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O reality "RuPaul's Drag Race" está vivendo o seu apogeu. Prêmios, recordes de audiência, popularidade à mil e dois Emmys de "Melhor Apresentador" na estante são as comprovações do sucesso e da importância do maior exemplar da arte drag na contemporaneidade. Aproveitando o embalo, Mama Ru deu uma entrevista ao The Guardian onde falou do programa e soltou alguns comentários que se destacaram.

Segundo o apresentador, mulheres cisgêneras e trans mulheres não são bem vindas no "Drag Race". Sobre mulheres cisgêneras , ele explica:

Drag perde o sentido de perigo e de ironia quando não é feito por homens, porque seu objetivo é um manifesto social e um f*da-se para a cultura dominada por homens. Então homens fazendo isso é realmente punk rock, porque é a real rejeição da masculinidade.

Quando questionado sobre mulheres trans, Ru hesita e fala:

Provavelmente não [aceitaria mulheres trans no programa]. Se você se identifica como uma mulher e faz a transição, você muda a partir das mudanças no seu corpo. Vira algo diferente; isso muda todo o conceito do que estamos fazendo. Nós tivemos algumas garotas que já fizeram enchimentos no rosto e talvez um pouco de implantes aqui e acolá, mas elas não estavam em transição.

Peppermint, famosíssima drag queen de Nova York, foi a primeira participante a entrar no programa sendo abertamente trans, na nona temporada - ao contrário de várias outras, que se identificaram como trans durante - Monica Beverly Hillz, Sonique - ou depois do show - Gia Gunn, Carmen Carrera. Sobre Peppermint, Ru comenta: "Ela não tinha implantes mamários até sair do programa; ela se identificava como mulher, mas não havia feito a transição".


A própria Peppermint, na final de sua temporada, foi questionada como poderia ser uma mulher trans e drag queen ao mesmo tempo, respondendo: "Mulheres trans sempre contribuíram para a incrível arte drag, desde o começo dos tempos. Isso não é novidade. Minha contribuição ao mundo drag é tão poderosa quanto a de qualquer homem gay", sendo aplaudida. Monica, na final da quinta temporada, respondeu o mesmo: "Drag é o que eu faço, trans é quem eu sou".

Essa matéria não tem o intuito de ser didático no que tange à sexualidade e gênero humano, e muito menos ser lenha para colocar RuPaul numa fogueira, todavia, o discurso da drag queen mais rica do mundo é preocupante quando transforma o "Drag Race" num Clube do Bolinha - só homens podem entrar. É certo que o programa é dela, são as regras dela, porém tal declaração perigosamente cai na casinha da transfobia ao querer excluir uma comunidade que já é tão oprimida dentro do próprio meio LGBT - Peppermint comentou no próprio reality como passou anos com medo de aceitar sua transexualidade, temendo não ser mais aceita na cena drag.

E esse não é o primeiro close errado do apresentador: questionado sobre o porquê de não ir "montado" na entrega do Emmy, ele falou: "Para mim, [drag] é um negócio, então você não vai me ver montado se eu não estiver sendo pago". O quão problemática é essa fala? O que poderia - e deveria - ser um ato fundamentalmente político, acaba sendo moeda de troca. É óbvio que a arte deve sim ser valorizada e muito bem paga - "Lembra dos cara achando que consumação paga peruca?", já cantava Gloria Groove -, mas quando o lado comercial vem antes do político, a coisa fica complicada. Já imaginou o quão revolucionário seria uma drag queen de saltão e cílios postiços recebendo o maior prêmio da televisão?


Em entrevista à Oprah, Ru comenta que, caso tivesse que parar hoje de fazer drag, estaria bem com isso. Seria uma sensação de "dever cumprido" depois de anos na arte ou puro descaso? É certo que o universo criado por ele é de suma importância para o mundo queer, entretanto: amiga não tem como te defender, não tem como ficar do teu lado, bicha.

Meu telão está morto.
Tempos drásticos pedem medidas “dragtásticas”. Assim é anunciada a nona temporada de RuPaul’s Drag Race. Com um tom político, as letras garrafais em preto e branco logo se transformam numa explosão de cores, etnias e muito glitter.


Depois de uma campanha repleta de teasers através do instagram stories, foi revelada nesta quinta-feira (03) o elenco completo da nova temporada. Além de queens vindas de diversas partes dos Estados Unidos, a programa mais uma vez quebra barreiras com a adição de uma inglesa. 


A nova corte de rainhas competirá pelo prêmio de 100 mil dólares, bem como o título de America’s Next Drag Superstar. Ainda sem data definida, o reality show vencedor do Emmy promete uma das estreias mais chocantes da herstory de Drag Race. 
Seis estranhos (três homens e três mulheres) são convidados para morar em uma casa luxuosa em Tóquio por 18 semanas. Diferente da franquia Big Brother, aqui os jovens de 20 e poucos anos não ficam confinados, tampouco disputam semanalmente a permanência na casa entre provas de comida, liderança ou imunidade. Muitíssimo pelo contrário. Todos seguem com seus estudos e trabalhos, podendo sair do programa a hora que preferir. Em caso de “desistência”, outra pessoa do mesmo sexo assume o seu lugar. O ciclo continua até o fim do período estipulado. Ah… e qual o prêmio? Nada que você possa colocar em uma conta bancária.



Em um cenário de reality shows onde pessoas criam personagens ambiciosos e calculistas, Terrace House se destaca simplesmente por deixar pessoas serem pessoas. Cada episódio, de aproximadamente 30min, é o resumo de uma semana na vida dos moradores. Não existe apresentador ou uma voz que ecoa pela casa. Bem melhor que isso. Um dos pontos fortes do programa é uma espécie de aftershow (inserido entre blocos), onde um painel de celebridades comenta eventos que acontecem na casa e fora dela.


Não tem essa de edição ou roteiro (até onde se sabe), até porque os participantes não são blindados de nada. Ou seja, o programa vai ao ar no Japão enquanto a temporada ainda é gravada… e todos da casa tem acesso à TV e redes sociais.

Apesar de todos serem solteiros, cada um decide entrar na casa com um objetivo particular (namorar, fazer amigos, se descobrir…). É óbvio que conflitos existem, mas a ausência de storylines hiper dramáticas forjadas é o que torna o programa tão próximo da nossa realidade. Em um primeiro momento, pode parecer maçante, mas uma vez que você chega ao terceiro episódio, logo se vê fascinado em conhecer a cultura japonesa através da interação de seis “não-personagens” relativamente comuns. E quando alguém decide partir vem aquela tristeza, mas também a ansiedade em conhecer uma nova pessoa, um novo mundo. É doloroso, encantador e devastadoramente humano.


O mais bacana de Terrace House é que, apesar da falta de familiaridade com uma cultura estrangeira, é possível identificar traços como impulsividade e compaixão, que ultrapassam fronteiras e fazem tão parte de nós como seres humanos. O gênero reality show, teoricamente, carrega essa premissa, mas foi só depois de décadas que um programa conseguiu tal feito, finalmente.

As duas temporadas de Terrace House: Boys & Girls in the City, produzidas pela Fuji TV em parceria com a Netflix, se encontram disponíveis no catálogo brasileiro do serviço de streaming. No próximo dia 24, também estreia por aqui a primeira parte de uma nova temporada situada na ilha de Oahu, no Havaí. 

O que era sonho para os fãs do formato se tornou realidade: O Brasil ganhou uma versão pra chamar de sua do reality show musical mais incrível dos últimos anos!

Desde que a Band anunciou a produção de uma versão brasileira do X Factor, ficamos animados e confiantes de que o projeto seria um sucesso no Brasil, afinal, a emissora tem feito um ótimo trabalho com o MasterChef, e o Brasil, mais do que qualquer outro país, têm revelado artistas em que o "Fator X" é uma característica determinante para o sucesso. Anitta, Ludmilla, Karol Conka e Luan Santana são alguns nomes recentes que podemos citar.

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Em meados de julho, tivemos as primeiras informações a respeito das gravações do X Factor Brasil. Pelas imagens, tudo parecia no lugar: a produção, a comunicação visual, o número de inscritos e a qualidade da produção. Mas bastou o final de semana em que os jurados foram confirmados – conversaremos já já sobre isso – e as audições começarem, para que algumas falhas começassem a aparecer. 

Com as audições realizadas na Arena Corinthians (Itaquera, SP) durante um final de semana frio, críticas e comentários negativos tomaram conta da internet. Na época, batemos um papo por telefone com o Leandro Buenno – ex-The Voice Brasil – e pudemos entender a desorganização da produção e o desrespeito com os candidatos: filas quilométricas, falta de estrutura e avaliações superficiais para apresentações de 15 segundos configuraram as principais reclamações dos futuros candidatos.


[A gente sabe que o Leandro daria conta do recado. Ele tem a cara do programa e os nossos corações]

Assim como boa parte do público, ficamos com um pé atrás, mas resolvemos dar um voto de confiança ao formato e acompanhamos a estreia do programa. Já nos primeiros dez minutos pudemos perceber que a qualidade da produção não era das melhores e, após um primeiro episódio com candidatos fracos, começamos a nos perguntar: Será que o X Factor Brasil vai realmente acontecer?

Para que não fôssemos injustos, demos tempo ao tempo, mas hoje, meses após a estreia do programa e da apresentação ao vivo do Top 16 na última segunda e quarta-feira, temos uma certeza: o programa tem muito a evoluir para dar certo. 

Para te explicar essa nosso posicionamento, listamos abaixo os 4 maiores erros do X Factor Brasil.

1) SUPERFICIALIDADE NOS COMENTÁRIOS

Tirando a Alinne Rosa – que até o anúncio como jurada era praticamente desconhecida pelo grande público (gente, sabemos da importância dela dentro do Axé e já a conhecíamos) – os jurados escolhidos para a edição brasileira pareciam interessantes. Rick Bonadio comandou o reality show que revelou dois dos maiores sucessos pop do Brasil (Rouge e Br’Oz) na primeira metade de 2000. Di Ferrero soa atual e conectado com o perfil do programa, que busca atingir um público jovem e antenado. E Paulo Miklos, integrante de uma das maiores bandas brasileiras de todos os tempos, prometia trazer sua imensa bagagem musical para o programa. Pensando assim, a bancada tinha tudo para funcionar lindamente.

Isso mesmo. Tinha. O grande lance dessas bancadas não é ter nomes conhecidos e amados pelo público – até o começo do American Idol, em 2002, você fazia ideia de quem era Simon Cowell? –, mas sim, ter personagens comprometidos com o programa, que nos representem e que sejam sinceros. O que a gente mais espera desses jurados é que eles consigam avaliar os cantores, aprimorando pontos que ajudem no desenvolvimento dos candidatos. Para isso, pitadas de humor, comentários ácidos e química entre eles também são indispensáveis - Por favor, vejam o trabalho incrível que a bancada do X Factor Austrália tem feito esse ano, com destaques para Adam Lambert e Guy Sebastian.


Acontece que aqui no Brasil, os quatro jurados parecem nadar contra essa corrente. A impressão que temos é que eles se sentem na obrigação de elogiarem tudo e todos, afinal, precisam afirmar como o formato tem funcionado e vender o produto ao público. A química entre eles não é das piores, mas nada têm superado a superficialidade dos comentários. Rick e Di esboçaram momentos de coerência, mas que (ainda) não foram suficientes. Aline e Paulo parecem nunca terem entendido a verdadeira função de suas participações no programa e isso têm gerado um incômodo gigantesco durante essas semanas do programa. Tem hora que a gente para e pensa: será que estamos assistindo as mesmas apresentações? 



Outro ponto que causou um incômodo tremendo, mas passou um tanto quanto despercebido, veio no ao vivo de quarta-feira (26): Começou com TropeirAfrica, candidatos de origem angolana, sendo criticados energicamente por Rick, como um "desastre". Mediante a isso, Paulo, defendendo sua categoria, retrucou, dizendo que eles foram ótimos e que desastre era a "dívida histórica" pela escravidão que tínhamos com a África.

O que, aparentemente, tinha sido um fato isolado, se tornou, na sequência, um festival de despreparo e ignorância através de uma discriminação velada contra minorias, pois na vez de Diego, candidato assumidamente gay, Rick criticou sua performance retomando o assunto, afirmando que não se importava com a história do Brasil ou "opção sexual" (Em pleno 2016 e na TV ao vivo isso? OI?), mas sim com a voz do candidato e qualidade artística e que Diego, pra ele, não era cantor, nem artista.

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Di (mentor dos meninos) não gostou do comentário e resolveu alfinetar também, dizendo que ali não era um programa de boas vozes apenas, mas de um pacote completo. Rick não se conteve, dessa vez atacando o público de casa que votou para que Diego ficasse (em detrimento de Prih, sua candidata), dizendo que haviam outros motivos nos votos por causa do momento difícil que nosso país atravessa, insinuando claramente que os votos recebidos por Diego e TropeirAfrica vieram por serem representantes de minorias - no vídeo abaixo, a partir de 2:40.

Péssimo, Rick! [e a gente gosta de você, viu?]



2) FALTA DE PERSONALIDADE DOS CANDIDATOS

O Brasil tem artistas incríveis, talentosos e estilosos. A gente só está se perguntando onde eles estão, porque olha, o nível dos candidatos no X Factor Brasil está muito abaixo do esperado. Timbres que não agradam, repertório óbvio e falta de personalidade são marcantes nesse elenco. 

A gente já chegou a se perguntar se artistas realmente interessantes não confiam mais nesses programas e, por isso, nem passam perto das audições ou se a produção errou feio nas escolhas durante aquela famigerada primeira fase porque o Fama (Rede Globo), por exemplo, teve artistas interessantíssimos e ainda relevantes, mesmo mais de uma década depois de sua exibição.



Temos a impressão de qualquer candidato do The Voice Brasil é realmente melhor do que o Top 16 inteiro do X Factor Brasil. Simultaneamente, estamos acompanhando o X Factor UK com um elenco interessante, o X Factor Austrália com candidatos fortíssimos, o X Factor Itália com uma de suas melhores levas e a última temporada do X Factor Bulgária, que teve uma das melhores finais (em termos de gênero comercial diferente) e revelou um dos maiores sucessos atuais por lá no começo desse ano, tendo apenas 16 anos de idade e esbanjando personalidade artística.



Já aqui, o que vemos, são candidatos despreparados, insossos, com zero presença de palco e que se acham a/o ~última [insira aqui um nome de qualquer participante de sucesso ] do programa~. Sério, gente, isso é algo que irrita nas competições brasileiras: os candidatos acham que são muito mais do que realmente demonstram. Uma dose de humildade, se conscientizar que tem muito a aprender e que o programa é apenas uma plataforma de visibilidade pra sua carreira (não ela em definitivo), não faria mal a ninguém e elevaria o nível da competição também, porque exigiria foco e menos previsibilidade. Ou vocês realmente acham que só cantar bem te garante bons números no mercado?



Obviamente há algumas exceções na temporada, mas são poucas. E, mesmo assim, com muita coisa a evoluir. 



Sério, em anos acompanhando o formato mundo afora, nunca nos sentimos tão desconfortáveis como na nossa própria versão. E isso é uma pena por tudo já citado.

3) EDIÇÃO E PRODUÇÃO DEIXAM A DESEJAR 

Se os jurados já decepcionaram e os candidatos não cumpriram, nem sabemos o que comentar sobre a edição e a produção da versão brasileira. A gente te explica: a Band optou por oito episódios com audições e incontáveis episódios para o Centro de Treinamento e Desafio das Cadeiras. Isso significa que tivemos que esperar D-O-I-S meses para o primeiro show ao vivo. Isso até que não seria um grande problema se o programa tivesse ritmo. Acontece que as audições pareciam eternas, o Centro de Treinamento parecia não fazer sentido e o Desafio das Quatro Cadeiras forçou um drama desnecessário.

Fora a edição, a produção parece que nunca assistiu um episódio do X Factor em outro país. O palco está "ok", mas o corpo de balé é terrível, os arranjos estão datados (sempre soa a mesma base), a voz do locutor parece deslocada do estilo do programa e o nível dessas imagens que o programa têm postado nas Redes Sociais até diminuem a nossa expectativa de vida de tão ruins que são.


A gente jura que não é implicância, mas não da pra defender aquilo, quando temos isso na franquia:



Dá pra entender como um programa que tem o foco no X Factor pode optar por essas escolhas?

Outra coisa que incomoda bastante, é o tempo em que as apresentações demoram a chegar no Youtube. Enquanto nos outros países, geralmente, o candidato se apresenta na TV e, segundos depois, já podemos reassisti-lo via YouTube, no BR, isso tem levado 3 F*CKING DIAS (!!!) ou mais, fazendo com que o programa perca a audiência daqueles que não conseguiram ver na íntegra, que não possuem TNT para acompanhar a reprise e também os que só iriam acompanhar pela internet. Garantimos, é uma boa parcela desperdiçada. Nos ajudem a te ajudar, queridas!

Ah, por fim, adoramos a escolha da Fernanda Paes Leme como apresentadora, mas por favor, parem de roteirizar a menina! Ninguém percebeu que ela ficar forçadíssima nessas situações? O grande charme da Fernanda é justamente a espontaneidade, aqui, limitada a um roteiro careta e que não acrescenta!

4) MUDANÇAS BIZARRAS NO FORMATO

Mudanças são sempre bem-vindas, desde que melhorem algo, não o contrário. O X Factor Austráli, por exemplo, trouxe, pela primeira vez, a brilhante ideia do Underdog Judge, que movimentou o formato por lá esse ano.



A nossa temporada de estreia, ao invés de apostar no formato clássico, sucesso no mundo todo, escolheu intervir, como citamos acima, arrastando as fases preliminares com oito episódios de audições (uma versão normal tem, no máximo, cinco) e preferindo correr com a fase principal da competição, que são os Shows ao Vivo, limitando-os a dez episódios (5 de apresentações e 5 de resultados), piorando ainda mais, ao aumentar o número de classificados pra essa fase de 12 (padrão normal nos últimos anos) para 16 participantes.

E o que isso acarreta? Bem, uma enorme bagunça para enfiar 16 pessoas em cinco shows. Com isso, só na primeira semana, já tivemos seis participantes eliminados e daqui, até a final, teremos mais dois a cada quarta-feira, imitando o modelo do reality rival (The Voice) e levando quatro participantes para a decisão. Sério, gente, pra quê?

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E nem comentaremos a ideia dessa primeira semana, de dividir em dois grupos, com jurados salvando um participante de sua própria categoria, enquanto os restantes disputariam o voto do público, porque um outro programa abusa desse esquema há anos.

Nós realmente torcemos pra que as coisas se alinhem e o programa ainda decole, pra pelo menos garantir mais uma temporada no próximo ano. Mas tá difícil acreditar nisso por ora.

E precisamos dizer algo muito importante: nós não estamos pensando nesses pontos e criticando o programa porque não conseguimos valorizar o que o Brasil produz. Pelo contrário. Sabemos que o Brasil é capaz, acreditamos na capacidade da emissora nesse formato (pensando no ótimo trabalho do MasterChef Brasil), mas só queremos um X Factor que realmente se destaque e seja reconhecido pela qualidade. Inclusive, estamos abertos para um diálogo com a produção – caso, algum dia, queiram propor um grupo de discussão sobre a atração com fãs –, porque experiência adquirimos esses anos todos de franquia.


E vocês, estão satisfeitos com o programa?

The X Factor BR vai ao ar, toda segunda e quarta, às 22h30, na Band. Terça e quinta, às 20h30, no TNT. E nossas Recaps, dependendo de quando os vídeos forem postados, devem sair, atrasadas, entre sexta e domingo.

Até mais, pessoal!

* Texto desenvolvido em parceria com o Maicon Alex ;)


Foi ao ar, ontem (29), no UK, mais um liveshow da atual temporada de The X Factor. 

Sob o tema "Fright Night", em comemoração ao Halloween, nosso Top 9 deveria dar a vida em performances que tivessem a ver com o tema, além, lógico, das customizações bizarras que vemos todo ano. Entre gostosuras e travessuras, será que o seu favorito se saiu bem? Cola com a gente e descubra em mais uma Recap:

Gifty Louise - "I'm in Love with a Monster" (Fifty Harmony)


Abrindo a noite, tivemos Gifty disputando com Tamires, do X Factor BR, quem canta mais músicas de um único artista na mesma temporada. Pela terceira (!!!) vez a moça escolheu algo das 5H pra cantar – com tanta música boa pra essa semana, te dão logo essa, fia? – e fez o que "dava". Ainda que tenha sido divertido e bem cantado, foi longe de ser memorável. Na verdade, achamos a mais fraca dela até aqui na competição. A sorte, é que tem gente ainda pior, senão, nem surpreenderia um bottom.

Matt Terry - "I Put a Spell on You" (Nina Simone)


Vocalmente, Matt tem sido bem consistente semana à semana. Nessa, em específico, não semitonou como na anterior, muito menos abusou dos falsetes (há quem goste, mas é um recurso enfadonho se utilizado em excesso) e fez uma boa performance, até. Por outro lado, incomoda bastante o direcionamento que Nicole tem dado a ele. Matt tinha tudo pra mirar num Olly Murs, mas preferiram seguir um caminho de Matt Cardle pra ele, o que faz com que se torne pevisível e "boring" a cada sábado, principalmente porque sabemos que ele tem potencial para ir além. Terry mantém o favoritismo ainda, justamente porque é linear. Pra competição, é ótimo. Mas pensando nele como artista, isso tende a atrapalhar. E se serve de conselho, já vimos exemplos, na temporada passada mesmo, que por mais favorito que seja, ficar limitado à boa voz, fofuras e falsetes, podem te derrubar mais à frente. Aguardemos os próximos passos porque acreditamos no Matt. 

Só um comentário sobre esse olhar:

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5 After Midnight - "Thriller" (Michael Jackson)


O começo da performance foi interessante e com palco/efeitos bem aproveitados. O meio foi "boring", principalmente porque essa música não era a melhor pra eles, justamente por ser difícil de harmonizar. Da parte com coreografia, pro fim, cresceram de novo e deixaram o saldo positivo. Pro pouco tempo juntos – menos de 4 meses –, Kieran, Nathan e Jordan, têm muito potencial pra emplacarem e, obviamente, vão oscilar dentro da competição, principalmente sem uma escolha de música adequada ao tipo de artista que querem ser. Pra próximas semanas, Louis poderia dar uma atenção maior aos meninos e, quem sabe, dar algo contemporâneo para arrasarem e não serem só mais uma boyband de reality show.

Honey G - "Men in Black" (Will Smith)


Quem, em sã consciência, lá na Audition, diria que Honey G seria uma das melhores coisas dessa temporada? Hahahaha. A mulher, de potencial "joke act", já provou, há tempos, que é, sim, interessante pra competição e que não só os jurados compraram sua proposta, como o público também, a ponto de conseguirmos enxergá-la, no mínimo, numa semifinal. E sem bottom. Carismática, enérgica e ótima no que se propõe, G é mais que necessária nesse programa.

Ryan Lawrie - "Everybody" (Backstreet Boys)


Tá certo que estamos na "Fright Night", mas que coisa medonha foi essa, gente? Ryan já tá fazendo hora extra no programa. Pelamor da Rainha, UK, não garantam esse menino mais uma semana pelo "flash vote". Ele não merece.

Sam Lavery - "Total Eclipse of the Heart" (Bonnie Tyler)


É uma pena que Simon esteja fazendo de Sam alguém tão datada com essas escolhas. É inegável que ela canta muito e tem um perfil comercial, mas tem zero identidade artística – o que tem ficado evidente a cada semana. Será que custa dar algo contemporâneo e pop rock pra Samzinha enfim desenvolver seu potencial?

4 of Diamonds - "Ghost" (Ella Henderson)


Sério mesmo que nas JH encheram o saco por Louis ter eliminado essa girlband? Encheríamos o saco por elas terem tirado a Relley C (não que fosse extraordinária) semana passada, porque essas meninas são muito sem graça. Performance sem vida, todas paradas e individualmente bem falha. O negócio amanhã é tirar Ryan. Na semana seguinte já pode eliminar a girlband que nem era pra tá aí.

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Saara Aalto - "Bad Romance" (Lady Gaga)


Como os jurados disseram, Saara resolveu abraçar de vez a loucura. E não é que isso, no fim das contas, pode ser bom? Como já falamos, mantemos uma relação de amor e ódio com ela. Hoje, assim como semana passada, ela foi teatral, pegou uma música difícil, repleta de elementos cênicos na performance e fez outra apresentação ótima. Dá pra ver no semblante dela o quanto o programa lhe faz bem e o quanto ela quer estar ali. Em nome de Ryan Lawrie, não eliminem essa mulher amanhã!

Emily Middlemas - "Creep" (Radiohead)


Essa música maravilhosa deveria ter ido pra Sam e não pra Emily, que deixou tudo tão, mas tão insosso, que assim como o namorado dela já tá fazendo hora extra ali também. Que morte horr...! Tem como mandar Emily de volta e trazer Caitlyn Vanbeck, gente? 

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★★★

Então, gente, foi isso. Foi um live médio pra bom, mesmo que com pouquíssimos destaques (e muita exigência da nossa parte haha). Agora com a competição afunilando mais, esperamos que o nível volte ao topo das duas primeiras semanas – as melhores até aqui.

Entre os positivos, destacaríamos Saara e Honey G. Matt, 5AM, Gifty, Sam e Emily, possuem torcidas grandes, o que os livra de chance no Bottom nessa e pelas próximas semanas – a menos que um desastre aconteça. Com isso, é praticamente certo que tenhamos Ryan e 4 of Diamonds entre os menos votados. Como precisam de um terceiro nome, provavelmente teremos um "shock value" logo mais (não acreditamos em Saara de novo entre os menos votados). Apostaríamos em Sam ou Emily. E vocês?

Lembrando ainda que no programa de logo mais, teremos, além dos Resultados, performances de Bruno Mars com o hit "24K Magic" e o retorno da campeã do ano passado, Louisa Johnson, com seu ótimo single de estreia, "So Good".

Até logo mais!

Após um show equilibrado na “Divas Week”, foi ao ar nesse domingo (23), no UK, o terceiro Result Show da da 13ª temporada de The X Factor. Ontem, nós apostamos que o Bottom seria formado por Saara, Ryan, Four Of Diamonds, apostando na eliminação de um dos últimos dois.  Será que acertamos?

O programa ainda contou com as participações de Shawn Mendes e John Legend

Confira tudo que o que rolou no programa de hoje:

A noite começou com a tradicional apresentação em grupo para "Year 3000" (feat. Busted). 

O primeiro convidado da noite, Shawn Medes, subiu ao palco e entregou uma apresentação incrível. No piano, o cantor começou a apresentação de “Mercy” e em pouco tempo, tomou conta do palco e dominou a plateia (aprende, Xuxinha). Shawn mostrou porque está conquistando seu espaço e firmando seu nome na música pop. Definitivamente, o garoto mostrou que tem voz e deve ter inspirado os candidatos, deixando seu X Factor tomar conta do palco. 

[Atualizaremos o post quando o vídeo for liberado]

Ah, só temos uma crítica com relação a performance: muita roupa, Shawn. Muita roupa!

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Hora dos negócios: no centro do palco, candidato por candidato foi chamado e garantindo a sua participação na próxima semana. Sam Lavery, 5 AM, Saara (ela nem acreditava que, pela primeira vez, não faria parte do bottom), Matt, Honey G (aplaudida e vaiada na mesma proporção) e, finalmente, Gifty!

Dessa forma, Ryan, Relley C e 4 Of Diamonds disputaram a “flash vote” da noite. Antes do resultado, John Legend subiu ao palco para a sua apresentação. Como era de se esperar, John fez um verdadeiro show com seu novo single “Love Me Now”. No ritmo desse instrumental delicioso, a performance foi cheia de energia e balanço. John revelou ainda sua torcida por Gifty – a menina está mesmo crescendo na competição. 

[Atualizaremos o post quando o vídeo for liberado]

DE NOVO NÃO, UK. Ryan foi salvo pela “flash vote” e garantiu seu lugar na próxima semana. Dessa forma, Relley C e 4 Of Diamonds formaram o bottom 2 da semana. 

No sing-off, Relley C escolheu "I Can’t Make You Love Me" (Bonnie Raitt). Visivelmente abalada e emocionada, a candidata cantou com o coração e colocou muita emoção na apresentação. 



Já, as meninas cantaram "Who Are You" (Fifth Harmony) e fizeram, provavelmente, sua melhor performance no programa.  



Numa votação um tanto quanto surpreendente, Simon, Nicole e Sharon mandaram Relley C pra casa e, por um 3x1, a candidata foi a terceira eliminada dessa edição. Estamos um tanto quando chocados e precisamos de tempo pra digerir essa injusta eliminação. 



A Jukebox selecionou o tema Fright Night para o próximo show – nada mais óbvio, lembrando que no final de semana que vem é o Halloween. E, geralmente, essa semana rende performances incríveis. Vamos torcer para que isso se repita

Cê, jura? Mas o que nos deixou muito animado foram os anúncios de Bruno Mars e Louisa Johnson com o LANÇAMENTO DO SEU LEAD SINGLE “SO GOOD”! 


AQUI NÃO TÁ NADA BEM!

viola-davis

Até a semana que vem, pessoal!