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Eu já perdi as contas de quantas vezes fui chamado de "hater" quando a franquia "Invocação do Mal" (2013-presente) entrou no assunto. De fato, a grande maioria dos exemplares saídos desse universo é uma tristeza, do patético filme original - que derrota demônios com pensamentos felizes - até seus spin-offs, o último sendo o fraco "A Maldição da Chorona" (2019).

Mas, como amante inveterado do terror, sempre acompanho os passos desse mundinho criado por James Wan - até porque, como crítico, é importante assistir aos grandes nomes da indústria para poder criar um contexto de produção moderna. Dos sete longas lançados, apenas um consegue sair do poço de mediocridade: "Annabelle 2: A Criação do Mal" (2017), que mostra os primórdios da possessão da boneca mais endiabrada da Sétima Arte.

Antes de mais nada, dentro de todas as ramificações da franquia, nunca enxerguei motivos sólidos para a áurea de mistério ao redor de Annabelle - que já possui mais filmes que a saga original. Ao contrário da Freira, da Chorona e até do Homem-Torto (que vai ganhar um filme solo), a boneca é nada visualmente interessante. Sentada imóvel, não existe uma dinâmica imagética, uma composição visual, apenas um objeto de cena sem vida que se mexe ocasionalmente de maneira artificial. Propulsora de eventos sobrenaturais, este é um fio condutor sem um apelo cinematográfico - comercial, sim, vide o sucesso das bilheterias dos três filmes.

Pois bem, pouco tempo após "A Maldição da Chorona", o universo já engata "Annabelle 3: De Volta Para Casa", o primeiro capítulo da relação da boneca com Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga). A presença do casal na tela é combustível efetivo para manter o interesse, afinal, eles são o cerne do universo - tudo começou por meio de seus olhos. A fita já é aberta com eles levando a boneca para sua casa e a trancando em uma caixa sagrada, e a produção não perde tempo em usar as artimanhas que cunharam seu sucesso: os jump-scares.


Dirigido e roteirizado por Gary Dauberman - co-roteirista de "It: A Coisa" (2017) -, é perceptível que há certos cuidados nas cenas de sustos, desde a fotografia, montagem e trilha-sonora - como a bela sequência da noiva andando ao redor do quarto, mesmo sendo uma cópia de um momento de "Invocação do Mal 2" (2016) - , todavia, se o objetivo era assustar, "Annabelle 3" fracassa: não existe medo à vista. Talvez pelo calejamento após tantos filmes ou por construções pobres do longa, a atmosfera da película jamais consegue arrepiar.

E isso, se colocado na ponta do lápis, não é lá um grande demérito: não há necessidade de apavorar completamente a plateia para um filme de terror ser competente. O problema de "Annabelle 3" reside em seu plot: a obra inteira se passa em apenas um dia. A abertura com os Warren dá esperança pela familiaridade bem-vinda, mas eles saem de cena rapidamente, já que devem investigar um caso. Assim, deixam a filha, Judy (Mckenna Grace, que atua muito para a idade), com a babá, Mary Ellen (Madison Iseman), as fatídicas protagonistas. Quando a melhor amiga de Mary, Daniela (Katie Sarife), aparece e liberta Annabelle, a noite será a pior da vida das três.

Uma das belezas do roteiro de Dauberman é a maneira como os personagens são desenvolvidos: por possuir uma faixa de tempo pequena, vemos looongas sequências que costuram suas vítimas - o mesmo que acontece em "It" e uma das maiores raridades dentro do terror, irresponsável em moldar o que há de mais importante, que são seus personagens.


Só que, lá pela metade do segundo ato, ao olhar no relógio, nada havia acontecido. Batendo 1h de filme, o plot deu passos curtíssimos e poucas coisas estavam à frente do início da duração. "Annabelle 3" peca no prisma oposto de seus concorrentes: ao invés de correr e atropelar seus acontecimentos, arrasta violentamente a trama a ponto de o tédio se instalar.

James Wan, o produtor de toda a saga, revelou que o filme seria um "Uma Noite no Museu" do terror, e a promessa não poderia ser mais acertiva: Annabelle sai possuindo todos os artefatos do grande porão dos infernos do Warren. São macacos de brinquedo e armaduras de samurai que ganham "vida" para assustar as pobres meninas - e sim, na tela é tão involuntariamente cômico como escrito aqui. Existem boas ideias ali, como a televisão que prevê o futuro, entretanto, o desespero de atirar para todos os lados ali é mais fraco ainda quando não existe retorno - e tem até um demônio em forma de lobisomem, que não sai do pé do crush da babá..............

E, assim como quase todos os filmes do universo, há brincadeiras (no sentido literal da palavra) que, antes divertidos, se tornam diabólicos - como o jogo das palmas no filme original. A marca jameswanística é viciada nisso, e não fica de fora em "Annabelle 3" com o holofote colorido (que rende a melhor cena de toda a empreitada) e o jogo de cartas. Só que esse formato, reciclado filme após filme, também pode ser um bloco que ajuda a diminuição do saldo geral, afinal, o filme segue a mesma cartilha de vários outros. É tudo muito previsível.


Uma das vantagens aqui é glória quase desconhecida na franquia: seu roteiro não é imbecil. Claro, há saídas ou escolhas questionáveis - a libertação da Annabelle por Daniela não é tão consistente -, contudo, mesmo com fragilidades, as burrices completas inexistem no texto. Nenhum demônio é vencido por ter seu nome gritado nem o sangue de Cristo apareceu para salvar o dia (?). Tudo é, dentro de suas limitações, correto.

Então o filme chega ao fim e óbvio está na nossa cara: os 106 minutos não servem para coisa alguma. Literalmente há nada a ser acrescentado dentro da linha temporal, pois o roteiro começa e termina exatamente no mesmo lugar e, caso não existisse, alteração nenhuma seria sofrida pela franquia. É fato que, só por não subestimar a inteligência do espectador, o longa garante a sessão, mas "Annabelle 3" é vazio.

De uma forma bem estranha, "Annabelle 3" ainda é um dos melhores (ou menos piores) nomes do universo "Invocação do Mal", o que ilustra o nível baixo dessa saga fast-food: de qualidade ruim e cheia de gordura, mas feita rapidamente e apetitosa para os olhos. "Annabelle 3" nada mais é que um catálogo com vários novos demônios sendo expostos aleatoriamente, prontíssimos para render ainda mais spin-offs e, claro, aumentar os bolsos de seus produtores, que já arrecadaram mais de U$ 1 bilhão em bilheteria.

Para os viciados em listas (como eu), ordem de preferência da franquia "Invocação do Mal": Annabelle 2 > Annabelle 3 > Invocação do Mal 2 > A Maldição da Chorona > Invocação do Mal > Annabelle > A Freira.


Atenção: a crítica contém spoilers.

O universo cinematográfico criado a partir de "Invocação do Mal" (2013) está se expandindo devido ao sucesso comercial da agora franquia. Mundialmente, os quatro primeiro filmes arrecadaram mais de 1 bilhão de dólares, com moderado louvor crítico, o que sempre me assombrou: a franquia é uma das piores coisas do horror moderno.

Um dos maiores responsáveis pela comprovação do sucesso que são os jump-scares, "Invocação do Mal" é tudo o que mais abomino num longa de terror: o filme covarde. Aquele que é apenas fogo de palha, que ladra mas não morde, que finge abrir as portas do inferno e, no fim das contas, faz coisa nenhuma. Dá para respeitar um longa em que o demônio é derrotado com pensamentos felizes?!

"Invocação do Mal 2" (2016) conseguiu elevar o nível baixíssimo do primeiro, apesar de passar longe de ser uma produção digna. Mas o sucesso dos cofres bancários das distribuidoras era o suficiente para espalhar ainda mais os filhotes dos longas em forma de spin-offs. Primeiro veio o péssimo "Annabelle" (2014), que era passado para trás até mesmo pela pegadinha do Silvio Santos com a boneca endiabrada. Foi apenas com "Annabelle 2: A Criação do Mal" (2017) que a saga conseguiu minimamente entregar uma película de qualidade - apesar de não ser realmente incrível, "Annabelle 2" é um sólido e divertido produto do horror.


O novo spin-off é "A Freira" (The Nun), filme sobre o demônio Valak, sucesso em "Invocação do Mal 2". Passando-se em 1952, o filme segue o padre Burke (Demián Bichir) e a noviça Irene (Taissa Farmiga) chegando a um monastério na Romênia. O padre é levado até lá após o suicídio de uma freira, encontrada pelo fazendeiro Frenchie (Jonas Bloquet), que se torna guia dos dois pelas instáveis florestas do país.

Após uma rápida repescagem, com cenas de "Invocação 2", caímos num prólogo, mostrando o que levou a tal freira a cometer suicídio - a resposta é óbvia: Valak. O Vaticano então teme que o solo não seja mais sagrado, interferindo através do padre nas grossas muralhas do monastério. Logo de cara, em meio às burocracias do início da fita, vemos que "A Freira" poderia ser uma novela da Glória Perez; há três núcleos, um na Romênia, um em Londres e outro no Vaticano. Todos falam inglês perfeitamente e sem a menor sombra de sotaque - incluindo as freiras reclusas (e belíssimas) que nunca saíram do monastério no meio do nada.

Claro, essa escolha é pura e conscientemente comercial: norte-americano morre de preguiça de ler legendas - só ver a quantidade de filmes estrangeiros a ganharem remakes por lá. O que poderia ser apenas detalhe é um degrau a mais no panteão de escolhas desastrosas da produção para deixar seu nível o mais rasteiro possível, a fim de fisgar o maior número de pessoas. O exemplo mor disso é a inserção de um alívio cômico, o tal fazendeiro. Frenchie existe unicamente para atirar piadinhas infames a cada segundo em que está no ecrã - desde a cena em que encontra Irene pela primeira vez (e dá em cima da noviça no pior estilo Don Juan) até quando está cara a cara com o demônio.


E o efeito funciona: minha sessão lotada caía na gargalhada com a presença de Frenchie, reflexo das cifras milionárias de filmes do tipo - "A Freira" mal estreou e já tem 140 milhões de dólares nos bolsos. Nada contra filmes de terror que utilizem do humor, e existem diversos exemplos que misturam os gêneros com maestria - o recente "Tragedy Girls" (2017) garante. Porém, ou a fita é abertamente um "terrir" ou vai cambalear entre os gêneros, o caso de "A Freira". As pontuações de Frenchie acabam aniquilando a atmosfera, tirando a tensão (já baixa) do espectador. Qual o sentido de, em meio a uma cena de pavor, ter alguém soltando piadas?

Talvez o maior desperdício de "A Freira" seja o despreparo que a produção tem diante do monastério. Corin Hardy, que dirigiu o independente "A Maldição da Floresta" (2015), caiu nas graças dos grandes estúdios e, sem dúvidas, teve sua liberdade criativa podada. Junto com a questionável fotografia e a fraca montagem, o castelo é subutilizado sem piedade, o que poderia render uma mise en scene fenomenal - algo parecido com "Colina Escarlate" (2015) e seu visual gótico. Sejam pelos corredores longilíneos ou as paredes exteriores de pedra, não há um cuidado pelo apreço do local em que a própria história se desenrola.

Outro equívoco, comum em filmes de "época", é a falta de um estudo sobre como as pessoas do período escolhido se portam, se comportam, se comunicam. "A Freira" está no meio da década de 50, contudo, seus personagens andam e falam como pessoas modernas. Nomes que se preocupam com essa caracterização, tanto dentro como fora do terror, resumem como esse não-tão-pequeno detalhe faz toda a diferença: "A Bruxa" (2015) e "O Estranho que Nós Amamos" (2017) exercitam essas sutilezas que levam a plateia até uma época diferente, enriquecendo o trabalho.


Enquanto a personagem de Taissa é o eixo central da trama, o padre Burke serve basicamente para coisa nenhuma. Ele é encaixado apenas para acrescentar um demônio a mais na história, um garotinho possuído que foi morto durante um exorcismo feito por Burke, que parece não ter senso de perigo: ele corre atrás de uma pessoa que sabe que está morta, no meio da madrugada, até o cemitério ao lado. Quem nunca? É verdade que esse demônio em específico gera um momento interessante - a da cobra -, no entanto, toda a construção ao redor da subtrama é mera perfumaria ao roteiro em si.

Quando falo sobre o roteiro dessa forma, até parece que há um grande texto segurando o filme. Não há. O roteiro de "A Freira" é um amontoado de ideias que não se conectam, gerando um todo caótico e que muitas vezes não faz sentido. Por exemplo: o monastério está em cima de um portal para o inferno, por onde Valak saiu, e cabe às freiras rezar incansavelmente para manter o portal lacrado. Isso, na teoria, é uma sacada muito engenhosa, mas vai caindo por terra com alguns neurônios ligados: por que o monastério, isolado do resto do mundo, não dá uma ligada para o Vaticano e fala "então, a gente tá aqui segurando as portas do inferno, vocês poderiam mandar uma galera aqui pra tentar resolver isso"? Qual o sentido de ver freira após freira morrer e fazer nada para solucionar a questão?

E a lambança não para: querendo ter ares históricos, há desde intervenção da Segunda Guerra, que abre acidentalmente o portal com uma bomba (?) - engraçado que o monastério fica de pé com o bombardeio, mas os portões do submundo abrem fácil fácil -; até o sangue de Cristo, a única arma capaz de deter Valak (?) - sendo que em "Invocação 2" era só saber o nome do demônio para derrotá-lo. "A Freira" faz a mesma burrada de "O Paradoxo Cloverfield" (2018): é um prequel que não faz sentido dentro dos filmes lançados por quebrar as lógicas já impostas.


Outra semelhança entre "O Paradoxo Cloverfield" e "A Freira" é que ambos retiram da tela o prato principal: Valak aparece muito menos aqui que em "Invocação 2" - até o demônio do garotinho que inferniza o padre tem mais tempo na tela. Sobra espaço para freiras zumbis (?) infestarem a sessão, nessa sopa de ideias que jamais está quente o suficiente para gerar medo ou empolgação.

O que a produção nos serve? Mais um enlatado do terror fast-food entupido de soluções burras (o clímax é patético) e jump-scares, o que há de mais rasteiro no gênero. O macete vicia a plateia, que acha que um bom terror é aquele que "assusta", não importando a maneira. "A Freira" tem sons altíssimos, sustos óbvios, trilha sonora exagerada com desespero para extrair emoção e até mesmo usa o sobrenatural de maneira aleatória: coisas e pessoas aparecem e desaparecem a todo segundo.

Para receber o rótulo de "ruim", "A Freira" teria que melhorar muito, sendo o pior exemplar da franquia "Invocação do Mal". Empreitada pobre e amadora que envergonha o gênero em troca de contas bancárias recheadas, chegamos muito, mas muito próximos de conseguir retirar nada de bom da produção - há duas ou três cenas compostas de maneira mais caprichada, o que alavancam com muito suor a fita do patamar de ostracismo absoluto. Mal sabia que, ao dizer que o filme era o "capítulo mais sombrio do universo 'Invocação do Mal'", o marketing estava sendo literal: a película é deveras escura. Não mentiram, entretanto, "A Freira" tem muita sorte de não existir reembolso no cinema pela qualidade do que pagamos para ver. Se pudesse, eu queria meu dinheiro de volta.

A gente avisou.

Em 2013, James Wan trouxe "Invocação do Mal" aos cinemas, fazendo um puta barulho para seu gênero, arrecadando horrores. Há quem não seja muito fã da produção por suas soluções e escolhas bem convencionais no terror, mas não vamos mentir, adoramos. Um segundo filme só saiu no ano passado porque o diretor de "Jogos Mortais" esteve ocupado cuidando de "Velozes Furiosos 7", e por um motivo similar, deve ficar de fora do terceiro longa-metragem.

Segundo o Deadline, "Invocação 3" já tem seu roteirista contratado: David Leslie Johnson, roteirista do segundo longa e "A Orfã". Entretanto, aparentemente, por conta de "Aquaman", Jaiminho entra apenas como produtor, através de sua própria produtora. Não é a primeira vez que o diretor abandona seus filhos: as franquias "Jogos Mortais" e "Sobrenatural" estão aí para provar. Ah, não! James Wan não pula de mais uma franquia não.

Caso "Aquaman" seja realmente o motivo de sua ausência, é bem provável que a Warner não queira deixar um hiato tão grande entre um filme e outro, como aconteceu com os dois primeiros. Mas sendo bem sinceros, não vamos nos surpreender caso surja a notícia de que Jaiminho estará como diretor, sim, nesta terceira sequência. "Annabelle" e "A Feira" podem muito bem tomar conta do recado enquanto "Invocação 3" não sai. Se o propósito é apenas lucrar, estes dois dão conta.
Lançado em 2013, "Invocação do Mal" foi algo além de um mero filme de terror, foi quase um fenômeno. Fazia um certo tempo que o gênero não recebia um ~boom~ tão grande desde "Atividade Paranormal" e "REC". O, para muitos, melhor filme de terror de 2013, com um baixo orçamento, arrecadou milhões, e seus novos frutos arrecadarão muito mais. "Annabelle" é o primeiro fruto maduro, e já está sendo colhido, O derivado já está nos cinemas há um bom tempo, e tem agradado quem curte a franquia.

"Invocação do Mal 2" foi anunciado assim que seu antecessor estourou no munto todo, mas foi o filme da boneca demoníaca que deu o primeiro passo e estreou antes. A sequência do filme de James Wan está prevista para estrear apenas em 2016, para sermos mais exatos, no dia 10 de junho - aqui no Brasil no dia 9, caso seja lançado simultaneamente com os EUA. Muitos devem estar dizendo "Meu deus como está longe", mas antes demorarem e mostrarem depois um filme realmente bom, do que trazerem novamente algo mediano - mas que de alguma forma fez sucesso no ano passado.
Mês passado chegou à internet o primeiro trailer de "Annabelle", spin-off de "Invocação do Mal". Com ele fizemos algumas previsões do que poderia ou não vir em seguida. Hoje, veio até nós o segundo trailer, e olha, acertamos quase todas. Pensamos até em sair da blogosféra e partir pro mundo do tarô. Aaah, trazemos a pessoa amada em três dias também. ENFIM, está tudo lindamente assustador, mas...

Após um sucesso pra lá de estrondoso, "Invocação do Mal" ganhará sim sua continuação, porém só em 2015. Mas calma lá, ainda nesse ano teremos algo relacionando ao terror de James Wan (também diretor do aterrorizante "Insidious"). A famosa boneca Annabelle (detalhe, ela realmente existe) que faz uma breve aparição em "Invocação do Mal" ganhará um filme próprio, em outubro, que antecede os acontecimentos do filme de Wan.

O tão aguardado longa ganhou seu primeiro trailer hoje, e podemos dizer que está bom, porém nada surpreendente. O vídeo mostra a terrível boneca por trás de assassinatos. Ainda não sabemos se o que foi apresentado é realmente a parte central do filme. E é bem provável que não seja, já que foi mostrado muita coisa. O diferencial do trailer é que não vemos (até agora) Annabelle em movimento. E esperamos que no filme em si, isso não aconteça por que pode correr o grande risco de soar algo bem parecido com os longas do "Chucky". Lembrando que as histórias de Chucky e Annabelle soam parecidas, e se no filme isso acontecer... PLÁGIO! A lenda de Annabelle é bem mais antiga que os longas do Chucky, mas quem veio primeiro no cinema?

Sabemos que é um teaser trailer, e é claro que muitas coisas não foram mostradas ainda, mas sentimos muita falta de Ed e Lorraine Warren, o casal paranormal de "Invocação do Mal". Será que veremos eles mais para frente no longa, ou eles sequer aparecerão? É esperado que eles não apareçam ou sequer sejam citados, para que futuramente seja feita uma continuação, e é claro que seja fiel a história original de Annabelle.

Apesar do trailer não surpreender tanto, aquela vontade de ver algo a mais prevaleceu. Apenas esperamos que o filme seja realmente bom, e nada superestimado (não estamos dizendo que é ruim tá?) como seu antecessor.


"Annabelle" chega aos cinemas norte-americanos no dia 3 de Outubro!

Mais um ano está indo embora. Muitos filmes passaram por nós, e boa parte deles deixou sua marca. Mas qual é o melhor? Qual é aquele que você se via como o personagem? Aquele que grande parte odiou, mas você adorou? Resolvemos fazer uma breve lista, dividida em 5 categorias, resumindo um pouco que cada filme deixou, dizendo o porquê dele ter se tornado especial dentre diversos filmes lançados, seja de maneira positiva ou negativa.


Melhor do Ano: Gravidade
(Confira o trailer aqui!)

Que tal começar com o melhor? Arrisco dizer que esse foi uma das melhores ficções-científicas que já vi em toda minha vida. Com certeza pelo menos uma estatueta do Oscar esse filme receberá. A história do filme, por mais simples que seja, te prende. Você, muitas vezes se sente no lugar de Sandra (principalmente quando é mudada para a visão de primeira pessoa), e acaba ficando aflito junto com a personagem. E é claro que podemos esquecer do visual do filme. É lindo, e o 3D dá um toque especial nele, os efeitos adicionais não são grandes, mas deixam a experiencia mais completa. O filme não merece seu destaque não só pela sua história e efeitos especiais, o jeito como foi feito também merece atenção. Fica pra efeito de curiosidade que Sandra Bullock ficou em uma espécie de caixa preta durante grande parte de sua atuação, escutando de vem em quando o diretor, e a voz de George Clooney. Sem falar do fato de ter sido filmado no espaço! 


Blockbuster do Ano: Homem de Aço
(Confira o trailer aqui!)

É um pássaro? É um avião? Não... Só o Superman que aprendeu que o lugar de cuecas é por baixo da calça. Anyway... Tivemos um enxurrada de blockbusters esse ano, mas nenhum deles se compara ao "Homem de Aço". O filme tirou toda aquela imagem que "Superman: O Retorno" havia deixado sobre o Super Homem e trouxe de volta sua grandeza. As cenas de ação são extremamente boas, as cenas de voo, principalmente a primeira, são de tirar o fôlego! A história por si só é bem "comum", mas não deixa de ser boa. E o jeito como mostraram a infância/juventude de Clark, através de lembranças, fez com que o filme não recebesse um ritmo lento, e sim um ritmo em que as coisas vão acontecendo e o espectador não perde o pique. 


Adaptação do Ano: Jogos Vorazes: Em Chamas
(Confira o trailer aqui!)

Dúvidas e mais dúvidas surgiram sobre qual filme colocar aqui. Fiquei em dúvida entre dois filmes, o listado aqui e o outro vocês devem saber qual é. "Em Chamas" é o grande merecedor de estar aqui por um motivo maior: é, por mais que eu odeie esse termo, a "modinha" do momento. Aceitem. MAS, não é só disso que um filme é feito! Jennifer Lawrence dá um show e a adaptação do filme é impecável. O filme tem um ritmo muito bom e sempre vão acontecendo várias coisas, o que "faltou" do livro não fez falta e para aqueles que o leram, tem a sensação de realmente aconteceu no filme, mas não foi mostrado.


Injustiçado do Ano: Carrie - A Estranha 
(Confira o trailer aqui!)

Parte da crítica detestou o filme e os pseudo-cultos decidiram que a versão de 1976 é melhor e nunca terá uma versão que chegará os pés da original. As vezes é preciso esquecer todas as versões já feitas e ir ver o filme sem pretensões nenhuma e é claro, não comparar com os anteriores. Sei que a primeira versão da adaptação é impecável, um clássico! Clássicos estão em um patamar diferente, não necessitam receber comparações com seus sucessores. A nova versão acerta em pontos que a versão original não acertou. Quais? Efeitos especiais em sua boa parte, algumas cenas que não tinham e é claro, tivemos uma mãe muito mais insana (Julianne Moore seja foda assim em "A Esperança" ok?). Tem erros? Sim, a atriz principal. Ficou bom com Chlöe Moretz, mas poderia ser melhor com outra pessoa. E outra o filme recebeu um ar teen que meio que precisou para conquistar um publico maior. Enfim, o filme pode ter alguns erros, mas tem mais acertos. É bom e entretêm! Aaaah, só para lembrar, o filme não é remake ok? Eles readaptaram a história do livro. Corre que dá pra pegar sessões no cinema ainda!


"Decepção" do Ano: Invocação do Mal
(Confira o trailer aqui!)

Esse sem duvida foi o filme que mais me decepcionou esse ano. Assisti o filme bem depois de seu lançamento e todos falavam: "Nossa, que filme foda! O melhor filme de terror que já vi, você tem que ver!"... Quando vi, pensei: "Toda aquela propaganda e elogios para isso?". Calma, não taquem pedras em mim! O filme é muito bom, mas não é pra tanto, foi um grande sucesso de bilheteria e infelizmente é endeusado, supervalorizado, superestimado, o que torna difícil convencer as pessoas de que o filme não é tudo aquilo. Quando fui falar sobre "Carrie - A Estranha", disse que não devemos criar expectativas antes de ver o filme, mas as vezes a vontade é maior. A propaganda é tanta que você, antes mesmo de ver, acha que ele é realmente o melhor filme de terror do ano. "Invocação do Mal" tem boas cenas, dá alguns sustos, mas não funciona muito bem. A história não é tão boa, bem clichê. As vezes, se o filme não fosse tão endeusado, ele seria filme bem melhor!

É isso pessoal! Até mais!