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Na próxima quinta-feita (19), começa mais uma edição da San Diego Comic-Con, e com ela as principais novidades do ano acerca da tevê e do mundo do cinema. Sempre rola aquele anúncio que ninguém esperava ou aquele trailer que para a internet no dia de seu lançamento; sem contar a presença de vários atores em painéis bem legais de suas produções.

Com a feira chegando, a gente pensou em reunir algumas coisinhas que queremos muito que aconteça, mas quando fomos conferir os estúdios confirmados, tivemos a certeza de uma coisa: DC, ESSE MOMENTO É SEU.

É sério, gente! Este é um dos anos mais fracos da San Diego, com boa parte dos grandões de fora. Mesmo com Fox — que focará seu painel em "Predador" — e a Universal com presença marcada, é a Warner quem dominará o famigerado Hall H como a sequência de "Animais Fantásticos" e os filmes da DC que devem se tornar o grande destaque.

Graças ao sucesso de "Mulher-Maravilha" no último ano e toda a sua importância para o mercado cinematográfico, é esperado que Gal Gadot e Patty Jenkins dominem o painel. Há rumores, inclusive, que a israelense surja vestida de Mulher-Maravilha e, não vamos mentir, seria foda pra caramba, né? Deve rolar ainda a revelação do visual de Kristen Wiig como Mulher-Leopardo. Caso as gravações tivessem começado bem antes, não seria surpresa um teaser, mas isso não deve acontecer.


Podemos esperar também o primeiro trailer de "Aquaman", contando com a presença de boa parte do elenco do filme e o anjinho James Wan, quem dirige. A produção ex-esnobado das HQs deve dividir um grande espaço durante o painel, então podem esperar uma caralhada de novidade sobre o filme, sejam elas grandiosas ou não.

Ainda dentre as atrações confirmadas, "Shazam!" deve ganhar um teaser trailer também porque a Warner gosta de meter o louco às vezes. Também pode rolar o anúncio oficial do novo selo da DC e uma "explicação" ao grande público de como toda a bagaça vai funcionar, além do anúncio do filme solo do Coringa com Joaquin Phoenix.

MAS!, o que nós realmente queremos é o anúncio de "Homem de Aço 2". Em 2018, o Superman completa 80 fucking anos, é o momento perfeito para anunciar um novo filme. E, para fechar um chave de ouro, um calendário com todos os filmes que estão por vir, já em produção ou não, para dar uma esperança no coraçãozinho da gente.

Sonhar não paga e no próximo sábado, durante o painel da Warner, saberemos o que foi cumprido dentre as expectativas e o que foi esnobadíssimo.

+ notícias sobre a San Diego Comic-Con 2018

"O estilo escolhido [pela DC], uma tentativa de ser diferente e dar um olhar com uma perspectiva diferente, não necessariamente funcionou. Sim, fez dinheiro, mas não foi um sucesso de crítica; não deu a alguém a sensação que os heróis deveriam dar ao público. (...)  ‘Mulher-Maravilha’ foi o primeiro passo na direção correta", aponta Henry Cavill numa entrevista sincera para a revista The Rake. Sim, não deu certo.

Influenciados pelo estilo um tanto quanto realista e sombrio de Christopher Nolan na trilogia "O Cavaleiro das Trevas", os grandões da Warner e DC optaram por seguir uma linha similar em sua primeira produção que abriria espaço para um universo compartilhado.


Dirigido por Zack Znyder, "Homem de Aço" chegou aos cinemas em 2013 apostando em um Superman nem um pouco experiente que sequer conseguiu transparecer o simbolo de esperança que o herói representa. A produção trouxe o personagem contribuindo para a destruição de duas cidades e matando um personagem de forma cruel. Estes últimos pontos não funcionaram muito bem para o público.

Propositalmente ou graças às reclamações do público, "Batman VS Superman: A Origem da Justiça", também dirigido por Snyder, pegou esta mesma premissa para promover a luta contra o Batman que, sentindo-se ameaçado pelo alienígena, achou necessário fazer uma intervenção. O filme poderia dar certo só com isso, porém as subtramas extrapolaram seu espaço, resultando em uma produção confusa e extremamente cansativa. Em contrapartida, corrigiu alguns erros do antecessor e estabeleceu os dois personagens-chave para a Liga da Justiça: o morcegão e Mulher-Maravilha.

"Esquadrão Suicida", que conta com a direção de David Ayer, é um filme tão aleatório que contribui em n a d a para o universo, trazendo apenas Margot Robbie de forma majestosa na pele de Arlequina. Vamos então ao que realmente interessa: "Mulher-Maravilha".



Com três erros consecutivos e pouquíssimos acertos neste início caótico, a Warner e DC viram que realmente não estava dando certo esta proposta "sombria" do universo, seja pela má execução ou aceitação do público. A solução, logo, foi ir contra sua própria maré, promover um filme leve, para o povão e com o famigerado fanservice dosado.

"Mulher-Maravilha" é o primeiro grande acerto em quatro anos de tentativas. O longa-metragem de Patty Jenkins é bem ordinário e tem até alguns problemas — que soam como dedo dos produtores —, porém é bem executado em sua maioria de duração, com personagens ótimos e Gal Gadot ganhando seu merecidíssmo espaço e provando o porquê de ter sido escolhida como Mulher-Maravilha. Fora isso, o filme é importante para a história cinematográfica por vário motivos, como por ser o primeiro filme dirigido por uma mulher com a maior arrecadação do cinema.



A produção chegou em merecidos US$ 821,74 milhões em arrecadação, quebrando o recorde de "Homem-Aranha" (2002) que durava já 15 anos. "Mulher-Maravilha" é agora o filme de origem mais lucrativo da história. O sucesso é real, a aceitação do público também e a Warner sabe disso. Tão felizes, Patty Jenkins e Gal Gadot?

"Liga da Justiça" chegou aos cinemas nesta última quarta-feira no Brasil. O longa segue a proposta leve imposta em "Mulher-Maravilha", porém os frutos colhidos não parecem ser os mesmos. A recepção da produção segue tão mista quanto os filmes pré-MM, com até mesmo os fãs entrando em choque já que por um lado detestaram a abordagem divertida e aventuresca, enquanto outros amaram este "novo tom".

No Rotten Tomatoes, "Liga da Justiça" não tem uma das melhores aprovações da crítica (40%), com um pessoal achando até mesmo que a crítica americana tenha um certo ranço (risos) com Zack Snyder, já que dos cinco filmes do Universo Cinematográfico DC, três são dele e todos têm uma porcentagem bem baixa de aprovação. Em contra partida, a aprovação de público está alta (89%). Entretanto, não são as aprovações do Rotten Tomatoes que irão definir o futuro do universo DC no cinema. Sempre foi a bilheteria das produções que define os próximos passos.


Todos os filmes passam fácil da casa do meio bilhão, porém nem os números grandiosos de "Batman VS Superman", o que mais arrecadou até agora, são bons suficientes. "A Origem da Justiça" promoveu o combate entre os dois maiores personagens da DC, e nem isso foi suficiente para trazer o filme ao 1 bilhão, arrecadando U$ 872,7 milhões.

"Liga da Justiça" também não deve trazer a arrecadação desejada pelo estúdio. Só em seu final de semana de estreia nos Estados Unidos, a produção sequer conseguiu chegar em 100 milhões, arrecadando U$ 96 milhões, marcando a pior estreia do Universo DC nos cinemas americanos. Mundialmente, o longa-metragem chegou em U$ 281,5 milhões. Levando em consideração a recepção negativa da crítica, que influencia muito, "Liga da Justiça" também não deve chegar na casa do bilhão.

Pouco importa se a visão/direção de Zack Snyder é boa ou ruim, mas ela não funciona financeiramente como deveria — a arrecadação dos filmes é boa, mas poderia ser muito melhor. É aí que entra Patty Jenkins. "Mulher-Maravilha", um filme solo timidamente contido e com poucas pretensões, quase fez o mesmo dinheiro que "BVS", e ainda contou com um orçamento bem menor, o que gerou um maior lucro. A mulher com U$ 149 milhões para a produção fez U$ 821,7 milhões de bilheteria.


O público adora "Mulher-Maravilha", a diretora soube vender bem a sua ideia de herói, a crítica ama e o melhor: usou metade do dinheiro que boa parte dos filmes usou na produção. Se a Warner quer ser efetiva nestes quatro pontos, é Patty Jenkins quem deve assumir um futuro filme da Liga da Justiça ou até mesmo ampliar a visão da diretora em outros filmes. Nós realmente vemos essa possibilidade caso "Mulher-Maravilha 2" faça o mesmo, ou talvez maior, sucesso de bilheteria que seu antecessor. Claro, desde que "Liga da Justiça" faça um dinheiro absurdo — o que é difícil —, Zack Snyder ainda deve continuar na direção do próximo filme da Liga e até mesmo sua visão deve ser mantida no universo.

A gente não cansa de enaltecer "Mulher-Maravilha" e vocês provavelmente já devem ter percebido. Mas se tem uma coisa que a gente não faz, é enaltecer sem necessidade, e como nosso título já condena, temos mais um grande motivo para enaltecer este ícone de filme. Amém, Gal Gadot e Patty Jenkis.

"Mulher-Maravilha" se tornou o filme de super-herói solo com a maior arrecadação de bilheteria no Brasil, arrecadando mais de R$ 100 milhões. A produção icônica de Patty Jenks barrou o incompreendido "Homem de Ferro 3", antes no topo com R$ 96 milhões. "Logan", "Deadpool" e "Doutor Estranho" são os filmes que completam o TOP5.

O quarto filme do universo cinematográfico da DC Comics e Warner está sendo um sucesso de crítica e público, já garantindo uma sequência que contará com a volta de Gadot e Jenkins. Mundialmente, o longa-metragem já ultrapassou os U$ 700 milhões. "Mulher-Maravilha" volta no tempo para contar a origem da princesa de Themyscira e seu primeiro contato com o mundo dos homens, e daqueles que são acima da média.
Aqui no It Pop, já falamos bastante sobre a importância do filme "Mulher-Maravilha" para o aumento da representatividade no universo cinematográfico de super-heróis, assim como a hype levantada pela produção nos inspirou a montar uma nova playlist cheia de #GirlPower. Finalmente, trazemos aqui nosso veredito a respeito do longa-metragem, que chegou aos cinemas brasileiros na última quinta-feira e já arrecadou altas bilheterias ao redor do mundo.

Por ser um "filme de origem" da já popular personagem, que apareceu em "Batman versus Superman: A Origem da Justiça" (2016) e dará as caras também em "Liga da Justiça", previsto para lançamento no final do próximo semestre, o filme, dirigido por Patty Jenkins ("Monster - Desejo Assassino", 2003), toma início no crescimento de Diana (interpretada de forma carismática por Gal Gadot), ainda na ilha Themyscira e antes de assumir o título de "Mulher-Maravilha".

Princesa amazona e filha de Hipólita (Connie Nielsen, de "Gladiador" [2000]), a garota foi criada pelo deus grego Zeus como uma última esperança para derrotar Ares, deus da guerra, e trazer paz e amor aos humanos. Ainda sem tomar conhecimento dos reais motivos de sua origem, Diana recebe treinamento para batalha de sua tia, General Antíope (Robin Wright, da série da Netflix "House of Cards"), até que a misteriosa aterrissagem do piloto britânico Steve Trevor (o muso Chris Pine, de "À Qualquer Custo" [2016]) a faz descobrir a guerra que acomete o mundo durante o início do século XX. Despertada por seu dever enquanto heroína, ela parte à realidade dos humanos, acreditando que Ares está por trás de todo o caos existente.

O roteiro escrito por Allan Heinberg (quadrinista criador de "Os Jovens Vingadores" e roteirista de séries como "Looking", "Gilmore Girls" e "Sex and the City") segue como estrutura principal a saga do herói de Joseph Campbell, um molde muito utilizado pela indústria, e que tende a tornar o longa-metragem previsível em alguns aspectos. Talvez por isso o filme aparente também a muitos do gênero, como "Homem de Aço" (2013), por exemplo, que também traz uma adaptação de divindade a conhecer melhor a sociedade e as relações humanas, interessando-se pela raça e posteriormente confrontando seus semelhantes. No entanto, "Mulher-Maravilha" consegue levantar muitos pontos sutis e relevantes em sua narrativa.

Uma vez que, ao trazer como protagonista uma super-heroína, a produção desafia questões recorrentes de machismo numa indústria tão conservadora e cheia de privilégios (como é a cinematográfica), o roteiro preocupa-se em levantar ideais de igualdade, criticando fatores como o racismo existente no show business e a ausência da voz feminina em decisões políticas; questões que, apesar de terem sido retratadas como eventos do século passado, continuam existindo.

O filme também propõe uma reflexão acerca da humanidade que, apesar de momentânea, consegue ser válida e despertar sentimentos e pensamentos dos espectadores. Há sim o feeling de produção "familiar" (com mensagens de amor e amizade) recentemente pregado na conclusão dos longa-metragens em live action do universo DC Comics, mas ao contrário do ocorrido em "Esquadrão Suicida" (2016) e "Batman versus Superman" (2016), este posicionamento não soa forçado em "Mulher-Maravilha". E mais: algumas sequências são construídas com leveza e humor, tornando o resultado, no mínimo, um entretenimento agradável e divertido.

Quanto aos aspectos técnicos, o filme da guerreira amazona traz algo que há muito não víamos em outros deste universo: cores vivas, principalmente em seu primeiro ato. O uso de locações físicas ao invés de ambientes criados por computação gráfica, em boa parte do longa, permitiu que a fotografia proporcionasse um visual mais orgânico e agradável. Entretanto, quando as sequências optam pelo CGI, as consequências não são satisfatórias: os efeitos não convencem e o trabalho de composição visual (principalmente nas cenas de barco) entrega uma temível percepção de que aquilo foi gravado em uma tela verde. O game "Injustice", também do universo DC, consegue ser mais realista.

Dentre os agentes favoráveis, incluindo também o desempenho atraente do elenco e a entusiasmante trilha sonora de Rupert Gregson-Williams, que evoca como pode as peças musicais compostas por Hans Zimmer para as aparições prévias da personagem, "Mulher-Maravilha" está acima da média e, consequentemente, de vários filmes do gênero. Consegue ser um passo suave, mas ainda assim de efeito essencial para que haja a promoção de progresso na forma em que o cinema é produzido e consumido. Felizmente, um longa-metragem satisfatório, que entretém ao mesmo passo que impacta o público com os maravilhosos princípios de sua protagonista.