Fergie lançou seu "Double Dutchess" e, c*ralho, nós estamos vendo tudo em dobro

Antes tarde do que nunca, né?

Não era lenda urbana! Depois de muita enrolação, Fergie finalmente lançou hoje, 22 de setembro, seu segundo disco, o álbum visual "Double Dutchess", e o trabalho não só não é um mito criado como também consegue ser bem interessante e memorável em alguns momentos. 



Em termos de álbum visual, é difícil comparar com Beyoncé e seu "Lemonade" ou até com seu disco autointitulado. O "Double Dutchess" até parece contar uma história em alguns momentos, mas se torna confuso quando o enxergamos dessa forma. Olhando para os clipes como pedaços soltos, conseguimos achar coisas muito boas.

"A Little Work", que fala sobre a influência do avô de Fergie em sua vida e, ao que tudo indica, sobre a época em que era viciada em drogas, é o melhor clipe do trabalho. Dirigido por Jonas Arkelund, nos seus mais de 11 minutos nos prende, enquanto a cantora aparece encenando as fases mais obscuras da sua vida e, em uma narração em off, contando um pouco sobre o que se passava em sua cabeça.

"Enchanté", cuja protagonista é Kendall Jenner (ou várias Kendall Jenners) parece uma versão glamourosa de "Essa Mina é Louca", da Anitta, e nos deixa com uma leve dor de cabeça, mas funciona bem demais. "Love Is Blind", encenado por uma barbie que mata todos os homens em seu caminho, é divertido e surpreendente ao mesmo tempo. "Like It Ain't Nuttin", lançado nesta quinta-feira e mostrado em primeira mão no Rock in Rio, é fashion e diferente de tudo que Fergie já fez. E "M.I.L.F $", a continuação não oficial de "Fergalicious", continua sendo tão maravilhoso quanto no dia em que foi lançado. 



Nem sempre a gente encontra clipes tão dignos assim de um álbum visual. "Save It Til Morning", por exemplo, é a cara daquela tosquisse visual dos anos 2000, e clipes como "Just Like You", "Hungry" e "You Already Know" pecam por trazer a mesma estética (a do ensaio do álbum), nos cansando um pouco. E o que falar do desperdício que é o clipe aleatório de "Tension"? Mas, ok. Vamos relevar.

Mesmo que Fergie não esteja mais no auge e não tenha em suas mãos os hits do "The Dutchess", e ainda que o disco derrape em alguns momentos, seu segundo álbum é o trabalho de sua carreira e nós podemos ver a todo momento o quanto de esforço ela colocou em cada música e em cada clipe. Demorou, mas o importante é que foi!



Se em seu primeiro álbum Fergie lançou apenas músicas, e em seu segundo ela lançou faixas com clipes, o que podemos esperar do "Triple Dutchess"? Descubra em 2027.