It Pop elege: os 35 melhores discos de 2013 de acordo com a nossa equipe!

Foi dada a largada para as tradicionais listas de fim-de-ano, e depois de revelarmos os nossos 35 singles favoritos de 2013 , chegou a h...

Foi dada a largada para as tradicionais listas de fim-de-ano, e depois de revelarmos os nossos 35 singles favoritos de 2013, chegou a hora de listarmos aquilo que costuma suceder essas canções pras rádios: os discos! No mesmo formato da nossa primeira lista, aqui vocês vão conferir os cinco discos favoritos de cada um dos nossos blogueiros e, repetindo a regra da lista anterior, não citando nenhum disco mais de uma vez, formando assim nossos 35 favoritos do ano.

Antes de qualquer coisa, gostaríamos de dizer que muita coisa precisou ficar de fora, principalmente pela limitação em listar apenas 35 discos num ano tãaaao cheio de coisas boas nas mais variadas vertentes do pop, mas o importante é que chegamos em um veredito e vocês podem conferi-lo abaixo.
Meu 5º disco favorito do ano é, surpreendentemente, "Midnight Memories" do One Direction. Tava bem certo de que não acharia muita graça nesse álbum — eles perderam vários pontos comigo com o "Take Me Home" e a tendência era piorar — mas deram uma guinada incrível com o cd, flertando com rock, folk e country, numa mistura deliciosa que mostra bastante da maturidade dando resultado nas músicas dos meninos. Um disco e tanto! "Paramore" e a estreia da dupla Icona Pop, com o "This Is...", vêm na sequência. Um rock no som, outro na atitude. Hayley Williams e sua trupe resgataram para as rádios uma qualidade lírica que não se encontra em qualquer banda, enquanto as meninas do Icona resumem infinitos sentimentos em apenas algumas batidas que, se não fosse esse jeito bem próprio de fazer música pop, poderiam se passar como meras farofentas nas rádios.

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Fechando a lista, eu vou de "Trouble", da Natalia Kills, o meu disco pop favorito de 2013, seguido do "Save Rock and Roll", do Fall Out Boy, um dos poucos discos que me deixaram surpresos esse ano. Os dois tem algo em comum, a profundidade e sinceridade em suas letras, além de, claro, a qualidade em suas respectivas propostas. Ambos, infelizmente, nem foram tão bens nos números quando lançados, mas né, já cansamos de ver essa história de números não refletirem qualidade. EN-FIM, são esses meus favoritos do ano. Tudo bem pop, só que com guitarras e uma postura bem rock'n'roll.

2013 foi o ano marcado para o retorno de grandes divas pop, mas foram os novatos que conseguiram conquistar. "Body Music", o álbum de estreia do duo AlunaGeorge, trouxe uma pegada hip-hop com eletrônico que traduz as ruas escuras de Londres sem nem ao menos eu ter dado uma visita por lá. Com gostinho nostálgico nos acordes de George Reids e na singularíssima voz de Aluna Francis, o álbum é um deleite da primeira à última música, o cover de "The Is How We Do It" de Montell Jordan. Outra que fez uma mistura foi a novazelandesa Lorde, que com apenas 17 anos nos presenteou com o "Pure Heroine", um mix de melodias afrodisíacas irritantemente simples, recheado com algumas das melhores letras do ano, arrogantes e angustiadas ao mesmo tempo, como alguém da realeza. Falando em realeza, a dona de 2013 foi Miley Cyrus e seu "Bangerz". Cheio de hinos que estavam entalados na garganta, o bonde das gostosaz da ex-Hannah Montana vem com rap, hip-hop e avassaladores exemplares pop, empacotados num encarte trash que marcou o ano, com twerk, língua e um álbum libertador que no fim das contas é o seu verdadeiro debut.

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Porém, as minhas duas maiores joias do ano são Hurts e MS MR. O segundo álbum do duo Hurts conseguiu não só continuar sua sofrida saga de amor e morte como a elevou para um patamar ainda mais intenso, profundo e magistral com o "Exile", um álbum cheio de hinos poéticos e pós-apocalípticos, numa ode à arte e à paixão desenfreada à própria música. Com letras masoquistas e melodias arrasa coração, Hurts a cada álbum aumenta o sentido do próprio nome. Só Lizzy Plapinger e Max Hershenow, a "Miss" e o "Mister" que dão nome à estreante banda MS MR, conseguiram fazer melhor. "Secondhand Rapture", o meu melhor álbum de 2013, tem um ar noir nada sutil, ondulando com cordas e pianos glamourosos - trazendo também barulhos humanos para costurar as músicas e batuques únicos -, abraçando o lado "freak" do ser humano num álbum cheio de ecos orquestrais cavernosos, mostrando a beleza através da estranheza, e vice-versa. Se o Paraíso puder ser decodificado em música, ele será uma "Hurricane" ou "Bones".

É certo que 2013 foi um ano recheado de boas surpresas. Sem grandes pretensões, quem diria que "Stars Dance", de Selena Gomez, seria um dos melhores álbuns pop do ano, superando não só as expectativas, como também outras veteranas do pop? Pois ela conseguiu, e fez isso sem prometer. Cheio de batidas eufóricas e letras descompromissadas, o disco é, sem dúvidas, repleto de hinos para as pistas. Mas não foi só a ex-estrela da Disney que fez bonito. Avicii reinou nas paradas do mundo todo com seu sensacional "True". O álbum fez combinações improváveis e que resultaram em produções louváveis - prova disso são seus primeiros singles, "Wake Me Up", "You Make Me" e "Hey Brother". Podemos, então, declarar Avicii o verdadeiro dono das pistas em 2013. No melhor do pop-rock, nós tivemos a reafirmação do OneRepublic como uma das melhores bandas do estilo com o delicioso "Native". Ryan Tedder é um hitmaker, principalmente pelas ótimas composições, e isso é refletido no disco, que destaca-se pelas letras inspiradoras e de empatia instantânea, além de batidas não convencionais, mas que funcionam muito bem no conjunto da obra.

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E quando um grupo tenta superar trabalhos anteriores aclamados pela crítica? Essa foi a missão do The National com "Trouble Will Find Me". Intenso e melancólico, a sinceridade do trabalho ecoa de forma tão singular que é difícil não ter a sensação de estar ouvindo mais um tesouro da banda. É mais leve e delicado que "High Violet", o antecessor deste, mas a mudança foi muito bem vinda. Concorrendo ao Grammy 2014 contra o The National na categoria Best Alternative Music Album, não poderíamos esquecer o sofisticado "Modern Vampires of the City" do Vampire Weekend. Com a mesma missão de manter a qualidade de uma discografia impecável, o poder lírico da banda fica em evidência - estamos participando de uma degustação indie, na qual o som dos vampiros modernos da cidade fica cada vez mais teatral, melódico e consistente. Arrisco dizer que com esse álbum, o quarteto nova-iorquino conseguiu captar e transmitir com sutileza as ansiedades do homem moderno, transformando as faixas do disco em doze gloriosos momentos.

Num ano tão interessante musicalmente, qual a melhor de forma de começá-lo senão com um álbum totalmente inesperado e após um longo hiato do artista em questão? Justin Timberlake fez isso com seu arrasa-quarteirão "The 20/20 Experience". E não satisfeito, voltou com uma segunda parte dessa mistura grandiosa do seu R&B e mostrando um pezinho no soul, nos fazendo clamar para que ele não suma musicalmente de novo por tanto tempo. Méritos ao verdadeiro rei do pop e 5º colocado na minha lista com a sua "The 20/20 - Complete Experience". Na contramão disso tudo, vimos também uma artista novata ganhar espaço no coração e nos players de muita gente apenas com sua dose de talento e qualidade vocal. Indo de encontro à velha máxima que só a Disney é capaz de lançar novos artistas teen, Ariana Grande e seu "Yours Truly" colocaram a Nickelodeon definitivamente no mapa também. Dona de um dos álbuns mais difíceis do ano, por conta de sua proposta de resgate à inocência R&B/Pop da década de 90, ela cumpriu seu papel com louvor.

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Caminhando nessa onda de resgatar sonoridades, chegamos naquele que é, pra mim, o melhor álbum pop do ano: "Salute", segundo trabalho das Little Mix. É bizarro pegar o "DNA", ótimo álbum de estreia delas e compará-lo ao atual, que é infinitamente superior. A evolução é ímpar. Flertando ainda mais com o urban pop e a década de ouro de 90, elas estão transpirando confiança e segurança em meio a vários potenciais hits, se consolidando como a melhor girlband da atualidade em apenas dois anos, o que torna o álbum ainda mais espetacular. Quem também mandou muito bem em 2013 e sai dele como uma das grandes revelações, são os britânicos da Bastille, que chegaram de mansinho e surpreenderam a todos com a qualidade lírica, sonora e cativante de sua estreia, o sensacional "Bad Blood", repleto de referências antigas e contemporâneas para contar a saga de um herói, que passa por dilemas existenciais, amorosos e pessoais, que podem ser de qualquer um de nós. No fim, o álbum do ano pra mim, não deixa de ser uma grata surpresa. Sem expectativas alguma, fui pego no "susto" pelo retorno do bom e velho indie rock, com pitadas homeopáticas de cafajestagem e sensualismo, soando coerente e conciso o tempo todo. Esse é o "AM", quinto e melhor álbum em estúdio da vida da Arctic Monkeys. Se há alguns anos eles recordaram os dilemas de um "Fluorescent Adolescent", agora eles só querem consumar o ato na vida adulta. Afinal, "R U Mine?" já deixa bem claro que, "[...] Não consigo me conter, só quero ouvir ela dizendo 'Você é meu?'. Bem, você é minha? Você é minha amanhã? Você é minha? Ou minha só por esta noite?". E você, vai perder a chance?

Em vez de um ano voltado completamente à especulação do trabalhos de grandes nomes, 2013 também foi marcado por grandes comebacks. Por ordem cronológica, o ano começa a nos surpreender quando Suede lança “Bloodsports”, um perfeito híbrido entre a completa devoção/dependência sentimental (“Hit Me”/“Sometimes I Feel I’ll Float Away”) e o consequente ciúme desmedido (“What Are You Not Telling Me?”). Os dois lados de um álbum dialogando entre si o tempo inteiro, em um perfeito ciclo vicioso. Ainda no primeiro semestre, a aclamada Phoenix pode não ter surpreendido tanto quanto o fez com seu “Wolfgang Amadeus Phoenix”, em 2009, mas a despretensão lírica em boa parte do álbum, somados à complexidade de camadas de sintetizadores (o que gera um novo som, mas ainda remetendo aos anos 80), acabam por tornar “Bankrupt!” o álbum mais divertido do ano… prometendo nada além do que o seu lead single anuncia (“Entertainment”).

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Meses depois, Panic! At the Disco (nunca fui tão fã, confesso), surge com seu quarto álbum de estúdio. Em um primeiro momento agradeço por terem trocado o visual steampunk por algo mais sério, mais adulto… porque uma hora todos tem que amadurecer (cc Avril Lavigne). Ainda que tenha faixas completamente distintas, “Too Weird to Live, Too Rare to Die!” é um álbum sólido… uma perfeita definição de um álbum pop-rock. Brendon Urie é genial em cada momento e mostra ter o total controle de cada um dos contos do álbum: das desventuras em faixas dance (“Vegas Lights”) ao completo amadurecimento (“The End of All Things”), mostrando ainda saber caminhar entre electro/rock (“Miss Jackson”/“Nicotine”/“Far Too Young to Die”) e o pop mais radiofônico (“Girls/Girls/Boys”). Mais à frente, ainda fomos agraciados com o aguardadíssimo sucessor de “/\/\ /\ Y /\”, depois de quase 2 anos do lançamento de “Bad Girls”. Talvez o álbum de maior apelo comercial da carreira da inglesa, “Matangi” une com maestria as colagens eletrônicas as quais já estamos acostumados, muita percussão, traços indianos e um rap que deixaria Busta Rhymes e Azealia Banks devastados. Por último, mas não menos importante, outra inglesa rouba total atenção ao lançar “Freedom”. É notável a evolução de Rebecca Ferguson desde seu primeiro álbum. De uma elegância que não vemos nesse cenário desde que Adele lançou “21”, Rebecca fecha o ano com um álbum que mostra a aceitação sem rancor (“I realized that for me to grow, I’ve got to let go“) como etapa necessária para sua total liberdade (“I’ll stand back up and be the man. Hold myself complete again and say the words: I am free…”).


Em um ano recheados de surpresas, a minha lista de melhores do ano começa com o dono de um dos hits de 2013: Robin Thicke. O cara lançou cinco álbuns até a sua consagração com o single "Blurred Lines". Porém, se engana que acha que o talento de Thicke se limita ao carro-chefe do álbum homônimo ao hit. Mostrando um pop-urban puxado pro R&B, o CD é delicioso de ouvir e traz tudo o que esperávamos de Justin Timberlake em seu retorno - não que ele tenha nos decepcionado - apesar das duras críticas, pra mim infundadas. Na quarta posição, BUM! Abram alas pra surpresa mais deliciosa do ano, Beyoncé. Intimamente ligada ao urban, hip-hop, R&B e soul, a mistura beyoncenizada no seu álbum auto-intitulado "Beyoncé" pegou o mundo de surpresa no fatídico 13 de dezembro, mostrando a todos um projeto áudio-visual impecável. Digno de diva!

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O terceiro lugar da minha lista fica por conta do melhor álbum de hip-hop do ano: o caótico "Yeezus" de Kanye West. Como não é novidade pra ninguém, o maridão de Kim Kardashian esbanjou polêmica ao se comparar com Jesus na produção. Mas quem pode, pode! Faixas como "Blood On the Leaves" e "New Slaves" ditam a perfeita sintonia entre instrumentais fodásticos e o jogo de rimas que só West sabe fazer. Em seguida, ocupando a segunda posição, aparece o surpreendente duo Disclosure com o álbum-debut de 2013. A produção do "Settle" traz um jeito totalmente único de fazer eletrônica de altíssima qualidade. Difícil de escrever... melhor escutar pra saber o que estou realmente dizendo! Por fim, em primeiríssimo, dou os méritos pra cantora que prometeu "o álbum do milênio" e cumpriu. Lady Gaga em seu "ARTPOP" usou e abusou do que os novos nomes Zedd e Madeon tem a dar: músicas sensacionais. Talvez o ponto seja que o trabalho conseguiu o (quase impossível) nos dias atuais: um CD no qual todas as faixas são ótimas. Lady Gaga prometeu e, ao contrário de "Born This Way", não deu um pingo de decepção aos amantes de pop puro.

O ano pode não ter sido o melhor pro pop, mas nem de longe foi ruim ou parado, principalmente no cenário internacional. Mas por mais que a gente ame o produto musical das terras do Tio Sam, não esqueçamos o das terras tupiniquins. Dito isso, por favor, saúdem Karol Conká! Com seu "Batuk Freak", Conká misturou ritmos africanos a boa e atual sonoridade eletrônica, como muitos da gringa tentam e falham. Veio falando desde de preconceito velado até pássaros cantando Erykah Badu e representou a cultura brasileira como há tempos não se fazia. Falando em representar, Katy Perry buscou se reencontrar em meio a um turbilhão de emoções, e conseguiu um álbum desconexo. Mas calma, pois apesar da falta de coerência da tracklist o "Prism" tem músicas impecáveis e um grande catálogo que nos apresenta as mais diferentes influências musicais de Katy Perry.

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Uma das grandes surpresas do ano foi Ciara, com seu álbum homônimo (porque sim). "Ciara" não é um marco de vendas, não é um marco na música mundial, não revolucionou e muito menos ~destruiu carreiras~, mas fortaleceu a dela ao mostrar que sabe fazer uma coletânea de faixas bem organizadas, em termos de ordem e individualmente, mantendo toda sua urbanidade. Como somos muito alternê, pude colocar na lista algo fora do mundo pop/boateiro e o quarto lugar da minha lista é ocupado pela banda Placebo, que não lançou um material fenomenal, mas muito menos decepcionou. Depois de toda polêmica pautada no argumento "vocês estão menos depressivos" causada pelo último álbum, o trio voltou não menos esperançoso, mas talvez mais contestador, reavivando um pouco mais a identidade de suas músicas com o "Loud Like Love". Pra fechar essa lista, temos o "Britney Jean", que merece estar na lista porque, senhoras e senhores, it's miss Britney Spears. "Work Bitch" pode ser taxado com a temida palavra "flop"? Mas é claro! No entanto, foi consideravelmente ousado lançá-la como carro chefe do trabalho todo, portanto nos curvemos àquela mulher, àquele gif ambulante.
       
E é isso aí. Quais foram os discos do ano pra vocês?
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