Sabe 'Blurred Lines', do Robin Thicke, com Pharrell e T.I.? Então, é realmente plágio de uma música do Marvin Gaye


Lembram-se daquele processo de plágio que "Blurred Lines", o smash hit do Robin Thicke, Pharrell Williams e T.I., que dominou o mundo em 2013, tava sendo acusado? Então, ontem saiu o veredito, onde realmente ficou comprovado que, sim, a música não era nadinha original, mas uma violação de direito autorais em relação à "Got to Give It Up", lançada em 1977 e grande sucesso do deus da Motown, Marvin Gaye.

Inclusive, temos uma versão com as duas músicas, caso queiram comparar logo abaixo. E, gente, se fossemos Thicke & Cia, nem perderíamos nosso tempo levando o processo adiante, porque ao menos temos vergonha na cara. E nem precisa ser um grande expert em música pra sacar que isso foi uma cópia descarada. Desde o instrumental, até a disposição melódica da letra. SOS!


Com o julgamento e condenação, Robin Thicke e Pharrell (que assinam a letra) terão que pagar nada menos que US$ 7,4 milhões à família da Marvin Gaye. Sendo que, destes, US$ 4 milhões se devem ao fato da violação de direitos autorais, e o restante, em relação aos lucros pessoais de Thicke (US$ 1,8 milhão) e Pharrell (US$ 1,6 milhão) com a faixa. O rapper T.I., por sua vez, foi inocentado do processo, por só ter contribuído com sua participação no rap da faixa, sem contato direto com o corpo dela.

Como falamos neste post na última semana, desde que foi lançada, no começo de 2013, "Blurred Lines" faturou ***apenas*** US$ 16,5 milhões em lucros até hoje, pelo mundo todo.

Diversos veículos afirmaram que Pharrell se mostrou muito constrangido durante todo o julgamento, mas que, em momento algum assumiu que havia se inspirado na melodia de Gaye na composição de "Blurred Lines", chegando a dizer que sua única inspiração foi nos anos 70 e que amava a obra do deus da Motown, mas que jamais usaria algo sem dar os devidos créditos. Thicke, por sua vez, passou por um outro constrangimento, ao ter que tocar a faixa ao piano, além de cantá-la durante a audiência, a fim de convencer o júri. Mas sem sucesso. E nem ser happy, a cartada mais manjada dos últimos anos, os salvou dessa vez.


Vale ressaltar que, embora tenham sido condenados no processo de violação de direitos autorais, nenhum dos envolvidos será preso, afinal, o juíz entendeu que a infração cometida não foi de, toda forma, intencional.
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