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O Cinematofagia está cada vez mais próximo de publicar a lista com os melhores filmes deste difícil 2020, mas antes vamos celebrar as 15 melhores atuações do ano.


De vencedoras da temporada a estreias inacreditáveis, a lista segue as seguintes regras: não há separação entre papéis protagonistas e coadjuvantes, tendo como critério de inclusão a estreia do filme em solo tupiniquim dentro do ano ou com o filme chegando à internet sem distribuição no país até o fechamento da lista.



Não assistiu a algum dos longas aqui listado? Não se preocupe, pode ler todos os textos que são sem spoilers - e em seguida correr para aclamar essas performances maravilhosas. Quem é indicado ao Oscar Cinematofagia de "Melhor Atuação" do ano? Você pode conferir abaixo.




Adam Sandler em "Joias Brutas"

A missão dos irmãos Josh e Benny Safdie no mundo do Cinema é pegar atores considerados medíocres e transformá-los em apostas no Oscar. Em "Joias Brutas", foi a vez de Adam Sandler. O ator, guilty pleasure e recordista em Framboesas de Ouro (o Oscar dos piores filmes), é há tempos massacrado pela crítica com sua enxurrada de comédias tenebrosas, mas lá no fundo há um bom ator, e aqui está a prova. Sua atuação em "Joias Brutas" - que, apesar de injustamente não ter sido indicada ao Oscar, rendeu o Spirit Award e o National Board of Review de "Melhor Ator" - é um daqueles casos que Hollywood faz renascer a carreira de um nome falido.



Kacey Rohl em "Mentira Nada Inocente"

A história nem é tão inovadora: uma garota está fingindo ter câncer e sua mentira vai chegando cada vez mais perto de um inevitável fim. As grandes sacadas de "Mentira Nada Inocente" são: o roteiro, que prende a plateia na indagação "onde isso vai parar", e Kacey Rohl, na pele da protagonista. Não apenar um filme LGBT que foge totalmente das pautas clássicas da temática, a película é carregada pela insana atuação de Rohl, que dá literal vida a uma enganação de maneira tão forte que ela mesma acredita.



Lady Gaga em "911"

Lady Gaga não surpreende mais no mundo da música, provando há mais de uma década o monstro que é nos palcos, mas foi com "Nasce Uma Estrela" (2018) que ela mostrou seu talento para atuação. É verdade, ela já revelava isso em alguns de seus curtas musicais, e "911" é o ápice: percorrendo toda a narrativa onírica de maneira estrelar, é no plot twist que Gaga libera toda a sua potência e já nos deixa ansiosos para seus próximos passos na Sétima Arte.



Haley Bennett em "Devorar"

Longas que quebram a glamourização da maternidade - e que até a transformam em terror - estão aí há tempos, e "Devorar" é o filhote de "O Bebê de Rosemary" (1968) que estávamos esperando. Uma jovem e recém-casada mulher tem dificuldade em manter o casamento e a vida doméstica. Afogada em tédio e distanciamento emocional, ela descobre que está grávida, fato que desencadeia um transtorno que a faz engolir os mais diferentes objetos. Haley Bennett talvez não havia aceitado um papel tão desafiador quanto esse em sua carreira, e o desafio foi conquistado de forma brilhante.



Sidney Flanigan em "Nunca Às Vezes Raramente Sempre"

Sidney Flanigan fez uma daquelas históricas estreias no Cinema: seu primeiro papel, em "Nunca Raramente Às Vezes Sempre", inundou a atriz de aclamação e prêmios na atual temporada. No filme, ela é uma menina de 17 anos que, ao se ver grávida, embarca em uma viagem pelo país em busca do aborto. É claro que com essa temática a produção está rodeada de polêmicas, contudo, o roteiro empurra as previsibilidades e coloca Flanigan como porta-voz de um tópico que ainda precisa de muito debate.



Daniel Kaluuya & Jodie Turner-Smith em "Os Perseguidos"

"Os Perseguidos" - ou como eu prefiro chamar, "Queen & Slim" (o título original) - ganharia o Oscar de "Melhor Timing" caso houvesse a categoria. É uma fita sobre truculência policial contra a população negra lançado em meio ao movimento "Black Lives Matter". Quando um casal negro, em uma abordagem totalmente desproporcional, mata um policial branco, suas vidas estão condenadas para sempre. O road-movie de estreia de Melina Matsoukas (diretora do lendário clipe de "Formation" da Beyoncé) é lindamente conduzido por Jodie Turner-Smith (em seu primeiro protagonismo) e Daniel Kaluuya (protagonista do oscarizado "Corra!", 2017), que choram, suam e sangram em nome das vidas negras que são constantemente dizimadas pelo racismo estrutural.



Delroy Lindo em "Destacamento Blood"

Depois do imenso sucesso com "Infiltrado na Klan", 2018 (que finalmente lhe rendeu um Oscar), Spike Lee apertou as mãos da Netflix e lançou "Destacamento Blood", mais uma empreitada que deve ir direto para o coração da Academia. E o que há de maior apreço aqui é a atuação antológica de Delroy Lindo. O longa se divide bastante em termos de protagonismo, contando até com o recém-falecido e jamais esquecido Chadwick Boseman, no entanto, é Lindo que assalta todos os momentos em sua caída rumo à loucura, potencializada pela caça a um tesouro que custará a vida de muitos. O Oscar de "Melhor Ator" já tem um indicado.



Kelvin Harrison Jr. em "As Ondas"

"As Ondas", até metade de sua duração, é uma obra-prima, e isso se deve, e muito, à Kelvin Harrison Jr. Popular aluno, aspirante e brilhante atleta, sua vida é completamente perfeita até que ele descobre uma lesão em seu ombro que o tirará permanentemente do esporte. Com sua vida ruindo rapidamente, ele levará a situação a um ponto extremo que só funciona graças à sua performance de tirar o fôlego que hipnotiza pela veracidade.



Fathia Youssouf Abdillahi em "Lindinhas"

Sem entrar muito no tópico de como a Netflix quase destruiu "Lindinhas" com seu marketing desastroso, esse foi um dos filmes mais falados do ano na plataforma. Há muita discussão acerca de seu posicionamento, mas há um ponto que se destaca: como Fathia Abdillahi, de 11 anos e em seu primeiro trabalho na telona, foi capaz de interpretar uma personagem TÃO complexa. Esmagada entre a cultura tradicional de sua família versus a liberdade por vezes sem freios da modernidade, a garotinha entra para um grupo de dança que replica o que há de pior na sexualização de crianças. É um trabalho difícil e Abdillahi jamais fica aquém da empreitada.



Maria Bakalova em "Borat: Fita de Cinema Seguinte"

Sacha Baron Cohen deu um show de atuação como o tresloucado jornalista cazaque no filme original de 2006. É claro que a história não seria diferente no lançado-de-surpresa "Borat 2". Só que ele nem é a maior revelação do longa, e sim Maria Bakalova, atriz búlgara que interpreta Tutar, a filha do jornalista que é usada como presente para o então vice-presidente dos EUA. Muito mais que um pastelão escatológico, a presença de Bakalova é fundamental para a veia feminista de toda a loucura, e ela definitivamente rouba a cena de Cohen - e isso quer dizer muita coisa.



Helena Zengel em "Transtorno Explosivo"

Outra criança mostrando que talento não tem idade? Sim, temos. Helena Zengel teve, de longe, o trabalho que mais exigiu de um ator em 2020, e ela entregou sem defeitos. Vivendo uma menina com o transtorno do título, sua personagem é corretamente insuportável ao carregar uma doença mental seríssima que dificulta a vida de todo mundo ao seu redor. Ela grita, ataca e esperneia, e fica ainda mais impressionante assistir às entrevistas de Helena, tão doce e contrastante à sua personagem, um poço e ódio nem sempre reprimido.



Imogen Poots em "Viveiro"

Imogen Poots é uma atriz que merece ser descoberta pelo grande público. Apesar de um currículo vasto, a inglesa ainda não caiu nos radazes de grandes performers do momento, todavia, "Viveiro" veio para mudar essa impressão. Na bizarra fita, ela, juntamente com o namorado, está em busca da tão sonhada casa própria, que não tardará a ser um pesadelo. Poots cai em uma espiral de paranoia, isolamento e desespero com uma facilidade sobrenatural, já trazendo uma das melhores atuações do século.



Riley Keough em "O Chalé"

"O Chalé" não poderia ser O terror de 2020 sem uma atuação à altura. Riley Keough não tem medo de personagens que vão exigir o máximo dela - seu currículo filmográfico não mente -, e ela adiciona "O Chalé" ao seu mais-que-capaz portfólio. Uma breve descrição de como é seu papel é capaz de ilustrar o tamanho da responsabilidade: filha de um fanático religioso, ela foi a única a sobreviver de um massacre-suicida que matou todos da sua comunidade; agora, já adulta, ela ainda sobre gatilhos com imagens sacras, tomando remédios para manter sua curta sanidade mental. Keough, como em todo bom filme de terror, vai perdendo o controle da sua mente e calmamente arromba as portas do Inferno na tela.



Julia Garner em "A Assistente"

Julia Garner tem apenas 26 anos, mas já se encontra no caminho perfeito para cair nas graças de Hollywood. A garota, que começou a carreira liderando dramas indies, já possui um Emmy - de "Melhor Atriz Coadjuvante" pela série "Ozark" (2017-). Ela agora retorna em mais um protagonismo que mostra todo o seu talento. Em "A Assistente", Garner é a personagem título de uma empresa cujo chefe impõe um ambiente totalmente tóxico e machista. Com uma câmera que não descola de seu rosto, ela entrega nuances certeiras de um meio sufocante para quem é mulher.


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Para abrir as listas de "Melhores de 2020" aqui no Cinematogafia, depois de um dos anos mais instáveis da história da Sétima Arte, aqui estão as 10 melhores fotografias do ano, aquelas que nos fizeram falar "dá o Oscar para esse enquadramento". Mas antes de tudo, o que é fotografia?


A fotografia - ou cinematografia, no jargão técnico mais apropriado - é o termo que mais sofre quando alguém elogia o "visual" do filme. Ao contrário do que se pode presumir, a fotografia não é necessariamente tudo o que está na tela, tudo o que podemos ver; ela é a "impressão" do roteiro, ou seja, os enquadramentos, movimento de câmera, uso de filtros, manipulação de cores, exposição de luz e afins.


Quando alguém solta um "olha a paleta de cores maravilhosa desse filme!", muitas vezes ele não está falando da fotografia, e sim do design de produção - a chamada "direção de arte", que compõe todo o aparato físico que está no ecrã. As cores, parte visual mais emblemática, entra tanto na fotografia - pelo trabalho do colorista - como na direção de arte - no trabalho do cenógrafo - e nos figurinos - no trabalho do figurinista. São departamentos distintos e realizados por profissionais diferentes; é a união de todos que fazem um filme ser "bonito" (ou não, caso propositalmente).


Então, o que a lista está julgando é o trabalho de câmera juntamente com a colorização das películas. O critério de inclusão dos citados é o de sempre: ter estreado nacionalmente (em salas comercias, festivais ou plataformas de stream) em 2020 ou ter chegado à internet sem data de lançamento previsto. Preparado para fazer a linha cult na próxima roda de amigos e falar das fotografias mais estonteantes do cinema em 2020? Aqui as 10 melhores pelo Cinematofagia:



Mank

Cinematofragia: Erik Messerschmidt. Edição de Cor: Eric Weidt.

"Mank", novo filme de David Fincher, tem todos os elementos que fazem a Academia tremer da base: é uma homenagem ao eleito "melhor filme de todos os tempos", "Cidadão Kane" (1941). O longa não apenas vai até os passos que levaram à produção do clássico como remonta perfeitamente a rodagem de um filme na Era de Ouro de Hollywood, e a fotografia não poderia ficar de fora. Pesadamente inspirada no trato visual de "Kane", revolucionário dentro do quesito, todo quadro da cinematografia de Erik Messerschmidt aponta para a grandiosidade das películas de época. Pelo menos a indicação ao Oscar da categoria o filme leva - e se ganhar a estatueta, não será surpresa.



A Primeira Vaca

Cinematografia: Christopher Blauvelt. Edição de Cor: Sam Fischer.

Jogando o espectador para o séc. XIX, no interior dos Estados Unidos, "A Primeira Vaca" é uma obra que exala simplicidade à primeira vista, mas é muito mais complexa do que aparenta. A amizade improvável de dois homens, que mudará os rumos de toda a cidadezinha em que vivem, é capturada com uma fotografia estonteante de Christopher Blauvelt, sabiamente executada em um plano mais quadrado, um dos principais elementos que fazem o público embarcar no período.



911

Cinematografia: Jeff Cronenweth. Edição de Cor: Dave Hussey.

Lady Gaga, conhecida pelos videoclipes extravagantes e produções faraônicas, é uma cinéfila de carteirinha, já tendo referenciado inúmeros filmes ao longo da carreira. Com "911", curta em parceria com o aclamado diretor Tarsem Singh, o patamar é elevado para níveis raramente vistos na cultura pop. Inspirando em nomes como "A Cor de Romã" (1969), "8½" (1963) e "A Montanha Sagrada" (1973), a execução imagética realizada pelas mãos de Jeff Cronenweth é de cair o queixo, não se contendo em abocanhar imagens belíssimas como ousando em enquadramentos que denotam toda a carga de sua temática.



Casa de Antiguidades

Cinematografia: Benjamín Echazarreta. Edição de Cor: Mickaël Commereuc.

Se "Casa de Antiguidades" frustrou enquanto obra, sua fotografia deve em nada. Fincado no Brasil atual, em uma colônia de leite sulista, o longa busca retratar as garras do racismo e ageísmo da nossa sociedade. Como era de se esperar, esse retrato vai ganhando ares cada vez mais fantasiosos para encaminhar suas discussões para campos além do óbvio, e a cinematografia de Benjamín Echazarreta é um dos transportes dessa viagem sempre imageticamente bonita.



Devorar 

Cinematografia: Katelin Arizmendi. Edição de Cor: Sam Daley.

"Devorar" pode ser usado com excelente estudo de como a fotografia deve ir bem além de um elemento "bonito" dentro do filme: ela é usada para potenciar a atmosfera da narrativa. Seguindo uma dona de casa de classe alta que passa os dias na tediosa rotina doméstica, Katelin Arizmendi é largamente influenciado por "O Bebê de Rosemary" (1968), ao atirar a maternidade em um campo que beira o sobrenatural e a questionar de formas corajosas e longe de toda a glamourização a obrigação imposta sobre as mulheres no ato de procriar.



Viveiro

Cinematografia: MacGregor. Edição de Cor: Gary Curran.

O objetivo de quase toda cinematografia é emoldurar o ecrã da maneira mais natural e real possível, contudo, o caso de "Viveiro" vai para o extremo oposto. O filme necessita de uma cinematografia totalmente artificial para dar vida ao seu estranho roteiro, e MacGregor atinge sem dificuldades o propósito. Com seu design de produção esteticamente correto é fachada para a trama, com a fotografia escondendo toda a bizarrice com uma estética que passeia por "Edward Mãos de Tesoura" (1990) e "O Show de Truman" (1998), e transforma a casa própria, uma das mais desejadas paisagens, em um verdadeiro labirinto em que cada esquina é um pesadelo.



O Chalé

Cinematografia: Thimios Bakatakis.

Um dos elementos mais seminais para a construção de um bom terror é a fotografia - e não é de admirar que os melhores filmes do gênero também possuem cinematografias de sucesso. "O Chalé" entra nesse panteão: a película nada contra a maré do modelo atual de cinema de terror, acomodado em berrar sustos, e edifica sua atmosfera com muito cuidado, trabalhando com sugestões e temáticas geralmente tratadas com pobreza. A fotografia - do mesmo responsável por "O Lagosta" (2015) e "O Sacrifício do Cervo Sagrado" (2017) - é fundamental na imersão da história quando captura luzes naturais de maneira não convencional, no limiar entre claridade e escuridão.



1917

Cinematografia: Roger Deakins. Edição de Cor: Greg Fisher.

O atual detentor do Oscar de "Melhor Fotografia", falar do trato visual de "1917" é chover no molhado: a maneira como o longa foi filmado é espetacular. A fotografia de Roger Deakins - que também levou o Oscar por "Blade Runner 2049" (2017) - faz um preciso balé coreografado enquanto segue os protagonistas incessantemente. Editado para parecer uma rodagem sem cortes, o trabalho de câmera rende sequências que já entraram para a história do Cinema pela precisão e poder - e aqui, os exemplos são vários.



Maria & João: Conto de Bruxas

Cinematografia: Galo Olivares. Edição de Cor: Mitch Paulson.

"Maria & João" foi uma fita quase universalmente subestimada, tanto pelo público como pela crítica. É claro, a releitura da história clássica poderia ser muito mais potente caso não cedesse a comodismos (o final é particularmente fraco), todavia, há um elemento indiscutivelmente fantástico aqui: sua cinematografia. "Maria & João" aprendeu com "A Bruxa" (2015) a como fazer um filme de época no aparato visual. Cheio de simbolismos, cores artificiais e enquadramentos irretocáveis, Galo Olivares - em seu trabalho de estreia na cadeira de cinematógrafo em um longa - mostra a que veio sem sutilezas.



O Poço

Cinematografia: Jon D. Domínguez.

Quando um filme longe dos cofres bilionários de Hollywood consegue um feito além da média em termos técnicos, sabemos que é um sucesso. "O Poço", produção espanhola, é um desses filmes. "O Poço" impressiona pelo requinte técnico – e é a estreia do diretor Galder Gaztelu-Urrutia, mais um motivo para potencializar a boa realização da película. Toda a concepção visual da trama é realizada fantasticamente; quase inteiramente filmado em um único cômodo, o que exigiu o triplo da cinematografia de Jon Domínguez, que foi capaz de dar o tom correto da claustrofóbica trama.


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A produção de um filme envolve muitos imprevistos e problemas que parecem ser impossíveis de resolver. Muitas vezes tais empecilhos sequer chegam ao público, mas às vezes acabamos tendo conhecimento de alguns, principalmente quando o filme é adiado mais de três vezes por motivos diversos. Né, "Novos Mutantes"?

Pensando nisso, a edição deste sábado do Bastidores reúne cinco filmes que tiveram grandes problemas de produção. Alguns, aliás, são perceptíveis até mesmo no produto final pelo público.

007 - Sem Tempo Para Morrer (2020)


Surpreende que o vigésimo quinto filme da franquia "007" irá realmente sair se levarmos em consideração que houve uma explosão no set filmagens e que Daniel Craig (James Bond) se feriu em um acidente. Deu tudo errado.

A explosão foi antes do acidente com Craig e comunicada oficialmente pelo filme por meio do Twitter, em meados de junho de 2019. Segundo a publicação, um funcionário da equipe ficou levemente ferido e o estúdio onde o longa-metragem estava sendo rodado foi danificado.

Já no mês anterior a explosão, Daniel Craig machucou seu tornozelo e ainda precisou passar por uma cirurgia (!!!). Não há informações de como o acidente se deu, mas as filmagens precisaram ser adiadas em duas semanas por conta do ocorrido. A informação também foi divulgada oficialmente pelo Twitter do filme.

Han Solo (2018)


A tragédia de "Han Solo - Uma História Star Wars" foi anunciada muito antes de sua estreia. Em meio a produção, a dupla de diretores Phil Lord e Chris Miller ("Uma Aventura Lego") foi trocada por Ron Howard ("O Código DaVinci"). O motivo: Kathleen Kennedy, presidente da Lucasfilm, não estava gostando da abordagem dada pela dupla.

Kennedy buscava algo ao estilo "Guardiões da Galáxia", segundo o The Wall Street Journal, por isso foi feita a troca. No fim, Howard acabou refilmando 70% de um filme que grande parte dos fãs da franquia "Star Wars" fingem não existir. De qualquer modo, a Lucasfilm já estava preparada para o tombo.

Apesar da troca de diretores, talvez o maior problema da produção tenha sido Alden Ehrenreich, o Han Solo dessa nova versão. Um ator envolvido na produção, que na época não se identificou, afirmou que Alden não era bom o suficiente. A declaração foi dada ao site Vulture no começo de 2018, mas ajudou a crescer um rumor de 2017 que afirmava que um professor de atuação teria sido contratado para ajudar Alden.

Liga da Justiça (2017)


A DC Comics ainda estava perdida em como dar início ao seu universo cinematográfico compartilhado e "Liga da Justiça", dirigido por Zack Snyder e Joss Whedon, era a oportunidade perfeita para mostrar ao público que sabia o que estava fazendo. Infelizmente deu tudo errado e só agregou a maré de hate que a quadrinista seguia sofrendo nos cinemas.

O problema é anterior a este longa-metragem, na verdade. "Batman VS Superman: A Origem da Justiça" não teve a melhor das recepções. Arrecadou bem, mas não o suficiente para agradar executivos, o que resultou em uma série de intervenções em produções como "Esquadrão Suicida" e no próprio "Liga da Justiça", um verdadeiro Frankenstein, como o site The Wrap classificou.

A vontade de tirar Zack Snyder, todavia, vem desde "O Homem de Aço", mas o diretor permaneceu até "Liga", saindo apenas após a morte de sua filha. Joss Whedon já havia sido contratado para reescrever algumas cenas, que tornariam o filme mais leve, e com a saída de Snyder assumiu a direção. O resultado foi aquele filme que bem... preferimos esquecer.

Mad Max: Estrada da Fúria (2015)


"Mad Max: Estrada da Fúria" foi um dos poucos resgates de franquias antigas que valeram a pena, mas a produção sofreu para sair. As gravações do filme estavam previstas para começar em 2010, porém só tiveram início no ano seguinte por conta de chuvas na Austrália, onde a produção seria rodada. Devido as chuvas, todo o cenário desértico apocalíptico desejado por George Miller se tornou um campo de flores silvestres e terra vermelha.

O longa-metragem passou a ser gravado no deserto de Namíbia, no sul da África. A gravação tinha tudo para correr certinho, mas Charlize Theron e Tom Hardy, na época, não se deram muito bem nos sets de filmagem. Somente nesta semana que ambos confirmaram as brigas em um artigo especial do The New York Times sobre o filme.

Theron acredita que faltou um pouco de empatia de sua parte, enquanto Hardy contou que a produção foi bem desgastante. "A pressão sobre nós era esmagadora às vezes. O que ela precisava era um parceiro melhor, talvez mais experiente que eu", desabafou o ator.

Novos Mutantes (2020)


Esse aqui a gente está cansado de falar, não é mesmo? Principalmente por conta dos diversos adiamentos. Entretanto, diferente dos anteriores, este aqui envolve muito mais rumores do que confirmações. A começar por uma suposta refilmagem de 75% da produção que aparentemente nunca aconteceu.

As novas filmagens buscavam trazer um novo vilão e a personagem X-23. O produtor Simon Kinberg, diretor de "X-Men: Fênix Negra", em maio de 2019, chegou a afirmar que as gravações iriam acontecer, mas não há qualquer outra notícia confirmando que o filme realmente sofreu novas filmagens, apenas que seria lançado em sua versão original, segundo Josh Boone, diretor do filme.

Voltando um pouco no tempo, lá em 2018, o filme correu o risco ainda de ser totalmente engavetado junto de "Fênix Negra". Segundo o Comic Book News, alguns acionistas da Disney queriam trabalhar com os mutantes já dentro do Universo Cinematográfico Marvel, começando do zero. Na época, o rumor apontava até mesmo para um possível cancelamento da produção.

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Bastidores é uma coluna quinzenal que busca analisar e trazer curiosidades sobre o cinema enquanto arte e industria. Assinada pelo jornalista José Lucas Salvani, formado em jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso e redator de cinema há quase sete anos. 

Com sete temporadas em seu currículo, exibidas na TV de 2000 a 2007 com direito a um revival em 2016, “Gilmore Girls” marcou uma geração. A série dirigida por Amy Sherman-Palladino e Daniel Palladino, os mesmos autores de “Maravilhosa Sra. Maisel”, completa 13 anos de seu episódio final nesta sexta-feira, 15 de maio.

Depois da produção, alguns dos protagonistas cresceram ainda mais em outros títulos para a televisão, como Alexis Bledel, presente em “The Handmaid’s Tale”, uma das séries mais aclamadas dos últimos; Lauren Graham, que participou da série dramática “Parenthood”; Milo Ventimiglia, no sucesso “This is Us”; Jared Padalecki, que dispensa apresentações quanto a “Supernatural”; e, claro, Melissa McCarthy em dezenas de comédias norte-americanas.

Além os citados, vários famosos apareceram brevemente na série dos Palladino. Para matar a saudade da série, listamos alguns deles aqui:

#1 Chad Michael Murray


Essa é fácil, vai? Chad Michael Murray participou de onze episódios de GG. Lá, ele interpretou Tristan Dugray, um colega de Rory (Alexis Bledel), que ele vivia dando em cima, e Paris (Liza Weil), que era apaixonada pelo rapaz na Chilton. Reza a lenda que o ator não quis voltar para o revival “Um Ano Para Recordar”. Em seu lugar, a produção escalou Anton Narinskyi.

#2 Rami Malek


Bom, se você conhece o ator por seus papéis em “Mr. Robot”, “Bohemian Rhapsody” ou até mesmo “A Saga Crepúsculo: Amanhecer”, saiba que seu primeiro papel da TV foi como Andy, colega de Lane na Faculdade Adventista do Sétimo Dia. Ele apareceu em apenas um episódio da terceira temporada. Depois da série a carreira de Malek só cresceu, né?

#3 Adam Brody


Sim, o eterno Seth de “The O.C” já foi Dave Rygalski em “Gilmore Girls”. Inclusive, ele só saiu da série porque foi escalado para “Um Estranho no Paraíso”. Em GG, o ator interpretou o guitarrista da banda de Lane, com quem o jovem teve um relacionamento bem divertido. Saudades </3.

#4 Jane Lynch


Lynch não é a cara de “Gilmore Girls”? Haha. A atriz participou do décimo episódio da primeira temporada da obra. Ela interpretou a enfermeira do hospital que Richard vai quando sofre uma parada cardíaca. Ela também fez uma participação no último ano de “Friends”. Depois disso, todo mundo já sabe: GLEE!

#5 Arielle Kebbel


Kebbel seguiu pelo caminho das comédias românticas, seja no papel da vilã ou da mocinha. A atriz já participou de “Aquamarine”, “Todas Contra John” e em um dos filmes da franquia ”American Pie". Em GG, ela participou de nove episódios como Lindsay Forester, namorada - e posteriormente, esposa - de Dean depois do rompimento do rapaz com Rory. Na quarta temporada, Dean acaba traindo Lindsay com Rory. Poxa! ):

#6 Jon Hamm


Popular principalmente por seu papel como Don Draper, diretor de criação da Sterling Cooper em “Mad Men”, o ator também viveu um brevíssimo affair com Lorelai em um dos episódios da produção de Amy e Daniel Palladino.

#7 Krysten Ritter 


Jessica Jones, ops, Krysten Ritter é outra atriz importante que fez uma ponta na série. Ela participou de oito episódios como Lucy, amiga de Rory em Yale. As duas se conheceram enquanto Rory participava do “Yale Daily News”.


#8 Nick Offerman


“Parks and Recreation” é uma das sitcoms mais populares dos EUA, e é de lá que conhecemos Nick Offerman. Antes da série, no entanto, o ator apareceu em GG como o irmão mais velho de Jackson, Beau Belleville. 


#9 Victoria Justice


Se liga na fofura. Muito antes de fazer sucesso como a protagonista de “Victorious”, a atriz já mostrava suas habilidades em outras produções. Na série, aos 10 anos, ela participou como uma das convidadas de uma festa infantil em que Lorelai e Sookie organizaram o buffet. 

#10 Billy Burke


Billy Burke já atuou em MUITAS produções, e um de seus papéis mais conhecidos foi na saga “Crepúsculo”, como pai de Bella Swan. Em “Gilmore Girls” o ator interpretou Alex Lerman. Ele conheceu Lorelai através de Sookie e um amigo. Os dois saíram algumas vezes em Stars Hollow, mas não rolou, como a gente sabe... 
Já ouviu falar sobre a ressaca literária? Às vezes, ela acontece depois que você termina um livro muito bom e não consegue encontrar outro tão interessante assim; às vezes, ela surge quando você não se identifica com um livro e joga ele para o canto por um tempão; ou, às vezes, ela chega na hora da preguiça mesmo, sabe?

Na maioria das ocasiões, a dica para solucionar esse problema é muito mais sobre encontrar um gênero para chamar de seu —  ou um escritor, se preferir — e apostar em aplicativos de livros, com metas e históricos, como o Goodreads ou o Skoob.

Para dar um empurrãozinho, separamos cinco livros de gêneros diferentes para você ler e, principalmente, ocupar a mente nessa quarentena. Confira:

#1 E Não Sobrou Nenhum - Agatha Christie


Aqui no Brasil, os gêneros de mistério e policial não são tão populares assim, mas certamente você conhece ou já ouviu falar sobre o trabalho de Agatha Christie. Uma de suas obras mais conhecidas é “Assassinato no Expresso do Oriente”, que foi adaptado cinematograficamente em 2017. No livro “E Não Sobrou Nenhum”, Christie consegue dar um ar ainda maior ao mistério. A história gira em torno de uma ilha deserta, dez personagens intrigantes e um poema infantil pra lá de esquisito.

“Dez soldados vão jantar enquanto não chove; um deles se engasgou, e então ficaram nove. Nove soldados sem dormir: não é biscoito! Um deles cai no sono, então ficaram oito”... 

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Sinopse: uma ilha misteriosa, um poema infantil, dez soldadinhos de porcelana e muito suspense são os ingredientes com que Agatha Christie constrói seu romance mais importante. Na ilha do Soldado, antiga propriedade de um milionário norte-americano, dez pessoas sem nenhuma ligação aparente são confrontadas por uma voz misteriosa com fatos marcantes de seus passados.

Convidados pelo misterioso mr. Owen, nenhum dos presentes tem muita certeza de por que estão ali, a despeito de conjecturas pouco convincentes que os leva a crer que passariam um agradável período de descanso em mordomia. Entretanto, já na primeira noite, o mistério e o suspense se abatem sobre eles e, num instante, todos são suspeitos, todos são vítimas e todos são culpados.

#2 O Paraíso São os Outros - Valter Hugo Mãe 


Em outra lista para leitura na quarentena, citei “O Paraíso São os Outros”. Volto com ele para essa porque ele também me ajudou em uma ressaca literária. Escrito por Valter Hugo Mãe, a obra infantil dá um quentinho no coração em uma época tão complicada.  A história tem uma narrativa rápida e certeira, além de desenvolver várias análises importantes sobre relacionamentos.

Sinopse: em "O Paraíso São os Outros", uma menina volta seu olhar pueril para os casais. Casais de pessoas e de animais, de homem e mulher, de mulher com mulher, de golfinhos e de pinguins. Uma menina a quem o amor intriga e fascina. Uma menina que ao imaginar a vida dos outros, sonha com a pessoa que um dia irá amar. Sua voz inocente toca tanto as crianças quanto os adultos.

#3 Eu Te Darei o Sol - Jandy Nelson


Esse é outro livro daqueles que te dão conforto no final. O romance escrito por Jandy Nelson fala sobre relacionamentos amorosos, mas muito mais sobre o relacionamento familiar, principalmente entre irmãos. Cada capítulo desse Young Adult, é uma nova emoção. É impossível não amar os personagens.

Ah...tem um plot twist muito bem trabalhado nele.

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Sinopse: Noah e Jude competem pela afeição dos pais, pela atenção do garoto que acabou de se mudar para o bairro e por uma vaga na melhor escola de arte da Califórnia. Mal-entendidos, ciúmes e uma perda trágica os separaram definitivamente. Trilhando caminhos distintos e vivendo no mesmo espaço, ambos lutam contra dilemas que não têm coragem de revelar a ninguém.

#4 É Assim Que Acaba - Collen Hoover


Nesta semana escrevi uma crítica para o novo livro da Collen Hoover, “Verity”. Falei sobre o enredo, pontos negativos e coisas que gostei. Aqui, com “É Assim Que Acaba”, já não tenho nenhuma opinião contra a escrita ou Hoover —  uma das minhas autoras preferidas — apenas elogios e um muito obrigada por esse livro.

“É Assim Que Acaba” mostra a construção de um relacionamento abusivo de maneira genuína, intensa e, diria que, cuidadosa, apesar de existir gatilhos. Também vale a pena ler os agradecimentos da Collen no final do livro.

Sinopse: Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora.

Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco.

#5 O Diário de Anne Frank - Anne Frank


“O Diário de Anne Frank” se tornou um dos livros mais lidos no mundo inteiro. E que bom por isso. As páginas pessoais e, por muitas vezes, esperançosas escritas por Anne são tão necessárias para a forma que vivemos hoje. Este não é um livro fácil de ler, não é uma ficção, mas é indispensável.

Sinopse: o depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona leitores no mundo inteiro. Seus diário narra os sentimentos, medos e pequenas alegrias de uma menina judia que, com sua família, lutou em vão para sobreviver ao Holocausto.



Na tarde do último domingo (3), coincidentemente Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, uma série de vídeos começou a circular na internet. Nas imagens que tomaram as redes sociais, jornalistas do Estadão são agredidos com chutes, murros e empurrões por apoiadores de Jair Bolsonaro enquanto cobriam mais uma das manifestações a favor do presidente na Esplanada dos Ministérios.

Em meio à crise causada pela pandemia do novo coronavírus que toma o mundo inteiro, não só jornalistas, mas até mesmo profissionais da saúde estão sendo atacados verbal e fisicamente por apoiarem uma medida mais qualificada de isolamento social.

Nesse momento, é importante relembrar que ambos os trabalhos são fundamentais à população e merecem o respeito de todos. Para ressaltar a importância do jornalismo e seu papel para a sociedade, separamos quatro filmes que falam diretamente sobre o tema. Veja:

Spotlight (2015)


Baseado em uma história real e vencedor das categorias Melhor Filme e Melhor Roteiro Original no Oscar, o longa dirigido por Tom McCarthy conta sobre a editoria “Spotlight”, do jornal Boston, direcionada para trabalhos investigativos. Em 2001, a redação reuniu uma série de documentos para denunciar casos de pedofilia por parte de padres em Massachusetts. O material foi publicado em 2002, e no ano seguinte recebeu o Prêmio Pulitzer de Serviço Público.

Cidadão Kane (1941)


Escrito, dirigido e produzido por Orson Welles, o filme considerado uma obra-prima do mercado cinematográfico é, possivelmente, baseado na vida de William Randolph Hearst, um magnata do jornalismo. A suposição, no entanto, sempre foi negada publicamente por Welles.

Na produção, é contada a história de Charles Foster Kane, que teve uma infância difícil, mas se tornou um dos homens mais poderosos dos Estados Unidos. Após sua morte, um jornalista recebe a tarefa de investigar a vida de Kane, com a intenção de descobrir o propósito de uma das últimas palavras ditas por ele.


Todos os Homens do Presidente (1976)


Outra produção que é muito importante para conhecer mais sobre o jornalismo é “Todos os Homens do Presidente”. O longa aborda o escândalo Watergate, que causou a renúncia do ex-presidente dos EUA, Richard Nixon, em agosto de 1974.

O “Caso Watergate”, noticiado em 1972 pelo jornal Washington Post, foi uma investigação criada após a invasão de cinco homens na sede do Partido Democrata, no edifício Watergate. Com ajuda de fontes, dois repórteres conseguiram fazer uma conexão entre os invasores e funcionários da Casa Branca.

The Post - A Guerra Secreta (2018)


O longa protagonizado por Meryl Streep, no papel de Kat Graham, e Tom Hanks, interpretando Ben Bradlee, também aborda o caso Watergate, aqui narrado por dentro do The Washington Post e do mercado jornalístico. Quando o New York Times é punido pela Lei de Espionagem, o jornal comandado por Graham precisa decidir se publica ou não o material que incrimina o presidente norte-americano. Uma escolha entre possivelmente acabar com a empresa ou proteger a liberdade de imprensa.

Bônus: Holocausto Brasileiro (2013)


O livro de Daniela Arbex relata uma história que por muito tempo foi jogada pra debaixo do tapete. Na reportagem, a jornalista brasileira denuncia um dos grandes genocídios do Brasil, no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena do Brasil, em Minas Gerais.

Mais de 60 mil internos morreram no local, entre eles pacientes com diagnóstico de doença mental, homossexuais, prostitutas, mães solteiras, alcoólatras, etc.

Além de “Holocausto Brasileiro”, Arbex também é autora de outros dois livros-reportagem: “Cova 312: A Longa Jornada…” e “Todo Dia a Mesma Noite”.