Os streamings finalmente bateram os números de downloads e vendas musicais nos EUA

Algumas gravadoras e artistas ainda mostram certa resistência, mas não dá pra negar: os streamings estão dominando o consumo de música pela internet. Segundo um relatório divulgado pela RIAA (Associação Americana da Indústria Fonográfica), os números dos streamings superaram, pela primeira vez na história, a receita dos downloads nos EUA.

De acordo com o estudo, a receita gerada por plataformas como Spotify, VEVO, Tidal e Youtube representam mais de 30% dos lucros gerais, de US$7 bilhões, tendo arrecadado cerca de US$2,4 bilhões, contra os US$2,3 bilhões dos downloads por lojas virtuais, como iTunes e Amazon.

Outro detalhe que chama a atenção é em relação ao crescimento do número de usuários pagos dentro dessas plataformas, dobrando os lucros de suas assinaturas desde 2013, com um faturamento de US$1,2 bilhão no ano passado.

Todos esses números chegaram até o público depois do Spotify anunciar que alcançou a marca de 30 milhões de usuários, se mantendo como o grande nome deste mercado. A plataforma, que atualmente briga com artistas como Taylor Swift, Adele, Björk e Kanye West, que se recusam a disponibilizar seus novos discos em seu catálogo por seu baixo retorno financeiro, tem tido um enorme feedback do público, conquistando cerca de 10 milhões de novos usuários anualmente, visto que, em junho do ano passado, eles anunciaram a marca de 20 milhões, pouco depois da Apple lançar a sua plataforma —que, em nove meses, conquistou cerca de 11 milhões de assinantes.

A perspectiva é de que, pelos próximos meses, os streamings continuem crescendo e, graças a atual competitividade do mercado, apresente muitas outras formas de angariar novos amantes para o formato, o que inclui grandes selos que, diante dos novos números, talvez torçam menos o nariz para essas plataformas.

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