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Com o sucesso de “Um Lugar Silencioso”, John Krasinski já engatou sua sequência, porém pegando uma galera de surpresa ao anunciar que o novo filme teria uma história e personagens completamente novos, podendo então não trazer Emily Blunt de volta. Felizmente, tudo pudemos naquele que nos fortalece e a atriz de “A Garota no Trem” está confirmadíssima.

O Deadline não somente garante a volta da atriz como também garante a volta de Krasinski na direção. Aliás, o ator, diretor, roteirista e produtor postou em seu Twitter uma foto anunciando a data de estreia: 15 de março de 2020. As filmagens tem previsão de início em julho deste ano.


Com a notícia, Emily Blunt retorna ao papel de Evelyn Abbott que lhe rendeu o merecido prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante pelo Screen Actors Guild Awards neste ano. Emily, tu já pode separar o vestido para pegar o prêmio em 2021, gata.
⚠ Opa! Pode ser que esse texto tenha alguns spoilers. Se você é do tipo que fica puto com spoilers, esse é um bom momento para parar a leitura ou seguir por sua conta e risco.

O terror vem colhendo bons frutos nos últimos anos com filmes que vão além dos sustos comuns; parece que há uma preocupação maior para que as tramas sejam mais elaboradas e bem escritas, levando ao público conteúdos de qualidade. Exemplos não faltam ,como “Corra!”, de 2017, vencedor da categoria de Melhor Roteiro Original no Oscar, “It - A Coisa (2017)”, “A Bruxa (2016)” e “Corrente do Mal (2014)”.



“Um Lugar Silencioso” vem pra continuar essa boa safra nas produções do gênero. Dirigido por John Krasinski, que também atua no longa ao lado da talentosa Emily Blunt, o filme foca na família deles em um mundo em que os seres humanos são perseguidos por criaturas atraídas pelo som.



À primeira vista, pode parecer apenas mais um filme de terror que vai te dar alguns sustos e ser mais uma decepção para amantes do gênero, mas o decorrer da trama diz o contrário, começando pela atuação de todo o elenco. Emily e John te botam em uma montanha-russa emocional que talvez você não estivesse preparado para embarcar. A dupla, junto com seus filhos — interpretados por Millicent Simmonds e Noah Jupe, consegue captar bem o desespero que vive nessa nova sociedade e até mesmo a felicidade em coisas mínimas.

É como se você sentisse tudo pelo que os personagens passam, desde a angústia de não poder falar ao cuidado em cada passo dado.


A atmosfera criada pelo “silêncio” no filme é o seu maior ponto forte. Há cenas em que o único barulho escutado é o do vento, em outras, não há nada, e é aí que você se encontra mais uma vez imerso nesse mundo, não conseguindo nem mastigar a pipoca sentado na sala do cinema. Fica difícil não se colocar no lugar dos personagens enquanto você espera que nada de ruim aconteça a eles.


“Um Lugar Silencioso” vai fazer você vai chorar, tentar não gritar e sofrer junto com os personagens. A gente não sabe como o longa irá envelhecer, mas até agora, já detém o título de melhor filme do ano.

Aviso: a crítica contém detalhes da trama.

Acho que estamos criando um ciclo no cinema de terror norte-americano: todo ano agora temos um grande nome vindouro do país que desponta no mainstream. Em 2016 foi "O Homem Nas Trevas"; em 2017 o oscarizado "Corra!"; e em 2018 a novidade "Um Lugar Silencioso" (A Quiet Place). O que todos possuem em comum? São trabalhos abertamente comerciais que prezam pela própria qualidade assim como esperam encher salas de cinema - algo assustadoramente raro.

"Um Lugar Silencioso" se passa em 2020; o planeta foi coberto por criaturas caçadoras, violentas, cegas e com uma audição sobrenaturalmente apurada. Os seres humanos são obrigados a viverem em absoluto silêncio já que ainda não foi encontrada uma forma de eliminar os bichinhos - a seleção natural ataca novamente e todos os que roncam durante o sono já devem estar mortos. Seguimos então os rumos família Abott - o pai (John Krasinski, também diretor e co-roteirista do filme), a mãe (Emily Blunt, esposa de Krasinski), a filha mais velha (Millicent Simmonds) e o caçula (Noah Jupe). O grande diferencial da família é que a filha nasceu surda, então todos já sabiam língua de sinais muito antes das criaturas aparecerem, o que vem garantindo sua sobrevivência.

E o que isso significa? "Um Lugar Silencioso" é um filme que praticamente não possui falas. Só há duas cenas em que ouvimos as vozes dos atores, todo o resto é com língua de sinais - imediatamente cria-se um paralelo com "A Gangue" (2014), 100% feito com língua de sinais e sem uma fala sequer. A produção tomou extremo cuidado para que a equipe técnica não emitisse barulhos, a fim de captar o som diegético da melhor forma possível - aumentados na pós-produção. Mesmo sendo um filme silencioso, o som é de vital importância para a obra, afinal, é ele que dita as regras de sobrevivência da realidade. Há o uso de trilha-sonora pois trata-se de uma película comercial, e a ausência de música deixaria o filme bem seco; segundo o diretor, sua intenção não era criar um "experimento mudo" - como "A Gangue".


A obra não possui exatamente um início, meio e fim: vislumbramos apenas um pedaço daquele mundo a partir dos olhos dos protagonistas. A fita não revela como as criaturas chegaram, o que elas são e o que elas querem. Há algumas pistas deixadas pelo caminho, como os jornais nas paredes da casa dos Abott, que dizem que as criaturas são indestrutíveis e que os governos não sabem o que fazer. Em momento nenhum há a indicação direta de que elas são alienígenas, porém, em conjunto com sua própria anatomia, o filme entrega pequeninos detalhes para o desenvolvimento dessa noção: o terceiro filho do casal é morto logo no início ao segurar um foguete espacial.

Não recebemos muitas dicas de à quantas anda o resto da civilização também. Há um enorme quadro de desaparecidos numa cidade abandonada e o pai tenta contato via rádio com diversos países, sem sucesso. A única prova de que os Abott não são a última família viva da região vem durante a cena em que o pai acende uma fogueira do alto de um silo, tendo algumas outras à distância sendo acesas ao mesmo tempo. É a maneira mais segura de perguntar "Vocês estão bem?". Somando, claro, de um dos melhores momentos da película, quando o pai e filho encontram um desolado homem enterrando sua esposa - presumidamente morta por um dos aliens.

Após o rápido prólogo, que já elimina um personagem, pulamos um ano no tempo. A mãe está grávida e a família se prepara para o parto, cada vez mais próximo. E com "se prepara" não me refiro apenas aos procedimentos médicos do ato, mas também aos cuidados que todos deverão ter contra os ets, afinal, bebês são humanos pequenos e violentamente barulhentos. Na verdade, todo o modo de vida aqui teve que ser mudado: como fazer tarefas básicas como cozinhar e tomar banho no mudo? Viver é um ato barulhento e nem percebemos.


Além disso, a família desenvolveu técnicas para tornar suas vidas menos difíceis: espalham cinzas pelo chão nos principais caminhos ao redor da fazenda para abafar ainda mais seus passos, sempre descalços; do lado de fora da casa há várias luzes brancas espalhadas, que podem ser mudadas para vermelhas em caso de perigo; e o cômodo à prova de som para o bebê, envelopado com papel-jornal.

Ao mesmo tempo, o pai tem dificuldade de se relacionar com a filha, que sofre de um complexo de culpa pela morte do irmão - foi ela que entregou o foguete de brinquedo para o garoto -, e acaba descontando em cima do pai, achando que ele não a ama pelo ocorrido - situação para gerar dramas futuros, claro. Rapidamente podemos notar que o roteiro se utiliza de estereótipos para cunhar a personalidade dos quatro protagonistas. O pai faz a linha mais ríspido, enquanto a mãe é doce. A filha é a adolescente rebelde que não se enquadra e o garoto o filho-da-mamãe - e interessante como esses estereótipos são tão bem traduzidos a partir da língua de sinais, afinal, as personalidades dos personagens acabam dependendo dos diálogos para serem compostas.

Mas os estereótipos não são defeitos: o filme teve que ceder aos chavões para poder desenvolver seus atores mais facilmente, afinal, sem diálogos falados fica bem mais complexo esse desenvolvimento e, consequentemente, a criação de apego por parte da plateia, algo vital em qualquer filme, principalmente em um terror. Até mesmo os diálogos em língua de sinais são escaços, com longas cenas feitas apenas com o som ambiente, o que quebra a tradição do cinema de horror como um todo, famoso por ser tão barulhento.


"Um Lugar Silencioso" é bem inteligente ao deixar o público juntar peças para compreender melhor o que está se passando. Por exemplo: sabemos que os aliens são exímios caçadores, mas jamais os vemos comer suas presas - tanto que o corpo da esposa do desconhecido está inteiro, com exceção dos cortes proferidos pela besta. Talvez seja porque os animaizinhos não cacem para se alimentar, e sim porque detestam tanto altos sons que partem em disparada para eliminar sua fonte - há uma sequência em que um deles destrói uma televisão ligada, e não há sinais de tentativa de alimentação. Ele só queria parar o barulho.

Também não sabemos quantos deles há espalhados pelo mundo - a não contatação do pai com rádios internacionais mostra que eles estão por toda parte. Sabemos apenas que, na área onde a família mora, existem pelo menos três deles. E sua composição imagética é incrível: os efeitos visuais que criaram os ets na tela são muito fidedignos, auxiliados por uma edição de som primorosa, gerando sons bizarros que aumentam o temor pela criatura. Mesmo sem nome, o pet entra para o hall de alienígenas modernos da cultura pop, como o Demogorgon de "Stranger Things" (2016-presente), que parece ser um primo de segundo grau do alien de "Um Lugar Silencioso" - ambos possuem cabeças que abrem para revelar seus pequenos dentes; os Heptapodes de "A Chegada" (2016) e o Clover da franquia "Cloverfield" (2008-presente).

E falando em "Cloverfield", houve muita especulação durante a divulgação pré-lançamento de "Um Lugar" sobre a obra ser, na verdade, mais um filme da série - que adora produzir seus volumes em segredo. As semelhanças de premissa são perceptíveis, e "Um Lugar" quase foi o nº 4 da saga do Clover, porém, felizmente, os roteiristas decidiram mudar o texto e criar um filme único. Depois do desastre que foi "O Paradoxo Cloverfield" (2018), a franquia já pode ser enterrada.


E muito mais que "Cloverfield", a produção bebe de diversas fontes. Há traços de "Sinais" (2002) com as cenas no milharal; "Gritos Mortais" (2007), que também tem uma entidade matando quando suas vítimas gritam; e até "Metalhead" (2017), episódio da quarta temporada de "Black Mirror" (2011-presente), mostrando um mundo pós-apocalíptico dominando por robôs assassinos. A composição de "Um Lugar" não é original, mas sua realização encontra demasiado sucesso pela expertise das partes, desde a direção corretíssima de John Krasinski até à atmosfera, tão única ao termos um horror sem os personagens berrando. O silêncio usado como ferramenta para o medo poderia dar muito errado (como gelar a espinha sem abrir a boca?), entretanto a tarefa não é empecilho aqui.

Há alguns deslizes menores perceptíveis, como pequenos furos no roteiro - há uma cena em que um cano foi quebrado por uma das criaturas, e o pai passa ao lado sem ouvir a água jorrando, o que vai desencadear problemas - e soluções que, apesar de espertas, são óbvias - como ninguém pensou antes no que acontece no final? Podemos justificar isso pelo pouco tempo de chegada dos ets - o filme de passa por volta do dia 470 desde a aterrissagem das criaturas -, porém ainda assim alguém poderia ter chegado mais cedo à solução em questão. Contudo, nada disso consegue derrubar o longa efetivamente, com suas inúmeras qualidades sendo o suficientes para um saldo pra lá de positivo.

"Um Lugar Silencioso" é uma pérola para integrar o panteão dos bons nomes do terror moderno (e deixar a plateia respirando com o menor ruído possível), possuindo personalidade, autenticidade e várias cenas icônicas - a da banheira é um louvor. Conseguir aliar a qualidade da Sétima Arte com o apelo comercial nesse nosso tempo do terror fastfood aparenta ser uma realização secundária para os milionários estúdios. Exemplos como "Um Lugar" merecem toda a atenção para lembrar às produtoras que nos entopem com porcarias cheias de sustos baratos que dá para construir um filme competente e ganhar dinheiro ao mesmo tempo. A raridade de sua existência não deveria ser mérito por estar acima de uma média tão baixa, todavia não estou reclamando.


Não importa a época que nasceu. “Mary Poppins” sempre será um filme no mínimo simpático aos olhos de quem assiste. Os mais novos podem até achar a história meio “boba” – enquanto os mais velhos se deliciam com a nostalgia e inocência que o filme transpassa –, mas é impossível não ter carinho por um clássico que sobreviveu tão bem atravessando gerações. Apesar de ser baseado no livro da australiana Pamela Lyndon Travers (o primeiro de uma série de oito), a história que se passa no filme é consideravelmente diferente da versão literária, pois o roteiro foi escrito de forma que Mary Poppins ficasse mais doce e menos “fria”. E deu tão certo que a Disney se prepara para a continuação baseada no segundo livro “Mary Poppins Returns”, que teve a primeira imagem divulgada.

O longa estreia só em 25 de dezembro de 2018, mas a Disney já quis deixar um gostinho de "quero mais" para os fãs da história e liberar a imagem com bastante antecedência – e coloca “bastante” nisso, já que as filmagens mesmo começaram no início de fevereiro. A foto de Emily Blunt vestida como a maior babá que você respeita, disponibilizada na Entertainment Weekly, não é muito reveladora, mas já mostra alguns detalhes do figurino – que, apesar de se assemelhar bastante ao do usado por Julie Andrews na versão de 1964, possui algumas diferenças nas cores e em alguns detalhes, como o chapéu. Além disso, rolaram alguns cliques no set, nos permitindo ver um pouco mais da caracterização de Emily e outros personagens.


“Mary Poppins Returns” se passa na Londres dos anos 30, vinte anos depois do filme original. Na sequência, Michael Banks (Ben Whishaw) e Jane Banks (Emily Mortimer) já são adultos e Michael vive com seus três filhos e sua governanta (Julie Walters). Após uma reviravolta, a divertida, porém enigmática Mary Poppins retorna e, junto com Jack (Lin-Manuel Miranda), responsável pelas luzes da cidade, usa suas curiosas habilidades para ajudar a família a reencontrar a alegria. Sob a direção do ~topster~ Rob Marshall, que trabalhou em filmes de peso, como os musicais “Chicago” e “Nine”, o elenco também conta com Colin Firth e Meryl Streep. Vale lembrar que Marshall já trabalhou com Emily e Maryl em “Caminhos da Floresta”. 
Quando eu conheci “A Garota no Trem” há alguns meses, badalado livro de Paula Hawkins, confesso, nem sabia que existia uma produção cinematográfica sendo feita, muito menos que o filme estava prestes a sair. A obra, um dos meus livros favoritos do ano – foi devorado em três dias, recebeu bastante atenção da crítica e do público, vendendo 15 milhões de cópias mundialmente e se tornando, além de best seller do The New York Times, o livro a ficar mais semanas em #1 na lista: 16 semanas não consecutivas em 2015.

Mas as mãos do cinema correram para cima da obra antes mesmo de ela ser lançada: em 2014, a DreamWorks adquiriu os direitos do livro e, um ano e meio após seu lançamento, o filme chega até nós. Dirigido por Tate Taylor (diretor do ótimo “Histórias Cruzadas”), seguimos Rachel (Emily Blunt), uma alcoólatra divorciada que, para suprir o caos da sua vida, imagina todos os dias a vida de um casal perfeito que ela sempre vê de dentro do seu trem. O amor dos dois, aos olhos de Rachel, é tão perfeito que ela se choca ao descobrir, numa de suas olhadelas para a varanda do casal, que a mulher está traindo o marido. O romance do mundo de Rachel é partido e ela se vê obrigada a partir o romance do mundo real quando descobre que Megan (Haley Bennett), a mulher, está desaparecida.

Imagem: Divulgação/Internet
Assim como o livro, o filme é divido entre três narrativas: de Rachel, Megan e Anna (Rebecca Ferguson). Essa é a terceira ponta do triângulo feminino que Rachel se encontra: ela é a atual esposa de Tom (Justin Theroux), ex-marido da protagonista. A coisa é ainda mais complicada quando Tom traiu Rachel com Anna e atualmente mora com Anna na mesma casa que morava com Rachel. Ah, e essa casa é vizinha da casa de Megan e o marido, Scott (Luke Evans). Sim, é isso mesmo. A vida (e a bagunça) de Rachel está ali na mesma rua.

Rachel agora mora de favor na casa de uma amiga, mas seu coração, ou use o termo menos cafona que for, habita naquela rua. De um lado mora o seu conto de fadas com Megan e Scott, do outro, seu pesadelo com Tom e Anna. De dentro do trem ela espera ansiosa para olhar para a varanda de Megan e invejar o casal, ao passo que não consegue, também, desviar o olhar da sua ex-casa onde o ex-marido está com a amante e a filha. Enquanto Megan é a representação da perfeição, Anna é o símbolo do fracasso de Rachel enquanto esposa, mãe e mulher.

Imagem: Divulgação/Internet
O alcoolismo de Rachel surge paralelamente ao momento em que ela não consegue engravidar de Tom. Ambos os problemas, o álcool e a não gravidez, acarretam na destruição do seu casamento, vendo o ponto final personificado em Anna, a esposa perfeita e fértil que provê tudo o que Tom mais quer: uma família. Sobrou à Rachel o caos emocional. De início “A Garota no Trem” pode soar numa briga feminina, e a princípio é isso mesmo, com Anna e Rachel, esta falhando miseravelmente, disputando emocionalmente Tom, porém o filme entrega camadas sólidas de carga emocional para motivar os personagens, principalmente Rachel, o eixo central da trama – essa interpretada com louvor por uma desglamourizada Emily Blunt, para casar com a ruína emocional de sua personagem.

Quando a trama troca o foco para Megan, vemos os corredores de sua vida e que, ao contrário do que acreditava Rachel, a grama daquela vizinha não era tão mais verde assim. Megan só perde para Rachel no quesito “desordem emocional”: a moça, que tem um caso com Dr. Kamal Abdic (Édgar Ramírez), seu psiquiatra – e o homem que Rachel vê na varanda beijando Megan –, possui uma mente quase sociopata, se cansando e mentindo constantemente para todos os homens a sua volta. O roteiro de Erin Cressida Wilson (bastante fiel à obra original) tece contextos completos para a personagem, mostrando faces diferentes daquelas que vemos pelos olhos de Rachel. Faces essas que, juntamente com a alternância de perspectiva narrativa e a desconstrução do casamento suburbano, jogaram semelhanças entre "A Garota no Trem" e a obra-prima de David Fincher, "Garota Exemplar". Megan está bem distante da loucura de Amy, protagonista do filme fincheriano, mas seus moldes físicos e psicológicos remontam à outra.

Imagem: Divulgação/Internet
No meio de toda a confusão está Rachel, que se sente obrigada a contar para Scott que a mulher o traía – poderia aqui está a primeira peça de seu desaparecimento. Mas Rachel sabe que chegar contando algo tão determinante sem uma preparação soaria absurdo, então ela mente sobre conhecer Megan. Suas intenções são nobres e a situação é bastante delicada – ela obviamente não conhecia o casal de verdade, todavia explicar que criava histórias sobre os dois através da janela de um trem até que um dia viu o caso da mulher seria, no mínimo, levantador de dúvidas. O passatempo tolo criado ali, e que poderia mudar o curso de todo o mistério, era elemento bastante controverso – e, ao mesmo tempo, um pontapé criativíssimo, prendendo o espectador de forma automática à trama.

Juntamente com tudo isso, Rachel foi, bêbada, até a rua confrontar Anna na mesma noite que Megan sumiu. No entanto, algo acontece e Rachel acorda coberta de sangue sem lembrar o que se passou, gerando dúvida ao espectador: teria Rachel matado Megan? Ou seria o marido, o principal suspeito? Afinal, Megan está mesmo morta? Claro, tais questões são mais anzóis para fisgar o público, mas a força motriz de “A Garota no Trem” não reside no desenrolar do mistério “o que aconteceu com Megan?”.

Imagem: Divulgação/Internet
O longa é, acima de tudo, um retrato sobre a difícil tarefa de ser mulher. A vida daquelas três está (ou será) marcada pela misoginia, e não apenas violência física, mas emocional e psicológica. Os estereótipos das três apenas refletem vidas de mulheres que encontramos em todos os lugares, e como essas vidas são tão mais difíceis pelo simples fato de serem vidas femininas. O filme recorre à uma estratégia visual simples, porém brilhante, para unir as três personagens: colocar Rachel diante da "Untermyer Fountain", uma fonte em Nova Iorque com três mulheres de mãos dadas em círculo. Assim como "O Homem Duplicado" se utiliza da estátua real "Maman" para unir o universo ficcional do real e, assim, gerar carga emocional, o quadro com a protagonista e a estátua é comprovação imagética dessa união, com a estátua deixando de ser mero objeto para carregar uma ideologia.

Além disso, outro traço de feminilidade do filme é como a maternidade vira tema central na vida das três: Rachel, a mulher infértil; Anna, a mãe presente e Megan, a mulher que não quer ser mãe. E é o confronto, benigno ou não, de todas com o ato de ser mãe que acaba gerando os eventos de suas vidas. O próprio papel exercido pelas três diante da maternidade as qualifica socialmente: Rachel é a derrotada, Anna a exemplar e Megan a fria. Mães pelas ruas, pela academia e por onde Megan anda a olham como um monstro por ela renegar o ato que, aos olhos dessas “fábricas de bebês”, é obrigação de toda mulher. Ela é ainda pior que Rachel – esta pelo menos quis ser mãe, apesar de falhar. Anna é a única a fazer parte do mundinho perfeito da mulher de classe média.

Todas essas discussões relevantes só solidificam “A Garota no Trem” como um filme que vai além do thriller e do melodrama. O mistério que conduz a trama é mais que eficaz e se desenrola de maneira certeira, revelando camada por camada de uma história que faria Alfred Hitchcock perder a cabeça, abrindo mão do óbvio e batido macete do vilão contar todos os seus crimes, ao invés de, narrativamente, exibir ao expectador – “Millennium: Os Homens que não Amavam as Mulheres”, por exemplo, sofre desse mal. É certo que os comentários depreciativos sobre o longa ser “pronto para o Supercine” não estarem lá muito equivocados – aqui há o pecado da americanização e embranquecimento de alguns detalhes, como o filme se passar nos Estados Unidos ao invés da Inglaterra como no livro e o fato do Dr. Kamal Abdic deixar de ser o descendente de indiano da obra original para o bom e velho americano caucasiano –, porém, a união de tantos elementos corretos orquestram um ótimo e reflexivo filme sobre dores femininas, tendo um delicioso mistério como palco principal para jamais esquecer do puro entretenimento.




Hoje foi está sendo um daqueles dias em que ganhamos diversos trailers. E para não criar mais uma vez vários posts massantes, reunimos os três trailers que saíram hoje, de filmes distintos claro. Temos o queridinho da redação do It Pop, o filme Malévola; o estreante aqui no blog, "Hércules"; e Tom Cruise em "No Limite do Amanhã"!

"MALÉVOLA"

悪事を働くために別のトレーラー! Mais um galera! O "Malévola" ganhou mais um trailer, dessa vez japonês. A grande novidade do trailer, são algumas cenas adicionais.


"Malévola" traz uma roupagem nova para clássica história de "A Bela Adormecida", tendo foco principal a vilã, é claro. No filme, Malévola vivia tranquilamente em um reino em uma floresta, porém após uma invasão dos humanos, toda aquela tranquilidade do reino é quebrada, fazendo com que Malévola se torne a pessoa fria que todos nós conhecemos. Depois de tal invasão, determinada a se vingar Malévola decide envenenar a filha do "rei dos humanos" trazendo a tona toda a história clássica que já conhecemos.

"Malévola" chega aos cinemas brasileiros no dia 29 de Maio!

"HÉRCULES"

Tem filme novo aqui no blog, e o primeiro trailer está épico. Podemos dizer que The Rock foi a escolha perfeita para viver o herói? I AM HERCULES!!!


No longa, Hércules é um mercenário que junto de mais cinco companheiros vai até à Grécia Antiga, buscando prestar seus serviços em troca de dinheiro. Lá, Hércules é contratado por um regente da Trácia e sua filha para derrotar um inimigo selvagem e terrível, porém ele deve fazer com que o bem triunfe e a justiça prevaleça.

"Hércules" tem estréia prevista no Brasil para o dia 4 de Setembro!

"NO LIMITE DO AMANHÃ"

"No Limite do Amanhã" foi mais um filme que recebeu um novo trailer, e agora sim podemos falar que esse filme será f***!


O longa conta a história de Bill Cage, interpretado por Tom Cruise, um recruta que morre em campo e que devido ao contato direto com um alienígena, entra em um looping temporal e passa a reviver seu ultimo dia de vida infinitamente, o que faz que com o tempo ele se torne um soldado melhor e que sobreviva ao final do dia para se libertar do tal looping.

"No Limite do Amanhã" chega aos cinemas no dia 29 de Maio!

Já não é de hoje que Hollywood aposta em filmes sobre alienígenas, colocando estes seres (que existem) como inimigos ou até inofensivos. Nunca nos decepcionamos com tais filmes, sendo "E.T. O Extraterrestre", "Sinais" e "Alien, o oitavo passageiro", os melhores filmes nesse estilo. E como Hollywood sabe que sempre os filmes darão grandes lucros, em 2014, "No Limite do Amanhã" chegará aos cinemas.

O longa conta a história de Bill Cage, interpretado por Tom Cruise, um recruta que morre em campo e que devido ao contato direto com um alienígena, entra em um looping temporal e passa a reviver seu ultimo dia de vida infinitamente, o que faz que com o tempo ele se torne um soldado melhor e que sobreviva ao final do dia para se libertar do tal looping. Aliens (que aparentemente não serão o destaque do filme) e looping temporal, precisa dizer que o filme promete? Confira o trailer, divulgado ontem pelar Warner Bros, e tire suas conclusões:

Como de costume, logo após o trailer, veio também um poster. Olhem só:

O filme, baseado no livro ilustrado de Hiroshi Sakurazaka, "All You Need Is Kill", e estrelado por Tom Cruise e Emily Blunt, tem estréia prevista para junho de 2014 nos EUA, por enquanto, nada de Brasil.