Video Review: o clipe NSFW da Rihanna para ‘Bitch Better Have My Money’ vem para reafirmar sua posição de ‘bad girl’

Rihanna não se deixa passar despercebida. A cantora barbadiana continua na saga de lançamento do seu oitavo e aguardado álbum de inéditas, até então chamado por seus fãs por “R8”, e se, musicalmente, o disco tem sido bem heterogêneo, da acústica parceria com Kanye West e Paul McCartney em “FourFiveSeconds” ao trap foderoso de “Bitch Better Have My Money”, os vídeos também parecem não conversar muito entre si.

Enquanto a primeira proposta audiovisual de Riri com esse disco era bem minimalista, com aquele vídeo em P&B dela e seus parceiros vestindo jeans enquanto cantavam em um estúdio vazio, o segundo clipe veio pra alavancar significativamente nossas expectativas, com uma aventura de sete minutos repleta de sangue, armas, dinheiro, muita violência, ostentação e mais um pouco.

Com direção do coletivo Megaforce, o metido à blockbuster de Rihanna conta a história de um sequestro feito por ela e suas comparsas para vingar a dívida de um contador, aka “a vadia”, que duvida que ela e sua gangue possam mesmo cumprir com as ameaças que fizeram envolvendo sua esposa socialite, mas a pior coisa que ele poderia ter feito era duvidar delas, já que ninguém fode com Rihanna e sai ileso e, no caso dele, não foi diferente.

Levando para outro nível a expressão “nsfw — non safe for work”, que indica um material inapropriado para ser aberto no trabalho, “Bitch Better Have My Money” conquistou em questão de minutos a censura do Youtube e não era pra menos, afinal, o próprio vídeo já inicia com um aviso de que contém nudez, violência e consumo de drogas, e esse é só o começo.

Da fotografia à cenografia, passando ainda pelas escolhas dos figurinos, Rihanna parece estar trazendo de volta algo entre o fim dos anos 90 e começo dos 00’, uma das poucas coisas que ainda cumprem com a proposta de “FFS”, mas toda a trama do trio que agride gratuitamente a socialite, apenas pela diversão da vingança, ainda que a culpada sequer seja ela, nos remete ao longa dos anos 60, o violento “Faster, Pussycat! Kill Kill!”, do diretor Russ Meyer, que contava com três dançarinas que saíam por aí com um carro se mostrando mais perigosas que quaisquer marmanjões. Algumas cenas ficaram bem parecidas:


A pussy delas é o poder, querido leitor.

Outra cena que nos remete à um clássico é a final, em que a cantora aparece toda ensaguentada, assim como “Carrie, A Estranha”:


Ao decorrer do vídeo, continuamos acompanhando o sofrimento da esposa que, sem entender bem o que houve, segue apanhando e sendo obrigada a fazer diversas coisas, como consumir drogas, e em determinado momento, a vítima chega a atingir uma espécie de Síndrome de Estocolmo, enquanto se aproxima das sequestradoras, também por estar sob o efeito das ervas.

Ainda que seja extremamente pesado e, por que não?, chocante, o clipe traz um tom bem humorado, o que nos é adiantado desde a cena inicial, em que Rihanna divide o elevador com a loira e, momentos depois, sai com seu cachorrinho e a mulher na mala, fazendo também com que fiquemos impressionados como há muito não ficamos com um vídeo, já que vai bem além da letra no momento de explorar seu contexto e, em apenas sete minutos, consegue nos dar uma imensidão de detalhes e informações, tudo com uma qualidade impecável.


A última vez que nos sentimos tão surpreendidos por um videoclipe foi com “Telephone”, da Lady Gaga, e pensando neste ponto, em relação à toda videografia de Rihanna, podemos dizer que nossa Bad Gal Riri atingiu mais um ápice de sua carreira, até mesmo retomando uma linha de clipes que já não a víamos fazendo há algum tempo, mesmo que sob o risco de censura e alcançando tantos extremos. O clipe, em toda sua proposta NSFW, vem para a cantora reafirmar sua posição de “bad girl” e leva ao sentido literal o que já dizia Beyoncé: “uma diva é a versão feminina de um malandro”.
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