Um dos precursores do chamado “hyperpop”, que engloba essa nova cena do pop abraçada por artistas que vão do bubblegum bass ao glitchcore, passando pela pc music e tantas outras subvertentes desse “pop do futuro”, o duo formado por Laura Les e Dylan Brady, 100gecs, lançaram nesta sexta (04) seu primeiro single natalino.


A música, chamada “Sympathy 4 The Grinch”, como sugere seu nome, é um belíssimo hino de revolta pela data ou, sendo mais específico, pelo bom velhinho, que não atendeu ao pedido desses dois que decidiram tacar o foda-se e deixar os dias de “crianças boazinhas” para trás.


Brincando com a sonoridade explorada em seu disco de estreia, a faixa natalina dos Gecs invoca muito do emo e pop punk dos anos 2000, enquanto também se aproxima de outras do seu próprio repertório, como o hit viral “Stupid Horse”.


Cata só:



Além das produções para outros artistas, como “IPHONE”, da Rico Nasty, e “Gentleman”, do Dorian Electra, 100 Gecs trabalhou bastante nessa quarentena e, entre outras coisas, se tornou um dos destaques do ano pelo disco “1000 Gecs and The Tree of Clues”, que reuniu artistas como Fall Out Boy, Charli XCX e Hannah Diamond.


No último mês, a dupla também aceitou o convite do 3OH!3, que seria um equivalente paralelo à eles nos anos 2000, para o single de retorno dos caras, “Lonely Machines”:



Apesar de ser um dos inegáveis destaques do pop brasileiro dos últimos três anos, Pabllo Vittar nunca foi reconhecida pelas premiações musicais em categorias como “Cantor” ou “Cantora do ano” e, para muitos usuários, isso se dá pela ambiguidade de gênero da drag queen que, apesar de ser tratada no feminino por conta da performance artística, permanece sendo um homem cisgênero gay.


A gente não tem a menor dúvida do quão histórico seria tê-la concorrendo ao lado de nomes como Gusttavo Lima, Luan Santana e outros artistas pop masculinos por alguns desses títulos, mas, enquanto esses prêmios não bancam a ousadia, a revista GQ saiu na frente, elegendo-a pela categoria “Ícone” do Men of The Year 2020, que anualmente premia os grandes nomes masculinos da moda e indústria.


Primeira drag queen a receber esse prêmio, Pabllo se disse surpresa por não se colocar nessa caixa de “ser um homem” e dedicou o título pra todos os homens e mulheres, sem distinção de gênero e orientação.


“Eu sou o que eu quiser ser. Esse prêmio é muito importante e não posso deixar de prestar minha homenagem a todos homens e mulheres, não importa qual sexualidade seja ou qual gênero seja, que fazem a diferença para que a gente viva numa sociedade melhor", discursou a artista.


Na última semana, Vittar lançou a versão deluxe do seu último álbum, “111”, com duas músicas inéditas e várias faixas remixes. Atualmente, o disco é promovido pelo feat com a POCAH em “Bandida”, que sampleia o clássico “Ai como eu tô bandida” da funkeira MC Mayara.



Chamaram a polícia e tá o caos aqui. Lady Gaga lançou no começo desse ano seu novo disco, “Chromatica”, e apesar de algumas ideias e elementos do conceito terem se perdido no caminho — em partes, por conta dos avanços da pandemia e a necessidade de mudança no ritmo de produção e entrega dos novos trabalhos — o que não faltam são novos materiais para os fãs.


Nesta sexta (04) a cantora lembrou que o álbum tá com a música “911” como seu atual single e, antes da faixa dar lugar para outra faixa do disco, ela ganhou três novos remixes, assinados por Sofi Tukker, WEISS e o produtor brasileiro de música eletrônica Bruno Martini — contratado pelo mesmo selo que a hitmaker de “Sine from Above”, Universal Music.


Os remixes foram revelados como EPs individuais nas plataformas de streaming, com tracklists que incluem suas versões rádio e estendida.


Ouça abaixo:


No que depender dos últimos rumores, é esperado que o próximo single de “Chromatica” seja a parceria com o grupo Blackpink em “Sour Candy”, que teve um dos melhores desempenhos do disco nos streamings. Os fãs descobriram que a música ganhou uma página individual dedicada a ela no site oficial de Lady Gaga, assim como fazem com todos os singles para concentrarem as informações e links específicos para as canções em diferentes plataformas.


Tá todo mundo bem puto com as indicações do Grammy 2021 e, principalmente, a ausência do músico The Weeknd entre os artistas nomeados, tendo o canadense sido ignorado com seu disco mais recente, “After Hours”, e o single que mantém o título de maior hit desse ano nos EUA, “Blinding Lights”.


Com submissões nas categorias do segmento pop e nas principais da premiação, incluindo Música do Ano, Gravação do Ano e Álbum do Ano, era esperado que The Weeknd fosse um dos grandes nomes do evento, e assim foi, mas por conta da massiva reação negativa ao não tê-lo ao lado de Justin Bieber, Taylor Swift, Post Malone e tantos outros indicados.


Em seu Twitter, o músico se manifestou sobre o assunto e criticou a falta de transparência do prêmio, afirmando que eles devem uma explicação para ele, seus fãs e toda a indústria.



Apesar de enigmático, o tweet de The Weeknd não demorou a criar teorias, como foi o caso do TMZ, que alega ter tido acesso a discussões sobre uma negociação do canadense com a premiação, que queria exclusividade de sua performance no ano que vem, condicionando o cantor a escolher entre eles ou o palco do Super Bowl.



A equipe de The Weeknd estaria se esforçando para manter os dois convites de pé e, como se tornou público há algumas semanas, o artista foi confirmado como a atração musical do half-time esportivo, fazendo então com que as conversas envolvendo o Grammy caíssem e, consequentemente, a premiação o fizesse se arrepender da decisão.


O relacionamento do cantor de “Blinding Lights” com a Academia já não era dos melhores: enquanto promovia o álbum “After Hours”, The Weeknd criticou os problemas raciais do Grammy e questionou suas indicações de anos anteriores, como do álbum pop “Starboy”, em categorias segmentadas de hip-hop e R&B. “O R&B e a música negra são uma variedade muito grande. Se nos colocam pra concorrer todos em uma só categoria, continua sendo injusto.”


Neste ano, o músico protestou através de suas submissões, não se candidatando pras categorias de rap e R&B, mas, sim, nas principais e segmentadas ao pop, que é o gênero predominante do seu novo trabalho.


Presidente interino da Academia, Harvey Mason Jr afirmou que é difícil prever em quem os jurados, se referindo às previsões que apontavam The Weeknd como um dos grandes nomes desse ano, e justificou alegando que há vagas limitadas para todas as categorias.


“Há muitas indicações e só uma certa quantidade de vagas, é realmente difícil prever em quem os membros votarão em qualquer ano. Eu tento não ficar muito surpreso.” 


Nesta terça-feira (24) descobrimos quem são os indicados ao Grammy Awards. Entre surpresas, como diversas nomeações merecidas para Dua Lipa e aparições um tanto quanto estranhas de um certo cantor yummy, yummy, o principal assunto após o anúncio dos indicados ao prêmio é, inegavelmente, a ausência total de The Weeknd.

De fora de todas as categorias, tanto as de gênero quanto as gerais, The Weeknd não apenas era uma das principais apostas para ser indicado ao Grammy, como também para levar boa parte dos prêmios pra casa. Esse ano, o artista lançou o aclamado “After Hours”, que rendeu dois hits #1, incluindo a recordista de semanas no Top 5 e Top 10 da Billboard Hot 100 (e Gravação do Ano moral), “Blinding Lights”. Abel foi responsável por dar força à onda de disco e synthpop estilo anos 80 no pop internacional, junto com Dua Lipa, o que ajudou a impulsionar hits como “Say So” e “Dynamite”, ambos indicados ao Grammy. 


Mais que conquistas voltadas para charts, The Weeknd entregou também um trabalho coeso visualmente, com uma estética inspirada em filmes de terror tipo slash, videoclipes bem trabalhados e que contam uma história contínua e performances que se conectam com os clipes. Teve conceito, teve coesão e teve aclamação. Só não tiveram indicações à premiação. Por quê? 


Para entendermos melhor, é interessante analisarmos as submissões de The Weeknd. Segundo o site Goldderby, o artista optou, pela primeira vez em sua carreira, em submeter seu disco “After Hours” à categoria de Melhor Álbum de Pop Vocal, diferentemente de seus antigos trabalhos, “Beauty Behind The Madness” e “Starboy”, ambos submetidos, indicados e vencedores em Melhor Álbum de R&B Progressivo (a antiga categoria de Urban Contemporâneo).


E faz sentido. Se pararmos para analisar, o “After Hours” é um álbum pop, tendo faixas produzidas até pelo hitmaker Max Martin. E, sim, ele flerta com o R&B, mas o que hoje que é pop não flerta também com outros ritmos? É só olharmos os indicados em Melhor Álbum de Pop Vocal desse ano e vermos toda a experimentação presente nos discos escolhidos pela academia.


A decisão foi muito bem pensada por The Weeknd pra funcionar como uma declaração de que artistas negros fazem sim música pop e não devem ser sempre colocados em categorias de R&B ou rap. Uma declaração que já havia sido dada pelo próprio Tyler, The Creator ao vencer Melhor Álbum de Rap no Grammy passado:



É uma droga que, quando nós, e eu quero dizer caras que se parecem comigo fazem qualquer coisa que mistura gêneros musicais ou qualquer coisa, eles sempre colocam na categoria de rap ou urban. O que é... Eu não gosto dessa palavra, 'urban'. É apenas a forma politicamente correta de dizer a palavra com 'n' pra mim. Então, quando eu ouço isso, eu fico tipo: 'por que não podemos estar em pop? Por quê?' Entendem o que estou dizendo? Eu me sinto como... Metade de mim sente como se a nomeação em rap fosse um elogio indireto. 'Ah, meu priminho quer brincar, vamos dar a ele o controle desligado para ele poder ficar quieto e se sentir bem'. É assim que eu me senti.


É interessante também voltarmos para a entrevista que The Weeknd concedeu à revista Rolling Stone, em que ele explica mais sobre a forma como vê o assunto e em que gênero musical enxerga seu som:


Eu sempre falei sobre ser um popstar. Eu achei que o ‘House Of Balloons’ fosse pop. Eu acho peculiar [Sobre ter concorrido e ganhado a categoria de Melhor Álbum de R&B progressivo duas vezes]. Colocar um disco como ‘Starboy’ e colocar um disco como ‘Beauty Behind The Madness’ na mesma categoria que outros artistas não é justo. R&B e música negra são uma grande variedade. Se eles colocarem todos nós em uma categoria, eu ainda não acho justo. Vamos ver o que vai acontecer.


De 2011 a 2020, nenhum artista negro ganhou o prêmio de Melhor Álbum de Pop Vocal. Nesse período, apenas três artistas negros concorreram nessa categoria - Cee Lo Green (“The Lady Killer”), Rihanna (“Loud”) e Beyoncé (“The Lion King: The Gift”). Três em um total de mais de 50. (Importante notar: não estamos contabilizando as duas indicações e uma vitória de Bruno Mars na categoria porque, nos Estados Unidos, ele não é lido como negro). 


The Weeknd, um dos artistas do ano de 2020, teve a audácia de desafiar um padrão antigo do Grammy, colocando em risco suas indicações e sua relação com a premiação para provar um ponto de vista. E, ao ser esnobado, ele provou que estava certo em suas declarações e em seu pensamento. E a premiação, com isso, deu um recado bem claro sobre o que pretende (ou não pretende) fazer para resolver seu constante problema racial. 


O que mais pode ter acontecido dentro do comitê do Grammy? No Academia existem comitês de gênero para escolherem os indicados em cada categoria. Isso não acontece com as categorias de pop, abertas para mais votantes. Assim, fica claro que o Grammy, de fato, não enxerga Abel como um artista pop.


Para as categorias gerais, fica mais complicado. Podemos argumentar que The Weeknd ressentiu os membros do comitê de R&B ao escolher submeter seu trabalho em pop, fazendo com que eles tenham preferindo votar por discos como o “Chilombo” de Jhené Aiko ao apoiar o “After Hours” em Álbum do Ano. Ainda assim, é importante lembrar que as categorias gerais do Grammy (Álbum, Gravação e Canção do Ano, além de Melhor Novo Artista) são escolhidas por um comitê especial que seleciona os oito indicados de cada categoria a partir dos 20 mais votados. Será que The Weeknd chegou aos 20 indicados mesmo com um álbum que não era nem pop nem R&B para os votantes? E será que ele foi barrado para, então, ser efetivamente silenciado? 


Em seu Twitter, The Weeknd não deixou barato e se pronunciou sobre tudo que aconteceu: “O Grammy continua corrompido. Vocês devem a mim, aos meus fãs e a indústria transparência”. 


O que aconteceu de fato dentro da academia do Grammy nós não podemos saber. Mas, olhando o histórico da premiação e toda a movimentação de The Weeknd sobre o assunto, já temos uma ideia sobre a motivação principal de tudo isso. Racismo, que continua se repetindo todos os anos na premiação, aparecendo em cada cantinho de cada categoria anunciada - e, pelo que parece, não vai sumir tão cedo. 


Já virou tradição, se todo ano tem Grammy, todo ano tem a gente ficando puto por conta dos artistas esnobados pela academia e, como também é de praxe, as problemáticas raciais entre os escolhidos pela premiação.


Apesar de avanços positivos, incluindo a nomeação de apenas artistas femininas na categoria Melhor Performance de Rock, onde concorrem Fiona Apple, Big Thief, Phoebe Bridgers, HAIM, Brittany Howard e Grace Potter, e a liderança de indicações nas mãos de Beyoncé, que concorre em nove categorias pela canção “Black Parade” e o projeto multimídia “Black is King”, o anúncio de todos os indicados ainda deixou a desejar, principalmente pela ausência de indicações ao cantor The Weeknd, que neste ano lançou o disco “After Hours” e emplacou um dos maiores hits de 2020, “Blinding Lights”, bem como o expressivo favoritismo a artistas de bem menos expressividade ao longo do ano ocupando algumas das principais categorias.



De mãos dadas com The Weeknd na ascensão do pop inspirado pela era disco, a britânica Dua Lipa deu mais sorte que o canadense e, na contramão das previsões, que esperavam tê-la perdendo espaço para Lady Gaga nas categorias de música pop, emplacou seis indicações, incluindo Álbum do Ano, com “Future Nostalgia”, Música e Gravação do Ano, com o hit “Don’t Start Now”.


Sem muita receptividade para o universo “Chromatica”, Lady Gaga teve apenas duas nomeações: Performance Pop de Duo/Grupo por “Rain On Me”, com Ariana Grande, e Álbum Pop Vocal. Nesta última, concorre com “Changes”, do Justin Bieber, “Fine Line”, do Harry Styles, “Future Nostalgia”, de Dua Lipa, e “Folklore”, da Taylor Swift.


Falando nela, a loirinha empatou com Dua Lipa nas seis indicações, sendo uma das grandes favoritas em todas que concorre com a sua empreitada folk, que acalma os ânimos após duas edições mal recebidas pela premiação com os discos pop “reputation” e “Lover”. A mudança de rumo foi vista com bons olhos: “Folklore” concorre ao título de Álbum do Ano e Álbum Pop Vocal; o single “Cardigan” figura como Música do Ano e Performance Pop Solo; “Exile”, uma das mais aclamadas do disco pela participação de Bon Iver, aparece em “Performance Pop de Duo/Grupo”, e sobrou até para sua participação em “Cats”, com a canção “Beautiful Ghosts” na categoria de Música para Mídia Visual.


Na falta de indicações para The Weeknd, a Academia foi mais do que generosa com Justin Bieber. Também canadense, o músico concorre em três categorias: Performance Pop de Duo/Grupo por “Intentions”, com o rapper Quavo, Performance de Pop Solo por “Yummy”, do seu mais recente álbum, e Álbum Pop Vocal com “Changes”. Em seu Instagram, o artista agradeceu as indicações, mas questionou as nomeações em categorias pop para um disco que considera R&B. “Pra esclarecer, eu absolutamente amo a música pop, mas não foi o que eu planejei fazer desta vez.”



Confira as principais categorias abaixo:


PRODUTOR DO ANO

Jack Antonoff

Dan Auerbach

Dave Cobb

Flying Lotus

Andrew Watt


ÁLBUM DE MÚSICA ALTERNATIVA

“Fetch the Bolt Cutters” — Fiona Apple

“Hyperspace” — Beck

“Punisher” — Phoebe Bridgers

“Jaime” — Brittany Howard

“The Slow Rush” — Tame Impala


PERFORMANCE DE METAL

“Bum-Rush” — Body Count

“Underneath” — Code Orange

“The In-Between” — In This Moment

“Bloodmoney” — Poppy

“Executioner’s Tax (Swing Of The Axe) – Live” — Power Trip


PERFORMANCE DE ROCK

“Shameika” — Fiona Apple

“Not” — Big Thief

“Kyoto” — Phoebe Bridgers

“The Steps” — HAIM

“Stay High” — Brittany Howard

“Daylight” — Grace Potter


MÚSICA DE ROCK

“Kyoto” — Phoebe Bridgers, Morgan Nagler & Marshall Vore (Phoebe Bridgers)

“Lost in Yesterday” — Kevin Parker (Tame Impala)

“Not” — Adrianne Lenker (Big Thief)

“Shameika” — Fiona Apple (Fiona Apple)

“Stay High” — Brittany Howard (Brittany Howard)


ÁLBUM DE ROCK

“A Hero’s Death” — Fontaines D.C.

“Kiwanuka” — Michael Kiwanuka

“Daylight” — Grace Potter

“Sound & Fury” — Sturgill Simpson

“The New Abnormal” — The Strokes


TRILHA SONORA DE MÍDIA VISUAL

Um Lindo Dia na Vizinhança

Bill & Ted: Encare a Música

Eurovision

Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars

Frozen 2

Jojo Rabbit


TRILHA SONORA ORIGINAL PARA MÍDIA VISUAL

Ad Astra - Max Richter

Becoming - Kamasi Washington

Coringa - Hildur Guðnadóttir

1917 - Thomas Newman

Star Wars: A Ascensão Skywalker - John Williams


MÚSICA PARA MÍDIA VISUAL

"Beautiful Ghosts" (Cats) — Andrew Lloyd Webber & Taylor Swift

"Carried Me With You" (Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica) — Brandi Carlile, Phil Hanseroth & Tim Hanseroth

“Into the Unknown" (Frozen 2) — Kristen Anderson-Lopez & Robert Lopez

“No Time to Die" (007 Sem Tempo Para Morrer) — Billie Eilish O’Connell & Finneas Baird O’Connell

“Stand Up" (Harriet) - Joshuah Brian Campbell & Cynthia Erivo


CLIPE MUSICAL

“Brown Skin Girl” — Beyoncé

“Life Is Good” — Future Featuring Drake

“Lockdown” — Anderson .Paak

“Adore You” — Harry Styles

“Goliath” — Woodkid



FILME DE MÚSICA

“Beastie Boys Story” — Beastie Boys

“Black Is King” — Beyoncé

“We Are Freestyle Love Supreme” — Freestyle Love Supreme 

“Linda Ronstadt: The Sound Of My Voice” — Linda Ronstadt 

“That Little Ol’ Band From Texas” — ZZ Top


PERFORMANCE R&B

“Lightning & Thunder” — Jhené Aiko Featuring John Legend

“Black Parade” — Beyoncé

“All I Need” — Jacob Collier Featuring Mahalia & Ty Dolla $Ign

“Goat Head” — Brittany Howard

“See Me” — Emily King


PERFORMANCE DE R&B TRADICIONAL

“Sit On Down” — The Baylor Project Featuring Jean Baylor & Marcus Baylor

“Wonder What She Thinks of Me” — Chloe X Halle

“Let Me Go” — Mykal Kilgore

“Anything for You” — Ledisi

“Distance” — Yebba


MÚSICA R&B

“Better Than I Imagine” — Robert Glasper, Meshell Ndegeocello & Gabriella Wilson  (Robert Glasper Featuring H.E.R. & Meshell Ndegeocello)


“Black Parade” — Denisia Andrews, Beyoncé, Stephen Bray, Shawn Carter, Brittany Coney, Derek James Dixie, Akil King, Kim “Kaydence” Krysiuk & Rickie “Caso” Tice (Beyoncé)


“Collide” — Sam Barsh, Stacey Barthe, Sonyae Elise, Olu Fann, Akil King, Josh Lopez, Kaveh Rastegar & Benedetto Rotondi (Tiana Major9 & Earthgang)


“Do It” — Chloe Bailey, Halle Bailey, Anton Kuhl, Victoria Monét, Scott Storch & Vincent Van Den Ende (Chloe X Halle)


“Slow Down” — Nasri Atweh, Badriia Bourelly, Skip Marley, Ryan Williamson & Gabriella Wilson (Skip Marley & H.E.R.)


ÁLBUM DE R&B PROGRESSIVO

“Chilombo” — Jhené Aiko

“Ungodly Hour” — Chloe X Halle

“Free Nationals” — Free Nationals

“F*** Yo Feelings” — Robert Glasper

“It Is What It Is” — Thundercat


ÁLBUM DE R&B

“Happy 2 Be Here” — Ant Clemons

“Take Time” — Giveon

“To Feel Love/D” — Luke James

“Bigger Love” — John Legend

“All Rise” — Gregory Porter


PERFORMANCE RAP

“Deep Reverence” — Big Sean Featuring Nipsey Hussle

“Bop” — Dababy

“What’s Poppin” — Jack Harlow

“The Bigger Picture” — Lil Baby

“Savage” — Megan Thee Stallion Featuring Beyoncé

“Dior” — Pop Smoke


PERFORMANCE DE RAP MELÓDICO

“Rockstar” — DaBaby Featuring Roddy Ricch

“Laugh Now, Cry Later” — Drake Featuring Lil Durk

“Lockdown” — Anderson .Paak

“The Box” — Roddy Ricch

“Highest in the Room” — Travis Scott


MÚSICA DE RAP

“The Bigger Picture” — Dominique Jones, Noah Pettigrew & Rai’shaun Williams (Lil Baby)


“The Box” — Samuel Gloade & Rodrick Moore (Roddy Ricch)


“Laugh Now, Cry Later” — Durk Banks, Rogét Chahayed, Aubrey Graham, Daveon Jackson, Ron Latour & Ryan Martinez (Drake Featuring Lil Durk)


“Rockstar” — Jonathan Lyndale Kirk, Ross Joseph Portaro Iv & Rodrick Moore (DaBaby Featuring Roddy Ricch)


“Savage” — Beyoncé, Shawn Carter, Brittany Hazzard, Derrick Milano, Terius Nash, Megan Pete, Bobby Session Jr., Jordan Kyle Lanier Thorpe & Anthony White (Megan Thee Stallion Featuring Beyoncé)


ÁLBUM DE RAP

“Black Habits” — D Smoke

“Alfredo” — Freddie Gibbs & The Alchemist

“A Written Testimony” — Jay Electronica

“King’s Disease” — Nas

“The Allegory Royce” — Da 5’9″


PERFORMANCE DE POP SOLO

“Yummy” — Justin Bieber

“Say So” — Doja Cat

“Everything I Wanted” — Billie Eilish

“Don’t Start Now” — Dua Lipa

“Watermelon Sugar” — Harry Styles

“Cardigan” — Taylor Swift


PERFORMANCE DE POP EM DUO/GRUPO

“Un Dia (One Day)” — J Balvin, Dua Lipa, Bad Bunny & Tainy

“Intentions” — Justin Bieber Featuring Quavo

“Dynamite” — BTS

“Rain on Me” — Lady Gaga With Ariana Grande

“Exile” — Taylor Swift Featuring Bon Iver



PERFORMANCE DE POP TRADICIONAL

“Blue Umbrella” — Burt Bacharach & Daniel Tashian

“True Love: A Celebration of Cole Porter” — Harry Connick, Jr.

“American Standard” — James Taylor

“Unfollow the Rules” — Rufus Wainwright

“Judy” — Renée Zellweger


ÁLBUM DE POP VOCAL

“Changes” — Justin Bieber

“Chromatica” — Lady Gaga

“Future Nostalgia” — Dua Lipa

“Fine Line” — Harry Styles

“Folklore” — Taylor Swift


ÁLBUM DO ANO

“Chilombo” — Jhené Aiko

“Black Pumas (Deluxe Edition)” — Black Pumas

“Everyday Life” — Coldplay

“Djesse Vol.3” — Jacob Collier

“Women in Music Pt. III” — HAIM

“Future Nostalgia” — Dua Lipa

“Hollywood’s Bleeding” — Post Malone

“Folklore” — Taylor Swift


MÚSICA DO ANO

“Black Parade” — Denisia Andrews, Beyoncé, Stephen Bray, Shawn Carter, Brittany Coney, Derek James Dixie, Akil King, Kim “Kaydence” Krysiuk & Rickie “Caso” Tice (Beyoncé)


“The Box” — Samuel Gloade & Rodrick Moore (Roddy Ricch)


“Cardigan” — Aaron Dessner & Taylor Swift (Taylor Swift)


“Circles” — Louis Bell, Adam Feeney, Kaan Gunesberk, Austin Post & Billy Walsh (Post Malone)


“Don’t Start Now” — Caroline Ailin, Ian Kirkpatrick, Dua Lipa & Emily Warren (Dua Lipa)


“Everything I Wanted” — Billie Eilish O’Connell & Finneas O’Connell (Billie Eilish)


“I Can’t Breathe” — Dernst Emile II, H.E.R. & Tiara Thomas (H.E.R.)


“If the World Was Ending” — Julia Michaels & JP Saxe (JP Saxe Featuring Julia Michaels)


ARTISTA REVELAÇÃO

Ingrid Andress

Phoebe Bridgers

Chika

Noah Cyrus

D Smoke

Doja Cat

Kaytranada

Megan Thee Stallion


GRAVAÇÃO DO ANO

“Black Parade” — Beyoncé

“Colors” — Black Pumas

“Rockstar” —DaBaby Featuring Roddy Ricch

“Say So” — Doja Cat

“Everything I Wanted” — Billie Eilish

“Don’t Start Now” — Dua Lipa

“Circles” — Post Malone

“Savage” — Megan Thee Stallion Featuring Beyoncé