Mostrando postagens com marcador Tegan and Sara. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tegan and Sara. Mostrar todas as postagens

Lollapalooza é aquele festival em que você ama certas atrações, mas também chega disposto a conhecer e se apaixonar por inúmeras outras, né? É por isso que o evento, principalmente em suas últimas edições, tem se dividido entre nomes foderosamente conhecidos e outros nem tanto – o que é uma das suas coisas mais legais, convenhamos – e, se você for daqueles que ainda não teve tempo para se aprofundar sobre os artistas que virão, esse post é perfeito pra você.

Para que você não fique perdido no Lolla e consiga até arriscar uns versos de algumas músicas, preparamos uma lista com os 10 discos que você PRECISA escutar antes do festival. Tem pra todos os gostos: rock, pop, R&B, alternativo... Você vai chegar no Autódromo de Interlagos sabendo um pouquinho de quase tudo e, quem sabe, sairá de lá sabendo cantar todas as canções de trás pra frente. Vai que, né?

Confira nossa lista (que não está em ordem de importância, pois amamos todos esses artistas <3) abaixo:

1. "Starboy", The Weeknd

Muitos bons artistas vão passar por essa edição do Lollapalooza, mas o que estamos mais animados para assistir é o The Weeknd. O canadense lançou no ano passado seu terceiro disco, "Starboy", que veio com a missão de ser tão bom quanto seu antecessor, "Beauty Behind The Madness", e ele não só conseguiu como se superou. No novo álbum, Abel mistura seu clássico R&B alternativo com batidas eletrônicas e sintetizadores no maior estilo anos 80, nos entregando um trabalho maduro, consistente e que não deixa ninguém ficar parado.


2. "I See You", The xx

O terceiro álbum do The xx, lançado no começo de 2017, é o mais diverso entre os do grupo e o mais pop também. Entre tantas influências buscadas para esse novo material, a maior foi no "In Colour", disco solo do Jamie xx, produtor da banda. Por isso, o "I See You" diversas vezes incorpora esse projeto e mescla de tudo um pouco, como indie rock, eletrônico e vários sintetizadores, com o característico indie pop da banda e os vocais limpos e dramáticos de seus vocalistas, fazendo com que o The xx não perca sua identidade, apenas nos de a chance de amá-los em outras formas e ritmos.


3. "Lady Wood", Tove Lo

O poder feminino da edição fica por conta de Tove Lo, que vai fazer um show com foco maior nas músicas do seu novo CD. O "Lady Wood" usa de batidas alternativas e eletrônicas para falar sobre sexualidade feminina e libertação e traz a cantora sem medo de falar o que pensa, expor suas inseguranças e abrir seu coração. Pop sueco da melhor qualidade.


4. "I Like It When You Sleep, For You Are So Beautiful Yet So Unaware Of It", The 1975

Antes conhecidos por ser uma banda mais alternativa e de certa forma sombria, o The 1975 está cada vez mais pop e sem medo de ser feliz. O segundo álbum da banda inglesa, "I Like It When You Sleep" (não, não vamos falar o nome todo de novo!), é a mistura perfeita de synthpop com riffles de guitarra e a teatralidade e dramaticidade que só eles sabem imprimir em suas letras e clipes. Que eles fiquem no pop por um bom tempo!



5. "Cry Baby", Melanie Martinez

Se você gosta de música pop com conceito por trás, então a Melanie Martinez é pra você. Saída do The Voice americano, a rainha do conceitinho infantil usa do mundo de casas de bonecas e carrosséis como metáfora para falar de relacionamentos amorosos, amigos, família, padrões de beleza e muito mais, em meio a um indie pop viciante, no seu primeiro disco, "Cry Baby". No final, de infantil, Melanie e suas letras não têm nada.



6. "Gameshow", Two Door Cinema Club

A capa do álbum, com suas luzes neon, já entrega: vai ser dançante, sim! "Gameshow", terceiro álbum do Two Door Cinema Club que foi lançado no ano passado, continua no estilo rock alternativo que os irlandeses já estão acostumados, mas flerta bastante com o pop eletrônico, o funk e até o disco, soando eletrizante desde a primeira ouvida. E se o CD já é divertido assim, imagina o show?


7. "No Mythologies To Follow", MØ

A dinamarquesa MØ pode ser mais conhecida do grande público por suas mais recentes parcerias de sucesso, como "Lean On" e "Cold Water", ambas do Major Lazer, mas a gente te garante que ela é MUITO mais do que isso. Com seu álbum de estreia, o "No Mythologies To Follow", MØ se apresenta pra gente de forma original, misturando R&B contemporâneo com trip-hop e indie pop e nos entregando aquele som que a gente não sabia que precisava até escutar pela primeira vez.


8. "Duas Cidades", BaianaSystem

Rock, reggae, axé, música eletrônica... O segundo disco do BaianaSystem, "Duas Cidades", traz um pouco disso tudo com uma pitada de política para discutirmos o momento atual do Brasil. Representantes do nosso país nesse Lollapalooza, os caras do Baiana fazem um som diferente, misturando a "guitarra baiana" com o "system sound" (e daí o nome) e adicionando conceitos audiovisuais ao seu trabalho, retratando problemas cotidianos tanto em suas letras quanto em seus vídeos. Música boa com crítica social foda? Tá tendo e é do Brasil!


9. "Love You To Death", Tegan And Sara

Inteiramente produzido pelo Greg Kurstin, vencedor do Grammy de Produtor do Ano de 2016 e responsável por hits como "Stronger", da Kelly Clarkson, e "Chandelier", da Sia, o oitavo álbum da dupla Tegan and Sara, "Love You To Death" é, assim como o envolvimento de Greg sugere, cheio de músicas pop muito viciantes. As irmãs, que começaram com um som mais alternativo e indie rock, se jogaram de cabeça em um synthpop com cara de anos 80 nesse novo disco e nós não poderíamos ser mais gratos por isso. Meninas, por favor, nunca abandonem os sintetizadores!


10. "Skin", Flume

Vencedor do Grammy de Melhor Álbum Dance de 2016, Flume vem ao Lollapalooza como headliner de um dos palcos do festival e, depois de ouvir o disco "Skin", você vai entender o porquê. Passando pelo R&B contemporâneo com muitas batidas eletrônicas e uma house music diferenciada, o Flume é tudo que o The Chainsmokers quer ser, mas nunca será, fazendo um trabalho alternativo mas, ao mesmo tempo, muito pop, que tem como missão fazer todo mundo sair do chão e que, depois de duas ou três músicas, consegue esse feito com muita facilidade.



***

Pode vir, Lolla, que o nosso corpo está mais do que pronto! Se você ainda não comprou seu ingresso para escutar esses hinários ao vivo, corre que a ainda dá tempo! É só clicar aqui e depois escutar de novo e de novo todos esses álbuns para aprender as letras direitinho.

As moças do Tegan and Sara são a prova de que nunca é tarde para ganhar reconhecimento por um trabalho bem feito. Atualmente promovendo seu oitavo disco, “Love You To Death”, foi em seu disco anterior, “Heartthrob”, que elas sentiram o público crescer gradualmente, tanto por conta do sucesso de um dos singles, “Closer”, quanto pela parceria com David Guetta, “Every Chance We Get We Run”.

Donas de um synthpop à la Carly Rae Jepsen, que também é canadense, elas já foram indicadas pra algumas das principais premiações de sua terra natal e, nos solos de Trump, concorreram também ao Grammy, mas questionam a falta de representatividade que ainda existe na música e, consequentemente, nessas premiações.

Com show marcado no Lollapalooza Brasil 2017, no mesmo dia que The xx, Tove Lo e The Chainsmokers, a gente teve a oportunidade de bater um papo por telefone com uma das integrantes, Sara, e o resultado disso você confere abaixo.



It Pop: Vamos fazer um viagem para 2013, quando você e Tegan fizeram uma homenagem pra P!nk, no Women In Music da Billboard, cantando "Just Like A Pill". Você estava aparentemente muito nervosa por ser uma grande fã dela e o discurso que você fez foi muito fofo! Como foi essa noite?

Sara: Sim! Bom, eu estava muito nervosa e nós duas somos grandes fãs da P!nk. Eu acho que, honestamente, ela é uma artista incrível e talentosa. Nós tínhamos muitas músicas selecionadas que queríamos tocar, mas "Just Like A Pill", especificamente, é uma das minhas música favoritas dela. 
Eu me lembro de de assistir ao vídeo quando eu tinha uns 20 anos, pensando como ela era uma super crush. Quer dizer, eu achava ela tão maravilhosa e descolada... E sim, eu estava muito nervosa para conhecê-la. Eu acho que nunca assistiria ao vídeo da apresentação porque eu morreria. Eu literalmente morreria! Mas ela foi muito gentil e graciosa — foi uma honra. O evento em si celebra as mulheres na indústria musical e tinham muitas pessoas fantásticas lá, como Janelle Monáe, CHVRCHES. Foi muito especial e nos sentimos sortudas por termos sido incluídas.



It Pop: De 2013 vamos para 2014, quando vocês participaram do "Parahoy!", o cruzeiro da banda Paramore. Foi uma experiência legal?

Sara: MEU DEUS DO CÉU, foi umas das coisas mais divertidas que nós já fizemos! O Paramore é incrível! Eles são pessoas super legais e estão sempre prontos para fazer qualquer coisa. Ficamos naquele cruzeiro enorme por quatro dias, jogando ping-pong, virando noites no cassino... Estávamos sempre todos muito animados e nos divertimos demais!


It Pop: Agora vamos para o Oscar de 2015, quando vocês apresentaram "Everything Is Awesome", trilha sonora do filme "Uma Aventura Lego", que foi indicada a Melhor Canção Original. Deve ter sido um dos melhores momentos da carreira de vocês! Como foi a cerimônia?

Sara: Sabe, foi uma das coisas mais intimidantes que nós já fizemos e provavelmente do que ainda faremos. Oprah estava na plateia e, durante todo o tempo que estávamos no palco, eu pensava "por favor, não caia" ou "por favor, não leve um chute na cabeça". Eu só queria que chegássemos ao final da apresentação sem pagar mico. Então, foi uma experiência incrível e, depois que terminamos a performance, eu fiquei tão animada, porque fomos nos sentar na plateia e Anna Wintour, da Vogue, estava bem na nossa frente, e isso foi muito legal!



It Pop: No ano passado, você e Tegan criaram a "Tegan and Sara Foundation" em suporte de mulheres LGBT+. Foi uma iniciativa incrível e grandiosa! Como vocês decidiram criar esse projeto?

Sara: Como pessoas que estão na indústria já há um bom tempo e sendo muito politizadas e ativistas, eu acho que lançar a fundação foi um meio de sermos mais estratégicas e dar mais significado ao nosso trabalho, especialmente na comunidade onde também nos incluímos. O objetivo é combater algumas das desigualdades que mulheres LGBT+ enfrentam e também introduzir programas ou pesquisas para ajudarem-nas a se elevar na nossa comunidade ao redor do mundo. 


It Pop: Sim, esse é um grande passo, porque as mulheres precisam desse apoio. É muito legal ver artistas femininas, como Beyoncé, Lady Gaga e até mesmo a P!nk, que se afirmam cada vez mais na indústria, encorajando mulheres a lutarem pelos seus direitos.

Sara: Eu concordo 100% com você! Nos sentimos muito felizes por ser parte de um grupo de artistas femininas incríveis que não se calam sobre os problemas que são muito sistêmicos na nossa indústria. Lady Gaga é um ótimo exemplo disso. Apesar de ter um público muito diverso, a maioria é LGBT+, e eu amo o fato de que ela luta em nome deles e fala sobre o que acontece nesse meio. Eu gostaria que mais artistas fizessem isso, mas os que fazem são fantásticos e isso dá uma dimensão maior ao que fazemos. Tiramos muita inspiração disso.


It Pop: Você pode me contar a história por trás da música "Hang on to the Night"? Foi uma música difícil de se escrever por conta dos problemas de ansiedade?

Sara: Quando eu escrevi a música, não tinha certeza se ela entraria para o álbum. É tão pessoal... E eu não tinha certeza se era pop suficiente. A primeira demo não me deixou esperançosa como a resultado final. Pelo caminho, eu vi os fãs elogiando a música, por nos abrirmos sobre os problemas com ansiedade... Quando eu tinha uns 20 anos, eu sofri com depressão e ansiedade, mas ao mesmo tempo tinha que estar em turnê, às vezes cantando músicas sobre as coisas que me lembravam sobre os motivos que me deixavam depressiva. É uma coisa muito estranha. Tipo, você está tentando esquecer o que está acontecendo na sua vida, mas toda noite você tem que subir num palco e cantar sobre isso. Mas agora estamos melhorando e me deixa feliz saber que a música tocou muitas pessoas.


It Pop: Nós queremos parabenizar vocês pela indicação no Juno Awards deste ano! Mas eu estava lendo uma notícia na internet que vocês criticaram a falta de diversidade de gênero na premiação. O que você pode nos dizer sobre isso?

Sara: Sabe, nós só estávamos enfatizando o fato que havia oito categorias onde nenhuma mulher foi indicada. E essas categorias se baseavam em cargos de produção e engenharia musical e isso representa o que acontece no mundo, não é um problema específico do Juno. E não queríamos soar como se estivéssemos atacando o Juno, mas é uma boa representação do que está acontecendo internacionalmente. Nós vemos essa falta de diversidade no Grammy, você sabe... Nossa esperança é apenas chamar atenção para isso e descobrir métodos eficientes para resolver essa desigualdade no futuro.


It Pop: Especialmente agora com a eleição do Trump e o possível retrocesso no direito das mulheres não só nos EUA, como também vemos na Rússia, e consequentemente no mundo. São tempos difíceis, né?

Sara: Bom, eu acho que existem dois lado nisso. Primeiramente, somos todos cidadãos, somos todos só indivíduos e eu acho que todos deveríamos votar. Devemos nos educar e entender o que está acontecendo. Existem muitos jeitos de agirmos como indivíduos na sociedade em níveis locais, como fazer trabalhos de caridade ou participando de conselhos escolares, você sabe... Questionar sobre o que acontece na sua comunidade local, mas também pensar maior sobre o que acontece o mundo. Eu acho que muitos de nós, pessoas públicas, como celebridades e artistas, temos uma grande plataforma e oportunidade de falar sobre o que está acontecendo e como isso nos preocupa. Eu sinto que isso é algo necessário para nós, mas não em todo caso. Eu só espero que se houver alguma coisa boa que saia desse pesadelo é que as pessoas irão usar suas vozes nessas plataformas para mudanças positivas e não só postar selfies. Quer dizer, uma boa selfie tá tudo bem, ou uma foto de gatinhos, que é o meu caso. Mas eu acho que é também é bom falar sobre o que acontece no mundo real.


It Pop: Eu sei que você e Tegan são fãs da Gaga! Há pouco tempo ela lançou o vídeo de "John Wayne", você já assistiu?

Sara: Ainda não! Eu vi que saiu, mas a situação da internet aqui onde estou não é das melhores, então eu não consegui assistir ainda. Mas eu amo a Gaga e com certeza vou vê-la nessa nova turnê. Ela é muito foda!


It Pop: E a apresentação dela no Super Bowl?

Sara: Nossa, é exaustivo só de assistir! Eu mal consigo descer as escadas e falar ao mesmo tempo. Então eu não consigo me imaginar fazendo o que ela fez. É incrível.


It Pop: Falando sobre outros artistas, você tem em mente algum que queira muito colaborar?

Sara: Essa é uma boa pergunta. A verdade é que existem tantos... O interessante é que musicalmente eu gosto muito mais de trabalhar sozinha, ou com Tegan. Mas eu penso sim em colaborar com pessoas em outros jeitos, seja em trabalhos políticos ou projetos de arte. Eu gosto de colaborar com a mente de outras pessoas, eu gosto de conversar com pessoas, e existem muitos artistas com quem eu adoraria fazer algo.


It Pop: Mas e a parceria com o David Guetta? 
Sara: Ele é um amor de pessoa! A maioria desses artistas eletrônicos que nós trabalhamos foi pela internet, geralmente não nos encontramos pessoalmente. David é muito profissional. Ele nos deu um ótimo feedback e foi maravilhoso trabalhar com ele.



It Pop: E, musicalmente falando, o que você vem escutando?

Sara: Eu estava pensando sobre isso hoje de manhã e acho que está acontecendo um momento meio reggae comigo. Parece que tudo está me lembrando dos anos 90. Eu não sei o que está acontecendo, mas tudo me lembra dance music e world music. Até o novo disco da Lady Gaga, que eu gosto muito, soa como um álbum dos anos 90 para mim, como um pop poderoso e vocais pesados. Eu não sei... Me faz lembrar de quando eu era uma adolescente.


It Pop: Vocês estão vindo ao Brasil pela primeira vez no mês que vem. O que vocês esperam daqui?

Sara: Por quase dez anos, toda vez que postamos algo nas redes sociais, alguém comenta "come to Brazil", então eu diria que vocês são os fãs mais devotos e persistentes que nós temos. E eu estou muito ansiosa para o show. Nossos fãs sempre nos mandam mensagens e cartas lindas, estão sempre online e animados, sempre nos apoiando... Então eu mal posso esperar para chegarmos ao Brasil e nos apresentarmos. Além disso, também faremos uns passeios turísticos. Vamos ficar uns dias a mais, viajando e conhecendo lugares. 


It Pop: Bom, é isso. Obrigado pelo seu tempo e aguardamos vocês aqui no Brasil.
Sara: Eu que agradeço. Estamos muito animadas para chegar!