Absolutamente tudo o que sabemos sobre a ‘Anti’-era de Rihanna e seu novo disco, que não se chama ‘R8’ e ganhou a sua capa

Antes tarde do que nunca. Quer dizer, “Anti” tarde do que nunca. Foi no final de noite da última quarta-feira (07) que a internet finalmente foi quebrada por Rihanna e o anúncio oficial do seu oitavo disco de inéditas, a lenda urbana até então chamada por “R8”.

Como especulado horas antes do anúncio em si, o novo CD da cantora barbadiana deu seu primeiro sinal de existência concreto durante uma mostra em Los Angeles, na Mama Gallery, e foi neste evento que Riri não só confirmou o título do novo trabalho, como também a sua capa. E que capa.


Reforçando a ideia transmitida por “FourFiveSeconds”, de que essa nova fase marcaria algo experimental para Rihanna, a capa de seu novo álbum se trata de um trabalho do artista israelense Roy Nachum, em que temos uma garota com os olhos “vendados” por uma coroa. A ideia a ser transmitida? Isso é subjetivo, mas temos pra nós que ela tem todo um poder em mãos, mas não pode vê-lo. Muita viagem? É nessa linha que as coisas caminham, até porque a era “ARTPOP” chega pra todas. Só que não acaba aí.

Capa conta com o poema “If They Let Us”, do artista israelense Roy Nachum, escrito em braille. A tradução pode ser lida na íntegra abaixo.

O oitavo álbum de Rihanna agora tem um nome: “Anti”. A pronúncia é bem próxima de “eight”, ainda que já estivéssemos acostumados com a ideia de recebê-lo com o título “R8”, e dá força ao conceito que deve ser explorado em suas canções, sendo uma representação daquele que é contra algum movimento da massa, seja ele político, econômico ou social. Segura esse conceito!

Com algumas músicas já reveladas até aqui, incluindo a parceria com Paul McCartney em “FourFiveSeconds” e “Bitch Better Have My Money”, o sucessor do “Unapologetic” conta com a produção executiva do Kanye West e, veja bem, esse é um dos casos em que não dá pra negar o impacto da produção em todo o material apresentado, já que o cara é o nome que nos vem em mente cada vez que o “Anti” ganha algo novo.


Aliás, pensando no que Kanye West tem feito ultimamente, o que inclui o controverso “Yeezus”, podemos esperar muito dessa “anti-era” da Rihanna, que parece caminhar contra sua própria carreira, enquanto, na realidade, busca solidificar a marca que se tornou o seu nome.

Algo que já vinha sendo notado desde o primeiro single desse CD, foi a relação de Rihanna com o braille, escrita utilizada para a leitura de deficientes visuais, e isso, segundo ela, representa o fato do “Anti” não ser um disco para ser apenas ouvido e sim para sentirmos também. Sua capa, contracapa e encarte contam com poemas em braille, escritos por Roy Nachum e Chloe Mitchell, essa última chegou a colaborar com o Kanye West no disco “My Beautiful Dark Twisted Fantasy”, com um poema recitado na faixa “Blame Game”.


Os poemas podem ser lidos na íntegra e em português abaixo:

“If They Let Us”, Chloe Mitchell
Poema exibido em braille no pôster de divulgação do álbum.

“Às vezes temo que eu seja mal interpretada
Isso simplesmente acontece porque o que eu quero dizer,
O que eu preciso dizer, não será ouvido.
Ouvido de uma maneira que eu mereço por direito.
O que eu escolhi dizer tem tanta substância
Que as pessoas não vão entender a profundidade da minha mensagem.
Então a minha voz não é a minha fraqueza,
Isso é o oposto do que os outros temem.
Minha voz é meu terno e armadura,
O meu escudo e tudo o que eu sou.
Eu irei confortavelmente respirar fundo, até que eu encontre o momento de ficar em silêncio.
Eu vivo em voz alta na minha cabeça, por muitas horas do dia.
O mundo é o barulho de um pino caindo no chão comparado ao estrondo
Que bate e ecoa contra às paredes do meu crânio.
Eu vivo e amo isso, mas desprezo e estou aprisionada à isso.
Então quanto a ser mal interpretada, eu não estou ofendida pelo gesto, mas sim honrada.
Se eles nos deixassem...”

“If They Let Us (Part I)”, Chloe Mitchell
Exibido em braille na capa do disco.

“Às vezes temo que eu seja mal interpretada
Isso simplesmente acontece porque o que eu quero dizer,
O que eu preciso dizer, não será ouvido.
Ouvido de uma maneira que eu mereço por direito.
O que eu escolhi dizer tem tanta substância
Que as pessoas não vão entender a profundidade da minha mensagem.
Então a minha voz não é a minha fraqueza,
Isso é o oposto do que os outros temem.”

“If They Let Us (Part II)”, Chloe Mitchell
Exibido em braille na contracapa do disco.

“Minha voz é meu terno e armadura,
O meu escudo e tudo o que eu sou.
Eu irei confortavelmente respirar fundo, até que eu encontre o momento de ficar em silêncio.
Eu vivo em voz alta na minha cabeça, por muitas horas do dia.
O mundo é o barulho de um pino caindo no chão comparado ao estrondo
Que bate e ecoa contra às paredes do meu crânio.
Eu vivo e amo isso, mas desprezo e estou aprisionada à isso.
Então quanto a ser mal interpretada, eu não estou ofendida pelo gesto, mas sim honrada.
Se eles nos deixassem...”

“Fire (Part I)”, Roy Nachum
Poema exibido em braille na parte interior do encarte.

“Caindo rapidamente em águas profundas.
Assim que meus olhos se abriram, eu soube que estava nua.
Flutuando na superfície da água.
Sozinha com os reflexos de mim mesma.”

“Fire (Part II)”, Roy Nachum
Poema exibido em braille na parte interior do encarte.

“Meu rosto nas mais profundas sombras.
Sonhos e ideias além dos limites.
O futuro é tudo o que eu tenho de olhar daqui em diante.
Eu me virei do avesso.
Só então é que me tornei um todo.”

“Fire (Part III)”, Roy Nachum
Poema exibido em braille na parte interior do encarte.

“Nuvens substituem a luz do Sol.
Se expandindo dentro da escuridão.
A linha da costa é coberta com a noite.
Traços ficam para trás,
Respirações profundas, ar salgado.”

***

Sem previsão de lançamento, muita gente esteve envolvida nos bastidores do CD “Anti” (gente, dá um alívio poder chamá-lo por um nome real, RS), incluindo um time repleto de nomes recém-chegados nas paradas, como John Newman, Tinashe, Kiesza e até a britânica Charli XCX. “Bitch Better Have My Money”, inclusive, foi composta pela Bibi Bourelly, que se lançou com o single “Riot”, mas, até então, nunca havia trabalhado com um grande artista. A australiana Sia, responsável pelo hit “Diamonds”, também andou enviando algumas coisas para Rihanna, que chegou a recusar o atual single da cantora, “Alive”, composto em parceria com a Adele.


Mas e então, com capa e título revelados, qual será o próximo passo de Rihanna com seu tão aguardado “Anti”? Um lançamento surpresa está em questão ou seria previsível, já que Beyoncé ainda usufrui da tática utilizada na estreia do seu último álbum? Podemos esperar por um novo single até o fim desse mês? E quanto a essa ideia “anti” o usual, será que mais novidades estão a caminho?
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