It Pop elege: os trinta melhores álbuns de 2014!

Os fãs de cultura pop ficaram em alerta desde o álbum visual lançado por Beyoncé em dezembro do ano passado, na esperança de algo tão surpreendente quanto a iniciativa da mulher de Jay Z, hitmaker de “Superpower”, mas sejamos sinceros, até rolaram alguns projetos igualmente trabalhosos, mas nada tão grandioso quanto o feitoncé, que pode não ter parado o mundo, mas deu uma pausa e tanto em toda a rede mundial de computadores. 

De lá pra cá, tivemos outras artistas que souberam ser assunto lançando seus discos e algumas, inclusive, utilizou da estratégia surpresa para ver se colava, mas o álbum mais bem-sucedido do ano, entretanto, ficou nas mãos de alguém que nadou contra a maré de Beyoncé, lançando um disco sonoro da maneira mais convencional possível, nos avisando antes que ele fosse lançado, promovendo seus singles de forma tradicional e, veja só você, até ousando em suspender a transmissão de suas músicas em uma das maiores plataformas de streamings da atualidade, o Spotify. 

Além do “1989” da Taylor Swift, o ano de 2014 contou com uma série de ótimos álbuns que, caso você não tenha ouvido, deve fazê-lo o quanto antes, e abaixo estão os trinta melhores discos do ano, eleitos pela equipe de todo o blog (com comentários de Gustavo Hackaq, Guilherme Calais, Guilherme Tintel e Maicon Alex). Acompanhem:

30) Gorgon City - Sirens
Sempre que novos nomes eletrônicos surgem, abrimos nossos olhos atentamente para apresentá-los à vocês. E com o duo Gorgon City foi amor à primeira vista! Donos de um dos hits mais tocados no Reino Unido com a faixa "Ready For Your Love", em parceria com o também novato MNEK, a dupla apresentou ao mundo seu disco de estreia "Sirens" em outubro. Com um trabalho cheio de deep house da mais alta qualidade, o Gorgon City acertou no alvo ao convidar artistas com vocais impecáveis para dar vida às canções do álbum. Isso é o que podemos chamar de EDM requintada, senhores!

29) Jessie Ware - Though Love
Depois da aclamação de seu álbum de estreia, "Devotion" (2012), a cena musical aguardava com muita expectativa pelo segundo passo da britânica Jessie Ware. E, mesmo cercada da famosa síndrome do segundo disco, seu trabalho passa com louvor. Em "Tough Love", Jessie ainda é aquela artista indie pop minimalista, com grandes e profundos vocais que conhecemos, mas agora se dá ao deleite de flertar ainda mais com o R&B, deep house e britpop, criando um brilhante clássico britânico moderno, feito não apenas para se ouvir, como para visualizar suas letras à nossa frente, a cada vez que ela abre a boca.

28) Pharrell Williams - G I R L
Nome mais hypado entre os produtores nos últimos dois anos, Pharrell Williams, que não lançava um material solo desde 2006, reinventou-se. Primeiro, graças ao sucesso estrondoso do smash hit global, "Happy". Depois, deixando de lado o rap que o fez mundialmente conhecido e apostando milimetricamente no R&B, resultando em "G I R L", como um dos grandes e mais aclamados trabalhos deste ano, que, entre tanta gente fomosa, conta ainda com colaborações de Daft Punk, Justin Timberlake e Miley Cyrus, só confirmando o alto nível ao qual tratamos.

27) The Vamps - Meet the Vamps
Com o pop de comercial da Coca-Cola, The Vamps foi uma das surpresas mais positivas do ano. A banda responsável por músicas como “Wild Heart” e a parceria com a Demi Lovato em “Somebody To You” ainda tem muito o que amadurecer, assim como One Direction, que hoje traz em seus discos uma sonoridade incomparável aos seus dois primeiros discos, mas isso não torna sua proposta atual ruim nem de longe. No fundo, também precisamos de simples refrãos chicletes e eles os têm.

26) One Direction - FOUR
Os britânicos do One Direction podem não ser os vencedores do programa que os revelou, mas a banda, desde o início de sua carreira, tem deixado cada vez mais claro que os critérios de escolha do X-Factor são pra lá de duvidosos, uma vez que são um dos maiores acertos vindos de um reality show musical desde a Kelly Clarkson, uma ex-American Idol. No disco “FOUR”, Liam Payne e sua trupe querem assegurar o seu público de que continuam progredindo desde o “Midnight Memories” e fazem isso com maestria. As referências e influências são claras em cada um dos acordes, que cada vez pendem mais para o rock, enquanto os próprios tratam de simbolizar o lado romanticamente pop que os consagraram.
25) FKA Twigs - LP1
“LP1” é uma obra musical muito bem refinada e a prova disso são as inúmeras críticas, evidenciando a impecabilidade de FKA twigs ao retratar frustração existencial: ela se sente desde sexualmente/amorosamente confiante até objetificada, emocionalmente frágil, dominada e, por fim, capaz de vingança. “I love another and thus I hate myself”, a temática do álbum é erotizada pelos vocais sensíveis de Tahliah, combinando-se com melodias downtempo para dar vida a uma poderosa referência do R&B alternativo de 2014. Não é à toa que o álbum está em quase todas as listas de melhores do ano mundo afora. Já ouviu “Two Weeks” hoje?

24) Coldplay - Ghost Stories
Meio que de surpresa, o Coldplay anunciou seu novo álbum, três anos depois do elogiadíssimo e premiado "Mylo Xyloto", e o resultado não poderia ser melhor, já que é um dos maiores sucessos comerciais do ano. Seguindo a máxima de que quanto mais velhos, melhores ficam, "Ghost Stories" traz a banda em ótima forma. Cheio de deliciosas baladinhas e experimentações, como a inusitada parceria com o DJ Avicii, o álbum nos encanta do começo ao fim com seu jeito minimalista, coeso e muito, muito sedutor de mostrar os vários lados da dor potencializada pelo fim de uma relação.

23) BANKS - Goddess
BANKS construiu sua imagem (e som) de forma paciente - lançou o primeiro EP ("Fall Over") em março de 2013 e o segundo ("London") em setembro do mesmo ano. Depois, foi preciso um ano para que o "Goddess" nascesse. O trip-hop/indie R&B da americana de nome Jillian Rose Banks já havia conquistado o mundo e garantido o mesmo na seleta lista da BBC com apostas para o ano - terminando em terceiro lugar. Profetizando ou não, a lista foi certeira, pois o debut album da americana é uma das melhores coisas que ouvimos nos últimos anos, uma evocação de letras, sons e sentidos que nos envolve e cativa magistralmente. Na versão deluxe temos 18 faixas brilhantes em todos os aspectos (atenção para "Before I Ever Met You") que transformam BANKS numa das rainhas de 2014. Rainha não, deusa.

22) Maroon 5 - V
O Maroon 5 está até hoje sob os efeitos da pílula pop que foi o disco “Overexposed”, mas em seu último material, “V”, a banda de Adam Levine quis mostrar que era mais que simples refrãos com referência à rockstars. Eles conseguiram. Com singles como “Animal” e “Maps”, além da totalmente rendida aos sintetizadores “It Was Always You”, os caras chegam a um ponto de equilíbrio entre o que já construíram e o que ainda querem construir e é sobre isso que grandes artistas devem pensar, certo? Ações que rendam reações à longo prazo.

21) Kylie Minogue - Kiss Me Once
Kylie Minogue retorna aos trabalhos com o “Kiss Me Once”, o décimo segundo da rainha do pop australiana. Esbanjando boa forma, beleza, poder, magya e sensualidade, Kylie traz um álbum redondinho com gosto de morango e canções pop doces e grudentas que não vieram ao mundo para roubar novos fãs, e sim presentear os já fãs da diva veterana – um patamar alcançado por Madonna e Cher atualmente. Nada enferrujada, o álbum rendeu algumas das melhores faixas do gênero do ano, como a deshomossexualizadora (ou reafirmação para lésbicas) “Sexercize” (co-composta por Sia), “I Was Gonna Cancel” (composta pelo Pharrell), “Million Miles”, “Les Sex” e o lead single “Into The Blue”, remetendo aos bons singles de outrora como “All The Lovers”.
20) Jessie J - Sweet Talker
Jessie J recuperou o tempo perdido com o “Alive” em seu novo disco, “Sweet Talker”, e por mais que, nesta altura do campeonato, seus discursos de superação, “todo mundo me odeia, mimimi”, etc. já soem um tanto redundantes, ainda temos as mãos de ótimos produtores nisso, o que faz com que o material seja algo que desejamos ouvir. Sua faixa-título, produzida por Diplo, é uma das melhores coisas que escutamos neste ano.

19) Foxes - Glorious
Nos últimos anos, a Inglaterra tem sido um celeiro de riquíssimos talentos, dos quais se destacam Ed Sheeran, Adele, Ellie Goulding, e agora, a fofíssima Foxes. Lançando seu debut em fevereiro deste ano, a cantora de 25 anos tratou de mostrar toda sua delicadeza no modo de conduzir as faixas que, por sua vez, são hinos sucessivos de letras profundamente tocantes. E assim mesmo classificar o "Glorious": um disco pra fechar os olhos e sentir todo o sentimentalismo empregado em cada faixa trabalhada. Louvemos gloriosamente esse álbum!

18) Charli XCX - Sucker
Charli XCX fez seu nome entre os fãs de música alternativa com seu disco de estreia, “True Romance”, mas quis mesmo foi abraçar o mainstream no disco seguinte, “Sucker”, uma bela herança do sucesso de “Fancy”, da Iggy Azalea com ela, e “Boom Clap”, da própria. Da rebeldia calculada à uma autenticidade que já nos fazia falta no mercado atual, “Sucker” é uma produção redondinha no que se propõe a ser, trazendo em suas entrelinhas o êxito de XCX como compositora, que sintetiza muita ironia e referências que vão do punk inglês ao new wave em simples versos que, numa primeira audição, cairiam bem em algum disco da Avril Lavigne.

17) Lana Del Rey - Ultraviolence
Lana Del Rey passou por extrema pressão em 2014. O mal do segundo álbum nunca foi tão forte quanto agora, já que seu debut é nada mais nada menos que a obra-prima “Born To Die”, um dos álbuns que mais amamos de toda a nossa vida. Seu sucessor, “Ultraviolence” tinha a difícil tarefa de vencer nossas expectativas e, à primeira ouvida, não conseguiu. Lana havia abandonado a velha Hollywood do “Born To Die” para abraçar o indie rock, apadrinhado por Dan Auerbach, vocalista do The Black Keys, criando um monstro sonoro de difícil digestão. Mas então fomos calmamente digerindo o todo como uma enorme cobra que acabara de engolir um boi, e aquelas faixas destruidoras foram crescendo e ganhando forma e, sem notarmos, estávamos apaixonados, porque aquele tapa inicial agora parecia um beijo.

16) Nicki Minaj - The Pinkprint
Quando a Nicki Minaj disse que queria ser reconhecida como uma artista séria em seu novo álbum, “The Pinkprint”, custamos a entender aonde ela chegaria e as coisas só se agravaram com o segundo single do disco, “Anaconda”, mas ela tinha razão. Seu terceiro álbum de inéditas passa longe da vertente pop apresentada em seu último material, em tempo que só reforça o talento da rapper, uma das maiores da atualidade, que ainda sabe mesclar como ninguém seu lado radiofônico e urbano, sem que precise apelar enquanto se escora em algum refrão chiclete.
15) Lily Allen - Sheezus
O segundo lugar não é o suficiente para nenhuma diva, mas esperamos que Lily Allen se contente com a nossa décima quinta posição. “Sheezus” é um dos discos mais geniais que escutamos nos últimos meses. O material, de uma acidez tipicamente Allen, consegue soar pop para as rádios atuais ao mesmo tempo que as critica, trazendo também um flerte com o hip-hop e músicas que não conseguiríamos imaginar sendo cantadas por outra artista. Sua sonoridade comprova também a versatilidade da britânica, mesmo que ninguém tenha contestado, além de, hora ou outra, nos remeter aos trabalhos da M.I.A., o que sempre é algo bom.

14) Broods - Evergreen
Joel Little está empenhado de, ano após ano, nos presentear com revelações bombásticas que surgem como um frescor musical. Ano passado ele trouxe à luz uma menina que bagunçou o cenário musical: Lorde, conhece ela? Esse ano o produtor trouxe Georgia e Caleb Nott, irmãos neozelandeses que formam o duo Broods, apresentados no início do ano com o EP autointitulado e eleito o melhor EP de 2014 pela gente. Nosso amor só aumentou com o “Evergreen”, debut álbum da dupla que derramou seu conceito e sonoridade em dez faixas feitas de luz para qualquer um sair apaixonado, num indie pop autêntico e verdadeiro. Foco para “Everytime”, “L.A.F.” e “Superstar”.

13) Ella Henderson - Chapter One
Contrariando a máxima de que aqueles que entram num reality show só conseguem atingir o sucesso se vencerem, Ella Henderson precisou de dois anos para digerir seu sexto lugar no X Factor 2012 e voltar sambando, aos 18 anos, na sociedade, com seu brilhante "Chapter One". Que, capitaneado pelo smash single "Ghost", traz um dos trabalhos mais homogêneos e sinceros do ano, provando todo seu talento como compositora e artista. Seja com baladinhas dolorosas, até faixas mais rápidas, todas embaladas por uma das melhores vocalistas em solo britânico atualmente.

12) Paloma Faith - A Perfect Contradiction
Paloma Faith é uma das cantoras que ajudam a diminuir o vazio deixado por Amy Winehouse. A também britânica já tinha no currículo dois álbuns, mas foi uma surpresa (positivíssima) quando ouvimos “Can’t Rely On You”, lead single do “A Perfect Contradiction” e primeira parceria de Paloma e Pharrell. Surpresa essa extrapolada por todo o álbum, com um amadurecimento de tudo o que a dona da maior coleção de perucas ruivas do mundo já fez na vida – um verdadeiro caleidoscópio de estilos que vão desde pop até jazz, soul, funk e R&B, evocando a dor de amar de forma incrível (note como os títulos das faixas são sofridos). Além do material, a capa é uma das melhores coisas que vimos em 2014, com várias Palomas que mostram como dentro de nós mesmos há uma eterna contradição.

11) Tinashe - Aquarius
Num ano marcado por tantas novidades incríveis, coube a Tinashe "reinventar a roda" no meio R&B, com um dos álbuns mais brilhantes (e injustiçados) do ano. Corajoso, sensual, com ótimas letras, cheio de hits em potencial, simbologia e misticismo, é muito estranho que boa parte do público tenha ignorado o que a nova rainha do urban trouxe em sua estreia. Mas como aqui no It Pop o que importa é a qualidade, não os números, ele tem seu lugar (merecidamente) na nossa lista. E se ainda não ouviram, tão esperando o quê, gente? É o melhor álbum R&B do ano.
10) Sam Smith - In the Lonely Hour
O britânico Sam Smith foi dado como um nome em potencial para 2014 logo no começo do ano, na tradicional BBC Sound Of..., e não é que estavam certos? “Stay With Me” foi uma das músicas que mais ouvimos no ano e, bem, essa é uma canção que nos motiva a procurar o disco que foi extraída e é aí que chegamos no maravilhoso “In The Lonely Hour”. O disco de estreia de Sam é tão completo, que nos preocupamos só de pensar na pressão que ele deverá sofrer ao lançar um segundo material, ainda que confiemos e muito no seu taco.

9) Azealia Banks - Broke With Expansive Taste
Parece que o jogo virou, não é mesmo? A rapper Azealia Banks prometeu TANTO seu disco de estreia, que a gente já estava achando que era coisa da cabeça dela, mas estávamos errados. O disco não só foi oficialmente lançado, como também era um dos materiais mais incríveis do ano. Queremos o nome de todos os envolvidos na demora deste lançamento pra ontem. Fazendo a espera valer a pena, “Broke With Expensive Taste” é um disco complexo e pra lá de heterogêneo, o que tanto pode fazer com que sua digestão seja confusa, como também contribui pra que não enjoemos do material apresentado tão cedo. Essa é outra das surpresas positivas que tivemos neste ano e Zezé está de parabéns.

8) Nick Jonas - Nick Jonas
O cantor Nick Jonas foi morto e substituído. Em seu lugar, surgiu o irmãozinho mais novo do Justin Timberlake, com todo o talento que este tinha no começo dos anos 2000, mas transferido para a modernidade da atual geração musical. Em seu álbum autointitulado, Nick não apenas se reinventou sonoramente, como conseguiu enxergar pra si, através de um amadurecimento artístico e sensual, um futuro no R&B/Pop, que temos a certeza que será difícil tirá-lo de agora em diante. É música boa pra ouvir do início ao fim, sem pular.

7) Kiesza - Sound of a Woman
Num cenário dominado, sobretudo por DJs, um nome feminino chegou para abalar as estruturas com seu álbum de estreia. Este nome, é o de Kiesza, com a fantástica revisitação noventista atribuída ao seu "Sound of a Woman", que além de trazer toda a agitação EDM com faixas grandiosas e batidas contagiantes, ainda lhe permite mostrar outros talentos, quando se deixa aproximar do R&B, soulful ou da deep house, tendo horas em que põe isso tudo num só lugar, criando toda atmosfera de um dos grandes trabalhos do ano.

6) Ed Sheeran - X
Não sabemos vocês, mas sentíamos falta de alguma coisa no Ed Sheeran do “+” e, ainda que não saibamos o que, encontramos isso em seu “x”. Desde o começo de sua divulgação, com um single produzido pelo Pharrell Williams, o disco soou bem mais atraente que seu material de estreia e ganhamos a aposta com seu lançamento, quando confirmamos que ele realmente tinha potencial para soar algo a mais. Um passo a frente dos trabalhos anteriores de Sheeran, o álbum reforça seu talento como compositor, com foco em suas narrativas, em tempo que também o mantém no ritmo das paradas atuais.
5) Iggy Azalea - The New Classic
Segura essa apropriação cultural! Iggy Azalea pode ter se perdido na sede por outro hit tão grande quanto “Fancy”, mas toda sua carreira antes disso foi desenhada da melhor forma possível e é isso o que temos em seu “The New Classic”. Ainda longe de ser um clássico, o disco, tão heterogêneo quanto o “Broke With Expensive Taste” de Azealia Banks, mas pendendo para algo mais comercial, vem carregado de refrãos pra lá de grudentos e produções que nos remetem aos trabalhos de M.I.A., Drake e Kanye West, além de coisas características do que já conhecíamos por suas mixtapes. Andam dizendo por aí que essa é a temporada da rapper.
4) Ariana Grande - My Everything
Se a Ariana Grande não for uma artista muito esperta, todos os nomes por trás de seus trabalhos são. Mantendo o legado que começou a construir em seu disco de estreia, “Yours Truly”, a menina do mesmo penteado enganou à todos quando parecia ter a reviravolta de sua carreira no disco inicialmente promovido por “Problem”, um smash hit certeiro produzido pelo Max Martin em parceria com Iggy Azalea, mas no fim das contas nos deparamos com uma proposta bem próxima do seu primeiro CD, com alguns ajustes aqui ou ali que devemos ao seu amadurecimento. Obviamente, a ideia não poderia ter dado mais certo e só trouxe mais público para um trabalho que, de fato, merecia mais atenção.
3) Sia - 1000 Forms of Fear
Depois de um bom tempo operando milagres nos bastidores da indústria, Sia Furler voltou com um sexto disco que, para o grande público, mais soou como seu álbum de estreia. Seu primeiro material após sucessos como “Titanium” e “Diamonds” funciona muito bem como uma introdução à toda sua discografia, ainda que deva ser visto mais como um convite do que síntese dela em si. “1000 Forms Of Fear” não deixa a desejar em nenhum quesito e nos alcança das mais diferentes formas possíveis, o que é algo válido em tempo de álbuns visuais. É um CD que, caso se permita, você pode sentir, e garantimos que essa sensação é a melhor possível.
2) MØ - No Mythologies To Follow
Esqueça "Beg For It", a malfadada parceria de Iggy Azalea com aquela garota de nome estranho que ninguém sabe digitar e pronunciar. MØ (pronuncia-se "Mu" caso você ainda não saiba) é muito (mas muito) mais que aquilo. Prova disso é o "No Mythologies To Follow", nosso melhor álbum de estreia de 2014. A dinamarquesa já havia conquistado nossos corações com o EP "Bikini Daze" e seus hinos poderosos e dançantes, que só foram ampliados e reforçados com o álbum que o seguiu, um banquete completo de sons e atitude brilhantemente construído pela escandinava apadrinhada pelo Diplo (vide "XXX 88"). A duplinha deu tão certo que ela foi convidada a co-compor "All My Love" (da trilha de "Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1") e estará no novo single do Major Lazer, "Someone To Lean On". Sem notarmos, MØ, nossa nova diva alternê, já está acontecendo.
1) Taylor Swift - 1989
O primeiro disco assumidamente pop da cantora Taylor Swift não poderia ser melhor. É claro que a cantora já fazia música pop há muito tempo, mas só agora saiu do armário country e, obviamente, isso gerou muita expectativa em seu público, que temia vê-la fazendo “o mesmo” que outras artistas pop. Ela não fez. “1989” é um disco propriamente pop e adequadamente produzido para tal, com direito à palmas, sintetizadores, grandes refrãos e, oh meu Deus, o que são essas letras? Sempre foi esse o forte de Swift, certo? Uma ótima opção pra quem ainda torce o nariz para a moça e melhor ainda pra quem já se rendia aos seus trabalhos anteriores. O melhor disco pop do ano e esse título não está aberto à discussões.
xxx

Por fim, 2014 não nos rendeu grandes acontecimentos ou lançamentos pop, pelo menos essa é a impressão deixada por um ano marcado por trabalhos de Ariana Grande e Iggy Azalea, mas parando para rever com calma tudo o que escutamos e dançamos até aqui, não foi um período que realmente devemos reclamar. Sentimos falta da Rihanna e isso não vamos esconder, porém, tivemos todos esses álbuns citados e alguns que nem couberam na lista, mas também cumpriram seu papel de trilha sonora dos últimos trezentos e poucos dias, o que é ótimo. A gente se vê em 2015! ;)
Tecnologia do Blogger.