CD de inéditas da Kesha com a banda The Flaming Lips pode ser lançado ainda esse ano

Talvez não esperemos muito até que possamos escutar músicas novas na voz da Kesha, ou pelo menos é isso que espera o músico Wayne Coyne, vocalista da banda The Flaming Lips.

Pra quem não lembra, em 2013, Kesha e The Flaming Lips gravaram um disco completo em parceria, chamado “Lip$ha”, mas o projeto nunca viu a luz do dia, graças ao veto do produtor Dr. Luke, com quem a cantora trava uma batalha judicial atualmente.

Entretanto, parece que ter as acusações da cantora tratadas pela justiça americana amoleceu o coração do produtor que, na audiência realizada nesta sexta-feira (22), confirmou que Kesha tem total liberdade para lançar novos materiais sem sua participação direta —já que, mesmo sem produzir suas canções, ele ainda receberá sua parte em qualquer lucro vindo das músicas da californiana —, o que significa que, aparentemente, agora o álbum “Lip$ha” pode chegar ao público.

Obviamente, os fãs da cantora foram atrás de Wayne Coyne, pra saber o que o músico achava desta ideia e, pelo Instagram, o vocalista do The Flaming Lips e principal nome por trás do álbum “Miley and Her Dead Petz”, da Miley Cyrus, afirmou que pedirá a permissão da Kesha para “vazar” seu disco colaborativo.
“Siiim! Eu vou ver se a Kesha nos deixa vazar as coisas do ‘Lip$ha’... Porra, pelo menos UMA música. Eu só não quero que ela se meta em mais problemas por causa disso (…) Foi tão divertido fazer a música ‘You’re The Reason Our Kids Are Ugly’ com a Kesha e o Ben! Foi uma ideia do Ben e ele realmente deu um show na sua parte!”, disse o cantor.

E a gente espera que a resposta dela seja “sim”, né?

Enquanto o disco colaborativo dela com a banda já está pronto, apenas aguardando um sinal verde para ser lançado, Kesha parece ter atraído a atenção de outros produtores desde que seu processo ganhou exposição, graças a campanha realizada por seus fãs, #FreeKesha, e pelo Twitter, nomes como Jack Antonoff, que já produziu Carly Rae Jepsen, Charli XCX e Sia, além de ser vocalista da banda Bleachers, e o alemão Zedd (Lady Gaga, Troye Sivan, Foxes) já se ofereceram para entrar em estúdio com ela.

A disputa judicial entre Kesha e Dr. Luke acontece devido ao contrato dela com a gravadora do cara, Kemosabe Records, que a obriga a gravar cerca de outros oito discos com o selo do hitmaker, como acordou quando tinha apenas dezoito anos, antes mesmo de estourar com seu single de estreia, “Tik Tok”.

A cantora, por sua vez, se recusa a cumprir essas formalidades e acusa o produtor de abuso sexual e psicológico, alegando ter sido drogada e estuprada por Dr. Luke, além de ter desenvolvido distúrbios alimentares por conta da pressão do produtor.

Após a audiência dessa sexta (22), a campanha #FreeKesha (“Liberte a Kesha”, em português) ganhou coro devido ao posicionamento de artistas como Lady Gaga, Lily Allen, Lorde e vários outros nomes, o que deve fechar o cerco para o produtor e a gravadora Sony Music pelas próximas audiências.
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