O lado bom e ruim da música nova de Lady Gaga, a inegavelmente pop “The Cure”

A música fez de Lady Gaga a primeiríssima (!) mulher no topo do iTunes mundialmente neste ano.

Cês não queriam pop? Então engole essa aqui com muita água e vê se não reclama! A gente acha que foi mais ou menos assim que Lady Gaga e o produtor White Shadow chegaram em “The Cure”, a música nova da hitmaker de “Dancin In Circles”, apresentada pela primeira vez no palco do Coachella e, instantes depois, disponibilizada nas principais plataformas de streaming – sim, nós estamos falando do Spotify.

Tem quem diga que “The Cure” deveria ter feito parte do “ARTPOP”, que contou com várias propostas descartadas até chegar na versão que conhecemos, mas temos lá nossas dúvidas. Isso porque a música conversa perfeitamente bem com o que temos ouvido nas rádios desde “Closer”, dos Chainsmokers, soando como algo que os caras fariam com a Selena Gomez, Justin Bieber ou, na melhor das hipóteses, The Veronicas (fica mais fácil de nos entender se você ouvir “On Your Side”).


Isso quer dizer que a música é ruim? Não necessariamente. É bem mais do mesmo, não soa como algo que esperaríamos da Lady Gaga e, se não fosse o nome da cantora, muito provavelmente estaríamos dando bem menos fodas para esse lançamento. Mas já que a música está aí, a gente aproveita e dança, né?

Ouça “The Cure” e outros smash hits em potencial na nossa “Pop Pop Bang”

Tão especulando que “Joanne” ganhará um EP paralelo ao disco principal, como rolou quando Gaga sucedeu os trabalhos de “The Fame” com “The Fame Monster”, mas se “The Cure” for o carro-chefe desse projeto, a gente fica com um pé atrás. O mais legal de curtir os trabalhos de Gaga foi sempre vê-la na contramão do que as rádios ditavam, então decepciona um pouco tê-la seguindo tendências pra emplacar nas paradas.

Por outro lado, o possível sucesso de “The Cure” tem lá suas vantagens. Só com a sua estreia, a música fez de Lady Gaga a primeiríssima (!) mulher a conseguir colocar uma canção no topo do iTunes mundialmente neste ano, de forma que, se seus números continuarem bem, ela pode se tornar uma cura para as paradas atuais, homogeneamente tomada por artistas masculinos – e com poucas mulheres, presentes apenas como artistas convidadas.

Estamos diante de uma nova era? Ouça “The Cure”: