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Indicado aos Oscars de:
- Melhor Filme
- Melhor Atriz (Meryl Streep)

O comediante Seth Meyers, apresentador do Globo de Ouro 2018, brincou durante a apresentação de "The Post: A Guerra Secreta" ao trazer vários prêmios enquanto descrevia o filme, o que fez a plateia chorar de rir. E também pudera: um filme sobre jornalismo, guerra, com Meryl Streep, Tom Hanks e dirigido por Steven Spielberg. Quantos Oscars temos aqui? Parecia a receita da produção perfeita para a premiação.

E na verdade é. Porém "The Post" acabou se tornando o indicado a "Melhor Filme" com menos indicações na carreira de Spielberg - e o menor do ano também, com apenas duas. Cotado para os prêmios de "Direção", "Ator", "Roteiro Original", "Fotografia", Trilha Sonora", "Figurino" e "Montagem", só Streep, em sua vigésima primeira indicação, conseguiu figurar na lista da Academia. E isso pode dizer muita coisa.


"The Post" se passa durante o governo de Richard Nixon (1966, para ser mais exato) e narra a redação do The Washington Post tentando conseguir documentos secretos que descrevem a participação dos EUA na Guerra do Vietnã. O governo insistia que a guerra ia bem para o país, mas os documentos mostravam o contrário. A dona do jornal é Katharine Graham (Streep), assumindo após a morte do marido, e vê complicações diante dos colegas, que enxergam sua falta de experiência como um problema - além disso, ela era a primeira mulher a assumir o cargo. Enquanto isso, Ben Bradlee (Hanks), editor-chefe, está arrancando os cabelos para por as mãos nos documentos antes do The New York Times, que já publicou trechos do mesmo.

A primeira parte do longa é basicamente inteira recheada pela construção dos meandros daquele universo, e se arrasta sem dó entre os corredores das redações jornalísticas. São reuniões intermináveis de terno e gravata, milhares de nomes disparados para cima e para baixo, encontros sem grandes relevâncias narrativas, espiões infiltrados para descobrir a manchete da concorrência e toda a burocracia que Spielberg adora encher seus filmes e dar aquela "densidade". É tanta coisa acontecendo, e tudo sem grandes enfoques, que o primeiro ato é uma bagunça completa.


Com a publicação dos trechos pelo TNYT, a justiça intervém e proíbe a publicação do material na íntegra, sob pena de prisão dos envolvidos no jornal. É então que o TWP consegue todos os capítulos do documento, que abre o segundo ato da obra. O dilema fundamental de "The Post" é: deve o TWP publicar ou não o documento? Caso decida pela publicação, todo o jornal corre o risco de parar atrás das grades. Pela pressão política, os patrocinadores do jornal poderão cair fora antes que o barco afunde, principalmente por ter uma mulher como dona da empresa, que já vinha causando problemas de financiamento.

O sub-gênero drama jornalístico já faz sucesso há décadas, como "A Montanha dos Sete Abutres" (1951), "Todos os Homens do Presidente" (1976) e o vencedor do Oscar de "Melhor Filme", "Spotlight: Segredos Revelados" (2015). Um dos mais fortes motes dessa forma de bolo é evocar a integridade jornalística, a importância da impressa e como ela tem papel crucial no funcionamento social - em "Spotlight", por exemplo, vemos um grupo de repórteres enfrentando a igreja e expondo casos de abusos sexuais de padres, o que é imprescindível. Porém tal veia romântica do jornalismo não é latente em "The Post", o que acaba se tornando um problema.


A todo o momento, a principal justificativa que paira sobre as cabeças dos repórteres do TWP para a publicação dos documentos do Vietnã é: temos que publicar antes do TNYT. O Ben Bradlee de Hanks grita a todo o momento que eles devem largar na frente e que, a cada minuto, estão mais longes do furo completo. É claro que o compromisso social está envolvido em tudo isso, afinal, um escândalo político estava em suas mãos, todavia é impossível ignorar a impressão de que o jornalismo aqui está sendo usado como ferramenta de inflação do ego.

A encruzilhada a ser decidida por Katharine, a única com poder de bater o martelo sobre publicar ou não a história, é regida de maneira competente, rendendo os melhores momentos da película. Spielberg arma um circo com repórteres, editores e advogados correndo descabelados, gritando e fumando enlouquecidamente, a fim de escancarar a panela de pressão que todos estão comprimidos, enquanto a protagonista é jogada de um lado para o outro com vários argumentos sobre o destino do documento.


E os momentos finais dessa decisão são os que fazem justiça ao título de "thriller jornalístico" que o filme carrega. Um grande jogo é formado enquanto a plateia - e os repórteres na gráfica à ponto de explodirem - ficam na expectativa: várias pessoas, com diferentes opiniões, formam uma corrente telefônica que termina em Katharine, que permite a publicação frente à ameaça política e quebra de relações.

O que vem a seguir é evidente: o TWP é condenado e vai a julgamento; o último ato é formado então com o desenrolar do impacto da publicação. O que poderia ser feito com certa burocracia é praticamente jogado na tela, retirando toda a carga emocional do momento. Ao invés de desenvolver e brincar com expectativas, o longa entrega o desfecho de forma fácil e insossa, tendo uma ou duas cenas no tribunal e dando o veredito da forma mais letárgica possível. Ao invés de usar o tempo do primeiro e chatíssimo ato para finalizar a obra de maneira bem acabada, a produção resolve tudo em 15 minutos.

E fica gritante o exagero da cenografia adotada pelas escolhas de direção. Spielberg coloca seus atores em movimentos estranhos e não naturais para fazer a fotografia de Janusz Kamiński - duas vezes ganhador do Oscar de "Melhor Fotografia", ambos por filmes de Spielberg - girar ao redor dos mesmos, o que retira até mesmo a atenção para o que está acontecendo, já que fixamos naquele balé estranho. Todo o controle narrativo e de mise-en-scène em "The Post" é deficiente.


E nem mesmo Tom Hanks e Meryl Streep entregam grandes atuações. Enquanto Hanks está no mais absoluto piloto automático - até em "Ponte dos Espiões", também do Spielberg, ele está melhor -, Streep foi indicada ao Oscar puramente por ser Streep. Está muito mais que provado que ela jamais consegue fazer algo ruim, e sua Katharine não foge à regra, porém nada justifica mais uma indicação num ano com atrizes tão fortes - Brooklynn Prince por "Projeto Flórida" e Daniela Vega por "Uma Mulher Fantástica" eram nomes bem mais merecedores. Mas para quem foi indicada por "Caminhos da Floresta" e "Florence: Quem é Essa Mulher?", "The Post" está no lucro - e algo tinha que entrar para justificar a indicação a "Melhor Filme". Apostaram na opção mais fácil (e preguiçosa).

"The Post: A Guerra Secreta" consegue criar uma boa ponte histórica sobre o poder massivo do jornalismo entre o governo Nixon e o atual governo Trump, entretanto, está (bem) longe de figurar no hall dos grandes filmes jornalísticos. Encontra sucesso ao não ser ufanista quando se preocupa em mostrar toda a corrupção e sujeita da América política, todavia só ganha maior destaque pelo selo spielberguiano, que ano após ano parece estar mais distante de uma relevância cinematográfica com real diferença. O número pífio de indicações na premiação que sempre o adorou é um dos merecidos reflexos.


Enquanto alguns se aproveitam do buzz da tragédia com o voo que levava a delegação da Chapecoense e profissionais de imprensa de Santa Cruz de La Sierra (Bolívia) a Medellín (Colômbia) – onde o time disputaria a primeira final da Copa Sul-Americana com o time Atlético Nacional – outros entenderam que, às vezes, é necessário dar aquela segurada.

Foi por isso que a Warner Bros., em respeito ao luto e memória das 71 vítimas e aos seis sobreviventes do acidente, adiou a estreia do filme “Sully: O Herói do Rio Hudson”, que antes seria no dia 1° de dezembro, por tempo ainda indeterminado. Teremos, então, que esperar mais um pouquinho para assistir ao longa.

Veja abaixo a nota oficial da distribuidora:


A Warner Bros. Pictures está profundamente entristecida por esta terrível notícia. A fim de sermos respeitosos com esta tragédia, tomamos a decisão de adiar a estreia de Sully: O Herói do Rio Hudson, anteriormente programada para o dia 1 de Dezembro. Estendemos nossas sinceras condolências às famílias e aos entes queridos das vítimas neste triste momento.

MUITO bacana a atitude deles, né? Por mais empresas que coloquem a empatia à frente dos negócios desta forma.

O filme, dirigido por Clint Eastwood (a.k.a. especialista em fazer você chorar), traz a história por trás do voo que tinha tudo para acabar em tragédia, mas foi salvo pelo piloto Chesley Sullenberger, que fez um pouso forçado no rio Hudson, em 15 de janeiro de 2009. Apesar de ter sido condecorado como herói nacional e ser considerado a 2ª pessoa mais influente do ano de 2009 (ficando atrás apenas de Michelle Obama), Sully teve suas ações minuciosamente investigadas a fim de saber, de fato, se a “manobra” foi necessária ou se colocou a vida dos passageiros em risco à toa.

Com Tom Hanks no papel de Sully, o elenco conta também com Aaron Eckhart (Jeff Skiles) e Laura Linney (Lorraine Sullenberger). “Sully: O Herói do Rio Hudson” já está em cartaz nos EUA e há a expectativa de ser indicado em algumas categorias do Oscar 2017.

Se ainda não viu o trailer, dá uma conferida aqui:

Carly Rae Jepsen está de volta e, ao que parece, tem sua nova "Call Me Maybe" nas mãos. "I Really Like You", seu single de retorno tooodo trabalho no chiclete, ganhou seu videoclipe estrelado por Tom Hanks (!!!) na madrugada de hoje (07).

Vocês conhecem "Inferno", certo? O livro lançado por Dan Brown lá em maio de 2013 ganhará uma adaptação cinematográfica marcada para estrear em 14 de outubro de 2016 e já teve seu elenco divulgado, e, olha, temos muitos nomes de peso no meio!

Tom Hanks, como já era de se esperar, protagonizará a história como Robert Langdon, que vive muitas aventuras ao lado da Dra. Sienna Brooks, interpretada pela indicada ao Oscar de Melhor Atriz por "A Teoria de Tudo", Felicity Jones. Além disso, teremos Omar Sy como Christopher Brüder, sem falar do indiano Irrfan Khan, que atuou em "As Aventuras de Pi", como Harry Sims, mais conhecido como 'o diretor'. Ah, também teremos a Dra. Elizabeth Sinskey feita pela Sidse Babett Knudsen. O roteiro fica por conta do David Koepp e a direção fica nas mãos do mesmo diretor de "O Código Da Vinci" e "Anjos e Demônios", Ron Howard.

"Inferno" é o último livro lançado do autor estadunidense Dan Brown e conta a história de Robert Langdon e Sienna Brooks tentando evitar uma tragédia global arquitetada por uma mente maligna e doentia, seguindo as pistas da maior obra de Dante Alighieri, "A Divina Comédia". 

Mas e você, está animado com o novo filme do Tom Hanks? Já leu "Inferno"? O que achou do livro? Conta aí pra gente, queremos saber!