluiu Taylor Swift, que levantou uma discussão muito semelhante há alguns meses, quando travou uma batalha em busca dos direitos pelas masters de seus primeiros álbuns, atualmente pertencentes ao empresário —e, hoje, seu inimigo declarado — Scooter Braun.


Mas Kanye foi além e, pelo Twitter, prometeu que resolverá o problema da cantora e     conversará diretamente com Scooter, quem considera um amigo próximo e de longa data da sua família. Já pensou?



Além de Taylor Swift, outros artistas citados por Kanye West foram Bono Vox, Paul McCartney, Jay-Z, Kendrick Lamar e Drake. No caso do último, Kanye ainda brincou afirmando que lutaria pelo contrato de todos, menos do canadense, voltando atrás na mesma publicação e explicando a piada, “te amo, Drake, todos os artistas devem ser livres.”



O que acontece quando estamos morrendo? No clipe de “911” da Lady Gaga, lançado nessa sexta-feira (18), a artista tenta dar sentido aos pesadelos que correm em sua mente em seus momentos finais.


A produção mostra Gaga tendo uma série de alucinações conceituais depois de sofrer um acidente de trânsito. A ideia, segundo a cantora e atriz (quem viu o vídeo já entendeu a ênfase nessa palavra aqui) é mostrar sua “experiência com saúde mental e como realidade e sonhos podem se conectar para criar heróis em nós e ao nosso redor”. 


Em seu pesadelo, parece que encontramos Gaga em uma espécie de Juízo Final, tal como “O Auto da Compadecida”. E tem mais: tudo o que se passou ao seu redor durante o acidente reaparece nesse sonho estranho, e muitas dessas coisas em forma de símbolos e metáforas. Estamos falando de Lady Gaga, né? 


Por exemplo, tem gente argumentando que a almofada que aparece tantas vezes no clipe seria... o airbag do carro. Será? Pra gente saber, a solução é ver, rever e analisar, o que vai nos fazer dar vários plays no vídeo (que mecanismo!).



“911” é o terceiro single da era “Chromatica”, sucedendo as faixas “Stupid Love” e “Rain On Me”, com a Ariana Grande. 


Com projeto de carreira internacional à todo vapor, Anitta lançou nessa sexta-feira (18) seu novo single, “Me Gusta”, e esse lançamento representa um passo definitivo para fazer sua busca por reconhecimento para além do Brasil dar certo. 


A nova aposta da sensación de la favela mistura versos em inglês e espanhol e traz participações de Myke Towers, rapper latino, e ninguém menos do que Cardi B, dona do hit número 1 do mundo neste momento, a faixa “WAP”.


É claro que essa combinação de fatores deve favorecer “Me Gusta”, mas de nada adiantaria se a música não fosse, de fato, tão boa como é, sendo um dos melhores lançamentos próprios de Anitta em bastante tempo.


O sucesso de “Me Gusta” recaí sobre sua produção, trabalho do ÀTTØØXXÁ e de Ryan Tedder. A música faz um ótimo trabalho em misturar reggaeton com funk, dois ritmos que tem tanto em comum, tendo surgido de periferia, em algo harmonioso e único, finalmente dando a identidade que faltava para a carreira internacional de Anitta. 


 

Se “Me Gusta” vai ou não acontecer, isso a gente ainda não sabe, mas é com certeza uma direção na qual vale a pena ver a cantora brasileira seguir. 


O videoclipe da canção chega também nessa sexta, às 12h no horário de Brasília. 


Depois de adiar o lançamento de seu terceiro disco, que estava originalmente previsto pra junho, Sam Smith revelou, de surpresa, que o material, agora chamado “Love Goes”, vai sair sim! 


Sam anunciou nessa quinta-feira (17) que o álbum chega em outubro, mais precisamente no dia 30, e aproveitou pra liberar a pré-venda do material e a capa:



Junto com o anúncio do  “Love Goes”, Sam explicou que o disco é uma coleção de canções escritas que escreveu nos últimos dois anos e que representam um período muito experimental de sua vida, tanto pessoalmente quanto musicalmente. 


Toda vez que eu entrei em estúdio, eu me prometi que eu iria mirar nas estrelas e não teria nenhuma limitação. O resultado tem sido mágico e muito terapêutico e muito divertido


Com o objetivo de nos manter muito bem alimentados, Sam revelou também a tracklist do “Love Goes”, confirmando a presença das favoritas  “Dancing With A Stranger”, com a Normani, e “How Do You Sleep?”


Confira a lista de faixas:


1 Young

2 Diamonds

3 Another One

4 My Oasis (ft. Burnaboy)

5 So Serious

6 Dance ('Til You Love Someone Else)

7 For The Lover That I Lost

8 Breaking Hearts

9 Forgive Myself

10 Love Goes (ft. Labrinth)

11 Kids Again

12 Dancing With a Stranger (w/ Normani)

13 How Do You Sleep?

14 To Die For

15 I'm Ready (w/ Demi Lovato)

16 Fire On Fire

17 Promises (w/ Calvin Harris ft. Jessie Reyez)


Quer mais? Tem mais. Junto com tudo isso, também foi liberado nesta quinta-feira o novo single de Sam, a dançante e cheia de energia “Diamonds”. Ah, também já tem clipe. É aquilo: servir bem pra servir sempre. 



 deu pra perceber que a sonoridade do novo álbum vai ser bem diferente dos primeiros discos de Sam, né? Pode mandar mais, porque estamos mais do que prontos para mais músicas nesse estilo.