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Madonna garantiu a nossa trilha-sonora até o fim desse ano com as seis músicas reveladas de seu novo CD, “Rebel Heart”, incluindo o primeiro single do material, “Living For Love”, mas a internet simplesmente não perdoa e, neste domingo (21), outra canção aparentemente gravada para o décimo terceiro álbum da cantora caiu na internet numa versão demo.
Você sabe o que é um EP? EP (extended play) é uma gravação musical que contém mais de um single, muito curta para ser considerado um CD de fato. Em outras palavras, EP é mini álbum, com poucas faixas. No Reino Unido, por exemplo, a definição de extended play elegível para os charts é "álbum de até 25 minutos e quatro faixas (sem contar as versões alternativas das canções, se presentes)". E por que lançar um EP em vez de um CD?

EPs são usados geralmente em relançamentos de álbuns - temos vários exemplos na atualidade: "The Fame Monster" é o EP de relançamento do "The Fame", "Cannibal" o de "Animal", "Halcyon Days" o de "Halcyon", "Paradise" o de "Born To Die" e por aí vai. Ele serve para complementar o material já lançado.

Outra utilidade usada recorrentemente é apresentar novos artistas. Os EPs são boas estratégias para o artista iniciante testar seu som com o público - por serem menores são mais fáceis de serem produzidos e, consequentemente, mais baratos, uma boa saída para quem quer um lugarzinho sob o sol. Além disso, eles dão um gostinho do que pode vir a ser um álbum de fato.

Exemplos nesta utilidade são inúmeros e em grande maioria nessa lista, lista esta quase que desconsiderada pelos inúmeros veículos que amam as listas de fim de ano. EPs são tão importantes quanto álbuns e estamos aqui para fazer justiça a esses pequenos grandes trabalhos.

Nós do It Pop nos unimos no quartel general para decidirmos quais foram os 15 EPs marcantes de 2014. A escolha foi feita no mesmo esquema das listas anteriores: cada blogueiro escolheu seus cinco EPs do coração e unimos de acordo com suas posições, agregando pontos para elas. Aqui você confere os 15 mais bem pontuados com aqueles comentários cheios de luz e amor de Guilherme Calais, Luccas Almeida, Maicon Alex, Guilherme Tintel e Gustavo Hackaq. E como a grande maioria é de artistas novos, é uma boa você ir atrás dos que não conhece. Eles poderão acontecer a qualquer momento.
15º Colbie Caillat - "Gypsy Heart (Side A)"
Lançado na metade do ano e meio que de surpresa, "Gypsy Heart (Side A)" veio pra dar um "choque" naqueles acostumados à sonoridade habitual de Caillat. Contando com quatro faixas novas, além de "Try", que já havia sido divulgada, e tendo produção de Babyface, o material tira a cantora pela primeira vez de sua zona de conforto, acrescentando elementos mais pop, misturados ao folk e abrindo espaço até pra flertes com o R&B, mostrando que sim, ela consegue sobreviver (e bem) sem o violão.

14º Royal Blood - "Out Of The Black"
Pegue aquele rock de garagem, somado à atitude funcional e sempre elogiada dos britânicos, além de grandes letras, ótimos vocais e uma atmosfera sempre incrível. Agora dê um nome ímpar a este material, lance-o e colha os frutos de tamanha qualidade. Esse é o "Out of the Black", EP de estreia do Royal Blood e que deu origem ao excelente álbum de estreia deles, ao qual temos a certeza que também irão se surpreender feito um "Little Monster".

13º Duke Dumont - "EP1"
Uma das gratas surpresas vindas da EDM, o britânico Duke Dumont foi o responsável pelo mini-disco intitulado "EP1", em que mistura synthpop ao deep house puro. Composto (infelizmente) por somente quatro faixas, o material traz dois #1 no chart britânico em 2014, conquistados pelas espetaculares faixas "I Got U", em parceria com Jax Jones, e "Won't Look Back", canção poderosa que nos remete ao melhor da eletrônica que já ouvimos nos últimos tempos.

12º Melanie Martinez - "Dollhouse"
Nós já conhecíamos a nova-iorquina Melanie Martinez pelos seus covers na terceira temporada do The Voice USA, mas foi em maio desse ano que descobrimos como é sua real sonoridade. Com quatro faixas cheias de amargas memórias da infância e de relacionamentos, o EP é definitivamente algo para se amar e só nos diz que devemos ficar de olho na menina Melanie. É ou não para ter orgulho dela?

11º Elli Ingram - "The Doghouse"
Num ano que não tivemos Adele e numa vida que não temos mais Amy Winehouse, procuramos artistas britânicos para suprirem o vazio deixado pelas duas (ou ao menos tentarem). 2014 foi generoso nessa empreitada, tendo álbum de Paloma Faith para alegrar nossa vida, mas também teve uma cantora ainda desconhecida que ajudou, e muito, na tarefa: Elli Ingram. "The Doghouse" é o segundo EP dessa linda ("Sober" o primeiro, você também deveria ouvi-lo) e traz todo o soul e jazz que fez as musas ali em cima serem veneradas mundo afora. Recomendamos fortemente que você, ao terminar de amar essa lista, procure  "When It Was Dark" no Youtube. A música e o clipe são preciosidades que você deve terminar o ano dizendo "eu amei".
10º Galantis - "Galantis"
Novamente a música eletrônica marca presença na nossa seleção de EP's. Em tom de muito festa e arrasos de sábado a noite, o novato duo Galantis apresentou ao mundo uma nova proposta de electrohouse, em que poderosos sintetizadores se confundem em meio a batidas que nos levam a relembrar o que de melhor o Swedish House Mafia já nos proporcionou em época não muito distante. Vale a pena escutar e garantir a sua noite muito mais feliz!

9º Shlohmo & Jeremih - "No More"
Um dos EP's mais surpreendentes da lista fica por conta do trabalho realizado pelo dono do recente hit 'Don't Tell 'Em', Jeremih, em parceira com o músico de eletrônica Shlohmo. Entoando um electrorap sofisticado, a dupla deu vida ao projeto 'No More', recheado de ótimas músicas (destacam-se a faixa que dá nome ao trabalho, "No More", e a incrível "Dope") que ditam o ritmo de um trabalho digno de melhores do ano.

8º Zella Day - "Zella Day"
Descoberta pela internet após fazer um cover de "Seven Nation Army", que encabeçou a lista de mais ouvidas do Hype Machine (quase que a Hot 100 de artistas que só são pautas do Pitchfork rs), Zella Day é o frescor que o pop precisava. Dona de uma voz doce, os versos da americana são puramente enganosos, como uma armadilha pronta para pegar o primeiro desprevenido - e foi assim que caímos em suas garras. É só abrir qualquer faixa do "Zella Day EP" para ver (ouvir) como ela te conquista suavemente até te derrubar com refrões poderosíssimos e de uma beleza gritante - "Hypnotic" é, de longe, uma das coisas mais fabulosas que ouvimos em 2014. Anotem o nome dela. Ela vai acontecer.

7º Tove Lo - "Truth Serum"
Antes de ser a rainha das nuvens, Tove Lo nos fazia beber seu soro da verdade da forma mais destilada possível com o "Truth Serum". A sueca (oh terra boa) trouxe seu indie pop carregadíssimo com letras pesadas e melancólicas que abordam a solidão e o escapismo de forma humanamente incrível, algo digno de Lana Del Rey. Com hinos como "Not On Drugs" e "Habits" (spoiler: todas as músicas falam ou remetem à droga rs), esta última fez com que a cantora fosse a artista sueca a ter um single mais alto na Billboard Hot 100 desde 1994 quando Ace of Base chegou no topo com "The Sign". Todo ano temos um sleeper-hit para chamar de nosso, o de 2014 é "Habits", que já faz valer o "Truth Serum" inteiro.

6º Elliphant - "Look Like You Love It"
Produzido por Dr. Luke, Skrillex, Dave Sitek e Diplo (♥), o terceiro EP da talentosíssima Elliphant nos lembra um pouco a sonoridade da M.I.A. em algumas músicas, e é amor à primeira ouvida. Incluindo sete faixas que são dance, bagunçadas e bem experimentais, esse trabalho lindo da sueca não poderia ficar de fora de nossa lista, né? Queremos ressaltar que "Only Getting Younger" e "Revolusion" são as mais legais do álbum e merecem um lugar no seu iPod e no seu coração.
5º Royksopp & Robyn - "Do It Again"
Estamos todos sedentos por um novo disco de Robyn desde quando ela nos atiçou com o clipe de "U Should Know Better", do CD "Body Talk", no ano passado, mas antes de revelar um novo material completo, a rainha do pop sueco se uniu ao duo norueguês Röyksopp para o EP colaborativo "Do It Again" e simplesmente não conseguimos fazer nada além de aplaudir. E fazemos de novo. O projeto consistia numa parceria que não soasse exatamente como uma parceria e sim um conjunto concreto, sem que soubéssemos aonde eles começavam e ela terminava em cada uma das canções, e foi exatamente assim que o material soou desde a primeira audição.
4º Troye Sivan - "TRXYE"
Depois de lançar seu elogiado single de estreia, "Happy Little Pill", Troye Sivan trouxe "TRXYE". O material, composto de cinco canções, tem por grande mérito equilibrar a introspecção do lead single, com momentos mais eufóricos, além de produções delicadas e letras incrivelmente únicas sobre temas complexos, que, apesar da pouca idade de Troye, soam honestos, por vezes maduros (até demais) e bem comerciais, pra nos dar um nome em que apostamos muito para o futuro.
3º Kiesza - "Hideaway"
Daft Punk ano passo ditou os anos 80 nas pistas com seu superestimado "Random Access Memories", levando o Grammy de "Música do Ano" para a baladística "Get Lucky". A vibe oitentista é usada há tempos como resgate, mas Kiesza subiu uns degraus no tempo e nos jogou nos anos 90. O tiro foi tão certeiro que seu single de estreia, a dançante "Hideaway", foi hit e colocou todo mundo pra dançar - e tentar aprender a coreografia do clipe. Com hinos disco como a faixa-título e "Giant In My Heart", além de literalmente ir até os anos 90 com o cover acústico do clássico eurodance "What Is Love" do Haddaway (será mera coincidência o nome dele com o título do EP?), a revelação cresceu tanto que já lançou o debut album, "Sound of a Woman". E podemos esperar muito mais da canadense.
2º Brooke Candy - "Opulence"
Em tempos onde Iggy Azalea consegue lugar sob os holofotes no cenário musical com o rap, aberto por Nicki Minaj no começo da década, temos uma outra moça que também deseja seu lugar ao sol da mesma forma: Brooke Candy. A rapper é presença garantida nos nossos players há tempos com seus singles avulsos e arrasadores (vide "Das Me" e "Everybody Does"), e seu EP de estreia não poderia ficar de fora. "Opulence" é o início da "mainstrenzação" de Brooke, que começou a deixar de lado o visual "freaky princess" para adotar algo mais polido e fino, sem deixar sua excentricidade de lado, claro. Com músicas insanas, divertidas e para perder a dignidade, sabemos que tem coisa boa quando há dedo de Diplo e Sia aqui (esta até divide os vocais com Brooke numa parceria não creditada em "Pop Rock", a melhor do EP). Ah, e tem disco de estreia pro ano que vem. Segure essa opulência.
1º Broods - "Broods"
Se hoje nós amamos/vivemos o "Evergreen", debut album do duo Broods, é graças à semente plantada por eles no início do ano com seu EP auto-intitulado. Composto por seis faixas, cada uma escrita pelos deuses, os neozelandeses beberam da mesma água da Lorde - principalmente levando em conta que todos aqui são produzidos por Joel Little, então não tinha como dar errado. De canções eletrônicas ("Bridges", "Taking You There") até as doídas de partir o coração ("Never Gonna Change", "Sleep Baby Sleep"), o electropop de Georgia e Caleb Nott é um dos maiores frescores e amores que conhecemos em 2014 - reconhecidos na sua terra natal com o prêmio de "Artista Revelação". O resto do mundo já pode amá-los também.

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Muito amor, luz e felicidade! Esperamos que você tenha descoberto novos artistas para amar e esperamos também que comente sobre a lista, falando bem, falando melhor ainda e indicando aquele EP carregado de cremosidade que não entrou na nossa listinha.

Perdeu alguma das nossas listas especiais de fim de ano? É só clicar na tag ali embaixo e conferir tudo que já saiu - aguarde que tem muito mais!
Todo ano uma verdadeira enxurrada de músicas eletrônicas são trazidas aos nossos ouvidos com o propósito de se tornar aquela tal inesquecível do ano, que tem um refrão tão grudento que não sai nem com reza brava das nossas cabeças. Muitos tentam, poucos conseguem. Mas nem por isso aquela que não se consagrou o grande hino eletrônico deixou de ser tão boa (ou até melhor) quanto à denominada electrochiclete. E foi pensando assim que nós, do It Pop, decidimos rankear as 20 melhores músicas eletrônicas de 2014 (e isso foi mais difícil do que vocês imaginam).
Freddie Highmore, aquele menino fofo do remake de "A Fantástica Fábrica de Chocolate", anda surpreendendo muitos com sua atuação em "Bates Motel", série prólogo do clássico filme de Alfred Hitchcock, "Psicose". A série conquistou uma legião de fãs logo em sua primeira temporada. Fãs suficiente para render uma segunda, e uma terceira está por vir. "Bates Motel" volta em março do próximo ano e as promoções para a nova etapa da série já começaram com um (pequeno) teaser.
Seleção de sete novidades musicais que não apareceram no blog ao longo da semana mas que valem a sua atenção. Para conferir as edições anteriores do It's New, clique aqui e seja feliz.