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Se uma música é boa, nada melhor do que um ótimo videoclipe para torná-la ainda mais interessante, mas o que define a qualidade desse vídeo? Um bom roteiro? Aquela coreografia de tirar o fôlego? Pênis e vaginas coloridos e simpáticos que balançam para quem quiser ver?

Descubra com a nossa seleção abaixo. Esses são os 15 melhores videoclipes nacionais de 2016:

15. Karol Conka, “É O Poder”

A ascensão de Karol Conka a transformou em mais um nome para o pop nacional e, apesar de suas rimas tê-la tornado um tanto quanto narcisista, seu visual ainda demonstra ter muito o que ser explorado, como é o caso de “É O Poder”. Seu desfile, com alguns dos figurinos mais espalhafatosos que já vestiu até aqui, vai de encontro com tudo aquilo que ela se tornou desde o sucesso e, nesta chuva de referências, começa nas divindades africanas e acaba no fashionismo pop americano. – Guilherme Tintel



14. Lia Clark, “Clark Boom”

Uma vez preparado o trava trava, a drag queen Lia Clark agora chama suas bad guels para o confronto. No meio de sets “acessíveis”, a funkeira mostra que a festa acontece onde ela estiver. Quem nunca mandou uma coreografia depois do rolê em frente a uma oficina fechada, um galpão cheio de pallets ou uma piscina infantil de plástico? Rainha é pouco. – Sebastião Mota



13. Tiago Iorc, “Bang”

Bang! É aquele tiro que não estávamos esperando levar em 2016. O hit de Anitta aqui fica mais lento e ganha acordes de violão e violoncelo. A performance com luz negra e muita tinta neon do músico ainda aumenta o jogo de sedução evocado pelos versos. – Sebastião Mota



12. Céu, “Perfume do Invisível”

De uma atmosfera bem intimista, Céu logo cai em uma viagem psicodélica com técnicas de iluminação que lembram "O Inferno", de Henri-Georges Clouzot, e o uso de "glitches" constantes. Tudo bem sincronizado com a trilha e os movimentos da intérprete. –  Sebastião Mota



11. Banda Uó, “Cremosa”

Desde o primeiro videoclipe de sua carreira, o forte da Banda Uó sempre foi seu catálogo de referências. Em “Cremosa”, a banda aproveita a sonoridade resgatada do álbum “Veneno” para explorar o obscuramente colorido passado da TV brasileira, com ícones que vão da ‘Banheira do Gugu’ ao sucesso do É O Tchan, amarrando todas essas ideias dentro de um contexto que promove um creme que promete verdadeiros milagres, como conta a letra da música. Uma produção crítica, humorada e muito bem executada. – Guilherme Tintel



10. Braza, “Embrasa”

Formada por membros remanescentes da Forfun, a banda BRAZA surge com uma proposta tão diferenciada quanto seu projeto anterior no tempo em que fora lançado. O clipe de “Embrasa”, por sua vez, exalta a cultura jamaicana, das danças aos rituais religiosos, numa forma de apresentar a mensagem da banda no seu primeiro contato com o público e, levando seu conceito ao ápice visual, pintado por cores que remetem ao calor do fogo. – Guilherme Tintel



09. Gloria Groove, “Império”

Prova de que a revolução queer já começou, a rapper carrega em “Império” a luta de todo LGBTQ marginalizado no Brasil. Além de várias drag queens já conhecidas no cenário, a diva reúne em seu império um time de dançarinos fora do padrão cis e heteronormativo em looks impecáveis para que juntos tomem seus lugares de direito na sociedade e mídia.  – Sebastião Mota



08. Mahmundi,  “Eterno Verão”

Quem disse que precisa ser verão pra estar de frente pro mar? Através de um jogo de imagens onde nunca é mostrado o óbvio do que o verso aponta, Mahmundi subverte o significado da estação e define que verão mesmo é um estado de espírito que você pode atingir em qualquer período do ano. Sentando numa cadeira, olhando para o céu, numa piscina de apartamento… tudo é um lugar pra descansar. – Sebastião Mota



07. Baleia, “Volta”

É difícil tirar os olhos da tela quando começa “Volta”, da banda Baleia, e os motivos são muitos. Enigmático do início ao fim, o clipe é ilustrado por um ritual de purificação, protagonizado pelo ator Igor Angelkorte, e em meio aos devaneios de seu personagem, criam uma áurea grandiosamente singular, que nos prende pelos detalhes, bem como necessidade de compreender o discurso por trás de todos os elementos. – Guilherme Tintel



06. O Terno, “Ai Ai, Como Eu Me Iludo”

Se a evolução d’O Terno foi enorme em seu novo disco, “Melhor do que parece”, o mesmo se estende aos videoclipes, como é o caso de “Ai Ai, Como Eu Me Iludo”. Com uma estética fria, combinando com a temática de solidão, o vídeo começa com um anúncio retrô, sobre uma nova linha de “bonecos-assistentes”, que te ajudam em tarefas simples na cozinha, mas quando um cozinheiro se arrisca com a nova tecnologia, ele não contara com a possibilidade do seu boneco ser cheio de sentimentos, se apaixonando por todas as mulheres que vê pela frente, das reais às capas de revistas, além de outras que também são bonecas como ele. Tudo se desenrola entre essas paixões platônicas, com um fim que nos faz sentir pelo pequeno, que até tem uma chance de ser feliz. – Guilherme Tintel



05. Clarice Falcão, “Eu Escolhi Você”

Entre suas muitas definições, a arte se encontra na posição de nos causar reações, indo além da admiração ao que é belo, mas, também, podendo gerar repulsa, agonia, medo e outras sensações. Tudo isso, entretanto, é discussão demais para o que realmente temos em “Eu Escolhi Você”: um monte de pintos e vaginas comuns e engraçadinhos. A maneira como Clarice despretensiosamente soube narrar sua canção de uma forma tão fora dos trilhos, numa produção que vai na contramão da mania brasileira de lançar vídeos sempre tão explicados do pé a cabeça, é o que torna algo tão banal, interessante demais para ser só divertido. – Guilherme Tintel



04. Rico Dalasam, “Esse Close Eu Dei”

Sente esse calafrio, bee! O CEO na empresa Close S.A. abraça todas as suas conquistas até aqui, criando um paralelo de sua trajetória - da simplicidade das favelas de São Paulo até se tornar uma das maiores referências de moda do mundo. Cenários bem desenhados, figurinos dignos de capa da Vogue… não teria como começar os trabalhos do primeiro álbum com close melhor. – Sebastião Mota



03. Anitta, “Essa Mina É Louca”

Essa mina é louca, mas também é muito inteligente. No segundo registro de “Bang” e primeiro hit de 2016, Anitta e Jhama vivem um casal fora do convencional, cercados por uma plástica colorida e doce. Seguindo aquela direção cartunesca já apresentada, o ponto máximo se dá com a participação da atriz Ísis Valverde e a referência ao single anterior. Para um país que até então não tinha muitas referências de videoclipe no meio mainstream, a dona do mundo tem feito um trabalho grandioso e a brasilidade de “Essa Mina é Louca” só evidencia isso. – Sebastião Mota



02. Emicida, “Mandume”

Os videoclipes de Emicida serão verdadeiros marcos na história audiovisual nacional e, quando se juntou com Drik Barbosa, Rico Dalasam, Raphão Alaafin, Amiri e Muzzike em “Mandume”, o rapper não decepcionou mais uma vez, acompanhado de uma crítica que apoia do feminismo negro à resistência das religiões de origem africana, dando o tom e imagem para a revolução que assistimos levantar aos poucos. – Guilherme Tintel



01. MC Linn da Quebrada, “Talento”

Se representatividade e empoderamento foram teclas insistidas ao longo do ano, MC Linn da Quebrada foi quem melhor explorou as duas expressões, dentro de uma produção independente e de grandiosidade absurda, na qual critica a LGBTfobia dando espaço pra que as próprias mulheres trans se manifestem sobre a violência sofrida, por meio de depoimentos e performances, que se tornam uma de suas formas de resistir, visto que, para os intolerantes, elas incomodam só pelo fato de existirem. “Talento” alcança todas essas pontas dentro de uma produção impecavelmente completa, tocando na ferida e, muito provavelmente, te causando arrepios do início ao fim. – Guilherme Tintel

Beyoncé fez os videoclipes parecerem sem graça demais, quando explorou dentro do mainstream a possibilidade de lançar todo um álbum visual, mas, ainda assim, tiveram artistas que lançaram trabalhos bons o suficiente pra que fizéssemos questão de relembrá-los neste final de ano.

Assim como os discos e singles, esse é o momento que escolhemos os melhores videoclipes de 2016. As razões deles estarem aqui podem ser muitas, do impacto causado pela produção às qualidades visuais, mas se existe algo em comum entre eles, é o fato de todos serem realmente muito bons, independente da posição aqui colocada.

Eis o nosso veredito:

50. DJ Snake, “Middle”

Quando foge das obviedades da música eletrônica, DJ Snake consegue entregar canções como “Middle” e, se não bastasse sua sonoridade, a música do cara com Bipolar Sunshine também acerta no seu videoclipe, estrelado por Josh Hutcherson (“Jogos Vorazes”) e Kiersey Clemons (“Dope”), nos papéis de heróis solitários que parecem ter fugidos de uma história em quadrinho, mas encontram a felicidade na companhia um do outro pelo mundo real. – Guilherme Tintel



49. Panic! At The Disco, “Don’t Threaten Me With A Good Time”

Se você acha que já perdeu a cabeça numa dessas noites de bebedeira, ainda não viu do que Brendon Urie é capaz de fazer. O vocalista do Panic! At The Disco te convida para uma saideira com o clipe de “Don’t Threaten Me With A Good Time” e o resultado é um inusitado encontro com vômitos, tentáculos e alguns chamados para o Uber. – Guilherme Tintel



48. AURORA, “I Went Too Far”

Em “I Went Too Far”, a norueguesa AURORA está desesperada, enquanto procura e implora por amor, pra que possa se sentir completa outra vez. Com direção da dupla Arni & Kinski (Florence + The Machine, Sigur Rós), a produção nos faz perder o fôlego por cenas como da escada que vai do mar ao céu. – Luccas Almeida



47. Birdy, “Wild Horses”

A história do amor impossível, contada por Birdy no clipe de “Wild Horses”, poderia facilmente ser descrita como tristemente bela. Com uma impecável direção de arte e incríveis takes submersos, a talentosa britânica vive uma sereia que encanta um mergulhador, que se torna cada vez mais obcecado por sua presença. O desfecho, entretanto, é poeticamente trágico, ilustrando as consequências de um amor não-correspondido. – Maicon Alex



46. Taylor Swift, “Out Of The Woods”

As pessoas podem listar muitos motivos para não gostarem de Taylor Swift, mas sua música nunca será um deles. Como o trailer de um grande filme, o clipe de “Out Of The Woods” coloca a cantora dentro de uma aventura numa floresta, na qual suas inseguranças com um relacionamento são ilustradas por meio dos perigos do obscuro ambiente. – Guilherme Tintel


45. Banks, “Gemini Feed”

Como sugere seu título, dualidade é o tema abordado por Banks no videoclipe de “Gemini Feed”, onde somos introduzidos ao combate entre dois opostos, lados seus que sequer conhecíamos até então. O vídeo é uma produção conturbada, complexa e, obviamente, muito bem executada. – Guilherme Tintel


44. ZAYN, “Pillowtalk”

No primeiro videoclipe de sua empreitada solo, o cantor Zayn nos entrega um sci-fi sexy e dramático protagonizado por ele e sua até então namorada, a modelo Gigi Hadid, com uma verdadeira explosão de efeitos e aparentemente exaltação da beleza feminina. – Guilherme Tintel


43. Vic Mensa, “16 Shots”

De Beyoncé ao Frank Ocean, foram muitos os artistas negros que usaram sua voz para denunciar o racismo e abuso das autoridades americanas e, no clipe de “16 Shots”, é exatamente isso o que ilustra o rapper Vic Mensa, numa lembrança ao jovem Laquan McDonald, assassinado com 16 tiros por um policial de Chicago, em 2014. O visual angustiante traz poderosas reflexões, sob uma das principais faixas de seu EP. – Guilherme Tintel


42. Fifth Harmony, “Work From Home”

O que mais encontramos na música pop é a utilização da palavra “work” significando tudo, menos trabalho. Mas que tal fazer um videoclipe que ignora o duplo sentido e brinca com a ideia literal da palavra? Foi pensando nisso que as meninas do Fifth Harmony – e Camila Cabello – foram “trabalhar” e, claro, dançar muito, no meio de tratores, furadeiras e muito concreto. Fizeram a lição de casa. – Nathalia Accioly


41. Carly Rae Jepsen, “Boy Problems”

Parece uma série clichê adolescente dos anos 90, mas é só o videoclipe de uma das artistas pop mais interessantes da atualidade. – Guilherme Tintel


40. Massive Attack, “Voodoo In My Blood”

Existe um senso de agonia e urgência presente de forma ágil e precisa no videoclipe de “Voodoo In My Blood”, da banda Massive Attack, em parceria com Young Fathers. No vídeo, a protagonista, interpretada por Rosamund Pike, caminha por uma estação de metrô, até que se depara com uma misteriosa esfera repleta de poderes especiais. – Guilherme Tintel


39. DJ Shadow, “Nobody Speak (feat. Run The Jewels)”

Para um ano em que a política estadunidense elegeu como um dos seus líderes Donald Trump, o caos ilustrado pelo videoclipe de “Nobody Speak”, do DJ Shadow com a dupla de rappers Run The Jewels, soa como uma previsão mais do que precisa. – Guilherme Tintel


38. Zara Larsson, “Ain’t My Fault”

“Ain’t My Fault” é o momento em que a persona pop de Zara Larsson finalmente acontece e faz valer todo o hype ao redor do seu nome. Ao lado de suas amigas, no clipe a sueca assume o controle de uma mansão e, em meio a muito jogo de luz, os quadros se movem e até as esculturas soltam glitters. Tudo isso acompanhado, obviamente, do que mais amamos em bons videoclipes pop: uma ótima e icônica coreografia. – Nathalia Accioly


37. Cappa, “I’m Good”

São muitos os elementos que nos fazem reconhecer um bom videoclipe pop e, sem dúvidas, televisões com efeito estática são um deles. “I’m Good” é um dos primeiros videoclipes da cantora em ascensão Cappa e, num visual que exalta a cultura pop dos anos 80, nos prende e encanta do início ao fim. – Guilherme Tintel


36. Ariana Grande, “Side to Side”

Coincidentemente lançado no mesmo dia de “Fade”, do Kanye West, o vídeo também veio num cenário de academia, com as bicicletinhas que renderam nossas danças nas festas por aí. Se pudéssemos mudar algo, apenas trocaríamos os tons azuis e rosas, incansavelmente utilizado por clipes de “What Do You Mean”, do Bieber, a segunda versão de “Work”, da Rihanna. – Vitor Fernandes


35. Flume, “Never Be Like You”

Protagonizado pela atriz e cantora Sophie Lowe, o clipe de Flume para “Never Be Like You” capta o torpor de quando você se entrega aos sentimentos e sensações momentâneas, ciente de que aquilo poderá te trazer dores no futuro. Nas palavras do seu próprio diretor, Clemens Habitch, “é a história de um estado emocional”. – Guilherme Tintel


34. Twenty One Pilots, “Heathens”

Quando você tem o cenário e contexto de um filme como “Esquadrão Suicida” para usar como inspiração, fica difícil errar na tentativa de parecer legal, mas as chances disso dar errado são praticamente nulas se, além de tudo isso, estivermos falando do duo twenty one pilots. Obscuro, agressivo e divertido na mesma medida. – Guilherme Tintel


33. Brooke Candy, “Paper or Plastic”

Não é a primeira vez que Brooke Candy nos mostra entender sobre o poder da mulher e, no clipe de “Paper or Plastic”, a história não foi diferente, no que arriscamos dizer ser um dos melhores visuais de toda sua carreira. A história se passa numa fazenda comandada por um homem extremamente religioso e opressor, com mulheres que vivem sob sua tirania e, em fotografia e figurinos espetaculares, se rebelam contra o patriarcado. – Luccas Almeida


32. Years & Years, “Worship”

Sem grandes filosofias, Years & Years entrega na beleza da interpretação de seu vocalista, Olly Alexander, uma narrativa de empoderamento, autodescoberta e representatividade LGBTQ, com passos de dança assinados pelo coreógrafo Ryan Heffington, conhecido por seus trabalhos com artistas como Sia e Florence + The Machine. – Guilherme Tintel


31. MØ, “Final Song”

Bastou MØ e um grande cenário pra fazerem valer o clipe de “Final Song”. Se isso não parecer o suficiente, precisamos lembrar que ela flutua e ainda dança no ar, coisa para poucos. – Guilherme Tintel


30. Noonie Bao, “Reminds Me”

Atualmente fazendo seu nome como compositora, Noonie Bao despontou como uma das grandes apostas de 2016 e, apesar de não ter conquistado o espaço esperado, realizou alguns dos melhores trabalhos do ano, incluindo o vídeo de “Reminds Me”, no qual lembranças em recortes fotográficos se perdem entre seu rosto e outras paisagens. – Guilherme Tintel


29. Kings of Leon, “Waste a Moment”

Parecendo, em um primeiro momento, uma mistura de “Twin Peaks”, “As Virgens Suicidas” e “Stranger Things”, a narrativa do primeiro single desse novo álbum dá indícios de que haverá continuações. A montagem possui um ritmo ágil, bem como a trilha que a acompanha. A teoria até aqui é que a cidade se vê meio a duas forças desconhecidas: as líderes de torcida que aparecem em cenas de sequestro e o homem mais velho, com um “sabre” que, uma vez ativado, parece atingir as pessoas por sua visão. Simbolismos a parte, o vídeo possui uma plástica linda, como tudo o que a banda faz. – Sebastião Mota


28. OK GO, “The One Moment”

Todo ano, eles lançam um vídeo que seja completamente fora da caixa e, em 2016, não foi diferente. Dirigido por Kulash e trazendo como tema “a importância de cada momento”, temos outro show de criatividade, ao filmarem em tempo real, num estúdio branco, mais de 300 eventos distintos acontecendo simultaneamente em apenas 4,2 segundos, só que desacelerando-os em 20,000%, dando uma percepção dos mínimos detalhes sobre todo o cenário, enquanto a música é tocada. Um dos trabalhos tecnológicos mais espetaculares da temporada. – Maicon Alex


27. Die Antwoord, “Banana Brain”

Um vídeo bem ‘Die Antwoord’. – Guilherme Tintel


26. Mykki Blanco, “High School Never Ends”

Quando descobriu que a Europa não era uma alternativa tão segura à supremacia americana, o rapper Mikky Blanco encontrou uma oportunidade de transformar sua dor em arte e o fez no clipe de “High School Never Ends”, no qual repensa o clássico Shakespeariano “Romeu e Julieta”, contando uma história que vai de encontro com o racismo e homofobia. – Guilherme Tintel


25. The Kills, “Doing It To Death”

Você nunca mais verá um velório com os mesmos olhos após assistir esse videoclipe. – Guilherme Tintel


24. ANOHNI, “Drone Bomb Me”

Não bastasse o peso de sua letra, cantada na perspectiva de uma criança que perdeu os pais após um ataque de drone, a cantora Anohni escalou ninguém menos que Naomi Campbell para ilustrar seu videoclipe, sob a quase cirúrgica direção de Nabil. Simples e tocante. – Guilherme Tintel


23. Frank Ocean, “Nikes”

Em “Nikes”, Frank Ocean oficializa seu retorno com um vídeo singular e repleto de simbolismos, talvez não tão fáceis de explicar, justamente por representarem o que se passa na geniosa mente do cantor. Há modelos, atores, nudez, cavalo, água, fogo, claustrofobia, festas, demônios, performances e, falando assim, nada parece se encaixar, mas, graças a fantástica edição, com transições desconcertantes, o resultado não é menos do que exuberante. – Maicon Alex


22. Sia, “The Greatest”

A vulnerabilidade de pessoas inocentes, que usufruem de um ambiente de descontração, no qual estão livres para serem seu melhor, foi o tom escolhido por Sia numa tragicamente poética homenagem para as vidas perdidas no atentado homofóbico da boate Pulse, em Orlando. “The Greatest”, como seus destaques anteriores, traz a participação da dançarina Maddie Ziegler e, com uma coreografia bastante interpretativa, carrega em cada um dos seus movimentos a dor por aqueles que se foram. – Guilherme Tintel


21. Britney Spears, “Slumber Party (feat. Tinashe)”

Uma edição é uma edição. Britney não só lançou um dos clipes mais legais de 2016, como também de sua carreira. Para o segundo registro visual de “Glory”, a cantora mergulhou na temática que o próprio título sugere. Uma montagem bem ritmada com textura enevoada, tons frios e muitos efeitos visuais. Na festa do pijama à la “De Olhos Bem Fechados” (1999), a princesa do pop desfila entre personas até encontrar Tinashe, com quem manda uma coreografia que você não vê a hora de arriscar na balada. – Sebastião Mota


20. Grimes, “Kill V Maim”

Um conto cyberpunk sobre vampiros, lotado de referências à cultura pop. Quem não conhece Grimes, pelo título de abertura baseado na série americana “Law & Order”, jamais poderia imaginar que veria uma rave sangrenta a seguir (como aquelas de “Blade”), vestes de um “Mad Max” futurista e um encerramento “you died”, retirado direto do game “Dark Souls”. Não dá para não lembrar também de “Cisne Negro”, né? E então concluímos que maravilhoso seria pouco para definir esse clipe. – Sebastião Mota


19. Radiohead, “Burn The Witch”

Todo em stop-motion, sob a direção de Chris Hopewell e inspirado no programa “Camberwick Green” e no clássico de terror “The Wicker Man” (1973), o clipe acompanha um inspetor enviado para investigar uma série de acontecimentos perturbadores numa cidade. Entretanto, ele termina sendo alvo de uma sádica ação da população, que o assiste ser incendiado dentro de uma grande escultura. Esteticamente interessante e com uma puta crítica político-social incorporada. – Maicon Alex


18. Coldplay, “Up & Up”

Em sua vasta videografia, são pouquíssimos erros atribuídos à banda Coldplay. Sempre inovando, reinventando-se e deixando os fãs boquiabertos a cada novo clipe, eles elevaram isso tudo ao máximo que podiam, com a genialidade surrealista de “Up&Up”. Dirigido pela dupla Vania Heymann e Gal Mugya, o clipe tem algumas das cenas mais bonitas do ano, cheio de imagens sobrepostas (e impossíveis!) sobre alusões contemporâneas, criando uma verdadeira obra de arte em movimento. Épico! – Maicon Alex


17. Francis and The Lights, “Friends”

Do cenário neutro e tímidos jogos de câmera à inusitada coreografia, o clipe de Francis and The Lights e Bon Iver, “Friends”, vai na contramão de tudo o que assistimos em 2016 com seu outro parceiro na produção, Kanye West, e acerta ao nos conquistar pelos pequenos detalhes. – Guilherme Tintel


16. Capital Cities, “Vowels”

Uma versão alternativa e ainda mais cool dos videoclipes da Sia, que nos leva pela letra da canção por meio de uma divertida interpretação baseada na língua americana de sinais, enquanto o duo se permite ser mero coadjuvante de toda a produção. – Guilherme Tintel


15. AlunaGeorge, “Mean What I Mean”

Sem George, Aluna Francis transformou o videoclipe de “Mean What I Mean” num descolado hino de representatividade negra e feminina, enquanto curte o momento acompanhada de suas garotas, se é que você nos entende. – Guilherme Tintel


14. Phantogram, “You Don’t Get Me High Anymore”

Sob a direção de Grant Singer, que já esteve por trás dos videoclipes de Sky Ferreira e The Weeknd, “You Don’t Get Me High Anymore” está o tempo todo atingindo limites, com cortes ágeis, cenas urgentes e ares apoteóticos que parecem estarem pertos de explodir, exatamente como sua canção. – Guilherme Tintel


13. Sigma, “Find Me (feat. Birdy)”

Chega a ser irônico que Millie Bobby Brown passe uma temporada inteira de “Stranger Things” em busca de um amigo, para depois protagonizar um clipe chamado “Find Me”. É daqueles vídeos que tem cara de clássico no primeiro refrão e, apesar disso, não é nada muito pretensioso, com uma produção ou efeitos visuais de tirarem o ar. O que dá vida – e muita – é a interpretação explosiva de nossa Eleven, casada com o poderoso vocal de Birdy. Não tem como não emular a futura Natalie Portman sempre que o piano começa a tocar no fone de ouvido. – Sebastião Mota


12. Chance The Rapper, “Angels”

Antes mesmo de lançar a mixtape “Coloring Book”, Chance The Rapper já havia aceitado o papel de super-herói dos dias modernos com o clipe de “Angels”. O vídeo o acompanha voando por sua cidade natal, Chicago, até que faz uma pausa em cima de um vagão que carrega uma festa levada por muito hip-hop e descontração. – Guilherme Tintel


11. The Weeknd, “Starboy”

Em um dos retornos mais gloriosos do último ano, o canadense The Weeknd se sacrifica para dar vida ao Starboy, seu alterego que colhe os frutos que a fama de seu último trabalho trouxe. No clipe da sua parceria com Daft Punk, o cara bota para foder, ostentando carrões e vivendo a vibe mais bad boy possível, enquanto destrói tudo o que remeta a sua antiga persona, pra seguir recriando a si próprio. –Vitor Fernandes


10. Rihanna, “Work (feat. Drake)”

O rebolado de Rihanna talvez tenha garantido uma das cenas mais hipnóticas do ano, mas o clipe de “Work”, em parceria com o rapper Drake, significa mais do que isso. Numa grande festa, a barbadiana resgata e exalta a cultura jamaicana com grande naturalidade, enquanto nos convida para toda a comemoração, com um espetáculo de representatividade que fez um belo contraste com a apropriação bastante refletida nas paradas do mesmo ano. – Guilherme Tintel


09. Blood Orange, “Augustine”

A simplicidade presente neste videoclipe capta bem a essência do trabalho de Blood Orange, do single “Augustine” ao seu novo álbum, “Freetown Sound”, indo além do hype em torno do seu nome enquanto produtor, Dev Hynes, enquanto o justifica por sua bela performance. – Guilherme Tintel


08. Jamie xx, “Gosh”

Sempre que falarmos sobre um videoclipe grandioso daqui em diante, teremos em mente “Gosh”, do Jamie xx, e o fato de que essa produção contou com mais de 400 atores em movimentos sincronizados, sem a contribuição de truques por computadores para serem executados. Ao assistir esse clipe dirigido por Romain Gavras, fica difícil dizer qualquer outra coisa que já não esteja em sua letra: Oh. Meu. Deus. – Guilherme Tintel


07. Solange, “Cranes In The Sky”

“Cranes In The Sky” é uma obra de arte minimalista e de beleza etérea, que aposta numa performance crua de Solange, mas preenche a tela com todas as nuances que compõem a narrativa do single, uma tentativa de aliviar as dores através do álcool, sexo e depressão, ilustrada numa muito-bem-executada fuga da realidade, por seus figurinos simples contrastados com cenários de tirar o fôlego e até algumas coreografias. A prova de que menos sempre pode ser mais. – Maicon Alex


06. Pussy Riot, “CHAIKA”

Embora muitos artistas se vejam como tal, são poucos os que realmente assumem desafios tão revolucionários quanto as mulheres da banda Pussy Riot, um coletivo protestante e feminista em plena conservadora Rússia, que usa a música para disseminar seus ideais de forma tão inteligente quanto ácida, com críticas banalmente objetivas, dentro de um visual inegavelmente pop. O clipe de “Chaika” sintetiza bem tudo isso. – Guilherme Tintel


05. Florence + The Machine, “Third Eye”

Dividida em capítulos, a obra máxima de Florence + The Machine abre espaço para muita interpretação. A narrativa pessoal parte de estórias e sentimentos da vocalista sobre cada música e é transformada em movimento pelos brilhantes Vincent Haycock e Ryan Heffington. Rodado como um “plano sequência”, “Third Eye” não poderia encerrar melhor essa épica poesia, com um ritmo que ascenda na repetição final do seu mantra e transcende com o vocal isolado de Welch. Um dos projetos mais ambiciosos desde os primórdios da linguagem do videoclipe. – Sebastião Mota


04. Fergie, “M.I.LF. $”

Para abrir os trabalhos de seu novo álbum solo, Fergie reuniu um time de amigas que define seu squad goals e lançou uma crítica pontual e bem-humorada sobre a objetificação da mulher. Bem sucedidas e empoderadas, as mães que protagonizam o vídeo dão um novo significado ao termo machista “milf” (agora traduzido como “mães que gostaríamos de seguir”), com um clipe que se aproxima visualmente da linguagem utilizada no pop coreano, por seus grandes cenários, coreografia e movimentos de câmera, além das óbvias referências aos vídeos de hip-hop, onde mulheres e carros são acessórios dos “reis”. – Sebastião Mota


03. Kanye West, “Fade”

A comparação com a icônica cena de “Flashdance” é inevitável, mas, aqui, os movimentos brilhantemente executados por Teyana Taylor parecem carregar um histórico de luta. Cada gota do seu suor é uma afirmação de empoderamento feminino e negro, e existe uma verdade por trás disso. A atriz e cantora, desconhecida pela grande mídia, transparece essa luta através de cada giro e chute, até que se torna uma leoa feroz, que cuida de sua prole, sem desaparecer no meio das ovelhas. – Sebastião Mota


02. David Bowie, “Lazarus”

Iconicidade é a palavra que define a carreira de David Bowie e, em seu videoclipe de despedida, o cantor não poderia ter feito diferente. “Lazarus” soa como uma tragicamente poética carta de adeus de um dos maiores artistas de todos os tempos, retratando sua agonia em estar vivo, contrastada com a sensação de alívio ao se encontrar com a liberdade. – Guilherme Tintel e Vitor Fernandes


01. Beyoncé, “Lemonade”

São poucos os artistas que, na indústria atual, se preocupam tanto quanto Beyoncé com a construção de uma iconicidade que resista ao tempo. Passado o álbum visual autointitulado, era difícil esperar que a cantora se superasse e, ultrapassando nossas expectativas, “Lemonade” chegou para ocupar o título de melhor trabalho de toda sua carreira – e em todos os sentidos. Uma narrativa impactante, dançante e certeira sobre a sua vida enquanto mulher e negra. Ficamos em formação. – Guilherme Tintel

Quase como se tivéssemos voltado alguns anos na história da música, a cena eletrônica voltou a ditar tendências para o mercado pop e, nos últimos anos, o que não faltaram foram DJs sendo escalados para manter o mínimo de relevância de algumas cantoras, mas por trás desse grande negócio, essa ascensão da EDM terminou como algo positivo para os fãs da música eletrônica, que conquistaram ainda mais espaço nas rádios e paradas, além de uma maior variedade de festivais especializados no gênero.

Você pode até fingir não gostar, ter certo preconceito e evita-las ao máximo, mas é inevitável que, a cada ano, sempre aparecem aquelas eletrônicas que grudam nos nossos ouvidos sem a gente nem mesmo pedir. Em 2016, nada disso foi diferente. E como forma de tornar seu fim de ano uma surra de bunda sem fim, o It Pop decidiu rankear os 50 melhores hinos da EDM neste ano (e isso foi mais difícil do que vocês imaginam). Prontos? Lesgou.


50. Alok & Bruno Martini,  “Hear Me Now (feat. Zeeba)”

Se você foi em uma balada eletrônica neste ano e não se deparou com "Hear Me Now" tocando, alguma coisa está muito errada. Considerada a grande eletrônica brasileira de 2016, a faixa traz consigo uma carga emotiva tão grande que parece estarmos flutuando ao som dos vocais calmos de Zeeba. Diferente de todos os batidões que você está acostumado a ouvir, a faixa é uma boa pedida pra dar o pontapé inicial à nossa lista das the best of.


49. Otto Knows & Avicii, “Back Where I Belong”

E foi da forma mais sorrateira possível que fomos bombardeados pela banger chamada “Back Where I Belong”. Como forma de celebrar uma amizade de infância que a gente não sabia, Otto Knows e Avicii trouxeram referências da disco dos anos 80 adaptados a um refrão totalmente épico para fazer da faixa uma das mais aclamadas na EDM em 2016.


48. Bob Sinclar, “Someone Who Needs Me”

Se o mundo da música vivesse à base de violinos e sintetizadores, este blogueiro que vos fala morreria feliz. Dono da EDM de outrora, o francês Bob Sinclar retorna ao cenário eletrônico com a eficaz “Someone Who Needs Me”, faixa que aposta num refrão repetitivo mesclado a um instrumental poderoso. Bem do jeito que a gente gosta.


47. Blonde & Craig David, “Nothing Like This”

Não é de hoje que estamos de olhos bem abertos pro duo eletrônico Blonde. Responsáveis por vários remixes sensacionais e donos de singles já reconhecidamente ótimos nos últimos anos, os caras uniram forças a um monstro da eletrônica chamado Craig David para dar vida à irretocável “Nothing Like This”. É pra f*der com força!


46. Tough Love, “Touch (feat. Arlissa)”

Divertidamente interessante, o duo eletrônico Tough Love repete a fórmula engraçadinha de fazer música ao criar o single “Touch”. Contando com os vocais potentes da britânica Arlissa (olho nela), a música vai ganhando seus contornos ditados por instrumental cheio de firulas que dá muito certo no fim das contas. Amém? Amém.


45. Jonas Aden vs Kings, “Breathe”

Lançada no início de novembro, o jovem Jonas Aden nos chamou bastante a atenção com sua parceria com Kings, na faixa “Breathe”. Tratando de imprimir um ritmo melódico e cadenciado ao começo da faixa, os vocais quase sussurrados da canção preparam o ouvinte para um refrão que não é de Deus. Solte o play e não exite em dar replay!


44. Mike Mago & Dragonette, “Secret Stach”

Pra nossa alegria, essa parceria não tem nada de inédito. Reeditando o sucesso de “Outlines”, Mike Mago e Dragonette uniram forças para fazer de "Secret Stach" um dos hinos mais promissores de eletrônica de 2016. Entre synths que beiram os limites da house e simples toques de piano, o refrão desse hino é uma das melhores coisas que escutamos neste ano.


43. The Magician, “Shy (feat. Brayton Bowman)”

Se você era leitor assíduo das nossas extintas colunas de EDM, o nome “The Magician” não é surpresa nenhuma nesta lista. Apesar de não ser unanimidade em suas produções (alguns reclamam dos toques clichês e músicas sem espírito), o DJ manda um cala boca enorme pros críticos com a ótima “Shy”, entoada por vocais suaves e batidas caralhudas.


42. Redlight & Tayá, “Here With Me”

Igual já dissemos anteriormente, como a combinação sintetizadores/violino dá certo, né?! Seguindo uma linha mais pesada do modo Clean Bandit de fazer música, o produtor Redlight pede espaço com a sua “Here With Me”. O DJ faz das batidas a dramaticidade perfeita para uma letra que implora para que o amor de sua vida o siga por toda a eternidade.


41. Louis The Child & Icona Pop, “Weekend”

Minha Icona Pop está vivíssima! Unindo forças ao dueto eletrônico Louis The Child, as meninas ditam o contorno das variadas facetas no fantástico single “Weekend”, faixa com toques altamente estridentes que se intercalam com batidas tímidas e graves de um tambor. Essa é pra dançar bem perigótica!


40. Alesso, “Take My Breath Away”

Se tem alguém que não brinca em serviço quando o assunto é música boa é o maravilhoso Alesso. Entre toques crescentes, sintetizadores poderosos e vocais ecoantes, “Take My Breath Away” é a cota de “hino romantiquinho” que não podia faltar também na EDM. Puro amor envolvido.


39. GTA & Wax Motif, “Get It All”

Em grandioso estilo, o Good Times Ahead, ou simplesmente GTA, botou pra fuder neste ano com alguns hits que beiram ao épico. Um deles, o qual escolhemos por mera necessidade de escolher algum, é “Get It All”, parceria com Wax Motif que dá o tom de um trabalho puramente house que a gente sempre pede pra escutar.


38. Flume, “Never Be Like You (feat. Kai)”

Diretamente da Austrália, o fodástico Flume pede passagem para grudar em nossas mentes um dos trabalhos mais perfeitos da EDM em 2016. Cercado por faixas nada comerciais, o cara conseguiu a façanha de ser sucesso com a diferentona “Never Be Like You”, uma ode à música eletrônica de qualidade.


37. SNBRN, “Sometimes (feat. Holly Winter)”

Esse ano tá tudo tão eclético que até espaço pro indie eletronic sobrou. Não é exatamente de um artista puramente alternativo, mas o SNBRN usou e abusou de toques que nos remetem ao melhor de MGMT e Hot Chip... até chegar o refrão. A partir dali, os sintetizadores tomam conta, numa proposta bastante arriscada e, até certo ponto, original no mercado eletrônico atual.


36. Fais, “Hey (feat. Afrojack)”

A fórmula pode ser batida, mas misturar vocais de um cantor pop com os batidões dá muito certo. Prova disso é "Hey", parceria de Afrojack e Fais. Aqui, temos uma combinação perfeita entre letra com mensagem positiva e leves vocais, que se somam à produção na medida, não apenas para as pistas, quanto para as rádios.


35. DVBBS & Shaun Frank, “La La Land (feat. Delaney Jane)”

Conhecido pelas batidas sempre fortes e melodias pra lá de dançantes, o DVBBS largou um pouco a sonoridade agressiva para se juntar a toda meiguice de Shaun Frank e os vocais pontuais de Delaney Jane em "La La Land". Com toques carregados de dramaticidade por um instrumental igualmente arquitetado, a faixa traz um ar de angústia que, fatalmente, adoramos sentir.


34. Far East Movement x Marshmello, Freal Luv (feat. Tinashe)

Segura esse comeback! Adjetivos provavelmente faltarão a este blog para descrever o quanto esperávamos para ter o retorno do Far East Movement. E não é que aconteceu da melhor forma possível? Com a ajuda do DJ Marshmello, os farofentos caçaram Chanyeol e Tinashe para dar vida à "Freal Luv". E tem de tudo na faixa: R&B, rap, break, refrão poderoso, batidão. Corre, gente!


33. Axwell Λ Ingrosso, “Thinking About You”

De uma forma bastante extrovertida, Axwell e Sebastian Ingrosso lançaram no meio do ano o single "Thinking About You". Na faixa, os DJ's brincam com os vocais modificados em meio aos synths que, vez ou outra, tomam a direção de toda a percusão musical. Tudo acompanhado de uma produção impecável!


32. Röyksopp, “Never Ever (feat. Susanne Sundfør)”

Quando escutamos “Never Ever” pela primeira vez, não entendíamos se amávamos ou odiávamos a faixa. Hoje, não conseguimos parar de tremer quando a batida insana dos primeiros versos começam a entoar o ritmo que abre alas pra rainha Sussane e seus vocais impecáveis tornarem a música um dos hinos eletrônicos desse ano. Nada menos que incrível!


31. Ruxell, “Summer (feat. Disto)”

Essa é pra quem tá preparado pra fortíssima lacração! Como bons brasileiros que somos, prezamos o que é enraizado na nossa terra e damos total espaço pro que é verdadeiramente bom. Esse é o caso de Ruxell, DJ e produtor que vem desempenhando, há algum tempo, papel importante na implantação da EDM como um dos ritmos de preferência nacional. Exemplo vivo é o single “Summer”, um flerte forte com o trap que a gente tanto ama. Vem com força, Ruxell!


30. Sebastian Ingrosso, “Dark River”

O mais puro conceito de Electronic Dance Music está transcrito em “Dark River”. Arriscando novos ares fora do projeto com Axwell, Sebastian Ingrosso pegou o que parecia uma cantiga de ninar, jogou uns poderosos sintetizadores e transfigurou o que parecia brincadeira numa fudelância sem precedentes. Achamos tendência!


29. Steve Aoki & Autoerotique, “Ilysm”

Nada é mais espetacular que uma música eletrônica te encantar principalmente pelos toques, com poucos vocais, sem quase nenhum apoio. Foi bem nessa fórmula que surgiu “Ilysm”, uma faixa que exala sensualidade e traz uma parceria pra lá de apropriada entre Steve Aoki e Autoerotique.  Hitai por nós, amém!


28. Borgeous & Loud Luxury, “Going Under”

Representando bem a ala dos hinos eletrônicos que servem pra fazer vídeo de festa badalo, “Going Under” é a representação de uma vida envolta de luxos e riquezas. Recheada de batidas bem radiofônicas e um instrumental com um boom estrondoso, a música tem espaço reservado na nossa baladinha pessoal.


27. John Gibbons, “Would I Lie to You”

A história de “Would I Lie to You” é, no mínimo, curiosa. Praticamente na mesma época, David Guetta e John Gibbons escolheram os vocais da balada clássica de mesmo nome, interpretada nos anos 90 pela dupla Charles e Eddie, para dar vida aos seus novos singles. Ocorre que o de Guetta não vingou e o de Gibbons virou uma banger. Por motivos óbvios que não nos importa discorrer.


26. Dillon Francis, “Anywhere (feat. Will Heard)”

Desde a primeira vez em que ouvimos os vocais de Will Heard em várias faixas do último álbum do Rudimental, ficamos extremamente apaixonados pelo rapaz. E dando prosseguimento a toda essa paixão, ele emprestou seu gogó para Dillon Francis lançar a divertida e descompromissada “Anywhere”. Uma delicinha em forma de música!


25. Kattison, “Up and Down”

De acordo com a revista Mixmag, Kattison é um nome que devemos nos acostumar a ouvir. Apresentando mais uma das relíquias que a música eletrônica nos esconde pelo mundo afora, o DJ deu as caras de uma forma apoteótica ao mostrar seu single de estreia, a interessantíssima “Up and Down”. Vale a pena ouvir!


24. Robin Schulz & David Guetta, “Shed a Light (feat. Cheat Codes)”

Se eles demorassem mais um pouquinho, ficariam de fora da lista. No finalzinho de novembro, o DJ sensação de 2015, Robin Schulz, juntou forças com David Guetta e Cheat Codes para criar a alegrinha “Shed a Light”.  Ao passar dos segundos, a música vai se transformando em um apoteótico hino das pistas que amamos amar.


23. Cash Cash, “Aftershock (feat. Jacquie Lee)”

Donos de um dos álbuns eletrônicos mais sensacionais do ano, o Cash Cash assegurou sua presença na lista de melhores logo no começo de 2016, quando pudemos ouvir “Aftershock”. De primeira, não conseguíamos falar nada. Depois, permanecemos sem falar. Hoje? Ainda sem ter o que dizer, só podemos sentir muito amor por essa obra-prima.


22. SIGMA, “Find Me (feat. Birdy)”

Podemos dizer que o SIGMA e sua “Find Me” são um capítulo a parte nessa lista. Com toda uma carga emocional impregnada na sua letra, os toques minimalistas presentes no início da faixa deixam toda a simplicidade de lado para tomarem proporções orquestrais. Palavras faltam neste momento! Que hinário eletrônico.


21. ALMA, “Karma”

Passam-se os anos e a música eletrônica ainda nos reserva ótimas revelações. A finlandesa ALMA (isso mesmo, dessa vez fomos longe) trouxe à sonoridade eletrônica, todo o seu potencial vocal para introduzir um cartão de visitas mais que apropriado: “Karma”. Que hino, senhores!


20. Katy B x Chris Lorenzo, “I Wanna Be”

Daquele jeitinho meigo que a gente já conhece, Katy B apresentou em 2016, seu novo disco intitulado “Honey”. Do projeto musical, podemos extrair ótimas faixas, dentre as quais destacamos “I Wanna Be”, parceria com o peso-pesado da eletrônica, Chris Lorenzo. Bem no estilo Gorgon City de ser, a menina Kátia Bê nos dá a esperança de um futuro maravilhoso à EDM de alta qualidade.


19. Oliver Heldens, “Good Life (feat. Ida Corr)”

Se não tiver Oliver Heldens, a gente nem brinca de fazer lista! Quase no finalzinho do ano, o garotinho chegou zerando a vida ao lado da icônica Ida Corr em “Good Life”. Carão de hit dos anos 80, com elementos dos anos 90 e arranjo dos anos 2000. Ficou difícil de entender? Então você pode compreender com seus próprios ouvidos.


18. Martin Garrix & Bebe Rexha, “In the Name of Love”

Em nome do amor, a gente diz sim ao Martin Garrix! Nosso xodozinho de apenas 20 anos chegou ao ápice da sua carreira neste ano, ao ser decretado o grande vencedor do DJ Mag. Também não poderia ser diferente: EP novo e parceria que rendeu ótimos frutos com Bebe  Rexha em “In the Name of Love”. Quanto orgulho!


17. Cheat Codes x Kris Kross Amsterdam, “SEX”

É tão bom quando podemos apresentar a vocês nomes diferentes daqueles que o grande cenário traz à tona (mesmo com músicas nem tão boas assim). O Cheat Codes é um desses casos típicos: introduzindo a safadinha “SEX”, o duo impressiona pelos toques de extrema classe e coesão, tudo num eargasm de pouco mais de quatro minutos.


16. Kungs vs Cookin' On 3 Burners, “This Girl”

Kungs começou bem sua carreira. O lead single do primeiro disco do DJ, This Girl, apostou numa sonoridade tropical e tornou-se sucesso nas paradas europeias, além de ser atualmente uma das músicas mais tocadas nas rádios por aqui. É aquele tipo de música que a gente com certeza vai querer ouvir na praia ou numa festa em uma noite quente.


15. Riton, “Rinse & Repeat (feat. Kah-Lo)”

Ainda que Riton não seja novato na empresa EDM, foi apenas em 2016 que o cara surgiu para o mundo na ótima “Rinse & Repeat”. Marcada pelas variadas repetições de refrão e embalada por um instrumental que acompanha os vocais de Kah-Lo, o DJ vai contornando o ritmo alucinante da faixa com firulas dignas de aplausos. A gente não podia deixar essa de fora, né?!


14. Jonas Blue, “Perfect Strangers (feat. JP Cooper)”

Não satisfeito por ter um dos singles eletrônicos mais executados do ano, ele fez questão de trazer logo outro “hitão” de f*der qualquer balada. Embalado pelo sucesso de “Fast Car”, o britânico Jonas Blue foi mais um que abusou do ritmo tropical house para fazer a batida perfeita em “Perfect Strangers”. Um amor de faixa!


13. AlunaGeorge, “I’m in Control (feat. Popcaan)”

“I’m in Control” é o próprio reflexo de como uma faixa pode grudar tão facilmente na nossa cabeça. Com um instrumental pra lá de pegajoso, dá vontade de largar tudo, arrastar os móveis da sala e sair rebolando como se não houvesse amanhã. Então, sejam bondosos em levantar as mãos pros céus e dizer “Amém, AlunaGeorge”.


12. KREAM, “Taped Up Heart (feat. Clara Mae)”

Prestem bem atenção neste nome! O KREAM despontou para o grande público logo no início do ano com “Love You More”. Depois vieram os singles “Another Life”, por último, nossa escolhida “Taped Up Heart”. Poderíamos inserir qualquer uma das três aqui, mas fomos arrebatados pelos vocais da fofura Clara Mae.


11. The Chainsmokers, “Setting Fires (feat. XYLØ)”

Não, não é Closer e não teria a menor possibilidade de ser. O que? Achou um absurdo? Pois então coloque os fones de ouvidos, pare o que está fazendo e aprecie “Setting Fire” sem moderação. Aí vocês entenderão nossa escolha.


10. DJ Snake, “Let Me Love You (feat. Justin Bieber)”

Justin Bieber foi o queridinho do ano, e isso rendeu muitas parcerias boas. Na eletrônica, além da parceria com o Major Lazer, ele se uniu a DJ Snake em “Let Me Love You”, que virou hit instantâneo, estreando no top 20 de várias paradas mundo afora. A música contém elementos clássicos do DJ e, na voz de Bieber, não poderia faltar na lista das melhores eletrônicas do ano.


09. Martin Solveig, “Do It Right (feat. Tkay Maidza)”

Outro repeteco da nossa lista de eletrônicas é o DJ Martin Solveig (ano passado ele apareceu com o hino “Intoxicated”). Acompanhado da maravilhosa Tkay Maidza, o francês faz de “Do It Right” a confusão sonora mais acertada do ano, ao misturar vários tipos de sonoridade em pouco mais de três minutos de faixa.


08. Calvin Harris, “This Is What You Came For (feat. Rihanna)”

Baaaaby, this is what you came for! Quem não reproduziu esse verso nem que seja uma vez no ano, que atire a primeira pedra. Reeditando o sucesso de “We Found Love”, Calvin Harris e Rihanna embarcaram num novo hit que, não menos que o primeiro, fez muita gente ralar a ppk no chão... bem insinuante!


07. Jax Jones, “House Work (feat. Mike Dunn & MNEK)”

Todos os anos surgem músicas com as quais nos identificamos pela estranheza dos seus deliciosos toques. Em 2016, a responsável por essa sensação é a faixa “House Work”, parceria cheia de sintetizadores de Jax Jones com Mike Dunn e o amável MNEK. Vai dizer que não é boa?!


06. Black Saint, “Could You Love Me?”

Single de estreia e já vem hitando assim? Pode entrar, Black Saint! Diretamente de Londres, o DJ simplifica sua descrição com um “minha intenção é apenas trazer música boa”. E assim ele trouxe batidas inigualáveis na promissora “Could You Love Me?”, canção que dá o pontapé de uma carreira que queremos acompanhar de perto.


05. MK & Becky Hill, “Piece of Me”

Imaginem só a situação: você, com mais de vinte anos de estrada, lança um single dance que, despretensiosamente, vira um hit em toda a Europa. Foi exatamente isso que aconteceu com o veterano Marc Kinchen, mais conhecido pela sigla MK. “Piece Of Me” é a banger que te faz bater cabelo sem medo de ser feliz.


04. Gorgon City, “All Four Walls (feat. Vaults)”

Costumamos dizer que o Gorgon City é o duo eletrônico mais classudo da indústria. E não é difícil de explicar a assertiva: o uso de pianos, violinos, baterias e outros instrumentos tiram aquela sensação de que a música é completamente fabricada por sons “não naturais”. Basta ouvir nossa 4ª posição para comprovar.


03. Major Lazer, “Cold Water (feat. Justin Bieber & MØ)”

Figurinha certa em todas as listas eletrônicas do It, aqui está o Major Lazer fazendo bonito por mais um ano. Dessa vez com “Cold Water”, o grupo de Diplo conseguiu reunir os dois intérpretes de recentes sucessos dances para hitar mais uma vez. Resultado? Outra tropical house de tirar o fôlego.


02. Don Diablo, “Cutting Shapes”

Sinceramente, ficamos muito divididos qual seria o topo da nossa lista. E o responsável por toda a indecisão tem nome: Don Diablo. Lançando a sensacional “Cutting Shapes”, o cara dá um tom futurístico/robótico à música em meio a toques que fazem toda a diferença ao conjunto da obra. Que batida é essa?!


01. Galantis, “No Money”

O duo sueco de eletrônica conquistou o mundo ano passado com o hit “Runaway (U &I)”, um dos melhores sons do ano, e voltou em 2016 se (re)afirmando como um dos maiores nomes da EDM atual. “No Money” segue a fórmula que deu certo dos singles anteriores e não poderia dar mais certo. Um hit pronto, que conquistou as pistas do mundo todo e garantiu um primeiríssimo lugar na nossa lista.


Caso queira incorporar o espírito eletrônico pro ano que começa em breve, ouça e siga a lista completa das 50 melhores eletrônicas pelo Spotify:


Perdemos a conta de quantos singles Rihanna lançou antes do disco “ANTI”, assim como assistiremos pelos próximos três ou quatro anos com Fergie, Iggy Azalea, entre outros nomes, e, por esses exemplos, é possível perceber o quanto os singles seguem tendo um importante papel na divulgação de novos álbuns, sendo o primeiro contato de um novo trabalho com o público, convencendo-o ou não a escutá-lo o CD completo quando ele existir e, se não for da Beyoncé ou Taylor Swift, estiver disponível no Spotify.

Neste ano, também fomos muito bem servidos nesse quesito e, de “Formation” à “Work From Home”, tivemos opções para todos os gostos.

Esses são os 50 melhores singles de 2016:

50. NEIKED, “Sexual”

Que a Suécia é a dona da música pop, todos sabemos. Mas isso não nos impede de ficarmos impressionados sempre que um novo hino surge dos solos nórdicos, a exemplo de “Sexual”, a parceria do produtor sueco Neiked, com vocais da britânica Dyo. Dos sintetizadores ao flerte com o funky, essa é daquelas faixas que te conquistam desde a primeira ouvida e, querendo ou não, te faz mexer nem que sejam os dedos dos pés, sendo a euforia em forma de música, somada à uma letra chiclete e vocais quase sussurrados, que ditam o tom de toda a canção. Não seria demais se disséssemos que sentimos tesão ao som desse hino. – Maicon Alex e Guilherme Tintel


49. Broods, “Free”


Tudo é grandioso, épico e estranhamente convidativo no disco novo do Broods, “Conscious”. Em “Free”, a dupla neozelandesa parece transitar entre a sonoridade que os revelou, do álbum “Evergreen”, a proposta pop de seu novo trabalho, acompanhada por uma percussão agressiva, intimidadora, seguida de um coral ao fundo, até que se desmancha sob o synthpop do seu refrão. A trilha sonora perfeita e fora de hora para “Jogos Vorazes”. – Guilherme Tintel


48. AlunaGeorge, “I’m In Control”


A parte boa em repetir o que já foi feito por outros artistas, é a possibilidade de perceber todos os erros e acertos, com a intenção de aperfeiçoar ao máximo aquilo que chegará ao público com o seu nome. AlunaGeorge fez a lição de casa como ninguém. – Guilherme Tintel


47. Twenty One Pilots, “Heathens”


Quando conhecemos o trabalho do twenty one pilots, jamais imaginaríamos que eles emplacariam três hits num mesmo ano, incluindo uma música para um dos maiores blockbusters do ano. “Heathens” é obscura, radiofônica e inusitadamente divertida, combinando bem elementos que passeiam por toda a discografia da dupla, assinada pelo mesmo selo do Panic! At The Disco, Paramore e Fall Out Boy. É estranho pensar que esse foi o mais perto que as paradas chegaram do rock em 2016. – Guilherme Tintel


46. Fifth Harmony, “Work From Home”


No que se tornaria um dos seus maiores sucessos, foi misturando pop e R&B que as Fifth Harmony retornaram nesse ano, abrindo os trabalhos da era “7/27”. Tanto na sonoridade quanto na letra, repleta de duplos sentidos, “Work From Home” revela uma faceta mais madura e consistente do, até então, quinteto, que nos conquista nas primeiras audições e, de certo, mostra que elas ainda tinham muito o que explorar do grupo como um todo. – Nathalia Accioly


45. Years and Years, “Meteorite”


Se existe algo de ruim em “Meteorite”, é o fato dela ter sido lançada apenas para a trilha sonora de um filme. – Guilherme Tintel


44. MØ, “Final Song”


Muita coisa mudou desde que MØ sentiu o gosto do mainstream, com o sucesso de “Lean On”, do Major Lazer, e não há dúvidas quanto a forma que essa colaboração influenciou seus trabalhos seguintes, tanto para o bem quanto para o mal. “Final Song”, felizmente, é a parte boa da história: uma produção pop impecável, que cresce ao decorrer da canção e, apesar da febre tropical ter tornado essa sonoridade bastante genérica, demonstra a sobrevivência de sua personalidade sob os novos arranjos, da maneira como nos guia com seus vocais à própria letra da canção. – Guilherme Tintel


43. Azealia Banks, “The Big Big Beat”


Azealia Banks é uma das artistas femininas mais completas do hip-hop atual e, quanto mais se torna motivo de discussões por comparações ou rixas fomentadas pela mídia, mais lamentamos o quanto a sua música, sempre tão foda, segue sendo eclipsada. “The Big Big Beat” leva a rapper de volta para o som que garantiu seu primeiro hit, “212”, tornando perceptível sua evolução também como cantora e, goste dela ou não, te fazendo um irrecusável convite para dançar. – Guilherme Tintel


42. Die Antwoord, “Banana Brain”


Agora amigos de Skrillex, Diplo e companhia, o som do Die Antwoord está bem mais de acordo com o que a música eletrônica e hip-hop têm soado nos EUA, mas, em “Banana Brain”, eles ainda carregam uma autenticidade que os mantém com o mesmo gás de seus primeiros trabalhos, agora com maiores cuidados quanto a qualidade do que chega ao público. Quando crescermos, queremos ser tão legais quanto eles. – Guilherme Tintel


41. Snakehips, “Cruel”


Embora não tenha alcançado a mesma projeção de “All My Friends”, com Tinashe e Chance The Rapper, a parceria dos Snakehips com Zayn, “Cruel”, se desenvolve dentro de uma atmosfera muito singular, perfeita para os planos do cantor, que segue se afastando do som que fazia com a boyband One Direction. O encontro do synthpop e R&B é pontuado de uma forma tão certeira, que dificilmente imaginaríamos algo entre eles dando errado. – Maicon Alex 


40. James Arthur, “Say You Won’t Let Go”


James Arthur foi do céu ao inferno com apenas quatro anos de carreira, mas fez das críticas o seu maior incentivo para seguir em frente, se rendendo através do seu melhor: o talento. Embora nos remeta ao que viemos ouvindo há algum tempo com Ed Sheeran, a baladinha “Say Won’t Let Go” sobressai a personalidade de Arthur sob sua imponente letra, sobre um relacionamento atemporal, com um conjunto que vai de um belo e acústico arranjo aos vocais passionais, já característicos dele, que foi uma das maiores revelações do X-Factor e, com essa música, garantiu um dos maiores hits do ano. – Maicon Alex


39. Nick Murphy, “Stop Me”


Uma das primeiras amostras de Nick Murphy em seu trabalho de estreia, “Stop Me”, expressa bem toda a urgência de sua nova persona, bem distante da calmaria que predominava o som do seu projeto como Chet Faker. Com sirenes e riffs de guitarra incorporados entre um arranjo eletrônico, é uma música que, na medida que nosso imaginário permitir, soa como uma corrida de moto em alta velocidade, sem que saibamos aonde vamos parar. – Guilherme Tintel


38. Bruno Mars, “24K Magic”


Goste de Bruno Mars ou não, é impossível ficar parado quando toca “24K Magic”. O primeiro single do seu álbum de mesmo nome é um aperfeiçoamento do que ele começou com Mark Ronson, em “Uptown Funk”, e explora da melhor forma possível a sua inspiração em artistas como James Brown e Prince. – Guilherme Tintel


37. Chance The Rapper, “No Problem”


Um dos maiores feitos de Chance The Rapper, além do álbum “Coloring Book”, é o fato de ter entregue um dos melhores trabalhos do ano sendo artista independente e, em “No Problem”, é justamente sobre isso que ele trata, avisando as gravadoras que, definitivamente, é melhor não entrarem no caminho dele. Tudo isso é entregue em meio ao seu arranjo divertidamente apoteótico, composto por um coro gospel, samples de risadas e até uma participação do Lil Wayne. Grandiosa do início ao fim. – Guilherme Tintel


36. Florrie, “Real Love”


Se tivéssemos uma lista das melhores músicas para cantar em voz alta, ela com certeza estaria em primeiro lugar. – Guilherme Tintel


35. Alicia Keys, “Blended Family (feat. A$AP Rocky)”


Em seu registro mais pessoal, Alicia Keys descobriu a grandiosidade na simplicidade e, em “Blended Family”, retrata de forma gentil e carinhosa a sua relação com o enteado, filho do casamento de Swizz Beats com a musicista Mashonda Tifrere. Sua sonoridade, apesar de contida, completa a narrativa de sua letra, contando ainda com a participação do rapper A$AP Rocky e um tímido coro ao fundo. – Maicon Alex


34. Mac Miller, “Dang! (feat. Anderson Paak)”


Como as parcerias de Mac Miller em seu disco “The Divine Feminine” não nos deixam mentir, o cantor se esforçou para reinventar sua sonoridade, buscando algo bem próximo do que conferimos com o classudo e já icônico “To Pimp a Butterfly”, de Kendrick Lamar. O mais próximo que ele chegou disso, com exceção da colaboração com o próprio Lamar em “God Is Fair, Sexy e Nasty”, aconteceu na parceria com Anderson Paak, “Dang!”, que resultou numa das músicas mais sexys do ano. – Guilherme Tintel


33. Bastille, “Send Them Off!”


“Você não vai exorcizar minha mente?”, implora Dan Smith em “Send Them Off!”, um dos melhores momentos do álbum novo do Bastille, “Wild World”. Neste segundo trabalho, a banda foi pega pela ambição de repetir os sucessos de seu disco de estreia, mas evoluiu significativamente em relação as suas letras, buscando cada vez mais referências na literatura, como é o caso de Blatty (autor de “O Exorcista”, de 1971) e Shakespeare (“Otelo, o Mouro de Veneza”, 1603), responsáveis pelos versos dessa canção. – Guilherme Tintel


32. Beck, “Wow”


Ganhador do famigerado Grammy que deveria ter sido da Beyoncé, de 2014, o músico Beck segue com suas habituais reinvenções sonoras na espetacular “Wow”. Cheia de camadas, a hipnotizante produção vai do hip-hop ao pop sem se perder, apenas reafirmando o quanto ele é talentoso e, apesar dos aviões, merece o reconhecimento por seu trabalho, sempre tão foda. – Maicon Alex


31. RuPaul, “Read U Wrote U”


A música drag conquistou as paradas no ano passado, sendo um dos maiores exemplos o sucesso de Adore Delano e seu primeiro disco, “Till Death Do Us A Party”, e nesta mesma linha, foi a vez de RuPaul assumir o controle dessa reinvenção, ao lado de todo o elenco da segunda temporada de seu “All Stars”, com o dançante trap de “Read U Wrote U”. – Guilherme Tintel


30. Brooke Candy, “Happy Days”


Brooke Candy segue se redescobrindo musicalmente e, ao lado de Sia, encontrou uma faceta mais introspectiva de si mesma, disposta a se afastar das frenéticas batidas dos seus primeiros trabalhos, para a calmaria da autobiográfica “Happy Days”. Seu arranjo eletrônico e crescente a inclui na lista de músicas tristes que nos fazem dançar e, de certo, um dos seus melhores versos é quando ela menciona suas “pílulas para ficar acordada / pílulas para dormir”. – Guilherme Tintel


29. ZAYN, “Pillowtalk”


“Pillowtalk” é, definitivamente, um passo à frente de tudo o que Zayn fez na One Direction, tanto na mistura do R&B contemporâneo com batidas eletrônicas, quanto na letra sem censura alguma. Dizem os fãs que isso era exatamente o que eles esperavam de sua estreia solo, entretanto, foi algo que nos surpreendeu, mostrando que o cantor tem tudo sob controle para segurar uma carreira por conta própria. – Nathalia Accioly


28. Drake, “Pop Style (feat. The Throne)”


A única música do Drake que a Taylor Swift jamais cantaria numa propaganda da Apple Music. – Guilherme Tintel


27. Little Mix, “Shout Out To My Ex”


Esse foi o ano em que as paradas inglesas acompanharam quase que simultaneamente os hits americanos, entretanto, eles se permitiram alguns luxos, como foi o caso de “Shout Out To My Ex”, que abriu os trabalhos do Little Mix com o álbum “Glory Days”. A indireta mais direta de 2016 é descontraída, dançante, catchy e dona de um dos melhores refrãos do ano. Uma harmonia que não encontramos fácil por aí. – Guilherme Tintel


26. Banks, “Gemini Feed”


O disco novo da Banks, “The Altar”, demonstra uma evolução enorme no seu trabalho desde sua estreia, “Goddess”, e um dos melhores exemplos disso é o single “Gemini Feed”, uma introspectivamente explosiva produção, que em nada perde para o que tanto enaltecemos com Lorde, indo na contramão da perda de identidade que o pop alternativo sofreu desde que atravessou o mainstream. – Guilherme Tintel


25. The 1975, “Somebody Else”


Essa música estaria numa posição mais alta da lista se fosse cantada pela Carly Rae Jepsen, mas como não é o caso, apenas comemoramos o fato de ser uma produção boa o suficiente pra nos convencer a ouvir o disco dessa banda, aquele do título grande demais pra caber num tweet. “Somebody Else” talvez tenha sido uma das músicas que mais ganhou covers em 2016 e, até que Carly faça a sua versão, estamos seguros em dizer que a melhor versão segue sendo da própria The 1975. – Guilherme Tintel


24. Meghan Trainor, “No”


Meghan Trainor exagerou quando disse que encontrou a fórmula para a música pop perfeita, mas deu o seu melhor em “No”, que abriu os trabalhos do disco “Thank You”. Sua redenção pop noventista foi o mais próximo que chegamos de um clássico da Britney Spears – dentro de um ano que a própria lançou um CD inteiro de músicas novas – e nos convenceu a torcer menos o nariz para a eterna Badabes, com o acréscimo dessa ser uma dançante música sobre empoderamento feminino. Nosso voto é sim. – Guilherme Tintel


23. MIA, “Go Off”


Se você parar para analisar todas as camadas por trás das canções de M.I..A, consegue pirar antes de entender como ela consegue fazer tantas coisas distintas funcionarem bem em conjunto. Seu disco “AIM” vai de samples do funk brasileiro à parceria com ex-One Direction e, em “Go Off”, o que temos é uma inusitada colaboração com Skrillex, que resultou num dos momentos mais interessantes do hip-hop em 2016. – Guilherme Tintel



22. Fergie, “M.I.L.F. $”


Basta ler o nome dessa música para o corpo involuntariamente começar a nos responder. Foi longa a espera por músicas novas da Fergie e, quando surgiu, a líder do Black Eyed Peas fez parecer que o tempo não passou para ela, sendo “M.I.L.F. $” uma explosiva e chiclete produção pop, que nos conquista por sua grandiosidade, além da inusitada temática, que mostra seu orgulho sobre ser uma mulher mais velha e, sem se deixar levar pelo preconceito, tão sexy e dona do seu próprio corpo quanto em outrora. – Guilherme Tintel


21. Zara Larsson, “Ain’t My Fault”


Ao tocar do alarme, a profecia se cumpriu. Se tivéssemos que resumir “Ain’t My Fault” numa só palavra, chutaríamos ‘explosiva’. Do pop ao trap, a primeira empreitada da sueca Zara Larsson após o sucesso de “Lush Life” foi ousada e certeira, soando como uma banger que, se não fosse todo o conceito de “ANTI”, provavelmente poderíamos ouvir com Rihanna, numa combinação que nos deixa no chão do seu arranjo à ágil composição, repleta de palminhas e com um refrão arrasador. O nome dela é um que não devemos nos esquecer tão cedo. – Nathalia Accioly e Guilherme Tintel


20. Britney Spears, “Make Me... (feat. G-Eazy)”


Britney Spears já teve ótimos primeiros-singles, como “Hold It Against Me”, assim como também já nos apareceu com “Work Bitch”, de forma que é sempre inevitável que bata aquela preocupação quando ela está prestes a lançar um novo trabalho. A parceria com o rapper G-Eazy, “Make Me”, entra para a lista dos acertos, com exceção do fato de ser uma parceria com o rapper G-Eazy, que talvez seja um dos barros mais desnecessários de 2016. Vida que segue. – Guilherme Tintel


19. Cappa, “I’m Good”


Você sabe que um refrão é bom quando, na primeira audição, já se sente confortável para assumir que precisa aprender a cantá-lo do início ao fim. No caso de “I’m Good”, da cantora Cappa, nós vamos te dar uma força: “I don’t wanna dance wiith you / I don’t wanna kiss-goodnight / Don’t care about your money / And I don’t wanna drink tonight / You better run before the thrive / You just look at... not the type / If you get someone else to go, you should /Cause I’m good (I’m good)”.


18. Foxes, “Cruel”


Certas coisas são difíceis de entender, como o fato de que “Cruel”, da Foxes, não está entre as mais ouvidas do Spotify, enquanto encontramos na lista músicas como “Don’t Wanna Know”, do Maroon 5. Esse foi um dos melhores singles da inglesa com seu segundo álbum, “All I Need”, qual também não fazemos ideia da razão de não estar entre os mais vendidos de todos os tempos. – Guilherme Tintel


17. Selena Gomez, “Hands to Myself”


“You’re metaphorical gin and juice” é um dos melhores exemplos de intertextualidade na música pop de todos os tempos. – Guilherme Tintel


16. Margaret, “Cool Me Down”


Essa é a música que todos esperavam ouvir Rihanna cantando em um novo disco. – Guilherme Tintel


15. The xx, “On Hold”


Quando Jamie xx lançou o álbum “In Colour”, já era esperado que suas influências eletrônicas respingassem nos trabalhos com The xx. O que os fãs talvez não esperassem, é que a mudança fosse tão perceptível o quanto foi em “On Hold”, que abriu os trabalhos da banda com seu novo disco, “I See You”. Com direito à break eletrônico e baixo remixado, a música soa como um encontro do antigo The xx com o tal Jamie, numa fórmula que não deserda os antigos fãs, mas agrega um novo público. – Guilherme Tintel


14. Dua Lipa, “Blow Your Mind (Mwah)”


No ano em que as divas pop ficaram conceituais, Dua Lipa chegou exatamente no caminho contrário. “Blow Your Mind (Mwah)” soa como a junção da atitude badass da P!nk, uma de suas influências, com um arranjo que, facilmente, poderia ser de algum novo disco da Katy Perry, formando um pop divertido e dançante, que imprime bem a identidade da cantora, ainda novata, e nos faz desejá-la por perto pelos próximos anos. – Nathalia Accioly


13. Rag’N’Bone Man, “Human”


Com um impacto semelhante ao que foi “Take Me To Church”, do Hozier, uma das grandes revelações britânicas do ano, Rag’n’Bone, faz em “Human” o suficiente pra que nossos olhos e ouvidos fiquem bem atentos aos seus passos do futuro. Com um tom profundo e instigante, somado à honestidade de sua letra, a música vai na contramão dos hits que seguem conquistando as paradas e, sem dúvidas, deixa nossas expectativas no céu quanto ao seu aguardado álbum de estreia. É impossível não se arrepiar ao ouvi-la.


12. Emeli Sandé, “Hurts”


Emeli Sandé ficou encarregada de nos entregar uma das produções mais interessantes do ano e o fez em seu single de retorno, a poderosa “Hurts”. O maior mérito dessa canção foi reunir num só lugar tudo o que a britânica já nos apresentou de melhor: grandes vocais e letra amargurada, dentro de uma melodia crescente, que explode sob palmas e percussões, de uma forma que só ela seria capaz. – Maicon Alex


11. Adele, “When We Were Young”


Chega a ser covardia comparar as baladinhas de Adele com qualquer outro artista, mas se tem uma coisa que todos concordam, é que a britânica sabe como nos deixar naquela bad, mesmo quando nada de ruim está realmente acontecendo em nossas vidas. “When We Were Young”, sem pensar duas vezes, não só é uma das melhores músicas do álbum “25”, como também de toda a carreira da cantora, com uma produção que contrasta o tom de seus vocais, quase crus, com um arranjo simples, levado ao piano, e cresce até chegarmos ao épico coro e, muito provavelmente, algumas lágrimas aí do outro lado. – Guilherme Tintel


10. Frank Ocean, “Nikes”


Da crítica contra o materialismo ao sutil posicionamento sobre o movimento Black Lives Matter, com menção ao adolescente morto por autoridades americanas, Trayvon Martin, a sutileza com que Frank Ocean consegue acertar em quais feridas tocar no primeiro single de “Blonde”, a canção “Nikes”, é de impressionar. E tudo isso é guiado por um R&B nada radiofônico, mas intrigante, que te convence a descobrir o que te aguarda no final. O que, neste caso, são os vocais do próprio cantor e a aguardada quebra do seu jejum musical. – Guilherme Tintel


09. Major Lazer, “Cold Water”


Diplo e sua trupe do Major Lazer conseguiram espremer até a última gota de “Lean On”, com a dinamarquesa MØ, e após algumas tentativas de repetir o smash hit, acertou ao juntar a cantora com o canadense Justin Bieber, na faixa “Cold Water”. Levando em consideração que Bieber já vem de um histórico com “What Do You Mean” e “Sorry”, não dá pra ouvir “Cold Water” como uma novidade, de fato, mas o hit esconde muitas camadas em seu arranjo, que crescem gradualmente e, por conta disso, torna a música mais interessante do que suas primeiras audições sugerem. Ouvi-la com fones de ouvido é uma boa sugestão. – Guilherme Tintel


08. Kanye West, “Fade”


Quando Kanye West topou com a tendência tropical, o resultado foi bem mais interessante que a preguiçosa “One Dance”, do Drake, ou a desastrosa “Don’t Wanna Know”, do Maroon 5 com Kendrick Lamar. “Fade”, do álbum “The Life of Pablo”, é composta por uma combinação de samples que, como de costumo quando se trata de Kanye, dão uma cara completamente nova para as canções, sendo o resultado esse hino da porra que você respeita. Nós sentimos o impacto. – Guilherme Tintel


07. Sia, “Cheap Thrills”


Com o sucesso, a cantora e compositora australiana Sia passou a entregar alguns trabalhos um tanto quanto genéricos, a exemplo das baladinhas do álbum “This is Acting”, mas algumas canções fugiram à regra e, nesta leva, incluímos a maravilhosa “Cheap Thrills”. Recusada por Rihanna na época que gravava o disco “ANTI” (caralho, Blue Ivy, tu é muito burra!), a faixa incorpora a mensagem positiva de Sia sob um arranjo dançante, todo levado pelo dancehall que dominou 2016, e garante um dos melhores momentos musicais do ano. – Guilherme Tintel


06. Lady Gaga, “Million Reasons”


Despida de todos seus exageros, foi na voz e violão que Lady Gaga convenceu seus fãs com a era “Joanne”. A baladinha “Million Reasons” é uma das melhores músicas lentas da sua carreira e, apesar de ser fichinha para os brasileiros, que passaram o ano ouvindo Marília Mendonça e Simone & Simaria, causa certo choque ao vir de Gaga, principalmente após o rock explosivamente dançante de “Perfect Illusion”. Nos surpreendeu positivamente. – Guilherme Tintel


05. Clean Bandit, “Tears (feat. Louisa Johnson)”


Foi difícil pensar em singles de artistas eletrônicos que não tenham caído na fórmula pós-“Sorry”, que infectou as rádios em 2016, mas se tiveram artistas que fugiram disso da melhor forma possível, foram Clean Bandit e Louisa Johnson, com a icônica “Tears”. No que é quase uma releitura de “I Will Survive”, a colaboração entre as duas revelações britânicas, sendo ela uma das vencedoras do X-Factor, é daquelas que soam grandiosas desde a primeira audição e, daí em diante, a tendência é melhorar. – Guilherme Tintel


04. Rihanna, “Love On The Brain”


Todos amamos as músicas dançantes da Rihanna, mas não dá pra negar que, quando se arriscou em fazer um som mais classudo, a barbadiana se saiu muito bem. Certas músicas soam como clássicos desde a primeira audição e, sem exageros, essa foi a sensação que tivemos ao ouvir “Love On The Brain” e toda sua proposta nostálgica, que resgata o doo-wop dos anos 60 e explora ao máximo o potencial vocal da cantora. O amor subiu à cabeça. – Guilherme Tintel


03. The Weeknd, “Starboy (feat. Daft Punk)”


“Can’t Feel My Face” tornou The Weeknd uma estrela, mas foi em seu trabalho seguinte, “Starboy”, que o canadense se permitiu aceitar o título, contando com uma forcinha dos pais da música eletrônica, Daft Punk, e uma das produções mais certeiras da música pop em 2016. Em algum lugar do universo, Michael Jackson está exatamente como neste GIF. – Guilherme Tintel


02. Ariana Grande, “Into You”


Se nos pedissem para definir a fórmula perfeita para uma música pop, provavelmente enviaríamos o link do Spotify para “Into You”, da Ariana Grande. A construção dessa faixas é uma das coisas mais interessantes que ouvimos na música pop desse ano, com um refrão glorioso, que nos prende tão bem quanto Katy Perry conseguiu com a sua “Teenage Dream”. É daquelas músicas que dificilmente veremos Ariana superar e, com o perdão pela expressão, que hino da porra! – Nathalia Accioly e Gui Tintel


01. Beyoncé, “Formation”



Você provavelmente já se cansou de ver listas com Beyoncé no primeiro lugar, assim como os fãs dela já desistiram das tantas piadas sobre essas listas serem compradas por Jay Z, mas o que resta a todos é aceitar: ela fez um dos trabalhos mais fodas do ano e, obviamente, merece ser reconhecida por isso. “Formation” não só foi a primeira música de Beyoncé sobre racismo e o feminismo negro, como foi também a música que fez todos questionarem o que significava ter “hot sauce in my bag swag”. – Guilherme Tintel

Ouça a lista completa pelo Spotify: