Album Review: disco de estreia da banda The Vamps é para se ouvir tomando Coca-Cola

Quando conhecemos a banda The Vamps e seu single de estreia, "Can We Dance" , estávamos certos de que eles terminariam como a...

Quando conhecemos a banda The Vamps e seu single de estreia, "Can We Dance", estávamos certos de que eles terminariam como alguma banda de indie-pop, com mais dessa proposta animada, ao estilo Two Door Cinema Club, mas nosso erro foi não nos atentarmos aos covers que eles realizavam na internet anteriormente, o que revelava todo um interesse em um repertório vastamente radiofônico, indo do Justin Bieber a Taylor Swift, passando ainda por One Direction, Austin Mahone e vários outros nomes.



Os britânicos ficaram, inclusive, famosos por suas versões para os hits alheios, mas não tardaram a fazer por onde com suas músicas próprias, conquistando um público e tanto não só com seu single de estreia, composto por ninguém menos que o Bruno Mars, como também com as canções seguintes, "Wild Heart", que também ganhou uma versão com a Pixie Lott, e "Last Night".



Ainda que não fosse uma grande febre, com esses três singles a banda estava pronta para mostrar a que veio e eis que lançou seu primeiro álbum, "Meet The Vamps", numa bela introdução após tanto grudar em nossas cabeças com seus singles e respectivos EPs.

Antes de tudo, que façamos a apresentação da maneira mais formal possível. The Vamps é uma banda formada por Connor Ball, Tristan Evans, James McVey e Brad Simpson, e ainda que todos eles sejam garotos, ela não se encaixa, na prática, no termo boyband. É uma banda mesmo e de pop-rock. Ao decorrer da sua dominação na Terra da Rainha, eles atuaram como atração de abertura para diversos grandes nomes entre o cenário teen, incluindo Taylor Swift, Selena Gomez, McFly e The Wanted, abrindo também neste ano shows para a nova turnê do cantor Austin Mahone. Mas não acreditamos que demorará muito até que eles possam viajar com seus próprios shows e, no que depender do seu primeiro álbum, tudo isso pode acontecer mais cedo do que imaginamos.



"Meet The Vamps"
é aberto por um dos seus maiores hits, "Wild Heart", já adiantando bastante do que ouviremos a seguir. Com todo um clima veranesco, a música vem acompanhada de uma percussão contagiosa, enquanto a letra não fica atrás, devendo fazer brilhar os olhos de muitas garotas que, com certeza, cairão de amores pelos meninos. Eles vão dançar e ser um do outro, ela precisa de um coração selvagem, ele tem esse coração. Que profundo. O Sol parece não sair de vista em "Last Night", aonde a banda assume uma postura meio tema-de-comercial-da-Coca-Cola, soando ainda mais animada e radiofônica do que esperávamos. Eles acabaram de acorda, mas a cabeça não está muito bem. O que aconteceu na noite passada? Hahahah. A gente não faz ideia.



"Somebody To You" dá sequência ao álbum e é também a escolhida como quarto single da banda com o material, sucedendo os três hits já citados. Para as rádios, a música contou com uma versão especial e vocal da Demi Lovato, mas garantimos que ela não perde muita coisa sem a cantora no álbum, ainda que Lovato sempre seja algo bom para se ouvir. Remetendo-nos ao sucesso dos The Lumineers, "Ho Hey", a música vem como uma forte candidata para sucesso do verão, enquanto temos em sua letra uma declaração sobre querer ser alguém para a pessoa amada.



Ao decorrer do álbum, que é bem homogêneo, temos mais dessa proposta ensolarada e muitos refrãos que dificilmente sairão de nossas cabeças cedo, havendo ainda espaço para alguns destaques, como “Girls On Tv”, onde cantam sobre ter encontrado a garota perfeita, com as pernas de Beyoncé e olhar da Rihanna, “Risk It All”, em que assumem uma postura bem semelhante ao último disco do One Direction, o que é uma boa referência, “High Hopes”, outra canção com quês de hino que parece pegar bastante emprestado dos Lumineers ou Mumford and Sons, e “Golden”, que grita para ser single.



No geral, “Meet The Vamps” faz com a estreia da banda britânica não passe despercebida, mas nos preocupa pelas mesmas razões que nos anima com a produção, tendo eles uma sonoridade bem vasta, remetendo-nos a nomes que vão do OneRepublic ao One Direction, passando ainda por McFly, Jonas Brothers, The Lumineers e mais uma sequência de nomes, o que faz com que imaginemos a série de hits que eles possuem em mãos, em tempo que também questionamos o quão sólida uma estreia como essa pode tornar o futuro de sua carreira. Seja como for, vamos nos limitar a nos preocupar com o agora e, por hora, estamos bem satisfeitos. Talvez naquele momento em que o chiclete ainda está bem doce.