Em entrevista para a revista Paper, Miley Cyrus se assume uma ‘trans não binária’, fala sobre religiosos na política e como contou à sua mãe que também gostava de mulheres


A Miley é uma lindona, né gente? Pode falar o que for dessa porra louca linguaruda do twerk, mas seja lá o que a Disney fazia pra esconder a pessoa que ela é hoje, esperamos que mais ninguém se disponha a fazer. 

Desde o começo da divulgação do disco “Bangerz”, seu mais recente álbum, Miley Cyrus se tornou uma influente porta-voz quando o assunto são minorias e, lá fora, até começou sua própria fundação, a Happy Hippie, para abrigar jovens sem-teto e homossexuais expulsos de casa, e longe de usar sua aproximação com assuntos como a homossexualidade apenas pela polêmica de cada dia, a cantora parece disposta a discutir cada vez mais sobre a diversidade que a gente tem nesse mundão, o que se torna um feito e tanto se nos lembrarmos que seu público ainda é bem jovem e, no geral, passa a se educar sobre esses assuntos pela própria mídia e sociedade.


Numa entrevista para a revista Paper, na qual protagonizou um ensaio fotográfico programadíssima pelos MK Ultra, pra começar sua nova era com o pé direito, Cyrus falou sobre sua instituição, religião na política e diversidade de gêneros, revelando ainda que sua mãe soube que ela gostava de meninos e meninas quando tinha apenas quatorze anos. Corajosa desde novinha, né?

"Eu lembro de contar a ela que eu admirava as mulheres de uma maneira diferente. E quando ela me perguntou que jeito era esse, eu respondi 'eu amo elas'. Foi difícil para ela entender. Ela não gostaria que eu fosse julgada e nem que eu fosse para o inferno. Mas ela acredita em mim mais do que em qualquer outro deus. Eu só pedi para ela me aceitar e ela me aceitou."


Mais uma vez reforçando a discussão sobre a possibilidade de gêneros, Miley afirmou que vai além da bissexualidade, já que se sente uma pessoa trans não binária, o que, numa explicação bem superficial, já que o assunto é complexo, a define como alguém que não se encaixa dentro do padrão binário de “menino ou menina”, em momentos também podendo se sentir como um ou outro. Se lembra de toda aquela conversa sobre a Caitlyn Jenner sempre ter se sentido uma mulher? Ou o famoso brasileiro que ainda está em processo de transição, Tereza Brant? Então, a diferença aqui é que Miley não se vê dentro de nenhum desses polos.

“Eu não ligo pra isso de menino ou menina, e eu não quero ter um companheiro que liguei para isso”, explicou a cantora, que afirmou ter tido relacionamentos sérios com outras mulheres, mas que não foram midiaticamente explorados. “Eu estou literalmente aberta a qualquer coisa que seja consentida e não envolva animais e nem menores de idade. Tudo que é legal, eu estou dentro!”


Uma maravilhosa, né? Por fim, a hitmaker de “Someone Else” aproveitou pra criticar também a presença de fundamentalistas religiosos e liberais na política estadunidense, entrando numa questão que se assemelha bastante às besteiras que precisamos ouvir de nomes como Marco Feliciano e Levy Fidelix aqui no Brasil, nos fazendo engolir goela abaixo seus pensamentos conservadores e fechados dentro de um mundo que se baseia nos trechos que lhes convém da bíblia evangélica. 

“Esses fundamentalistas não deveriam fazer nossas leis, isso é louco pra caralho”, disse a cantora. “Nós superamos esse conto de fadas, do mesmo jeito que superamos Papai Noel e a Fada dos Dentes”, completou.

Vixe.


Atualmente trabalhando em seu novo disco, sucessor do aclamado e indicado ao Grammy, “Bangerz”, Cyrus teve uma faixa inédita revelada na internet nesta semana, sendo ela a maravilhosa “Nightmare”. Numa receita que nos remeteu à “The Night Is Still Young”, da Nicki Minaj, a música nova é especulada como uma descartada do último disco, mas tem rendido muitos rumores, visto que a gravadora da americana tem se esforçado para sumir com todos os seus vestígios pela rede mundial de computadores. O hino pode ser conferido neste outro post.



Vida longa para Miley Cyrus!
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