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Ô, bixinho! Já começaram a distribuição de ingressos para o Cultura Inglesa Festival deste ano, que contará com shows das cantoras Lily Allen e Duda Beat, repetindo a tradição de trazer um artista britânico e uma revelação brasileira (no ano passado, pra quem não se lembra, a cantora Iza foi quem abriu o festival para George Ezra).

Mais uma vez, o evento acontecerá no Memorial da América Latina, em São Paulo, e nesta primeira leva, os ingressos, gratuitos, ficam disponíveis apenas para os alunos e funcionários do Cultura Inglesa; o público geral terá acesso às entradas a partir do dia 27 de maio até esgotarem. Eles podem ser retirados no site da Livepass.



Em sua 23ª edição, o Cultura Inglesa Festival promove uma mistura de música e entretenimento por meio de apresentações musicais e exposições e, neste ano, receberá Lily Allen no dia 9 de junho.

O show marca a volta de Lily ao Brasil 10 ano desde sua última vinda e deverá contar com muitas músicas de seu último disco, “No Shame”, além dos hits de suas eras passadas, como “Not Fair”, “Fuck You” e “Hard Out Here”.

Duda Beat, aproveita o palco do evento para selar a sua consagração como uma das maiores revelações musicais do último ano, quando lançou o disco “Sinto Muito”, de hits como “Bixinho” e “Bédi Beat”.


Neste ano, a pernambucana furou de vez a bolha em que vinha sendo consumida até então e, fora seus hits solos, emplacou ainda a parceria com Omulu em “Meu Jeito de Amar”, um bregafunk em 150BPM, e a recente “Chega”, com Jaloo e Mateus Carrilho, prometendo um show pra ninguém botar defeito.



Então anota aí: dia 9 de junho, Lily Allen e Duda Beat de grátis no Cultura Inglesa Festival, no Memorial da América Latina. Ingressos disponíveis no site da Livepass. Nos vemos por lá! ;)
Respira aí! Porque você não leu errado: 10 anos desde a sua segunda e última vinda ao país, a cantora Lily Allen retornará neste ano ao Brasil para apresentação única em São Paulo, planejada para o mês de junho, como apurou o Popload.

Sem aparecer por aqui desde a era “It’s Not Me, It’s You”, foram dois os discos lançados pela britânica até essa volta aos solos tupiniquins, o controverso “Sheezus”, de 2014, e o reflexivo “No Shame”, no qual buscou se reencontrar após uma crise de identidade e algumas divergências criativas quanto às intenções do seu selo na gringa. É esse o disco que encabeça a nova tour.


A fim de conversar com seu público, neste meio tempo rolou ainda o livro “My Thoughts Exactly”, no qual ela fala sobre seu processo de amadurecimento, fim de casamento, dependência em drogas e maternidade. Sinceridade sempre foi seu forte.

Até junho, pode ser que outros shows entrem na agenda. Tudo depende da demanda. Por agora, ficamos felizes em sabermos que em breve ela estará por aqui. Os fãs brasileiros agradecem.
Agora sim, a nova era da Lily Allen começou! Surpreendida pelo vazamento de seu novo single, “Trigger Bang”, a cantora precisou repensar toda a sua agenda de lançamento, mas, sem tempo a perder, colocou a música nas principais plataformas de streaming. Semanas mais tarde, chegou a hora de assistirmos ao seu clipe.

Com participação do rapper Giggs, que também colabora na faixa, o vídeo foi lançado nesta quarta (24) e até traz uma lembrança do seu “22” (o banheiro é IDÊNTICO ao clipe antigo, cê vai ver!), o que deverá agradar os fãs de seus primeiros trabalhos.

Olha que coisa linda:


Além do clipe novo, Lily Allen anunciou que seu novo álbum se chama “No Shame” (anteriormente, ela estava chamando-o por “The Fourth Wall”) e será lançado no comecinho do verão britânico deste ano. 

O disco será apoiado por uma nova turnê, que já ganhou suas primeiras três datas em março, todas no Reino Unido.
O novo single de Lily Allen, "Trigger Bang", caiu na internet há alguns dias, o que fez a cantora prometer que o lançaria oficialmente o mais rápido possível. Como promessa é dívida, Lily liberou a canção, uma parceria com o rapper Giggs, em todas as plataformas de streamings nesta segunda-feira (11). 

"Trigger Bang" traz elementos vistos em todas as fases da carreira de Lily, e deve agradar tanto aos fãs órfãos de seus primeiros álbuns, "Alright, Still" e "It's Not Me, It's You", quanto aos que curtiram a proposta radiofônica de seu último disco, "Sheezus"


"Trigger" é a primeira música lançada pela inglesa desde 2014, quando liberou o "Sheezus", álbum com uma proposta mais radiofônica, eletrônica e comercial, que contou com os singles "Hard Out Here" e "Air Balloon"



O quarto disco de Lily Allen deve ganhar o nome de "The Fourth Wall" (a gente viu o que você fez aí, Lily) e será lançado em 2018. 
Já faz três anos desde que Lily Allen lançou o álbum “Sheezus”. Com singles como sua faixa-título, “Hard Out Here” e “Air Balloon”, o material não contou com um bom retorno comercial e, após encerrar seus trabalhos com essa era, a britânica não tardou em voltar aos estúdios.

A primeira amostra do que Allen andou fazendo se chama “Trigger Bang”. Anteriormente anunciada pela cantora em novembro, por seu Instagram Stories, a parceria com o rapper Giggs caiu na internet e, sem intenções de descartá-la enquanto single, a dona de “URL Badman” usou suas redes sociais para confirmar que a faixa estará em breve nas principais plataformas de streaming.


Ao menos na versão vazada, “Trigger Bang” parte de um lugar nem tão distante de onde “Sheezus” nos deixou: apesar de menos radiofônica, surge com um pop alternativo, aos moldes do que Lorde faria se tivesse uma parceria com a M.I.A. em suas mãos.

Sem a pegada eletrônica do álbum anterior, a faixa deverá agradar aos fãs de discos como “It’s Not Me, It’s You”, um dos mais importantes de sua carreira, carregando ainda vocais quase que abafados por uma estação de rádio de décadas anteriores, aqui alinhados com a sonoridade de outros artistas interessantes da atualidade, como Alabama Shakes e a banda HAIM.

“Trigger Bang” estava planejada para ser lançada apenas em fevereiro de 2018, mas, dado o seu vazamento e o aviso de Lily Allen, esperamos tê-la no Spotify e afins o mais breve possível. Agora é oficial: a nova era começou.


Seleção de sete novidades musicais que não apareceram no blog ao longo da semana, mas que valem sua atenção. Para conferir as edições anteriores do It's New, clique aqui!


Quem nunca ficou clicando de vídeo em vídeo no youtube e acabou caindo num vídeo de algum desconhecido com um violão fazendo cover de algum hit do momento? Bom, às vezes você pode não estar dando a devida atenção a um futuro Justin Bieber ou uma Lily Allen no começo de carreira.

Pode não ser fácil, mas no poderoso mundo da web muitas estrelas são descobertas diariamente. Confira aqui uma lista com alguns dos principais sucessos descobertos online:

1) Lily Allen



Precursora dos artistas descobertos online, a história de Lily deslanchou no myspace. Apesar de ter pais poderosos na indústria, a cantora de "Hard Out Here" demorou para conseguir a atenção necessária para entrar no cenário musical, mas nada que lançar suas demos no myspace não pudesse resolver. Em pouco tempo suas músicas estavam viralizando e sua gravadora correu para lançar seu álbum "Alright, Still", que contava com seu hit "Smile". O resto já é história e a nossa Diva "Sheezus" é um dos nomes mais geniais da música pop britânica. 

2) Adele



Outra queridinha do myspace é a também britânica Adele. Alguns meses depois de se formar, uma amiga da cantora pegou umas músicas que ela tinha gravado pra uma aula e postou na rede social, onde ficou bem conhecida, atraindo um empresário de uma gravadora. A cantora de "Someone Like You" acabou assinando com a XL Recordings e após um Oscar e vários Grammys achamos que ela deve estar bem feliz com o mundo da internet.

3) The Weeknd



Você achando que o Youtube era só pra ver gatinhos tocando piano? Pois foi graças a ele que The Weeknd está hoje no Hot100. Após lançar três de suas demos no site, o cantor atraiu a atenção de diversas pessoas, entre elas o rapper Drake. Bastou isso para ele conseguir a atenção das gravadores e hoje ele já tem sucessos na trilha sonora do filme "50 Tons de Cinza", além de duetos com Ariana Grande e Sia.

4) Austin Mahone



Austin pode ter acabado de lançar o primeiro single de seu álbum de estréia, o "Dirty Work", mas sua carreira começou contando views de seus covers no Youtube. Após chamar atenção fazendo cover de canções do Justin Bieber entre outros, Mahone começou a virar uma sensação e está cada vez mais perto de emplacar seus próprios hits.

5) Justin Bieber



Essa história já é uma das mais conhecidas e contadas sobre o Justin Bieber. Muito antes dele entrar em polêmicas, postar foto pelado, pegar a Selena Gomez e lançar hits adoidado ele era apenas um menino canadense que lançava cover de Chris Brown no youtube. Mas então Usher entra na história e coloca o menino embaixo de sua asa, criando um dos maiores astros pop atuais. 

6) Carly Rae Jepsen



Quase como uma retribuição cósmica, Bieber fez o mesmo por Carly. Não é como se ela fosse uma ninguém, já que suas músicas já tocavam nas rádios canadenses, mas após um simples tweet do cantor e vídeos dele com Selena Gomez e seus amigos que foi aberta a porta para a música de 2012 que mais se ouviu no repeat.

7) 5 Seconds Of Summer



Parece que fazer cover do Chris Brown dá certo, porque foi a mesma coisas com os garotos do 5 Seconds of Summer. Após postarem diversos covers de Brown, Mike Posner e outros hits, eles começaram a ganhar destaque. Com a ajuda de tweets do One Direction, os meninos chegaram a abrir a turnê "Take me Home" do 1D e ainda lançaram seu primeiro álbum em 2014.

***

Algum deles surpreendeu vocês? Tem mais algum que você acha que tá faltando? Conta pra gente aqui nos comentários!

Lily Allen foi cruelmente injustiçada com o disco “Sheezus”, talvez por não trazer o que seu público esperava como sucessor do aclamado “It’s Not Me, It’s You” (nossa crítica), mas assumindo um risco que, sendo sinceros, nos anima, já que poucas cantoras da atualidade se sentem seguras para deixarem suas respectivas zonas de conforto, e depois do desprezo, parece que Allen não tardou em voltar aos estúdios, como vem anunciando há meses por seu Twitter, e agora vai, o sucessor de “It’s Not Me” parece cada vez mais próximo.

Um bom indício de que algo novo está a caminho é o fato de uma música nova ter sido registrada no nome da britânica. Chamada “Something’s Not Right” (por que esse título soa tão característico aos seus trabalhos?), a faixa nova ainda conta com um segundo nome entre seus compositores, sendo esse do Mr. Desolation ou, melhor dizendo, do também britânico Tim Rice-Oxley, que é cantor, compositor, multi-instrumentista AND tecladista da banda Keane (sim, aquela de “Somewhere Only We Know”, que rendeu um cover lindão da própria Lily Allen no ano retrasado, meio que preparando o terreno para seu retorno de fato).

Fora o registro de “Something’s Not Right”, pouco se sabe sobre o quarto disco de inéditas de Allen, mas outra informação importante que chegou à rede mundial de computadores é a notícia de que ela também esteve em estúdio com o rapper Sean Paul, acompanhados do produtor Nicky B. O que não é uma notícia muito importante no final das contas e, esperamos nós, não seja nada relacionado ao seu novo álbum.

“Sheezus”, entre tantas coisas, rendeu singles como “Hard Out Here”, “Air Balloon”, “Our Time” e “URL Badman”, quatro bons motivos para não entendermos toda a reação negativa que caiu sobre o disco.

2009 foi um grande ano para a música pop. Alguns meses depois de estreias como Katy Perry e Lady Gaga, foi o ano que Kelly Clarkson lançou o  “All I Ever Wanted” e que o Black Eyed Peas nos enfiou goela abaixo a sonoridade eletrônica de seu “The E.N.D.”. Também foi nesse ano que Gaga lançou o EP “The Fame Monster” e Rihanna nos apresentou o que viria a ser o disco mais marcante de sua carreira, “Rated R”, e ainda rolaram grandes chegadas, como o disco “For Your Entertainment” do Adam Lambert e “I Dreamed A Dream” da Susan Boyle, mas o Reino Unido só tinha olhos e ouvidos para uma artista em especial: Lily Allen.

O Video Music Awards, o Oscar dos videoclipes, é uma premiação promovida pela MTV desde 1984, quando o maior clipe da história, "Thriller", perdeu o prêmio de "Vídeo do Ano" para "You Might Think" do The Cars. Pois é. Desde a primeira edição o VMA dá derrapadas (de cara ao chão). Trinta anos depois cá estamos com a lista de indicados divulgada e mais escorregadas gritantes.

Na 31ª edição do prêmio temos Beyoncé liderando com oito indicações - também pudera, Ms. Carter lançou nada menos de 18 clipes de uma só vez com seu álbum visual. Agora, longe das honrarias conquistadas pelas simples indicações, alguns artistas foram completamente ignorados/esquecidos pelo juri viêmístico, dentre eles destacamos quatro: Lady Gaga, Britney Spears, Lily Allen e Shakira.

Lady Gaga fez seu comeback - no palco do VMA 2013, inclusive - com "Applause". Dirigido pela dupla de artistas plásticos Inez & Vinoodh, o clipe é uma verdadeira obra de arte com influências do Expressionismo Alemão até os velhos carnavais circenses dos séculos passados com seus shows de horrores - tudo para conseguir o aplauso do público. Venceu "Melhor Clipe Pop" no VMAJ 2014 (o VMA do Japão, onde artistas ocidentais não tem muito espaço) e "Melhor Clipe" nas enquetes anuais da Billboard, mas no VMA não recebeu indicação alguma.



Como se não bastasse, Gaga também lançou outro clipe digno de indicações: "G.U.Y." foi filmado no famoso e belíssimo Hearst Castle com um dos melhores roteiros e conceitos em um videoclipe no ano, que fez o mundo pop entrar em fervor - um curta-metragem intitulado "An ARTPOP Film" com três canções do álbum, "ARTPOP", "Venus" e "G.U.Y.", com a cantora ressuscitando Jesus, Gandhi, John Lennon e Michael Jackson (!). Nada disso foi suficiente para marcá-lo entre os indicados. E por quê?



Provavelmente pela "baixa" na carreira da cantora, tanto a baixa real quando a midiática e inventada. "Applause" flopou? De maneira nenhuma, é um dos maiores hits da cantora, porém, quando posto na "briga" entre Katy Perry e seu smash single "Roar", "Applause" foi "ofuscado" até o patamar de "flop". Absurdo. "G.U.Y." flopou? Flopou sim, mas a premiação se chama "Video Music Awards" e não "Video de Music que Hitou Awards". O que deveria ser levado em conta era o CONTEÚDO ARTÍSTICO, coisa que os dois clipes de Gaga com a era "ARTPOP" tiveram de sobra. Uma pena e um equívoco sem tamanho.

Lady Gaga merecia indicações em:
- Melhor Clipe Pop ("Applause")
- Melhor Clipe Feminino ("G.U.Y.")
- Melhor Direção ("Applause")
- Melhor Cinematografia ("Applause")
- Melhor Coreografia ("G.U.Y.")
- Melhor Direção de Arte ("G.U.Y.")
- Melhor Edição ("Applause")

O lead single do "Britney Jean", a clubbager "Work Bitch" não foi bem recebida logo no seu lançamento, mas com o videclipe as coisas mudaram. Britney Spears retoma o que há de melhor em sua videografia num clipe sexy, quente, divertido e super eficiente. Tem girl power, tem blonde fierce, tem S&M e tem Britney bitch como há tempos não víamos ("Work Bitch" é melhor que todos os clipes da era "Femme Fatale", por exemplo, e é interessante apontar "Till The World Ends" ganhou "Melhor Clipe Pop" no VMA 2011). Nem todo o trabalho feito por Britney foi capaz de colocar seu nome na lista de indicados. O motivo? O mesmo que "justifica" a esnobada de Lady Gaga.



Britney Spears merecia indicações em:
- Melhor Clipe Pop ("Work Bitch")
- Melhor Clipe Feminino ("Work Bitch")
- Melhor Coreografia ("Work Bitch")

Se houve uma canção que já tava marcada na história pop antes mesmo de sair foi "Can't Remember to Forget You", parceria entre Shakira e Rihanna. É verdade que a música não foi o hit que estávamos esperando, mas seu videoclipe foi o último tijolo do majestoso castelo que é esse featuring. Shak e Riri são duas das cantoras mais sexies da atualidade, e juntar as duas num só clipe só poderia ter saído o que saiu. Apoteótico, o clipe de "Can't Remember to Forget You" era nome certo entre os indicados, fortalecido ainda mais pelo certificado VEVO de 100.000.000 de views (atualmente o número está em 350.000.000), mas levamos um balde de água fria quando procuramos e o nome não estava lá. Ué? O motivo é realmente incompreensível. Nada justifica.



Shakira merecia indicações em:
- Melhor Clipe Pop ("Can't Remember to Forget You")
- Melhor Clipe Feminino ("Can't Remember to Forget You")
- Melhor Parceria ("Can't Remember to Forget You")
- Melhor Cinematografia ("Can't Remember to Forget You")
- Melhor Direção de Arte ("Can't Remember to Forget You")

Um dos clipes que mais causaram o ano de 2013, depois do rei "Wrecking Ball" da Miley Cyrus, foi "Hard Out Here" da Lily Allen. Primeiramente porque marcava o retorno da britânica ao mundo da música depois de cinco anos afastada. Depois pelo conteúdo da música, reforçado pelo clipe. Abertamente e violentamente feminista, o vídeo é um grande tapa na cara da indústria que usa a imagem feminina como mero objeto.

Aclamado pelo público, o vídeo foi completamente esquecido entre os indicados. Mas a pior parte de tudo é que "Hard Out Here" é uma resposta ao clipe de "Blurred Lines" do Robin Thicke, que apresenta conteúdo machista pra mais de metro, onde ele, com toda sua superioridade de macho, usa mulheres para pura satisfação - e esse mesmo clipe disseminador de práticas absurdas concorreu em nada mais nada menos que quatro categorias no VMA 2013, incluindo "Clipe do Ano" (!!!). Então quer dizer que um clipe machista e misógino é ovacionado enquanto um feminista é ignorado? Tem algo de muito errado aí, hein.



Lily Allen merecia indicações em:
- Melhor Clipe Pop ("Hard Out Here")
- Melhor Clipe Feminino ("Hard Out Here")
- Melhor Clipe com Mensagem Social ("Hard Out Here")
- Melhor Edição ("Hard Out Here")

Sabemos que é impossível que todos os clipes legais lançados no ano concorram em categorias justas, e que alguns muito bons vão sim ficar de fora, mas alguns erros elementares poderiam ser evitados. É só olhar algumas das principais categorias para vermos o quanto alguns indicados não mereciam estar ali - e só estão graças, principalmente, às vendas e ao sucesso, o que é um erro imperdoável. Se as premiações continuarem indicando artistas baseados em conta bancária em vez de expressão artística, nós perderemos muito. Alô Grammy, isso vale pra você também, tá? #JusticeForGaga #JusticeForBritney #JusticeForShakira #JusticeForLilyAllen #JusticeForMusic

Miley Cyrus adiou os shows da Bangerz Tour para agosto, devido a problemas de saúde, mas agora que está pronta para destruir os seus fãs com a sua "Wrecking Ball" outra vez, a imparável cantora anunciou quem será a atração de abertura da próxima fase de sua turnê e *BOOM* o nome é de ninguém menos que ela, Lily Allen.

Pouco depois de seu retorno com "Hard Out Here", primeiro single do disco "Sheezus" (que há pouco ganhou um clipe para "URL Badman"), Allen se encontrou com Cyrus em uma festa e, mais tarde, afirmou não descartar a possibilidade de trabalhar com a cantora, e ela realmente não estava brincando.



A notícia, obviamente, é inesperada, visto que Allen possui uma carreira consolidada e raramente temos algo assim, de uma artista conhecida atuar como atração de abertura para outra, mas estamos falando de Lily e Miley, então temos justamente de esperar o inesperado. E o público agradece.

Os shows da turnê Bangerz que serão abertos por Lily Allen acontecerão nos EUA, entre os dias 1 e 10 de agosto. No total, serão 7 apresentações, antecedendo o início da nova turnê da cantora de "Sheezus", que tem início marcado para o dia 9 de setembro em Miami.

A atual turnê de Miley Cyrus já contou com a participação de nomes como Sky Ferreira e Icona Pop, e desembarca no Brasil em setembro, pela produtora Time for Fun. Nosso corpo está pronto.


Lily Allen continua promovendo o seu mais recente disco, "Sheezus" (review), que já contou com clipes para sua faixa-título, "Hard Out Here", "Air Balloon" e "Our Time", e desta vez, a cantora veio com a produção audiovisual de seu novo single, que é a canção, também aplicável ao título de hino, "URL Badman".

Na música, Allen distribui uma série de ironias em relação aos críticos da internet, que possuem a sua opinião como a última palavra para tudo, e em seu clipe, cheio de efeitos muuuuito legais, ela brinca então com isso, começando com um blogueiro estressado ao ter sua mãe te chamando para jantar e uma série de outras figuras que vão se deformando conforme ela entoa seus versos. 

Com direção da Sonya Sier (mesma de "Air Balloon"), o vídeo é todo colorido, beirando o psicodélico, e casa perfeitamente com a proposta ironicamente divertida da canção. Só faltou um sósia do Perez Hilton, igual a Riri fez em "S&M". Olha só:


Aos interessados, "Our Time" segue como o nosso clipe favorito desta era. ¯\_(ツ)_/¯

Como antecipamos ontem no post do Haim, rolou na última semana, na Inglaterra, o Glastonbury. Conhecido por ser o maior festival a céu aberto do mundo, ele acontece todo ano sempre no último fim de semana de junho. Entre as atrações do evento; shows de dança, teatro, circo e, claro, muita droga, digo, música, MUITA MÚSICA!

Sendo assim, nos acompanhe nessa seleção do que teve de melhor nos palcos do Glastonbury 2014.

Começamos com Lana Del Rey que subiu no Pyramid Stage na tarde de sábado e apresentou uma setlist em grande parte composta pelos hits da era Born To Die. Do último trabalho, Del Rey cantou apenas “West Coast” e “Ultraviolence”. O show completo você confere abaixo:



Observação para as reviews positivas que o show tem recebido, destacando a voz da Lana e a qualidade da banda que acompanha a moça no palco. Quem lembra daquele live de "Video Games" no SNL, em 2012, sabe exatamente a evolução que isso representa para a cantora.

Voltando ao Glasto, teve Lily Allen enchendo o palco de mamadeiras e aproveitando para dedicar a música “Fuck You” para Joseph Blatter, presidente da Fifa, segunda ela uma pessoa "irritantemente corrupta". Concordamos. Abaixo o show completo da nossa Sheezus.



Teve também Imagine Dragons tocando uma versão OMO Se Sujar Faz Bem de "Demons".




E Sam Smith, que batendo recordes de vendas com o seu álbum debut jura que só faz isso por amor.



E no final da tarde de domingo, fechando o festival com todo mundo on the floor acting crazy getting loco, Ellie Goulding. Tem show completinho também!



Ah, nos bastidores do evento alguns artistas foram convidados pela BBC para uma acoustic session. A Ellie cantou "I Need Your Love" e ficou uma delícia, vale a pena conferir aqui.

E isso não é tudo, teve várias outras performances maravilhosas, só clicar e assistir: M.I.A., The Black KeysLondon Grammar, The 1975, Lykke Li, Foster The People e Jake Bugg.

Depois de nos reunirmos e listarmos os 10 melhores singles do ano (até agora), a equipe do It Pop foi convocada no nosso Quartel General para elegermos os 10 melhores CDs do ano (until now). Mas antes de irmos à lista temos algumas considerações a fazer.

A) A lista não tem o "BEYONCÉ" porque essa é uma lista com álbuns de 2014 e o último álbum da Honey B foi lançado em dezembro do ano passado;
B) A lista não tem o "Ultraviolence" nem o "A.K.A." porque eles acabaram de sair (vazar, na verdade), e precisamos de um tempo para absorver um álbum e deixar o hype passar;
C) A lista, como qualquer outra, não conta realmente com os dez MELHORES álbuns do ano pelo simples motivos que 1) é você que tem que escolher os seus álbuns favoritos e 2) aqui é apenas a reunião dos álbuns mais citados pelos nossos blogueiros, numa seleção mais abrangente possível, então não se chateie com a ordem e/ou os selecionados, porque nem nós mesmos concordamos integralmente com a lista.

Entendido? Beleza então, agora podemos ir à lista completa com os 10 seletos álbuns que brilharam no ano com comentários seduzentes de Gustavo Hackaq, Guilherme Tintel, Faruk Segundo e Guilherme Calais. And the Grammy goes to...

10º  "Helios", The Fray


Se para muitos ainda é uma surpresa a banda The Fray existir, imagina saber que eles são donos de um dos melhores álbuns do ano. Bebendo da água de Ryan Tedder, que produziu o carro-chefe do seu novo disco, "Love Don't Die", a banda voltou com o "Helios" sem fazer muito barulha, mas disposta a mudar esse cenário, se adaptando às rádios atuais, sem perder características marcantes dos seus trabalhos anteriores. O resultado, como pode ver vendo o disco nesta lista, não é menos que surpreendente. E bem radiofônico.


9º "G I R L", Pharrell Williams


Depois de produzir para meio mundo nos últimos anos e inclusive ganhar seu segundo Grammy de "Produtor do Ano" em 2014, Pharrell Williams colocou em suas costas um peso muito grande ao anunciar o lançamento de seu segundo discos de inéditas. O cantor, que está por trás de grandes sucessos do cenário musical (como os smashes "Blurred Lines" do Robin Thicke e "Get Lucky" do Daft Punk), corria o risco de soar igual ao restante de suas obras. Mas a verdade é que o produtor estava apenas preparando o terreno das rádios para “G I R L”, um CD totalmente recheado de hinos feitos para homenagear, do seu jeito, todas as mulheres que fazem parte de sua vida.


8º "Ghost Stories", Coldplay


Poderia um pop rock ter elementos eletrônicos incluídos sem perder a essência? Não só poderia, como foi exatamente essa a proposta do "Ghost Stories", disco recém lançado do Coldplay. Fica evidente, pelas próprias produções, que Chris Martin e sua turma decidiram dar um toque contemporâneo ao som da banda, sem exageros. Prova disso é a fantástica "A Sky Full Of Stars", faixa escolhida como segundo single do trabalho e que foi produzida por Avicii (um DJ no disco do Coldplay, gente!11). Os caras ousaram e acabaram conseguindo executar a tarefa de inovar na medida certa, o que faz do álbum um orgasmo sonoro do início ao fim.


7º "Little Red", Katy B


Entre hinos e canções normais, a britânica Katy B trouxe para o segundo álbum da sua carreira, o melhor que já havia mostrado no seu debut, e novos elementos que trazem o nome da ruivinha como uma das grandes apostas pro ano. Uma Katy menos famosa do mundo da música escancarou pra todos que de pequeno, seu novo álbum "Little Red" só tem o nome. E é nesse pequeno grande álbum que temos "Crying For No Reason", uma obra-prima de arrependimento que derruba até mesmo aqueles que já rolaram no fundo com Adele.


 6º "A Perfect Contradiction", Paloma Faith


Paloma Faith há tempos já provou ser um dos grandes nomes na música inglesa com seu jazz/pop dos deuses. Depois de dois álbuns magníficos, "Do You Want The Truth or Something Beautiful?" e "Fall To Grace", a britânica, ao que tudo indicava, não conseguiria se renovar e até mesmo cairia na mesmice, mas ela conseguiu fazer um álbum perfeito e inspiradíssimo (olhem essa capa). "A Perfect Contradiction" mescla tudo que a cantora já fez com novos tons, que vão desde Pharrell - que produziu o lead single "Can't Rely On You" - até Amy Winehouse, com melodias, acordes e até mesmo vocais parecidos com Amy. Pra ser obra-prima mesmo, só faltou o álbum vir com uma garrada de uísque na versão Deluxe.


5º "Sheezus", Lily Allen


Lily Allen está muito longe de se tornar uma divindade, mas com a ajuda dos seus fãs, um trocadilho com o Kanye West e muito bom-humor, faz isso se tornar realidade em "Sheezus", o seu mais novo álbum. Recheado de hype, o retorno da cantora aconteceu com a canção "Hard Out Here", onde alfineta em seu clipe a própria indústria, além do dono do smash hit de outrora, Robin Thicke, e é assim que ela segue no novo material, também falando sobre as competições do mercado e, claro, o amor. Ah, o amor. É um disco completão, indo do trap ao dubstep, sem perder a vertente melódica que a consagrou.


4º "Kiss Me Once", Kylie Minogue


Nem tão inovador, mas de forma alguma, ruim. Kylie Minogue aposta na velha fórmula de dances pop e baladas românticas em seu "Kiss Me Once", um dos álbuns mais redondos da australiana na sua longa carreira. Aliás, talvez seja esse o motivo pro disco aparecer na maioria das listas individuais dos nossos editores, até porque, Kylie é Kylie, né?! Com alguns hinos subestimados, como "Into The Blue" e "I Was Gonna Cancel", além dos hinos amados pelos povos, como "Les Sex" e a lap-dance theme "Sexercize", o novo álbum de Kylie é puro pop açúcar despretensioso e delicioso.


 3º "Glorious", Foxes


Novas apostas para o cenário pop surgem a todo momento e com a velocidade da informação na internet, o que mais temos são essas cantoras sendo atropeladas umas pelas outras, enquanto mal temos tempo de realmente consumir tudo de forma saudável, mas vira e mexe uma delas consegue encontrar uma via livre, saindo na frente, e então ganha a nossa atenção por completo. Foxes é uma delas. Dona dos vocais de "Clarity", do Zedd, a cantora despontou como uma aposta desde o single "Youth", extraído do EP de mesmo nome, e daí em diante só precisava garantir que não tiraríamos os olhos dela. Não tiramos. Seu disco de estreia, "Glorious", só comprova o quão certeiros fomos, pegando bastante do que já escutávamos com Florence + The Machine e Lykke Li, trazendo aqui ou ali alguns acréscimos que, mais pra frente, farão a diferença no decorrer de sua carreira.


 2º "The New Classic", Iggy Azalea


A rapper australiana pode até não ter um clássico moderno em mãos, mas seu disco de estreia, "The New Classic", promete não nos deixar tão cedo. Composto por singles como "Change Your Life", com o T.I., "Work" e "Bounce", além do smash hit "Fancy", o material de estreia de Iggy Azalea a deixa em extrema notoriedade, provando para os que duvidaram que ela é sim um nome em potencial para manter esse "hip-pop" mainstream-nizado pela Nicki Minaj e ainda deve deixar muita gente para trás.


1º "No Mythologies To Follow", MØ


Veio da Dinamarca nossa principal revelação de 2014 - pelo menos até agora. MØ já entrou no mundo da música com força: seu debut EP, "Bikini Daze", com participação de Diplo, a catapultou para a mira dos holofotes mundiais e aumentou a expectativa pelo seu debut album, o magistral "No Mythologies To Follow". Cheio de pensamentos, memórias adolescentes conturbadas, sintetizadores e vocais cavernosos, o álbum é o frescor que não achávamos precisar, porém, depois de ouvido e re(re-re-re-re)ouvido, é um exemplar que já marcou 2014 e que veio no momento certo. Com hinos para dar e vender ("XXX 88", "Don't Wanna Dance", "Slow Love", "Waste of Time", "Red In The Grey" e tantos outros), MØ(zão) veio para ficar.

...

Destruidores mesmo, viu? Esperamos que você tenha amado/sido a seleção. Os comentários estão abertos para discussão sobre aqueles que faltaram (ficaram de fora vários álbuns lindos porque né Brasil, só 10 posições é bem limitado), mas vambora fazeno porque deus disse faça por onde que eu te ajudarei. Caso você não conheça ainda algum dos álbuns listados é só clicar no link constado em cada título para ir ao stream completinho do mesmo, ou seja, não tem desculpa. Beijos prismáticos!

Se já estávamos animados com a escolha de "URL Badman" como o próximo single do delicioso "Sheezus", Lily Allen nos deu mais um motivo para adorarmos seu repertório. Trata-se da faixa “Bass Like Home”, disponibilizada para audição no começo deste mês, e que serve como single promocional e música não oficial da Copa do Mundo. E o que nós achamos? Suculenta do começo ao fim! A produção é um acerto tão grande que chega a ser frustrante que a cantora não a tenha colocado na seleção final de "Sheezus"!

Um dance classudo e cheio de personalidade pronto para ser saboreado pelos fãs da EDM britânica. A faixa poderia ser, por exemplo, mais um hino da rainha Kylie Minogue, não acham? Ouça “Bass Like Home”:


Se você está caindo de amores por "Bass Like Home” assim como nós, pode sorrir: a Lily é gente fina e disponibilizou o download gratuído da faixa. É só clicar AQUI. E quando tocar "We Are One (Ole Ola)" é só ignorar, colocar o fone de ouvido e dar o play nesta delicinha da Lily!



Não é surpresa pra ninguém que "URL Badman", uma das nossas favoritas no mais recente álbum da cantora Lily Allen, "Sheezus", em algum momento seria lançada como música de trabalho da britânica, e eis que esse momento aconteceu. 


Sendo uma das músicas mais comentadas do disco, que já contou com uma review aqui no blog, além da única não lançada como single e performada pela cantora durante sua passagem pelo festival Big Weekend, da BBC, "URL Badman" é uma ~homenagem~ a essa geração de opinadores da internet e tem tudo para ser um dos maiores sucessos do disco, que já contou com singles como a genial "Hard Out Here" e a radiofônica "Air Balloon", além de "Our Time" e sua faixa-título.

Por enquanto, "URL Badman" foi anunciada como single apenas pelas rádios australianas, naquele tradicional termômetro realizado pelas cantoras, assim como Rihanna com "Jump" em seu "Unapologetic" ou Katy Perry e o smash hit do futuro, "This Is How We Do", mas já podemos esperar pela contagem regressiva para o envio da canção para as outras partes do mundo, sendo então anunciada como um lançamento mundial, como deve ser.


"Sheezus" é o terceiro álbum de inéditas de Lily Allen e foi oficialmente lançado no dia 5 de maio.

Quando a cantora Lily Allen deu os primeiros indícios do seu retorno, a internet foi a loucura. Dona dos álbums "Alright Still" e "It's Not Me, It's You", a britânica é uma das artistas mais legais quando a missão é trazer boas composições para as rádios e, de fato, estávamos certos de que ela não nos decepcionaria, mas ainda assim, não conseguimos fugir do susto quando ela surgiu com "Hard Out Here", o primeiro single do seu terceiro álbum.



Numa fórmula controversa, extremamente radiofônica em sua melodia e medonha para as rádios com todos os "bitches" de sua letra, "Hard Out Here" era o single de retorno dos sonhos de qualquer cantora. Lily Allen volta então aderindo às tendências atuais, tanto musical quanto visualmente, mas com a desculpa de que é tudo uma grande zoeira. Uma paródia do que o público se mostrava satisfeito em consumir. Num claro ataque ao cara do momento, Robin Thicke, além de levantar então a bandeira feminista de maneira bem inusitada, com ela cantando sobre o quanto o mundo é difícil para as "vadias". A música conquistou rápido o público e, se tinha alguém que não tava ansioso por sua volta, as coisas mudaram.

Controversa é, inclusive, a palavra da vez. Enquanto a maioria das cantoras surtam pensando em títulos para seus discos, buscando aquele significado artístico que dê um nó em nossas cabeças ou simplesmente jurando muita intimidade e personalidade com discos que carregam seus respectivos nomes, Allen teve isso como outro artifício para uma sacada genialmente hilária, dando ao seu terceiro disco o nome de "Sheezus".

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A brincadeira é com o último álbum do Kanye West, "Yeezus", além de elegê-la uma versão feminina de Jesus, mas antes que pensem o contrário, ela garante se tratar de uma grande homenagem, ainda que hajam controvérsias. A última vez que vimos um título de álbum ser tão descompromissadamente bem escolhido foi em meses anteriores, com Miley Cyrus, de longe uma das artistas pop mais interessantes da atualidade, e seu "Bangerz".



Aberto por sua faixa-título, "Sheezus" é um álbum propriamente pop. Em sua primeira canção, Lily Allen investe pela primeira vez na trap music, o dubstep do hip-hop, e com uma notável influência da rapper M.I.A., cantando sobre a competição do mercado pop. Dando margem para as mais diversas interpretações, a música cita diversas cantoras grandes atualmente, como Katy Perry, Rihanna, Beyoncé e a neozelandesa Lorde, além de intitular Lady Gaga um "mártir" por tanto defender a sua arte em meio às baixas vendas do seu último disco. O ponto duvidoso em questão fica para quando tentamos decidir se a música é ou não uma alfinetada em todos esses nomes, principalmente depois do verso "o segundo lugar nunca é o suficiente para as divas, então me dê essa coroa, vadia, eu quero ser Sheezus". Quem precisa ser rainha de alguma coisa quando se é uma divindade?

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Fazendo tremer até os dedos dos pés dos fãs mais antigos, "L8 CMMR" mantém o pop em alta no disco, sendo uma das mais eletrônicas da produção. Aqui, ela canta sobre o seu amado retardatário já ter dona, mais de maneira bem divertida, em meio aos synths e batidinhas 8-bit. Mesmo conceito abordado em seu lyric video.



Perto de encerrar a sequência de singles que precedeu o lançamento do álbum, "Air Balloon" é uma das mais radiofônicas do disco. Na música, nem a citação ao Kurt Cobain a tornou menos comum que as músicas de cantoras como a Katy Perry, por exemplo, mas não há realmente um problema nisso, certo? A propósito, a própria Allen se mostra bem perdida em sua letra, talvez pela vertigem em estar tão alto. "Venha me encontrar no céu, estou esperando por você".

Quando criticada por um fã pelo Twitter, que confessou ter se decepcionado bastante com os primeiros singles de "Sheezus", Lily foi contra a postura tradicional e, em vez de simplesmente ignorar o comentário ou contradizê-lo, defendendo o que estava lançando, ela foi lá e concordou com o cara, dizendo que a gravadora não a deixava lançar os singles que queria, mas que o álbum teria coisa melhor. Agora que podemos ouvi-lo, temos que concordar com cada uma de suas palavras, mas só sentimos uma dor no coração em saber que, tanto nos comentários do tal fã quanto nos dela, essa decepção incluía a canção "Our Time", uma das melhores da nova era.



Sendo bem característica dos grandes sucessos de Allen ("Smile" e "22", por exemplo), a música é um hino em prol do carpe diem, do aproveitar o momento sem se importar com o que estão pensando ou fazendo, e consegue alinhar bem o conceito da letra com outra produção pra lá de funcional para as rádios.

"Insincerely Yours" dá sequência ao álbum e aos shades. Desta vez numa clara crítica ao que a mídia se tornou atualmente, Allen vem com um R&B delicinha pra questionar o que aconteceu com as revistas dos dias de hoje, dizendo que não se importa com quem a Cara Delevigne ou a Rita Ora estão namorando ou com os filhos feios que acabaram de nascer de fulano. Hahahahah. Sem precisar esconder esse fato, ela ainda afirma em sua letra, "vamos ser honestos, eu estou aqui pra fazer dinheiro".

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Depois de tanto ficar na defensiva, eis que a cantora finalmente mostra que também não é de ferro e em "Take My Place" confessa que a pressão às vezes é demais. Na baladinha, bem expressiva, Lily perde o tom divertido predominante na primeira parte do álbum, dando lugar à uma vulnerabilidade digna de trilha-sonora para um ótimo filme. Daria um single e tanto. 

O amor é lindo, mas também ridículo com "As Long As I Got You", que volta a animar o disco depois da quebrada de clima anterior, apresentando agora um country que, obviamente, nos remete ao hino "Not Fair". Desta vez, ela canta sobre o quanto o cara mudou sua vida desde que nela entrou, mas de forma desesperadoramente animada, afirma precisar de ajuda com todo esse sentimento medonho. "Enquanto eu tiver você, poderemos ser só nós dois juntos e pra sempre e tá tudo certo"

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Já com seus sentimentos sob controle, Lily Allen está irresistivelmente sedutora em "Close Your Eyes", enquanto promete nos seduzir ao som de um R&B que nos remete aos ápices sexuais, musicalmente falando, de nomes como Beyoncé, que também é citada nesta música, e Mariah Carey. O clima, porém, logo é interrompido outra vez, agora para uma ~homenagem~ a nós, meros blogueiros, na fantástica "URL Badman".



Introduzida por uma mãe chamando seu filho para comer (hahahaha!), "URL Badman" coloca no lugar alguns críticos da internet, que agem como se a sua palavra fosse a única que merece alguma atenção no resto do mundo. Por mais que façamos parte deste meio da blogosfera, temos de concordar sobre o quão ruim é boa parte deste universo, que no fim das contas envolve muitas brigas de ego acima do principal, que deveria ser o conteúdo, mas não temos como ser ofendidos pela música, que repete o feito eletrônico de "L8 CMMR", agora no tom timidamente agressivo do dubstep e o sample de um bode (!!!). Aliás, só a gente imagina o Perez Hilton indo comer depois que a mãe chama pelo Alexander? Rs.

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Encerrando a versão standard do álbum, temos então um trio e tanto. De volta à pegada urbana, "Silver Spoon" reforça a controvérsia do disco, enquanto Lily Allen apenas se diz injustiçada por julgarem que ela teve uma vida fácil por não ter passado por dificuldades na infância, enquanto "Life For Me" traz uma sonoridade meio Passion Pit/Vampire Weekend, com a cantora dizendo que não está tendo uma crise da meia idade, enquanto, de fato, reclama justamente sobre isso, e a já dissertada "Hard Out Here", que só deixa claro, caso haja alguma dúvida, que pra ela tudo isso tem sido bem difícil.

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Abrindo a versão deluxe do álbum, "Wind Your Neck In" é uma das produções mais sensacionais de todo o disco. Enquanto preparava o público para o novo álbum, Allen confessou que sua confusão com a rapper Azealia Banks foi uma das coisas que a inspirou nas novas composições e temos uma teoria sobre ter sido esse um dos auges dessa inspiração. Na música, que de certo também funcionaria muito bem como um single, a cantora afirma que pode cuidar das suas coisas sozinha, sem que ninguém fique opinando ou dizendo como ela realmente deveria fazer isso, enquanto pede pra que a outra fique na sua. "Não há nada para ver aqui, por que continua aí? Você não pode só virar as costas e voltar para a sua caixa?".

Dando espaço para a vulnerabilidade de "Take My Place" outra vez, em "Who Do You Love?" a cantora clama por um pouco de atenção, enquanto te faz um convite para ver como as coisas funcionam no seu ponto de vista. No mesmo climão pra baixo, "Miserable Without Your Love" é mais uma sincera confissão quanto a sua necessidade de ser amada, necessidade que, sejamos sinceros, todos nós sentimos em algum momento, enquanto ela canta "Eu sou linda, poderosa, modista, animal, mas uma miserável sem o seu amor". Certo, talvez não tenhamos alcançado esse nível em momento nenhum, o que parece ser bom.

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"Holding On To Nothing" é daquelas que botam em xeque as escolhas para as versões deluxe e standard da tracklist do álbum, num arranjo que começa ao piano e cresce gradualmente, remetendo também a algumas canções da Regina Spektor e Sara Bareilles, a música reforça o fato das músicas finais do disco levantarem uma bandeira mais sentimental, longe de qualquer polêmica com rappers, cantoras, paradas e whatever, tendo apenas Lily temendo amar a pessoa errada, tentando encontrar um apoio enquanto não se sustenta em nada. É uma das mais injustiçadas quanto ao título de faixa-bônus que, no fim das contas, só deveria pertencer ao cover de "Somewhere Only We Know", música que, na prática, abriu os trabalhos com o novo álbum, e termina também encerrando a sua tracklist de maneira simples e, ainda assim, majestosa.



Por fim, sim, "Sheezus" é um disco e tanto e só reforça o quanto Lily Allen merece ser admirada por seu trabalho e versatilidade na música ("Eu tenho uma coleção de discos muito boa. Sim, tenho tudo o que sai da Def Jam. Eu tenho hip-hop, dubstep... Vou nos levar direto do nascer ao pôr do sol"). De início, tudo soou um pouco confuso, enquanto decidíamos se estávamos mesmo assistindo a uma grande paródia da indústria ou sendo vítimas de uma propaganda enganosa, enquanto ela, de fato, seguia as tendências atuais, fingindo só tirar onda com tudo isso, mas se os primeiros singles exageravam o tom irônico que a tornou famosa, até soando apelativo em certos momentos, como os em que ela cita tantos nomes, as outras músicas presentes no disco só comprovaram que ela também continua tão boa quanto antes e arriscamos dizer que até melhor. Com sinceridade, só terminaríamos mudando algumas ordens da tracklist, tanto pela justiça à "Holding On To Nothing" quanto por algumas quebradas de clima proporcionadas pela própria, mas não tem como achar ruim um disco que tenha "Our Time" entre suas faixas.

Demorou. E não foi pouco! O último álbum foi o multiplatinado "It's Not Me, It's You", de 2009. Depois disso, saiu da música, ficou grávida, teve a Ethel, mudou de nome, desistiu de deixar a música e voltou pra gente. Uma longa e tediosa que agora, tem seu retorno.

Vazou hoje (pro delírio de todas as rosanas tremulantes) um dos álbuns mais aguardados do ano. Lotado de deboches, a começar pelo próprio nome, "Sheezus" é o primeiro álbum de inéditas de Lily Allen nos últimos cinco anos. O material, que tem previsão de estreia oficial pra 2 de maio, foi liberado pra audição hoje no iTunes pra fazer os fãs surtarem de vez!

Em breve faremos uma review cremosíssima (prometemos nada parecido com aquela do Shakira) do CD, que promete lacrar meio universo em apenas um post. Mas enquanto ela não chega, recomendamos que vocês não tirem o "Sheezus" do repeat, até porque ficou lindo! Tá, só perdoamos se for pra ouvir o hino da Ariana com a Iggy, ok?! Deliciem-se.


O mundo não está pronto para a vinda de "Sheezus". Lily Allen continua trabalhada naquilo que sabe usar (e abusar) como ninguém: ironia e sarcasmo. Dessa vez o alvo é o cenário pop e suas rivalidades sem fundamento. Em "Sheezus", novo buzz single da cantora, Lily canta sobre Rihanna, Katy Perry, Beyoncé, Lorde e Lady Gaga, como você pode conferir na nossa matéria com o áudio da canção.

Agora com o clipe, bem simples, a Rainha da Ironia vem numa vibe meio "Y.A.L.A." da M.I.A. e "Yung Rapunxel" da sua arqui-inimiga Azealia Banks. Cheio de efeitos visuais illuminati, a vinda de "Sheezus" à Terra está com o pacto garantido, e tudo que você tem que fazer é deixar "Sheezus" entrar na sua casa e na sua vida.

Estão prontos para louvar "Sheezus"? Mas antes deem a coroa à Lily.


She's about to slay you! Lily Allen tá bem perto de lançar seu terceiro disco de inéditas, "Sheezus", que sai dia 5 de maio, e depois dos singles "Hard Out Here" e "Air Balloon", além do promocional "Our Time" e a música lançada para a série "Girls", "L8 CMMR", chegou a hora de conhecermos sua próxima música de trabalho e faixa que dá nome ao álbum, a tão comentada "Sheezus".

Já circulando entre os fãs de cantoras como Lady Gaga e Katy Perry há um tempo, justamente por contar com algumas menções honrosas em sua letra, "Sheezus" é a prova de que, ainda que alguns digam o contrário, Lily é sim uma artista feminista e consegue deixar isso claro em seus trabalhos, só que com todo esse jeitinho que nunca nos cansamos de ver — certo, talvez a Azealia Banks se incomode um pouco.

Ainda que muitos tenham reclamado dessa vertente mais pop do CD "Sheezus", descrita pela própria Allen como não sendo a melhor parte do disco, a gente tá super animado e com a música nova só reforçamos isso. "Sheezus" é um hino todo trap (se prepara, "Dark Horse"!) e, S-O-S, o que dizer quando a temos cantando coisas como os versos a seguir que, em alguns segundos, fazem dessa uma das músicas pop mais legais já lançadas nos últimos anos e tratando justamente sobre as competições que rolam neste meio:
"Riri não está assustada com o rugido da Katy Perry. Queen Bey se foi, de volta aos seus projetos. Lorde fareja sangue, sim, ela está prestes a te matar. Garoto, você não é ninguém pra ferrar com ela, pois ela tá apenas começando. Todos nós estamos assistindo a Gaga, L-O-L, morrendo pela arte, então ela realmente é um mártir. Mas ser a segunda melhor nunca está bom para as divas, então me dá essa coroa, vadia, eu quero ser Sheezus!"
O mundo não está pronto para esse álbum, mas seja o que Deus quiser, pois o queremos pra ontem mesmo assim.

Aceite "Sheezus" em sua vida:



Menstruação, todos nós menstruamos. O MUNDO NÃO ESTÁ PRONTO.