Fizemos um estudo para provar que a volta de Justin Bieber com ‘What Do You Mean’ REALMENTE merece a nossa atenção


O cantor canadense Justin Bieber ensaiou seu retorno ao lado do duo Jack Ü no hit “Where Are Ü Now”, sob a produção de Diplo e Skrillex, e um pouco depois confirmou sua volta às rádios com “What Do You Mean”, primeiro single do disco que sucede o comercialmente fracassado, entretanto, artisticamente arriscado, “Journals”.



Mas por que realmente estamos dando atenção para essa volta?

Pensando por cima, Bieber é um dos artistas mais idiotas de todos os tempos. Desde sua ascensão, em 2009, o menino falou e fez TANTA besteira, que merecia ter sua boca costurada, além de ser banido de toda e qualquer rede social, só pra garantir que nenhuma bobagem seria digitada também, mas se até o Chris Brown continua tendo vez na indústria, por que não daríamos outra chance para o moço? Até porque, ao contrário do Chris Brown, ele merece.

Bieber começou sua carreira no Youtube, fazendo covers, como você sabe. Ele fazia versões de Ne-Yo, Timberlake, Chris Brown, e depois de encantar mais e mais espectadores por seu talento e perfil de menino prodígio, conseguiu chegar até o Usher, que garantiu seu primeiro grande contrato.

Antes de lançar seu primeiro EP, “My World”, o canadense se tornou o primeiro artista a emplacar quatro singles sem um álbum de estreia no Reino Unido, repetindo o mesmo barulho nos EUA, aonde conquistou seu primeiro disco de platina, nada mais que três meses após o lançamento do álbum.


Daí em diante, era certo que Bieber era, além de um garoto fofo e talentoso, uma verdadeira máquina de dinheiro, e seu empresário, Scooter Braun, tratou de usar isso ao seu favor, monetizando tudo o que envolvesse o seu nome. Deu certo.

Levou menos de um ano até que Bieber lançasse seu primeiro álbum, “My World 2.0”, e em menos de dois anos de carreira, o cara já tinha em mãos os hits “One Time”, “Baby”, “Somebody To Love” e “U Smile”. Tá bom pra você?


Com essa história de monetizar tudo o que leve seu nome, bastou seu primeiro álbum pra que Justin lançasse sua primeira COLETÂNEA (pegaram pesado, a gente reconhece) e dela extraiu outro grande single, a baladinha em que destacava seu lado religioso, porque Jesus walks with him, “Pray”. Daí a discografia dele ficou assim: “My Worlds”, “My World 2.0”, “My Worlds: The Collection” e “My Worlds Acoustic” — quando, de fato, o mundo estava em suas mãos.

Em fevereiro de 2011, o canadense teve sua meteórica carreira contada no filme “Justin Bieber: Never Say Never” e, sem perder tempo, no mesmo mês ele lançou o álbum de remixes “Never Say Never”, contando com a faixa-título em parceria com o Jaden Smith, que no tempo também promovia sua participação em “Karate Kid”.


Como todo artista interessado em monetizar até sua mãe, Bieber também lançou um álbum natalino, chamado “Under The Mistletoe”, e teve a benção de ninguém menos que a cantora que patenteou os álbuns natalinos, Mariah Carey, regravando o clássico “All I Want For Christmas Is You”. E não deu outra: toma esse recorde de primeiro artista a alcançar o topo das paradas nos EUA e Reino Unido três vezes antes dos 18 anos! 
Em 2012, a empresa Hinge desenvolveu um infográfico que analisa os números de Justin Bieber em relação aos do presidente dos EUA, Barack Obama.
Como artistas pop e polêmicas andam de mãos dadas, não demorou até que Justin Bieber tivesse sua primeira: uma louca apareceu na mídia americana dizendo que estava grávida do menino. As especulações tomaram conta dos tabloides "all around the world" tão rapidamente quanto a própria carreira do canadense e, como o bom artista que ele é, a confusão terminou virando música.

“Maria”, faixa inspirada nessa polêmica sem pé e nem cabeça, pertence ao disco “Believe”, lançado pelo cantor em 2012, mesmo ano em que conseguiu o seu maior hit: “Boyfriend”. No quesito vendas, a faixa bateu os números de todos seus lançamentos anteriores, concretizando mais uma promissora fase em sua carreira, que ainda contou com os singles “As Long As You Love Me” (!), “Beauty and a Beat” e “All Around The World”.


Nesta fase, a vida pessoal do cantor estava em voga, visto que ele estava namorando com a atriz e boa dançarina Selena Gomez, e os primeiros rumores quanto ao fim do relacionamento coincidiram com o fim da divulgação do disco (tava tudo no contrato, gente! RS), além de inspirá-lo para o material seguinte.

“Journals” foi um verdadeiro divisor de águas na carreira de Bieber. Com os problemas na vida pessoal, Justin se tornou um ‘bad boy’ para a mídia americana e começou a surgir com polêmicas atrás de polêmicas, o que inclui relacionamentos duvidosos, problemas com vizinhos, drogas e mais um pouco. Nesse momento, a única certeza que tínhamos era de que estava na hora dele, depois de seis anos SEM PARAR, precisava descansar, tanto física e psicologicamente, quanto midiaticamente.

O álbum “Journals” terminou o ajudando neste sentido, porque veio com uma proposta menos comercial, refletindo as novas influências do canadense, além de sua proximidade com artistas levados para o R&B e hip-hop, e depois de um lançamento inusitado, tendo cada uma de suas músicas colocadas à venda semanalmente, até que formassem o álbum completo, se tornou o seu primeiro fracasso comercial, ainda que signifique bastante para sua carreira artisticamente, justamente por ser seu CD mais arriscado e... Podemos usar a palavra “experimental”?


Seja como for, seus fãs continuavam fielmente ao seu lado, daí o sucesso de músicas como “Heartbreaker” e “Confident”. Alguns dos poucos destaques do álbum.

EIS QUE CHEGA O MOMENTO DA PAUSA.

Sob o lançamento conturbado, Bieber continua com uma imagem extremamente explorada pela mídia, que se esforçava para continuar mostrando-o como algo ruim, o bad boy inconsequente 100% nem aí pra quem dava uma foda para o seu comportamento, e quando o próprio passou a realmente não se importar com isso, deixaram-no de lado, quando sua imagem realmente pôde descansar.

Longe dos holofotes, o cantor teve muito o que fazer. A reformulação da sua imagem, fora o sumiço, exigiu uma postura mais cuidadosa para a imprensa e isso rendeu alguns momentos inusitadamente convincentes, como uma entrevista que deu para a Ellen DeGeneres, vestido como se estivesse prestes a se apresentar para uma nova sogra, e a participação no MTV Roasts, em que aceitou ser zoado por tudo quanto é artista, enquanto associava sua fase pós-“Blackout” com uma postura mais madura. Funcionou.

O primeiro lançamento concreto de Justin Bieber veio com Diplo e Skrillex em “Where Are Ü Now” e a recepção do público não poderia ter sido melhor. Antes mesmo do seu lançamento como single, a música começou a chamar a atenção, se consagrando como o primeiro grande sucesso dos produtores que formam o duo Jack Ü, além de comprovar que o canadense estava recuperando seu impacto de outrora.


A mudança de sonoridade também favoreceu o cara. Do popzinho chiclete de “Baby” até o trap fora do convencional de “Where” teve muito o que andar, e a música fazia um bom paralelo entre o R&B de “Journals” e o Justin Bieber pop do “Believe” e “My World”. Os fãs gostaram, quem não era fã começou a se interessar também e então veio a dúvida: o que ele nos traria em um novo material? Deixemos que o próprio cantor responda:

“Eu estou bem feliz com o lugar que cheguei criativamente. Eu sinto que provavelmente seja esse o melhor que eu já alcancei. Não há exatamente uma direção, é tipo, músicas animadoras pra que as pessoas possam dançar... Só que um pouco diferente. Realmente são músicas animadas e as pessoas vão sorrir quando ouví-las”, disse o cantor. “Eu só quero que isso fique perfeito, então estamos levando nosso tempo para isso. Estamos nos envolvendo com muita gente diferente. Eu estou apenas tentando atingir o meu melhor e isso precisa ser consistente, fazer sentido com o que estou passando em minha vida agora”, completou.

Em outras entrevistas, ele também contou estar bem envolvido com os trabalhos do Skrillex e Diplo, descrevendo-os como produções sofisticadas e bastante futurísticas. O que significa que um álbum à frente do nosso tempo está a caminho.

“What Do You Mean” foi lançada nesta sexta-feira (28) e é nosso primeiro contato direto com o novo álbum do cantor canadense, que também contará com “Where Are Ü Now” em sua tracklist. A música não traz exatamente a mesma forma, o que é promissor, já que não o temos tentando repetir o mesmo sucesso, e vem com uma proposta ainda mais fresca, veranesca, se assemelhando um pouco a sua parceria com Nicki Minaj em “Beauty and a Beat”. Confira:


O Bieber está de volta e estamos cada vez mais animados por essa nova fase. Mas o que realmente queremos dizer? Quem está de volta é um dos cantores mais bem sucedidos dos últimos anos, dono de uma das carreiras adolescentes mais significantes da última década, além de ser o responsável por abrir as portas que mais tarde receberam muitos outros nomes teens, como One Direction, Ariana Grande, Shawn Mendes, entre outros.

Bieber está de volta, gente. Só nos resta aceitar — e agradecer aos envolvidos.

PS.: Para o caso de mesmo após todas essas evidências, você continuar desinteressado em saber o que ele tem preparado para nós, dê um voto de confiança por saber que ele se tornou um dos melhores amigos da voz da nossa geração, Carly Rae Jepsen.
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