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Indicado a seis Oscars:

- Melhor Filme
- Melhor Atriz (Saoirse Ronan)
- Melhor Atriz Coadjuvante (Florence Pugh)
- Melhor Roteiro Adaptado
- Melhor Figurino
- Melhor Trilha Sonora

Eu faço desde 2013 o especial para o Oscar, dedicando-me a escrever sobre todos os indicados ao prêmio de "Melhor Filme" antes da noite da premiação. Na maior parte do tempo, essa é uma tarefa bem agradável: mesmo em anos bem questionáveis (como o atual), é um prazer escrever sobre os longas, analisá-los enquanto arte e enquanto escolhido - dentro de milhares - para representar o melhor que a Sétima Arte nos entregou no período. Na maior parte do tempo.

Sempre houve, em todas as edições, pelo menos um filme que, caso estivesse fora da categoria principal, eu não me daria ao trabalho de escrever sobre. O primeiro argumento para isso é que a escrita é algo que pode parecer uma atividade fácil, mas não é. Vejo críticos lançando seus pensamentos em formato de vídeo e, em três minutos, está feito - algo impossível para a linguagem que você está diante nesse momento. Não que a escrita seja "maior" que qualquer outro formato, é apenas o apontamento de um fato: a escrita é mais complexa que a fala.

Então, ter que me dedicar tanto para escrever 12 parágrafos sobre um filme que me instiga em nada é uma coisa que eu preferiria não fazer, dedicando esse tempo a falar de alguma fita que consiga me entregar mais durantes seus 100-e-lá-vai minutos. Em todos esses anos, o único dos indicados que deliberadamente não escrevi sobre foi "Pantera Negra" (2018), pois, como já deve ter ficado claro caso você acompanhe essa coluna, não tenho tanta paciência com filmes de super-heróis, o oposto da imensa massa ávida para massacrar na internet qualquer pessoa que ouse falar mal dos seus sagrados filmes - e não estava com paciência para ser xingado gratuitamente ou receber ameaça de morte (como críticos receberam por não aprovar o filme) por exercer meu direito de livre expressão e meu trabalho enquanto crítico. É pior quando o texto vai contra um filme largamente amado pela "maioria", que, em pleno 2020, ainda não aprendeu que sua opinião não é sagrada a ponto de ser intolerável alguém pensar o oposto.

Esse texto provavelmente terminará sendo mais um desabafo do que uma crítica convencional porque eu não sei aonde chegarei no final dela - o que é uma exceção dentro do meu trabalho, sempre sei o que quero falar sobre cada filme. Mas "Adoráveis Mulheres" (Little Women) foi um caso bastante complicado para mim. Baseado no livro de mesmo nome lançado em 1868 pela autora Louisa May Alcott, o romance é um dos mais lidos da história norte-americana, vendo sucesso imediato. Por isso, não é de se espantar que já foi adaptado para o cinema sete vezes. Sim, há sete filmes com a mesma história.


O primeiro deles foi lançado em 1917, no engatinhar da arte, e está perdido desde então. Quase 100 anos após, a mais nova versão foi lançada com a assinatura de Greta Gerwig, uma das mais sensacionais cineastas em atividade - é dela o maravilhoso "Lady Bird" (2017), um dos 100 melhores filmes da década aqui no Cinematofagia. E se Greta faz algum projeto, a gente assiste. O filme conta a história de quatro irmãs: Jo (Saoirse Ronan, indicada ao Oscar de "Melhor Atriz" pelo papel), Amy (Florence Pugh, dona da minha vida e indicada a "Melhor Atriz Coadjuvante"), Meg (Emma Watson, a proprietária da franquia "Harry Potter") e Beth (Eliza Scanlen, em um dos seus primeiros trabalhos em um longa).

A trama gira em torno das diferenças entre elas enquanto, unidas, sobrevivem à Guerra Civil e à cultura da época. A primeira cena é Jo tentando vender uma de suas histórias para um jornal, que aceita mediante edições. O editor fala que a próxima histórias devem ver suas protagonistas casadas ou mortas - esses são os únicos finais esperados para uma mulher na época. Sim, esse é um filme feminista, amém. Alcott, a autora, era ativista e usa suas personagens para falar suas ideias em prol da igualdade de gênero - o que Greta também faz com seus filmes.

Elenco fantástico, ótima diretora, filme feminista, era a receita perfeita para eu chamar de "filme do milênio". Todavia, não demorou muito para que eu começasse a perceber que, talvez, "Adoráveis Mulheres" não teria todo o amor que eu separei para ele. Logo no primeiro ato, na segunda cena, se não me engano, há um momento em que Jo fica ao lado de uma lareira. Entra um personagem, olha calmamente para ela, e fala: "You're on fire". Ela agradece o "elogio" ("on fire" em inglês é uma expressão que, metaforicamente, significa "você está arrasando"). Ele replica: "You're really on fire", com seu vestido pegando fogo. Eeeerrrrr.

Esse tipo de diálogo, uma sacada ixperta para possuir apelo cômico, é uma das mais rasteiras estratégias textuais que existem. Já foram usadas à exaustão e são vergonhosas. Ah, mas é apenas uma cena, você pode dizer, só que isso é repetido por todo o filme, que tem tentativas incompetentes de """comédia""" bastante destoantes da seriedade do todo.

Como já disse, o longa de Greta é a sétima versão da mesma história. Curiosamente, assisti a nenhuma das outra seis, e nem li ao livro que deu base para todos, o que me permitiu analisar "Adoráveis Mulheres" sem precisar compará-lo com seus irmãos - para a sua sorte, porém, não é necessário ver tudo o que já foi produzido a partir do texto original para entender seus objetivos e limitações, é uma história contada em diversos outros meios. A cada minuto, uma impressão se tornava mais sólida: a fita parecia bem mais um "Lady Bird" com os personagens usando vestidos de época. Já falei aqui na coluna algumas vezes que uma das falhas mais comuns - e que realmente me fazem desapreciar um filme - é como a história se passa em outra época, mas os atores agem como se fosse uma produção moderna.

"Adoráveis Mulheres" cai no erro fácil de ser totalmente artificial dentro da faixa de tempo que sua história se finca. Isso, é claro, dentro da gigante subjetividade que permeia qualquer arte - li críticas que diziam que o filme triunfa exatamente por parecer fidedigno à época, o extremo oposto do que acho. Uma delícia como o Cinema consegue, com o mesmo filme, fomentar sentimentos tão diferentes em diferentes pessoas, e está tudo certo.


O primeiro ponto que culpo para gerar tal impressão é a direção dos atores. Greta não executa um estudo teatral do séc. XIX a ponto de retirar o expectador da sua própria realidade e compor uma linguagem compatível com os quase 200 anos que separam a história com a atualidade - isso não posso dizer do aparato estético, com o design de produção sendo um sucesso e mostrando bem as discrepâncias entre a riqueza e a pobreza de sua história. A direção dos atores é tão estranha que há momentos quase amadores de atrizes tão assustadoramente incríveis - não sobrou nem para Meryl Streep, em um dos piores papéis da sua filmografia recente. Há uma cena em que Florence Pugh chora do lado de fora de uma janela que me deu vontade de desistir do filme.

E falando em Pugh, desde 2017 afirmo que sua carreira iria decolar quando vi seu sensacional trabalho em "Lady Macbeth" - eu a teria indicado ao Oscar ali mesmo -, então tenho uma ligação mais estreita com a atriz por acompanhá-la (e adorá-la) desde o começo. É um prazer vê-la recebendo tamanho reconhecimento ao ser indicada por "Adoráveis Mulheres", contudo, a distância entre o requinte de qualidade de seu desempenho entre "Lady Macbeth", que também é um filme de época, com o papel de "Adoráveis Mulheres" é gritante. Nem parece ser a mesma atriz. Para apaziguar meu coração, finjo que ela foi indicada por "Midsommar: o Mal Não Espera a Noite" (2019), filme que extrai o que ela tem tanto a oferecer, o que não acontece aqui.

O segundo ponto é quão unidimensionais são as personagens. A dinâmica da produção ocorre quando evidencia as diferenças entre as irmãs, e são essas diferenças específicas que as fazem ser quem são enquanto estudo de personagem. Não há grandes desenvolvimentos, não há preocupação em tirá-las das caixinhas de "Jo é a revolucionária", "Beth é a tímida" etc.

Para burlar as dicotomias e criar uma união, a escolha feita pela fita foi: em todas as cenas que as irmãs interagem entre si, elas falam ininterruptamente, uma por cima da outra. É tão artificial que tentei contar os segundos entre as falas, e eles inexistiam. É quase um monólogo proferido por quatro bocas, e muitas vezes elas proferem detalhes totalmente irrelevantes, apenas para preencher espaço. Achei a escolha tão desastrosa que meus níveis de ansiedade já estavam nas alturas quando, literalmente, não há um segundo de respiro entre cada diálogo. Vou ter que apontar o óbvio para ver se consigo me poupar: você pode achar a mesma estratégia um primor, pode dizer que esse é um dos detalhes que lhe fizeram amar ainda mais o filme, tá? Obrigado.

E olhava no relógio, 1h de sessão, e a trama quase não havia avançado - e o que tinha acontecido até então era, particularmente, muito desinteressante. Bem verdade que algumas discussões são muito boas - a forma como a vida feminina era intrinsecamente ligada ao matrimônio e como o casamento era, antes de tudo, um acordo comercial - no entanto, precisava de mais de 2h para mostrar uma ideia tão elementar? Talvez esse não seja um filme para mim?

Sinceramente, não possuo essa resposta. Até a própria nota do filme, não consegui chegar em um consenso interno - na verdade eu não queria mais pensar sobre a obra e dei um número que considero padrão para o que senti sobre o filme. A indagação central que habitava o imaginário antes da sessão era: será se o estilo narrativo de Greta Gerwig funcionaria com um drama de época? "Adoráveis Mulheres" é a retomada de uma história já exaustivamente contada na tela sem acréscimos ou renovações que justifiquem a sua existência - só lembrar da versão de 2018 de "Nasce Uma Estrela", a quarta filmagem da mesma história que elevou a trama a um patamar jamais visto nas três primeiras; ou até mesmo na renovação de "Suspiria" (2018), que se apropria da obra original para ir além. Esse é o papel de um revival, e, durante a projeção de "Adoráveis Mulheres", a única coisa que conseguia apreciar era resumida pelo lendário quote de Aretha Franklin:



Margot Robbie tem tudo para se tornar a nova queridinha de Hollywood, né? A moça fez um boom na indústria quando interpretou a Arlequina no terrivelmente bom "Esquadrão Suicida", em 2016. Nós últimos dois anos estrelou o incrível "Eu, Tonya" e produz atualmente "Aves de Rapina", que deve começar a ser rodado em janeiro.

Mas falta algo para Margot: um Oscar.


Com "Eu, Tonya", o sonho pela estatueta dourada nunca esteve tão próximo. A moça foi indicada aos principais prêmios cinematográficos, incluindo ao Oscar, mas ficamos por isso mesmo. Em 2019, o sonho ganha um novo capítulo com o filme "Mary Queen of Scots", que ganhou seu primeiro trailer nesta quinta-feira.


Não sabemos vocês, mas a gente terminou vendo o trailer com um cheiro de Oscar na mão de Margot e, se o mundo é realmente justo, na mão de Saoirse Ronan também. Tirando o fato da Margot estar a cara da Helena Bohan Carter na franquia "Alice" em alguns momentos, tá tudo tão incrível, né?

Na trama, Margot Robbie é a Rainha Elizabeth I, enquanto Saoirse Ronan é Mary Stuart. O filme explorará a rivalidade entre as primas reais, visto que Mary volta da Escócia para reivindicar o trono após a morte de seu marido, Rei Frances II; Elizabeth é quem comanda o trono inglês. 

"Mary Queen of Scots" chega aos cinemas norte-americanos em dezembro, e não há previsão para o Brasil. O filme conta com a direção de Josie Rourke.
Indicado aos Oscars de:

- Melhor Filme
- Melhor Direção
- Melhor Atriz (Saoirse Ronan)
- Melhor Atriz Coadjuvante (Laurie Metcalf)
- Melhor Roteiro Original

Crítica editada após os indicados ao Oscar 2018

"Lady Bird: A Hora de Voar" entrou para a histeria coletiva quando se tornou o filme mais bem avaliado da história do Rotten Tomatoes, com um perfeito score de 100% de aprovação ao ultrapassar "Toy Story 2" no número de críticas positivas. Apesar de o feito, olhando com praticidade, não dizer lá muita coisa - o sistema de pontuação do site é bastante dúbio, pois filmes com 100% muitas vezes possuem notas gerais bem mais baixas que outros sem a unanimidade -, era um filme dirigido por uma mulher a estar no topo, o que aí sim, seria um feito notável.

Porém a marca não durou tanto tempo assim: um crítico - e por ora, apenas ele - deu uma nota negativa ao filme, que detém 99% de aprovação até o presente momento. E ele mesmo fez questão de apontar: deu uma nota ruim para tirar os 100% do longa. Bem, prioridades. 

Mas cada qual com sua opinião, e a desnecessária caça às bruxas que foi gerada ao redor do tal crítico é um reflexo da tal histeria coletiva que abate filmes altamente aclamados: parece que se forma uma cúpula contra qualquer comentário que vá de encontro à tal obra, e vamos aos fatos: ninguém é obrigado a concordar. Porém não se preocupe, eu faço parte do grupo que aprovou "Lady Bird".


Lady Bird (Saoirse Ronan) é uma estudante do último ano do ensino médio. Seu real nome é Christine McPherson, mas ela rejeita ser chamada assim, pois possui autonomia o suficiente para criar "Lady Bird", um nome dado para ela por ela mesma. Ela vem de uma família de classe média baixa e possui um conturbado relacionamento com sua mãe, Marion (a maravilhosa Laurie Metcalf), já pontuado logo nas primeiras cenas, quando, numa discussão dentro do carro, Lady Bird prefere de atirar para fora do veículo em movimento que continuar ouvindo os sermões da mãe.

A garota estuda numa escola católica e, quando não está ignorando os restritos costumes da instituição, anda pelas ruas dos bairros ricos de Sacramento com sua melhor amiga, Julie (Beanie Feldstein), imaginando qual daquelas suntuosas casas deveria ser a dela; ou folheia revistas de moda e se questiona o porquê de não parecer como as modelos das inúmeras páginas - ao contrário de outras meninas do colégio, que já nasceram perfeitas.


Provavelmente já deve estar claro que a obra se trata de um coming-of-age, aqueles filmes de high school que mostram o crescimento de seus personagens e as tramoias que devem enfrentar para o amadurecimento. E "Lady Bird" não esconde isso: está escancarado que seu desejo é seguir os passos da protagonista e ver como ela se relaciona com essa fase tão complexa da vida, quando somos obrigados a tomar decisões que afetam toda a nossa existência quando nem ao menos sabemos quem somos de verdade.

A primeira grande - e talvez única - diferença do longa para um coming-of-age qualquer é a estrutura familiar dos McPherson, matriarcal. É Marion que controla as rédeas da casa, já que o marido, Larry (Tracy Letts), perdeu o emprego e possui uma personagem nada combatível: é ele que detém o lado emocional do relacionamento, sobrando para Marion o dever de dizer as verdades nuas e cruas para Lady Bird, que pede para a mãe comprar uma revista e é negada com a resposta "Só pessoas ricas leem revistas no banheiro, nós não somos pessoas ricas".


Lady Bird acaba vivendo uma vida dupla: as dificuldades econômicas em casa e uma ilusória vida mais bem sucedida na escola, criando mentiras sobre onde e como vive, que, com toda a obviedade, será desmascarada no decorrer da fita. Ela troca de amigos, de lugares e de comportamento para se encaixar num padrão que não é seu até ter uma epifania e ver que tudo aquilo vale nada.

À essa altura você já deve ter percebido que "Lady Bird" é um filme que conta nada de novo, certo? E é verdade. Quase nada na obra é inédito ou que não tenhamos visto milhares de vezes no cinema: auto-descobrimento, sexualidade, seu lugar no mundo, faculdade, amigos, festas, drogas etc. Um dos principais concorrentes de "Lady Bird" na temporada, "Me Chame Pelo Seu Nome", trata dos mesmos assuntos. O que então faz com que o longa seja tão amado? A forma como essa velha história foi contada. Greta Gerwig, roteirista e diretora do longa, usa sua própria vida como inspiração e se apropria de todos os clichês do gênero para subvertê-los e criar uma peça única à sua maneira.


É compreensível quem assistir ao filme e achar nada de mais pela exaustão do roteiro batido, que, com poucos pequenos cortes, poderia ser exibido na Sessão da Tarde sem problemas. Mas também é compreensível quem ceda ao charme da produção, a maior força da mesma. Saoirse Ronan, finalmente se encontrando como atriz, rege uma personagem extremamente cativante e de fácil apreço pelas sua entrega e as dualidades de sua personagem, ajudada pela construção imagética e de personalidade do roteiro, que a fazem ser excêntrica na medida certa: seus cabelos vermelhos mal pintados, suas unhas com esmaltes descascando, seu quarto colorido e abarrotado de pôsteres. Todo o universo particular da garota é uma delícia.

A vida da menina aspira a ser como um conto de fadas, com muita cor de rosa e o sonho do baile de formatura perfeito. Porém a princesa aqui não possui um castelo, nem príncipe encantado, nem sapato de cristal. Fazendo o contraponto perfeito da solar personalidade de Lady Bird temos sua fada madrinha, Marion. Laurie Metcalf, favorita ao Oscar de "Melhor Atriz Coadjuvante", já está acostumada a dar vida à mães difíceis - ela é a mãe do Sheldon em "The Big Bang Theory" -, e aqui encontra seu apogeu. Sua personagem é deveras complexa: devendo cuidar da casa, ela se vê com a responsabilidade de cuidar do marido desempregado e depressivo, dos filhos nada fáceis e da sua própria vida, dividida entre o papel de dona de casa e enfermeira com jornada dupla.


É latente que os rumos da vida de Marion não foram os que ela traçou para si - ela afirma que nunca imaginava que viveria naquela casa "do lado errado dos trilhos" pelo resto da sua vida. Sem soar como vilã - um acerto bem vindo do roteiro - a mãe possui forte carga emocional pelas extensas camadas de bagagem, exploradas de maneira incrível pelo texto em pequenos momentos - quando ela olha preocupada para a conta do supermercado ou questiona se Lady Bird precisa mesmo usar duas toalhas depois do banho.

E de grandes pequenos momentos o filme está cheio. Greta, que já demonstrou talento para a atuação nos ótimos "Frances Ha" (2012) e "Mulheres do Século 20" (2016), costura sua obra com uma paixão que exala da tela, e mostra seu domínio cinematográfico e criatividade para gerar bons personagens e situações. Em sua estreia solo da direção, Gerwig é a mulher a chegar mais próximo de colocar as mãos num Oscar de "Melhor Direção" desde Kathryn Bigelow, a única a conseguir o feito - por "Guerra Ao Terror" em 2009. Mesmo não sendo a favorita, o roteiro original de "Lady Bird" é uma perfeita união de drama e comédia que a Academia adora louvar com o Oscar.


E todo o aparato técnico do longa colabora com seu sucesso, desde a fotografia inspiradíssima, roubando takes lindos de Sacramento sem abrir mão de um pesado filtro; até a montagem, uma das melhores do ano, que consegue compor um ritmo acelerado e fazem os 93 minutos voarem tão alto quanto sua protagonista. A única falha notável é o final, abrupto em demasia e que ultrapassa o limite do piegas, mas irrisório diante de toda a doçura do filme, produção que coloca os pés da protagonista - e da plateia - no chão, no real, nas durezas do dia a dia.

É inevitável a sensação de familiaridade com toda a trama, todavia, além de esperarmos histórias novas, o cinema é fonte de renovação constante das histórias já contadas. O que Gerwig faz é tão difícil quanto bolar algo inédito: transformar em interessante, genuíno e sincero um produto repetido, sem cair no artificialismo. "Lady Bird: A Hora de Voar" pode não ser original, mas consegue ter força pela linda união das partes, num filme aconchegante sobre seres humanos reais que estão constantemente à procura de si mesmos - árdua tarefa que todos nós enfrentamos.

Você não acha que são a mesma coisa, "amor" e "atenção"?


Uma das maiores revelações de 2014, aclamado com seu brilhante álbum de estreia autointitulado e dono do hit destruidor "Take Me to Church", o irlandês Hozier parece que, enfim, encerrará a promoção do material. Já em estúdio compondo para sua nova fase, ele encontrou tempo para ser porta-voz, através de sua música, mais uma vez, de uma causa muito justa.

Depois de trazer os olhares do mundo para intolerância religiosa sobre a diversidade de gêneros em "Take Me to Church", ele agora nos atenta para a causa da violência doméstica, com o clipe de "Cherry Wine", também presente em seu material de estreia.

Dirigido por Dearbhla Walsh e contando com as atuações da indicada ao Oscar 2016 de melhor atriz e prodígio de Hollywood, Saoirse Ronan, e de Moe Dunford, temos um belo e importante clipe, que não seria nada se não fosse a interpretação contida e singular de Ronan, que transmite toda a intenção de aflição e pedido calado de socorro do vídeo apenas com suas expressões, já que não há nenhuma fala para sua personagem. Belíssimo trabalho! <3



Todo o dinheiro revertido com o single será doado para instituições que cuidam dos casos de violência doméstica pelo mundo.

Grande iniciativa, Hozier! 
Com previsão de lançamento para o dia 29 de março, o longa "A Hospedeira", inspirado no livro de mesmo nome escrito pela Stephenie Meyer, autora de "Crepúsculo", ganhou nesta semana três novos pôsteres promocionais. 

Protagonizado por Saoirse Ronan e Max Irons, o filme conta com a direção do Andrew Niccol e mistura romance com ficção científica, narrando a história de um futuro onde alienígenas (chamados por "Alma") invadem a Terra e dominam o planeta se hospedando nos corpos humanos. 

Nas imagens divulgadas, temos Diane Kruger (que interpreta a Buscadora) com a frase "Escolha lutar", a linda da Saoirse (Melanie) com o Max (Jared) com "Escolha amar" e o trio da vez, Saoirse (Melanie), Max (Jared) e Jake Abel (Ian O'Shea) com "Escolha acreditar", confira abaixo os pôsteres:

https://lh5.googleusercontent.com/-6BrHXd_5U9M/UOiQxYZ7U4I/AAAAAAAAd24/059HBVnWTJM/s180/the%2520host%2520it%2520pop%25202%2520min.jpg https://lh6.googleusercontent.com/-vgAB_SWX1H4/UOiQx2Tum2I/AAAAAAAAd3A/6a-mPE2v2gM/s180/the%2520host%2520it%2520pop%25203%2520min.jpg https://lh6.googleusercontent.com/-t0PXl4pdBOw/UOiQz8PqrdI/AAAAAAAAd3Q/ZchsT06dZeI/s180/the%2520host%2520it%2520pop%2520min.jpg

Mesmo com algumas notáveis semelhanças, "A Hospedeira" apresenta uma história bem diferente do romance de Bella e Edward, mas não fica atrás nesta ideia de amor proibido entre espécies diferentes e bla bla bla. No geral, é uma boa história, só vamos torcer pra que funcione bem visualmente. Dá uma conferida no trailer do filme (com Imagine Dragons na trilha <3): 


Tá triste pelo fim da Saga Crepúsculo? Fica assim não! Logo mais, em 23 de março do ano que vem, vai estrear mais uma adaptação de livro da sapequinha autora Stephenie Meyer!

O lançamento se chama "A Hospedeira" (The Host) e traz a incrível Saoirse Ronan como protagonista. Pra quem já tá torcendo o nariz desde agora, vai o aviso: a sinopse é muito bacana e o primeiro trailer não deixa a desejar!


Assim como na série Twilight, tem muito romance e ~aventura~. A Hospedeira fala de um futuro próximo quando os aliens dominam a Terra e se hospedam em corpos humanos. Tipo um parasita mesmo. A protagonista , Melanie, também é possuída, mas isso não vai impedi-la de correr atrás do amor de sua vida: o vampiro Edward!

Os dois irão se casar, não vão usar camisinha e depois de uma gravidez beeeeeeeem complicada e cheia de sangue, vai nascer uma vampirinha bem fortinha. O lobo Jacob não perde tempo e já vai estar de olho na menina (how creepy?)

OK OK não é nada disso. Melanie realmente vai ser possuída e irá atrás do amor de sua vida, que não é Edward nem é vampiro. É só um protagonista fofo interpretado por um ator aleatório.

Eu confesso que fiquei interessado por essa sinopse. O filme vai ser, no mínimo, interessante. O diretor é Andrew Niccol, do ótimo "Senhor das Armas", e todo trabalho da atriz Saoirse Ronan merece ser visto!

Mas a história pode ser realmente boa, principalmente porque, até agora, não tem continuação. Crepúsculo seria legal e bonitinho se também tivesse ficado só no primeiro livro... Mas e aí? Quem irá se arriscar a conferir "A Hospedeira"?

Depois de interpretar Bella Swan na premiada saga "Crepúsculo", Kristen Stewart estaria entre as candidatas para interpretar a princesa Branca de Neve. A produção será nos mesmos moldes de "Alice no País das Maravilhas", de Tim Burton.

Mas, Stewart ainda não tem o papel ganho, para estrelar o filme, Kristen terá que competir com grandes nomes como Dakota Fanning e Saoirse Ronan.
Ha rumores de que o principe seja Johnny Depp, mas o cargo de Rainha Má está entre duas grandes atrizes: Julia Roberts e Charlize Theron.