Falta menos de um mês para o lançamento do novo disco das meninas do Little Mix, o “Confetti”, e como prévia do que poderemos encontrar no material, elas lançaram a faixa “Not A Pop Song” nessa quinta-feira (08).


A canção é uma indireta mais do que direta para Simon Cowell, responsável pelo The X Factor, reality show no qual o Little Mix foi formado, e dono da antiga gravadora delas, a Syco.


Em “Not A Pop Song”, Jade, Jesy, Perrie e Leigh-Anne falam sobre não fazer o que o Simon manda, sobre um tempo em que se sentiam marionetes no meio da indústria e sobre serem consideras um guilty pleasure para alguns.



A gente ama ver nossas misturinhas mandando a real, viu? 


O “Confetti”, primeiro disco da girlband em sua nova gravadora, a RCA, chega no dia 06 de novembro e contará ainda com os singles “Break Up Song” e “Holiday”.


Tá todo mundo doente de amor, gente! E o motivo não poderia ser outro: as meninas do Blackpink finalmente revelaram seu disco de estreia, “The Album”, e o lead-single “Lovesick Girls”, que sucede “How You Like That” e a parceria com Selena Gomez em “Ice Cream”, dando o passo principal para a divulgação do seu novo trabalho nos moldes da indústria coreana.


Esperado desde 2016, quando o grupo estreou com o EP “Square One” e o hit “Boombayah”, “The Album” conta com oito músicas ao longo dos seu vinte e quatro minutos, e traz, além de Selena Gomez, outros nomes bem conhecidos pelo pop ocidental, incluindo a rapper Cardi B, presente na faixa “Bet You Wanna”,  e o francês David Guetta, que co-assina a composição do single principal.


Notório esforço para consagrá-las no mercado americano, “The Album” chega também após sua colaboração com Lady Gaga em “Sour Cream”, do álbum “Chromatica”, e não deve tardar a colher seus primeiros frutos no meio digital, dado o histórico de recordes e números exorbitantes das meninas, que já se tornou tradição quando falamos em lançamentos do k-pop em escala global.


Como dirão seus fãs, os chamados Blinks, pelos próximos meses, STREAM BLACKPINK:



Fundador da gravadora ‘PC Music’, o produtor, cantor e compositor AG Cook têm sido super produtivo nessa quarentena e, passado o lançamento dos seus discos “7G” e “Apple”, além de suas produções para Charli XCX (“how i’m feeling now”) e Christine and The Queens (“La Vita Nuova”), o músico dividiu estúdio com a sueca Robyn para a sua parceria com o Jónsi, do Sigur Rós, “Salt Licorice”.

Revelada nos streamings nessa semana, a música faz parte do disco solo de Jónsi, todo assinado por Cook, “Shiver”, e afasta a dona de “Honey” do house que vinha explorando em suas últimas colaborações para flertar com seu pop explosivo e experimental, que muito bebe de fontes que ela mesma transbordou em álbuns anteriores.

Com clipe produzido durante o isolamento, dirigido pelo próprio Jónsi, “Salt Licorice” tem tudo para garantir o seu lugar entre algumas das melhores faixas desse ano.



Pode ser que Romy Madley Croft não seja um nome muito familiar pra você, mas o grupo que ela integra, The xx, e as músicas que ela já compôs, como o hit “Electricity”, do duo Silk City com a Dua Lipa, certamente são.


Agora, vale incluir mais uma referência pra lista: seu single de estreia em carreira solo, “Lifetime”, eleito por essa matéria nesse exato momento como a única música que você precisa ouvir nessa semana.


Cantora, compositora e multi-instrumentista, Romy chegou a falar sobre sua estreia com material próprio no começo desse ano, mas demorou até que, enfim, pudéssemos ouvir alguma amostra desse trabalho. “Lifetime”, felizmente, faz a espera valer a pena, nos embalando através de um dance repleto de camadas eletrônicas, que conversam bem com o último trabalho do The xx, em tempo que também a permite explorar seus vocais nos versos que vão de encontro com essa vontade de nos reunir com os que amamos “quando tudo isso acabar”.


Não só uma ótima pedida, como a única pedida possível.

E vamos de mais um remix de “Levitating”. O atual single de Dua Lipa ganhou nesta quinta-feira (01) uma nova versão com o rapper DaBaby.


Deixando claro que seu objetivo é levitar diretamente para topo dos charts e conquistar mais um hit nos Estados Unidos, depois de “Don’t Start Now” e “Break My Heart”, Dua fez o certo em recrutar o dono de um dos maiores hits do ano por lá, a faixa “ROCKSTAR”


Mas não só por isso DaBaby está aqui: o cara tem feito algumas das melhores rimas em parcerias de música pop nos últimos tempos, como em “My Oh My” da Camila Cabello e “Enemies” do Post Malone, e aqui em “Levitating” não é diferente.


Ah, e podem ficar tranquilos: diferente do remix com Madonna e Missy Elliott e produção da The Blessed Madonna, essa nova versão de “Levitating” continua com um instrumental igualzinho ao original.



Quem gostou, gostou. Quem não gostou, a original tá lá no Spotify pra tacar stream à vontade!


O novo remix de “Levitating” ganhará um clipe nessa sexta-feira (02) com produção da plataforma TikTok (olha o hit vindo aí!) e uma vibe toda intergaláctica, pra combinar com a canção. Confira um teaser:


Essa é uma lista de extrema importância - talvez a mais importante que fiz até hoje. Existe um sub-sub-sub-sub-sub-sub-gênero no Cinema (ou assim chamo essa repetição quase involuntária de uma estrutura) que me fascina enormemente: filmes em que a protagonista se cansa dos machos da mesma espécie e faz sexo com com alguma criatura não-humana que consegue satisfazê-la como homem nenhum antes. Sim.

E como não amar obras que estudam isso? É verdade, a variedade de películas ao redor da estrita narrativa selecionada é pouca, mas cada um não consegue ser menos que obra-prima, porque né. Pois bem, os critérios de seleção aqui foram: o filme deve ter como protagonista uma mulher; o sexo deve ser elemento fundamental dentro da trama; e ela deve se relacionar com algum tipo de criatura não-humana, seja ela qual for - por isso, filmes como "A Bela e A Fera" (1991; 2017) não cabem (a Fera é humano, só está transformado; e o sexo não é fundamental para a narrativa).

Ordenei os filmes em ordem cronológica, todavia, todos imperdíveis - e, curiosamente, são todos dirigidos por homens. Uma maratona com essas pérolas do patriarcadicídio é mais que bem-vinda, não é mesmo?


Possessão (Possession), 1981

Direção de Andrzej Żuławski, Alemanha/França.
Desconfiando que sua esposa Anna está o traindo, Mark resolve seguir os passos da mulher para descobrir a verdade. Para ela, em meio a uma séria crise conjulgal, a obsessão do marido a leva aos braços (ou, na verdade, aos tentáculos) de uma criatura bizarra. "Possessão", clássico cult dos anos 80, é uma parábola insana da Alemanha no pós-Guerra Fria. Com uma atuação lendária de Isabelle Adjani como a protagonista, o filme de Żuławski, inspirado em hentais e obras asiáticas como a xilogravura "O Sonho da Mulher do Pescador" (1814), é peça icônica do terror que estaria por vir.

A Região Selvagem (La Región Salvaje), 2016

Direção de Amat Escalante, México.
Em um dia como outro qualquer, um meteorito cai em uma região comum do México. Com ele, um alienígena veio de carona, e seu objeto é......sexo. Do outro lado, há uma mãe sexualmente frustrada já que seu marido na verdade é um homossexual enrustido que a trai com o irmão da esposa. A premissa de "A Região Selvagem" é caótica, e ilustra as hipocrisias e preconceitos da nossa sociedade. No fundo, nada mais é do que uma obra sobre uma mulher se reerguendo depois de tragédias familiares e tentando sobreviver dentro de uma sociedade machista, misógina, ultrarreligiosa e homofóbica, percalços que todos nós conhecemos tão bem. Um longa sobre uma mulher que encontrar o prazer nos tentáculos de um alienígena não poderia ser menos que sensacional - não por acaso é pesadamente inspirado por "Possessão".

A Forma da Água (The Shape of Water), 2017

Direção de Guilhermo Del Toro, EUA.
Um dos melhores vencedores do Oscar de "Melhor Filme" do século, "A Forma da Água" segue uma tímida e reprimida mulher muda. Pela sua deficiência, ela se isola da maior parte do mundo, jamais encontrando um par. A situação muda quando ela conhece, dentro da instalação militar secreta na qual trabalha, um anfíbio humanoide vindouro da Amazônia, capturado para estudos. Só que ela se apaixona perdidamente pela criatura, que, de uma maneira muito estranha, se afeiçoa à ela na mesma medida. "A Forma da Água" traz um dos romances mais absurdos da história da Sétima Arte e consegue ainda mais sucesso quando aquele amor é tão verdadeiro sem que suas partes troquem uma palavra falada sequer.

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