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Entre os boicotes dos fãs contra a escalação de Johnny Depp e memes hilários sobre a compulsão de J. K. Rowling sobre representatividades forçadas, eis que o segundo filme da franquia "Animais Fantásticos" chegou. "Os Crimes de Grindelwald" continua o prequel da saga "Harry Potter" e já carrega os piores números de todo o Universo Bruxo.

Com a pior abertura e pior nota da crítica entre todos os 10 longas já lançados, "Os Crimes" nem é a maior aberração da franquia - "Animais Fantásticos e Onde Habitam" (2016) merece o título -, porém é um reflexo correto dos rumos errados escolhidos para expandir porcamente o mundo do Menino-Que-Sobreviveu.

Saindo dos Estados Unidos, "Os Crimes" vai até a França para desenrolar sua história, seguindo a promessa de JK de que cada filme se passará em um país diferente - boatos que o Brasil será o próximo. Ignorando completamente a existência da Beauxbatons - a escola de magia do país -, Newt Scamander (Eddie Redmayne) se encontra no mesmo trajeto de Gellert Grindelwald (Depp): ambos estão atrás de Credence (Ezra Miller), o Obscurus do primeiro filme que conseguiu sobreviver. Enquanto Grindelwald o considera peça preponderante para seus planos, Newt não sabe ao certo se Credence corre perigo ou é "o" perigo. Por trás de tudo está, claro, Dumbledore (Jude Law), que não pode agir efetivamente na guerra que se desenrola.


Com uma ágil cena de abertura, mostrando a fuga de Grindelwald, a produção já comprova a elevação do padrão de seus efeitos visuais: bem mais trabalhados que o artificial longa anterior, David Yates dá uma de Michael Bay e entope a tela com pirotecnia, sem esquecer, é claro, dos animais fantásticos, o cerne da saga. Todavia, o filme aprendeu com um dos (vários) erros de "Animais Fantásticos": não temos mais uma exposição dos bichinhos como foco principal, colocando-os como suportes coadjuvantes.

O primeiro ato do filme passa longe da agilidade da abertura: somos enfiados nas construções de trama que arrastam o ritmo sem piedade - olhei no relógio achando que já estaríamos na metade da duração e ainda estávamos em meia hora. Os fracos diálogos só fazem com que tais tramas já desinteressantes se tornem ainda mais irrelevantes, principalmente pelo número de coisas acontecendo: há diversas idas e vindas dos inúmeros personagens.

Newt é mandando ilegalmente por Dumbledore para fora da Inglaterra; Grindelwald procura por Credence; Jacob (Dan Fogler) e Queenie (Alison Sudol) brigam pela proibição do casamento entre bruxos e trouxas; Tina (Katherine Waterston) fica com raiva de Newt ao achar que ele vai se casar com Leta Lestrange (Zoë Kravitz); Credence procura por Nagini (Claudia Kim) para ajuda-lo a encontrar sua mãe; etc etc etc. É um caos.


De longe, a melhor ponta narrativa do filme é a revelação de que Nagini, a cobra e horcrux de Lord Voldemort, era na verdade uma mulher. A mitologia criada para ela, uma Maledictus, é bastante esclarecedora: ela sofria de uma maldição de sangue, que a faria se transformar em cobra permanentemente um dia. Isso explicaria como a ligação dela com Voldermort era tão forte e como a criatura não agia como uma cobra comum, chegando a amamentar o mestre nos livros.

Entretanto, tal mitologia é explorada por pouquíssimos minutos dentro das mais de 2h de projeção - o trailer já mostrava tudo sobre ela. A personagem basicamente não abre mais a boca até o final, sendo um desperdício absurdo de trama. Fica bem evidente que ela foi só usada como apresentação, para ganhar mais tempo na tela nos filmes seguintes, o mesmo que aconteceu com Grindelwald na película anterior, no entanto, esse efeito só demonstra o quão fraco é o roteiro de "Os Crimes".

E, assim como na crítica de "Animais Fantásticos", volto a frisar: JK não é uma boa roteirista. Escrever uma novela como os livros de "Harry Potter" é deveras diferente de escrever um filme, e a mãe do Universo Bruxo não entende de linguagem cinematográfica. Mais uma vez seu roteiro é inteiramente cortado e sem saber em qual ponto focar, diluindo completamente o impacto do texto como um todo. Até mesmo o título é um erro: os crimes de Grindelwald nem são o palco principal da obra. São tantos personagens correndo de um lado para o outro, tantas pontuações de acontecimentos para gerar consequências no futuro, que o agora parece deixado de lado - e agora só podemos analisar, eeerrr, o agora.


Mas, a meu ver, o maior problema do universo "Animais Fantásticos" são seus personagens: não carregam vida, não possuem carisma narrativo, não são interessantes. Eles estão no ecrã tentando atingir seus objetivos e tudo soa "tanto faz": realmente não faz diferença se qualquer um deles conseguir o que quer - a grande surpresa do final é a apoteose do "sim, e daí?". E isso é culpa tanto da construção dos personagens como da escalação dos atores. Dentro do corpo principal, só Jude Law carrega certo apelo além da média - de resto, todos ficam do regular para baixo. Até mesmo o charme de Queenie e Jacob é tragado por uma trama patética: ela indo para o lado das trevas por causa da proibição do casamento (?). Ao menos Jacob deixou de ser a metralhadora de alívio cômico, sem disparar piadinhas a cada minuto. O tom diminuído foi bem-vindo.

E temos, é claro, Johnny Depp. Sua escalação foi alvo de tanta crítica que a própria JK emitiu um comunicado defendendo sua permanência. Só há uma única justificativa para mantê-lo ali: o lado comercial. Não dá para fechar os olhos para o poder que seu nome possui dentro do cinema, apesar de tudo - ele ainda vende muito ingresso. Contudo, quando o lado mercadológico supera o lado artístico, temos um problema. Depp faz nada que qualquer ator minimamente competente não pudesse fazer da mesma forma; se sua atuação fosse uma obra-prima da sétima arte, daria até para entender com muita boa vontade - algo como Casey Affleck em "Manchester À Beira Mar", mas nem isso.


Com uma pose bem menos afetada (e uma lente de contato que mais distrai que auxilia), marca registrada de vários papéis em sua carreira, Depp nem de longe consegue carregar uma áurea vilanesca. Todo o Universo Bruxo é fincando em cima do binarismo "bem X mal", jornada do herói e arquétipos clássicos da estrutura textual, então, quando o vilão máximo da história não gera um sentimento de perigo, sua persona é falha. É só compará-lo com o Voldemort de Ralph Fiennes que Grindelwald desaparece rapidamente. Não há competição, exemplificada perfeitamente nos momentos em que Grindelwald desafia os seus próprios seguidores, ali na base do medo. A tensão não extrapola a tela, algo conseguido com facilidade nos momentos em que Voldermort fazia o mesmo.

Há também uma irrisória tentativa de expansão da realidade com o crescimento de Grindelwald dentro da comunidade bruxa com a ascensão do fascismo e conservadorismo do nosso mundo atual, todavia, não há um roteiro sólido para fazer desse espelho algo verdadeiramente impactante - é só lembrar da alusão ao Nazismo feita em "Relíquias da Morte: Parte 1" para comprovarmos como o efeito deve ser realizado.

Entre mortos e feridos, "Os Crimes de Grindelwald" é uma evolução em relação ao pueril e vergonhoso "Animais Fantásticos", mas isso não é lá grande mérito, já que sair do "ruim" para o "fraco" não demonstra um bom trabalho. São 134 minutos que falam quase coisa nenhuma através de seus personagens insossos e narrativas irrelevantes, em mais um oco exemplar de um não-mais-tão fantástico universo. Falta magia, falta coração e falta um roteirista capacitado para tirar esse primo de "Harry Potter" da lama - que, se não fosse pelo primo rico e bem acabado, estaria fadado ao ostracismo. Nem mesmo a visita à Hogwarts é divertida, não tem salvação.

MEU DEUS! MEU DEUS! 

"Animais Fantásticos e Onde Habitam" deu início a nova etapa da franquia "Harry Potter" no cinema. Partindo do livro didático que dá nome ao filme, a produção acompanhou Newt Scamander (Eddie Redmayne) tentando resgatar seus bichinhos que fugiram de sua mala, mas acaba se envolvendo em algo maior: Grindewald, o poderoso bruxo que já travou batalhas com Dumbledore (Jude Law).

A sequência "Os Crimes de Grindewald" chega para finalmente cruzar Scamander e Dumbledore, trazendo de volta parte do elenco do primeiro filme, e preparar o público para grandes eventos no mundo bruxo.

O trailer da continuação chegou à rede mundial de computadores agora pouco e tá bem foda, viu? Tem tudo aquilo que os fãs queriam: Dumbledore, Hogwarts e bichos. Jude Law parece que vai entregar um Albus digno; Hogwarts como um fanservice maroto; e bichos porque um filme que leva "animais" no nome sem animais é golpe. Confere aí:



Além dos nomes citados, "Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald" conta com Ezra Miller, Zoë Kravitz, Katherine Waterston e Dan Fogler. A prodição chega aos cinemas no dia 16 de novembro.
Tom Hooper é um verdadeiro caçador de Oscar. Vencedor do careca dourado de “Melhor Diretor” pelo questionável e esquecível “O Discurso do Rei” (2010), Hooper, naquele ano, viu seu filme levar ainda “Melhor Ator”, “Melhor Roteiro Original” e “Melhor Filme”, num ano abarrotado de obras muito mais interessantes e inesquecíveis (“Cisne Negro”, “A Rede Social”, “Toy Story 3”...). É a Academia se curvando para a forma de bolo.

E o que é a forma de bolo do Oscar? Segue a receita: um punhado de roteiro geralmente didático, um litro de grande atuação do protagonista, duas colheres de fotografia sóbria (se for dourada, melhor ainda), trilha sonora cheia de pianos e violinos à vontade e uma grande pitada de história de superação. Voilá! Eis o filme feitinho para o prêmio. E um filme que se enquadra nessa forma é automaticamente ruim? Claro que não. E querer se encaixar aqui para ganhar prêmios? Também não.

Às vezes, a Academia consegue surpreender e premiar algum filme que fuja da receita, como “Birdman” (2014) na edição de 2015, mas se couber na forma, pelo menos uma indicaçãozinha terá. Prova? Pegando nos últimos 10 anos: "O Curioso Caso de Benjamin Button" (2007), "O Leitor" (2007), "Um Sonho Possível" (2008), "Cavalo de Guerra" (2010), "Lincoln" (2011), "12 Anos de Escravidão" (2012), "O Jogo da Imitação" (2013), "Brooklyn" (2014)...

Infelizmente (para o diretor), seu último filme, apesar de ter todos os itens listados, voltou para casa quase sem prêmios. “A Garota Dinamarquesa” se baseia na história de Lili Elbe, uma pintora que, nos anos 30, foi uma das primeiras transexuais a se submeter à cirurgia de redesignação sexual. Lili é interpretada por Eddie Redmayne, recentemente vencedor do Oscar de “Melhor Ator” ao interpretar Stephen Hawking em “A Teoria de Tudo” (2014). Com o prêmio em mãos, contestável com o passar do tempo, os holofotes se viraram para o ator, o que gerou um grande movimento contra sua escalação. Por que não escalar uma atriz trans para o papel?


Uma das primeiras justificativas foi “Na década de 30, as trans não passavam por reposição hormonal, por isso tinham traços ‘masculinos’”, o que é um argumento bem nulo. O próprio diretor, durante o Festival de Veneza, comentou que escolheu Redmayne porque ele possui traços femininos, o que desarma completamente a lógica anterior. A questão aqui não são os “traços”, e sim a representatividade.

Pense rápido: quantos atores/atrizes trans você já viu atuando no cinema? Caso consiga pensam em algum(ns), compare com o número de artistas cis. A diferença é esmagadora, certo? Mesmo, de uma forma ou de outra, colocar em pauta a transexualidade, “A Garota Dinamarquesa” é um filme sobre trans sem nenhuma trans. Seria, numa comparação hiperbólica, como se “Selma: Uma Luta Pela Igualdade”, filme sobre Martin Luther King, não possuísse atores negros.

Certo, a arte de atuar possui beleza quando vemos atores se despindo de todas suas características e encarnando personagens cada vez mais desafiadores e fora da sua realidade. Foi assim como Felicity Huffman em “Transamérica” (2005) e Jared Leto em “Clube de Compras Dallas” (2013) – esse levando o Oscar pela atuação –, ambos pessoas cis interpretando personagens trans. E realmente não houve toda a discussão que houve durante a divulgação de “A Garota Dinamarquesa” no lançamento dos citados, mas isso inviabiliza as atuais discussões? Não, só mostra que as pessoas estão cada vez mais preocupadas com a questão da representação, o que é maravilhoso. Também não precisamos condenar qualquer um dos citados por não trazem atrizes trans em seus papéis, eles não estão cometendo crimes a serem repudiados, porém, a discussão deve ser levantada para que, um dia, nós nem precisemos dessa discussão.


Todavia, ao contrário de Huffman e Leto, que orquestraram atuações brilhantes, Redmayne copia e cola sem piedade os trejeitos e expressões que usou em “A Teoria de Tudo”, o que soa completamente equivocado e ainda mais sem peso para sua escolha. Em diversos momentos parece que é Stephen Hawking ali na tela – há uma cena numa cadeira de rodas e é exatamente a mesma composição de personagem. A carga dramática do roteiro e os violinos chorosos da trilha são o que sustentam o melodrama, pois o ator claramente é um homem tentando a toda força parecer uma mulher, ao invés de ser a mulher que Lili sempre foi. Durante toda a projeção, parece que a obra se preocupa mais em mostrar a transformação do ator do que de fato com a representação e discussão da transexualidade no cinema.

A caracterização do personagem, feita por “““imitação dos jeitos femininos””” (coragem) é ofuscada por Alicia Vikander, que interpreta Gerda, esposa do então Einar. A atriz sueca, que vem despontando recentemente e brilhou em “Ex Machina: Instinto Artificial”, rouba toda a cena e é o pilar central do longa, o que torna o mesmo uma obra torta: como o filme é sobre a Lili e é Gerda que toma os holofotes? Esse efeito acontece porque o roteiro pontua mais o relacionamento dos dois do que de fato a questão transexual da protagonista – outra vez remetendo “A Teoria de Tudo”, onde os acontecimentos se passam na visão da esposa. Vikander, por fim, levou o Oscar de “Melhor Atriz Coadjuvante” pelo papel, o único, e controverso, prêmio do filme. Vikander é protagonista, porém a produtora do longa decidiu submetê-la ao prêmio de “Coadjuvante” para que suas chances de vitória fossem maiores. E foram.


E até mesmo o desenvolvimento de uma esposa descobrindo que seu marido é na verdade uma mulher não alcança voos tão altos como em “Laurence Anyways” (2012) do Xavier Dolan, que trata com muita mais profundida a mesma discussão – um roteiro oscariável não poderia se dar ao luxo de se alongar como Dolan fez em seu filme de 3h. Mas nem isso é justificativa. O longa “Tangerina” (2015) possui apenas 88 minutos e consegue construir um filme sólido e reflexivo sobre a realidade da pessoa trans – isso sem falar que as protagonistas são atrizes trans. “A Garota Dinamarquesa” é raso em todos os aspectos narrativos, tendo pouco impacto no florescer do próprio tema.

E o que dizer de um filme chamado “A Garota Dinamarquesa” falado em inglês? Imaginemos um longa chamado “A Garota Brasileira” filmado na Argentina e falado em espanhol. Seria completamente estranho, não? Pois é. Lili viveu na Dinamarca e, para completar suas cirurgias, se mudou para a Alemanha, porém o longa é um típico filme inglês, o que joga por terra a nacionalidade e cultura da própria história. Esquecemos completamente da Dinamarca com a narrativa, que pontua raras vezes que estamos no país, e não no Reino Unido.


É certo que colocar o longa em inglês faz com que a obra tenha uma abrangência maior, afinal, o eixo Estados Unidos-Inglaterra é o que há de mais poderoso no cinema em termos de alcance – só perceber a quantidade de filmes estrangeiros são mutilados em remakes em inglês – o que, no fim das contas, é mais uma “boa intenção” da produção, que deseja levar a mensagem sobre a transexualidade (ainda que rasa) para o maior número de pessoas. Mas ainda assim é um embaçamento na cultura original da história.

São vários os motivos que sepultaram o desejo de Tom Hooper em conseguir arrematar alguma estatueta com o filme (a única vencida foi para a estante de Vinkander), e, ao que parece, seu estilo feito para prêmios está passando batido perto de tantos filmes que ousam sair do lugar-comum – mesmo “A Garota Dinamarquesa” sendo “bem intencionado”. E, no final do dia, é bem melhor produzir uma obra que tenha relevância na arte e no público do que uma estatueta na estante – algo que “A Garota Dinamarquesa” não chegou perto.


Atenção: essa crítica contém spoilers - obliviação não garantida pelos responsáveis do texto.

Quem estava nas sessões de "Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2", em 2011, deve ter acompanhado pelo menos um espectador com lágrimas nos olhos. Saindo da impessoalidade do texto, eu mesmo, na pré-estreia de meia-noite do dia 15 de julho, estava chorando junto com várias outras pessoas. O motivo era o término de um evento que marcou nossa geração e que cresceu juntamente com todos nós. O fim de "Harry Potter" nos cinemas foi doído e, ao mesmo tempo, mágico.

Mal sabíamos que nosso luto teria um fim num período relativamente curto. Quando J.K. Rowling, a mente brilhante por trás do mundo potteriano, anunciou em 2013 a adaptação de "Animais Fantásticos e Onde Habitam", livreto derivado do universo original, todos os fãs ferveram com o início de uma nova série bruxa. Em novembro de 2016 essa era chegou.


Imagem: Divulgação/Internet

Mesmo não acompanhando os personagens que consagraram Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson - e mesmo não se passando entre os muros de Hogwarts, "Animais Fantásticos e Onde Habitam", o filme, nos convidou a embarcar além das fronteiras do mundo bruxo explorado na franquia "Harry Potter", voltando no tempo, mais precisamente a 1926. Não seguimos os passos de Gellert Grindelwald (interpretado por, sim, Johnny Depp), o maior bruxo das trevas do mundo antes de Lord Voldemort roubar a coroa (e inicar a Primeira e Segunda Guerra Bruxa, mas isso você já acompanhou nos oito filmes anteriores), e sim de Newt Scamander (Eddie Redmayne), um jovem e desajeitado bruxo que chega aos Estados Unidos com uma maleta lotada de animais fantásticos.

Scamander é, como aqueles que leram o livro sabem, o autor do próprio livro (que deve aparecer na história nos últimos filmes - serão, incrivelmente, cinco ao todo). Ele é um grande defensor da proteção das criaturas mágicas, vistas com maus olhos pela comunidade bruxa. Nos EUA, por exemplo, o seu porte é extremamente proibido, pois os mesmos acabam revelando a existência bruxa aos "não-majs" (a forma como os norte-americanos chamam os "trouxas" - os nascidos não bruxos).


Imagem: Divulgação/Internet

Quase como uma inquisição, há uma campanha anti-bruxa acontecendo no país quando Scamander chega lá, o que força ainda mais os bruxos a viverem às escondidas - o que, sejamos sinceros, não é tão difícil assim com a ajuda da magia. Com essa repressão, a marginalização dos bichinhos mágicos é ainda mais forte, mas Scamander, um poço de cuidado, deixa vários animais fugirem quando esbarra com Jacob Kowalski (Dan Fogler), um não-maj que sonha em ser padeiro - o alívio cômico-Rony-Weasley dos protagonistas - Scamander viria a ser um Harry Potter torto: inevitavelmente atraído por aventuras.

A protagonista feminina da vez é Tina Goldstein (Katherine Waterston), uma empregada do Congresso Mágico Norte-Americano (ou MACUSA, na sigla original) que esbarra com a confusão de Scamander e Jacob, tendo que mantê-los presos - o bruxo por não ter licença e expor o mundo mágico a um não-maj; e o aspirante a padeiro por não ter tido a memória apagada (ou "obliviada", no dialeto mágico). Ainda temos Queenie Goldstein (Alison Sudol), irmã de Tina e uma versão burlesca de Luna Lovegood. A bruxa, toda sonhadora, consegue ler mentes - uma habilidade nunca antes explorada, bruxos "X-Men" - e se apaixona por Jaboc, formando o casal improvável: relacionamentos entre bruxos e não-majs eram proibidos.

"Harry Potter" sempre passeou com temas tocantes, sensíveis e relevantes, e é aqui que "Animais Fantásticos" encontra seu coração. Mesmo sendo um "amor miojo" (pronto em três minutos depois de algumas mexidinhas), ambos possuem tanto carisma e tanta química que convencem. Além disso, é revigorante ver uma co-protagonista se relacionando com o gordinho de bigodes fora-do-padrão. Mesmo num primeiro momento soando incompatíveis, o casal arranca risinhos do espectador pela fofura.


Imagem: Divulgação/Internet

Pena que não podemos dizer o mesmo dos outros personagens. Enquanto o Scamander de Redmayne consegue entregar um personagem minimamente efetivo - mesmo repetindo os trejeitos que o deram um primeiro Oscar, em "A Teoria de Tudo" -, Waterston é uma porta, completamente apática, o que, além de destoar na tela, derruba uma personagem cheia de camadas. O roteiro, escrito pela própria J.K., também não colabora com o desabrochar da personagem, sempre à sombra de Scamander. Pelo menos não tivemos um par romântico água-com-açúcar. Jacobeenie já deu conta do recado.

O problema de química entre os personagens é só a ponta do icebergue. As próprias sub-tramas que giram ao redor do eixo central - a caçada de Scamander pelos animais soltos - não conversam. Enquanto o MACUSA tenta controlar a destruição que os bichos foragidos estão causando, Percival Graves (Colin Farrell), um auror do Congresso, está persuadindo Credence Barebone (Ezra Miller), filho adotivo da líder do movimento anti-bruxo, a encontrar uma criança que possua o Obscurus, uma entidade destruidora que se manifesta em bruxos jovens reprimidos - aqueles que são obrigados a não desenvolverem a magia. Em troca, Graves promete libertar Credence de sua abusiva mãe adotiva.


Imagem: Divulgação/Internet

A trama aqui gera o interesse, mas, caso não existisse, mudaria quase nada do filme. O Obscurus, com toda certeza, será explorado nas obras seguintes, todavia, aqui virou alegoria gratuita que levou o longa a lugar nenhum. Numa primeira reviravolta, o próprio Credence é o Obscurus, no entanto esse plot não vai longe pois o personagem é morto (com uma facilidade incrível) - contudo, há uma brecha para seu retorno nos filmes seguintes – pobre do Erza em atuar novamente um personagem tão forçado. Além disso, a busca pela entidade é ainda mais risível quando descobrimos o motivo de Graves em encontrá-la. Ele é, na verdade Grindelwald disfarçado, que não abre mão das caras e bocas de Depp. Um dos maiores bruxos da época usando, o quê?, porção polissuco ou seja lá o encantamento, numa reviravolta preguiçosa? Eeeerrrrr. Próximo.

Tudo isso só é prova que, como roteirista, J.K. é uma ótima escritora. Pode até cair a questão "Ué, mas roteiro não é escrito?", e sim, é escrito, mas escrever um roteiro exige domínio da linguagem cinematográfica, coisa que J.K. não possui. O roteiro inteiro parece mais uma adaptação mal feita que cortou detalhes importantes da obra original, mas aí vemos que foi a própria que escreveu.


Imagem: Divulgação/Internet

Com um roteiro capenga, que possui a cena mais constrangedora de 2016 (a dança do acasalamento de Scamander), a direção não poderia fazer tanta coisa, tendo que dar conta de um ritmo que cambaleia e doses exageradas de infantilidade - nem "Harry Potter e a Pedra Filosofal" é tão infantil. Isso, em tese, não é um defeito, porém não casa com a maturidade exigida para tudo o que envolva a película, desde os tempos cada vez mais sombrios causados por Grindelwald (transpostos à tela em momento nenhum) até mesmo o encerramento da saga original, bem madura e complexa. "Animais Fantásticos" será ótimo para uma Sessão da Tarde.

A fome de introduzir novos elementos no universo potteriano (ou scamanderiano, podemos agora dizer?) acabou deixando "Animais Fantásticos" sem objetivo. Há bastante potencial - é interessante notar que a autora/roteirista usou os modelos de regime políticos para criar as entidades mágicas, com o Congresso Mágico no democrático EUA e o Ministério da Magia na monárquica Inglaterra; além da própria maleta do protagonista, um grande zoológico escondido cheio de criaturas estranhas - mas tudo é costurado de forma desleixada, enfraquecendo o que o filme se propõe em primeiro lugar. Num foco em cima dos animais e na relação do mundo bruxo com o não-maj, tudo seria mais coeso e um pontapé melhor para os quatro filmes que virão.


Imagem: Divulgação/Internet

As sutilezas de alguns detalhes fazem com que o longa enriqueça, todavia demandam de interpretação do espectador, já que a obra em si não desenvolve tais detalhes. Por exemplo: a presidente do Congresso é uma bruxa negra (bastante mal aproveitada aqui, inclusive). O filme se passa na década de 20, anos antes do movimento negro norte-americano instaurar os direitos dessa população no país – porém, no mundo bruxo, tal distinção não existe, com uma mulher negra sendo o símbolo maior da sociedade bruxa dali. Barack Obama só conseguiu isso quase 100 anos depois aqui no lado não-maj, abrindo portas para as diferenças sociais entre uma sociedade bruxa e trouxa, mesmo que convivam no mesmo tempo e espaço. O preconceito enraizado no lado mágico habita na relação entre bruxos e não-majs, que gerariam os chamados mestiços, estes considerados bruxos inferiores aos "puros". Até mesmo em “Harry Potter” tal preconceito é explorado.

"Animais Fantásticos e Onde Habitam" promete sequências inspiradas, aproveitando as deixas construídas, contudo, é uma lamentável falha, analisando a obra por si só. Caso fosse um filme separado da saga "Harry Potter", não teria o mesmo prestígio crítico e financeiro, indo nas costas do irmão rico e famoso para seguir em frente. A nostalgia e o pontapé à nova faceta mágica valem a sessão, entretanto, quando nem mesmo os efeitos visuais impressionam, estamos diante que um equívoco. Moral da história: "Animais Fantásticos e Onde Habitam" mira em "Harry Potter", mas acerta "Percy Jackson" - aquele filminho água-com-açúcar que tenta aproveitar o filão deixado por "Harry Potter", caindo de cara no chão por ser cinematograficamente fraco.




Quando mais um filme do universo de Harry Potter foi divulgado, nós todos ficamos entusiasmados, principalmente ao saber que J.K. Rowling, autora responsável pelo livros do bruxo mais famoso do mundo, seria a roteirista. Aos poucos, várias novidades foram sendo reveladas, nos deixando cada vez mais ansiosos - e apreensivos - para conferir o resultado do longa-metragem, intitulado "Animais Fantásticos e Onde Habitam" e baseado em um livro-apêndice de Harry Potter, publicado originalmente 2001. Após sua estreia, que ocorreu na última quinta-feira e movimentou muitos fãs ao redor do planeta, o It Pop! foi conferir o filme e te contamos: vale a pena!

Ambientado na Nova York de 1926, cerca de setenta anos antes dos eventos de "Harry Potter e a Pedra Filosofal" (que chegou aos cinemas em 2001), "Animais Fantásticos e Onde Habitam" gira em torno de Newt Scamander (Eddie Redmayne), um tímido magizoologista britânico, que acabara de chegar à movimentada cidade norte-americana. Sem sabermos ao certo seus objetivos, acompanhamos o excêntrico personagem e sua maleta - cheia de criaturas mágicas - por situações cômicas e de infortúnio, que acabam causando a fuga de alguns animais pela cidade e provocando alvoroço no Congresso Mágico dos Estados Unidos (MACUSA), que teme a exposição do mundo mágico.

O primeiro ato do filme é bastante introdutório, apresentando não só Newt como também os personagens que acompanham sua jornada em seguida: o não-maj (termo americano para "trouxa", ou "não-mágico") Jacob Kowalski (Dan Fogler), que é basicamente o alívio cômico do filme; a bruxa Porpetina Goldstein (Katherine Waterston), funcionária bem-intencionada do MACUSA e sua irmã Queenie Goldstein (Alison Sudol), cujo charme e poder de ler mentes a tornam a personagem mais carismática do quarteto. 

Paralelamente, outro núcleo, mais sombrio, também é introduzido: trata-se da comunidade radical Nova Salém, uma espécie de seita caça às bruxas que remete ao episódio das "Bruxas de Salém", ocorrido nos EUA em 1692, onde várias pessoas foram executadas sob acusação de bruxaria. Este grupo é liderado pela fanática Mary Lou Barebone (Samantha Norton), com a participação de seus filhos adotivos Credence (Ezra Miller), Modesty (Faith Wood-Blagrove) e Chastity (Jenn Murray). Sua atuação em Nova York instiga os líderes mágicos, em especial Percival Graves (Colin Farrell), um influente auror (espécie de general e investigador do Congresso Mágico).

Por tratar-se de uma história completamente nova e distante de Hogwarts, a necessidade de uma contextualização torna o ritmo dos momentos iniciais mais lento e desinteressante, o que pode desagradar públicos mais adultos, visto o tom familiar e mais "leve" das sequências de ação e humor. No entanto, com o desenrolar do núcleo envolvendo a Nova Salém, a narrativa torna-se mais densa em atmosfera e temática, preparando o público para o clímax. As duas distintas propostas não conversam muito entre si; as cenas estreladas por Newt são mais coloridas e engraçadas, enquanto as sequências com Credence, Mary Lou e Percival compõem um enigmático e perverso tom de terror. No entanto, são esses contrapontos que mantém o longa-metragem fluido, não tornando-o tão cansativo em suas duas horas de duração.

Os momentos mais prazerosos do filme, inclusive, estão na revisita ao mundo mágico: o clima fantasioso orquestrado pelo diretor David Yates (responsável pelas quatro últimas produções da franquia Harry Potter) nos causa um conforto nostálgico e maravilha a percepção dos new-comers.  A ambientação é visualmente agradável, com todo o art-decó luxuoso da década de 20 e o tom sépio característico dos espaços urbanos em ascensão. O CGI é aqui muito bem produzido, assim como no criativo design dos animais fantásticos e seus habitats, apesar de não ser tão crível em algumas cenas. O 3D é bem aplicado, a trilha sonora de James Newton Howard (da franquia "Jogos Vorazes", 2012-2015) é cativante (como deveria ser) e o figurino da maravilhosa Collen Atwood ("Alice Através do Espelho", 2016) vai animar os fãs cosplayers.

Dentre os membros do elenco, que em sua maioria entrega boas performances (o Colin Farrell até tenta, gente!), destacamos dois: o queridinho Eddie Redmayne, que apesar de alguns maneirismos, entrega mais de uma faceta de Newt Scamander, apresentando boa preparação física, e Ezra Miller, talento de uma geração, que constrói talvez o personagem mais intenso de todos. (Queremos citar também a Alison Sudol, porque a Queenie ganhou nossos corações).

"Animais Fantásticos e Onde Habitam" certamente entrega um ótimo entretenimento, não decepcionando os fãs do universo bruxo com seus diversos easters eggs e preparando o público para suas sequências, que certamente virão cheias de mistério e conteúdo interessante. Tirem suas varinhas do armário, pois a magia está de volta.


"Animais Fantásticos" nasceu com o propósito de expandir a franquia "Harry Potter" nos cinemas. O longa, diferente dos antecessores, não se baseia em uma história publicada inicialmente nos livros. Temos um livro-base, mas ele é didático e foi lançado como um "item extra" da franquia. "Animais Fantásticos" cria uma aventura em cima do material, um verdadeiro deleite aos fãs, principalmente porque J. K. Mozão cuidou do roteiro.

Entretanto, o filme, pelo menos para nós, não tinha chamado a atenção até o momento. Os materiais divulgados cheiravam a fanservice puro e a trama prometida parecia ser qualquer coisa. Talvez tal impressão tenha ficado pela montagem dos trailers anteriores, porque agora nós queremos desesperadamente assistir ao novo filme. Sério. O novo trailer que foi divulgado na Ellen DeGeneress é m a r a v i l h o s o. Agora vai.



O filme conta com o mozão supremo, inventor da Sétima Arte, Ezra Miller, e um tal de Eddie Redmayne, que ganhou um prêmio na categoria de Melhor Ator por "A Teoria de Tudo" num tal de Oscar. A produção chega aos cinemas em novembro.

Com a tradicional trilha sonora que nos dá arrepios, o trailer recente de um dos filmes mais esperados do ano, "Animais Fantásticos e Onde Habitam", foi divulgado pela Warner ontem (10) e nos trouxe uma visão clara de como o mundo bruxo era nos Estados Unidos.

O spin-off de "Harry Potter" conta a história do escritor Newt Scamander, interpretado por Eddie Redmayne, chegando à Big Apple com truques para iludir trouxas desconfiados. Newt, na verdade, é responsável pelo contrabando de criaturas com incríveis poderes mágicos e, quando uma delas escapa, tudo ao redor começa a desmoronar. Só para piorar a situação, ele ainda precisa lidar com Percival Graves, auror enviado para persegui-lo.

A trama é uma ampliação do mundo mágico criado por J.K. Rowling e se passa 70 anos antes do que vimos em "Harry Potter e a Ordem da Fênix", parte da história em que a cruel Dolores Umbridge assume Hogwarts como Alta Inquisidora. O trailer também menciona Alvo Dumbledore, criando especulações de uma possível aparição na nova franquia que, segundo a Warner, possuirá três filmes.

A estreia está prevista para 17 de novembro. Assista ao trailer:


Da primeira publicação do livro "A Pedra Filosofal" ao lançamento do filme "As Relíquias da Morte - Parte 2", Harry Potter marcou toda uma geração e, neste tempo, muitas outras acabaram sendo fisgadas também, contribuindo para a perpetuação do personagem que hoje transformou-se em sinônimo de marca. São diversas edições, tanto para os filmes e livros, e se você acha que isso acaba deixando a marca desgastada, você está mais do que certo, e é aí que entra o primeiro prelúdio, "Animais Fantásticos E Onde Habitam".

A cada ano, um novo produto de "Harry Potter" é lançado; bonecos, objetos de colecionador ou livros e filmes com as suas edições mais do que especiais. O lançamento de produtos-mais-do-mesmo contribui para o desgaste até mesmo de uma marca tão renomada como a do bruxo, então o lançamento de um novo filme, implica em novos tipos de produtos, retardando um pouco esse pequeno processo de envelhecimento. Com "Animais Fantásticos", zilhões de produtos novos surgirão, e é claro que a Warner abocanhará alguns milhões sem mesmo Daniel Radcliffe no elenco.

"Animais Fantásticos" nem é baseado em uma história, e sim em um livro didático sobre animais fantásticos e onde habitam — há! No filme, acompanharemos a trama por trás da criação do livro aos olhos de Newt Scamander, autor do mesmo. A adaptação só chega aos cinemas em novembro de 2016, mas isso não impediu de que a Warner lançasse uma pequena prévia. Não espere encontrar as incríveis criaturas e muitos feitiços, viu? MAS TEM A MÚSICA-TEMA DE "HARRY POTTER" COM UM NOVO ARRANJO, GENTE.



"Animais Fantásticos e Onde Habitam" tem estreia prevista para 18 de novembro de 2016!

Demorou alguns anos, mas a franquia "Harry Potter" prepara-se para se tornar algo maior que oito filmes e ganhará sua primeira série de longa-metragens paralelos, baseados em um livro, "Animais Fantásticos e Onde Habitam", dando também nome a primeira adaptação, contando com os maravilhosos Eddie Redmayne e Ezra Miller (e uns outros aí).

"Animais Fantásticos..." chega aos cinemas apenas no final do próximo ano, mas só nessa semana foram divulgados o logotipo lindão todo trabalhado no "HP" concept e as primeiras imagens do filme, incluindo as de Eddie como o protagonista Newt Scamander, e você pode conferir tudo aqui em baixo.

Animais Fantásticos e Onde Habitam - Entertainment Weekly

Tomando base no livro didático de mesmo nome, "Animais Fantásticos e Onde Habitam" contará com direção assinada por David Yates (responsável pelos quatro últimos filmes da franquia "Harry Potter"), além de J.K. Rowling (!) cuidando do roteiro e tendo controle criativo sobre o longa. As filmagens estão previstas para começar ainda neste ano.

"Animais Fantásticos e Onde Habitam" tem estreia prevista para 18 de novembro de 2016!

Reencontrar-se, redescobrir-se, libertar-se. Tarefas simples de se escrever e difíceis de se executar. Em algum momento de nossas vidas, passamos por alguma delas, seja em qualquer aspecto, profissional, intelectual ou pessoal. O primeiro trailer de "A Garota Dinamarquesa" traz o melhor do último ponto, mostrando brevemente a história de Lili Elbe, com Eddie Redmayne ("A Teoria de Tudo") no papel principal. Antes de seguirmos adiante, assista.



Trailer lindão, né, gente? Bem que nós avisamos desde o título que este seria um dos vídeos mais bonitos que você veria nesta semana. É interessante ver a reação da personagem de Redmayne ao ter o seu primeiro contato com algo feminino, sua redescoberta e o apoio de sua própria esposa na mudança de sexo. Sabemos que vocês devem ter ficado confusos quanto ela entender-se como mulher só depois de casado, e a gente explica o porquê.

Como falamos lá em cima, o papai de um Oscar — que pode abocanhar um novo prêmio no próximo ano — será Lili Elbe, certo? Porém, não contamos que Lili nasceu intersexual, sendo dotada de caraterísticas tanto femininas quanto masculinas, entretanto foi atribuída ao sexo masculino, logo, foi criada como um garoto, conhecido como Einar Wegener.

Com direção de Tom Hooper (de "Os Miseráveis" e "O Discurso do Rei"), Alicia Vikander e Amber Heard no elenco, "A Garota Dinamarquesa" chega aos cinemas norte-americanos em 27 de novembro. Ainda sem previsão para o Brasil.
"Animais Fantásticos e Onde Habitam" é a nova maneira de extorquir dinheiro dos fãs da franquia "Harry Potter", através de uma trilogia baseada em um livro didático (!) do universo bruxo. Apesar da pequena critica aqui, estamos ansiosíssimos para a estreia do filme e qualquer novidade divulgada até lá é bem vinda e temos uma boa notícia para vocês.

Quem não vive só de It Pop (não noticiamos isso por motivos desconhecidos), sabe que Eddie Redmayne, o Stephen Hawking de "A Teoria de Tudo", está, aparentemente, cotado para viver na pele de Newt Scamander, autor do livro fictício que originará o filme, certo? E só falarmos para você que o ator está quaaaase para assinar os papeis e entrar de vez no universo de Harry Potter? Segundo de Deadline, o papel foi oferecido para Redmayne e o ator está estudando a possibilidade de assinar contrato. AGORA VAI.

Tomando base no livro didático de mesmo nome, "Animais Fantásticos e Onde Habitam" contará com direção assinada por David Yates (responsável pelos quatro últimos filmes da franquia "Harry Potter"), além de J.K. Rowling (!) cuidando do roteiro e tendo controle criativo sobre o longa. As filmagens estão previstas para começar ainda neste ano.

"Animais Fantásticos e Onde Habitam" tem estreia prevista para 18 de novembro de 2016!
Christian Bale e Jared Leto são famosos por serem atores versáteis, transformando-se a cada trabalho, emagrecendo ou engordando quando preciso. Eddie Redmayne chegou (realmente) aos holofotes após sua magnífica atuação em "A Teoria de Tudo", entregando-se ao papel, para tornar-se Stephen Hawking e receber elogios do próprio. Após o filme que fez o rapaz ser pai de um prêmio Oscar, todos já estavam de olho em seu próximo projeto.

"The Danish Girl" conta a história do pintor dinamarquês Einar Wegener, que foi uma das primeiras pessoas a se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo, passando, depois, a se chamar de Lili Elbe. Eddie, será uma das diversas transexuais do filme, e uma imagem do ator na pele de sua personagem foi divulgada hoje. Na imagem, vemos, novamente, o quão versátil o moço pode ser. Será que ele abocanhará um Oscar por Melhor Ator Coadjuvante agora? Confira abaixo:


"The Danish Girl" não tem previsão de lançamento.