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No Dia da Mulher, listamos algumas vezes em que a mídia e os fãs falharam com as mulheres do pop

 

Se você já abriu qualquer rede social hoje, 8 de março, já se ligou que é Dia da Mulher. Muitos posts celebrativos estão sendo feitos, agradecimentos, playlists empoderadas... Mas esse ano resolvemos chamar atenção para um problema maior: o machismo e o sexismo da mídia e dos fãs com artistas da música pop. 

Quem curte música pop e ativamente discute sobre isso nas redes sociais sabe: não precisa de muito para encontrarmos alguém chamando uma artista de “cadela”, “fracassada”, “vadia” e daí pra baixo. Gosto não se discute e ninguém é obrigado a gostar de todas as artistas que existem - mas respeito é necessário, não importando se elas são famosas e se elas vão ver ou não.

Listamos aqui então alguns casos importantes para fazermos uma reflexão mais do que necessária neste dia: 


Britney Spears em 2007

Não poderíamos começar essa lista sem falar de Britney Spears. Ao longo de sua carreira, a americana foi atacada com críticas sexistas vindas até de seu ex-namorado Justin Timberlake, que iniciou uma perseguição midiática à princesa do pop. Mas em 2007 tudo piorou. 

Nesse ano a artista sofreu um colpaso psicológico: enquanto se divorciava e cuidava de seus filhos pequenos, ela teve que lidar com a perseguição dos paparazzis, que não a deixavam em paz em lugar nenhum. Britney acabou estourando, raspou seu cabelo, brigou com fotógrafos na rua e passou por clínicas de reabilitação. 

Como resultado, seu pai, Jamie Spears, conseguiu sua tutela jurídica, controlando seus bens, sua vida pessoal e sua carreira. Hoje, aos 39 anos e muito bem de saúde mental, Britney continua sem autonomia para gerenciar seu patrimônio. Foi assim que surgiu o movimento #FreeBritney. 

Britney é, até hoje, um dos principais exemplos de como somos capazes de destruir uma estrela pop apenas por entretenimento. 


Janet Jackson e o Superbowl

De uma história envolvendo o Justin Timberlake para outra. Em 2004, Janet Jackson e Justin se apresentavam no SuperBowl quando, sem querer, o artista arrancou um pedaço do figurino de Janet, expondo seu seio em rede nacional.

Para Justin Timberlake, bastou apenas se desculpar pelo ocorrido e cortar relações com Janet e, então, todos pareceram esquecer que ele esteve envolvido nesse acidente, ao ponto do cara ganhar vários Grammys depois. Com a Janet, não foi bem assim: mesmo tendo anos de uma carreira consolidada e com milhões de discos vendidos, a cantora foi boicotada nas rádios e na MTV norte-americana, além de ter sido praticamente desconvidada da premiação. 

Uma diferença perceptível e que ilustra muito bem a forma como ser uma mulher negra é ainda mais difícil, ainda que você seja uma grande artista pop. 


Taylor Swift e seus muitos namorados

Quem aí nunca leu um artigo acusando Taylor de sair com muitos caras? Ou viu um Tweet cheio de xingamentos direcionados a cantora por isso? Swift nunca pôde namorar em paz e sempre foi questionada sobre escrever músicas sobre suas experiências amorosas, ao passo que artistas masculinos, como Bruno Mars e Ed Sheeran, fazem o mesmo, mas nunca foram criticados.

Uma história que parecia ter ficado no passado, até a última semana, quando a Netflix liberou a série “Ginny & Gergia” e a produção causou revolta justamente por conter uma piada sexista envolvendo Taylor Swift. A cantora se pronunciou em seu Twitter: 

“Hey, Ginny & Georgia, 2010 ligou e quer sua piada preguiçosa e super sexista de volta. Que tal pararmos de diminuir mulheres que trabalhar duro ao definir esse tipo de merda de cavalo como se fosse DiVeRtIdA. Além disso, Netflix, depois de 'Miss Americana' isso não foi fofo da parte de vocês. Feliz Mês da História da Mulher, eu acho”


Beyoncé e sua gravidez “falsa”

Queen B é sempre atacada por se posicionar como uma mulher feminista e escancarar o racismo dos Estados Unidos em suas produções, mas aqui relembramos quando a artista foi extremamente desrespeitada sem estar falando absolutamente nada, apenas passando por um momento realizador para ela: sua primeira gravidez.

Durante a gestação de Blue Ivy em 2011, Beyoncé foi perseguida por paparazzis que tentaram provar, à todo custo, que sua barriga de grávida era falsa. Muitos cliques, vídeos e teorias de conspiração foram feitas, atrapalhando um momento único na vida de Bey, que desde então tem se tornado uma pessoa cada vez mais privada e dado menos entrevistas. 


Lady Gaga no início da carreira

Que Gaga nunca teve medo de ousar desde o começo da sua carreira isso a gente sabe. Ela chegou sendo tratada como uma figura meio fora da caixa pelas pessoas, jornalistas e fãs de música pop, que chegaram até a inventar que a artista era hermafrodita e satânica. 

Seu visual chamativo, com roupas diferentes, exóticas, e que muitas vezes tapavam poucas partes do seu corpo, fez Gaga ser muito questionada no início de sua carreira sobre a sexualidade de sua arte. Em uma emblemática entrevista, um jornalista perguntou para a cantora se ela tinha medo de que as referências sexuais minassem sua música. Ela respondeu: “não tenho medo. Você tem?”. 

E continuou: “se eu fosse um cara e estivesse aqui sentado com um cigarro na minha mão, apertando minha virilha, e falando sobre como eu faço música porque eu amo carros rápidos e transar com garotas, você me chamaria de rockstar. Mas quando eu faço isso em minha música e em meus vídeos, porque eu sou uma mulher, porque eu faço música pop, você me julga e diz que isso é uma distração. Eu sou apenas uma rockstar”


Luísa Sonza e Whindersson Nunes

Esse aí está fresco na memória, né? Em abril do ano passado, Luísa e Whindersson, um casal que sempre foi amado na internet, se separou. A notícia foi um choque pra muitos e a culpa, é claro, caiu no colo da mulher. Sonza foi até acusada de ter usado Nunes por fama e de tê-lo largado porque já tinha conseguido deslanchar sua carreira de cantora, o que descredibiliza totalmente todo o trabalho e esforço feito por ela para alcançar seus sonhos e objetivos. É importante lembrar que Luísa esteve ao lado de Whindersson durante todo um período duríssimo de depressão que ele sofreu. Porém, nada disso valeu para o tribunal da internet. 

Sabendo que não podia combater a onda de ataques que estava sofrendo, Luísa resolveu surfar nela e aproveitou o burburinho para divulgar uma música com o cantor Vitão, com quem apareceu namorando um pouco depois. Foi o suficiente para muitos boatos de traição surgirem.

A verdade é que ninguém sabe o que aconteceu entre Luísa e Whindersson - e nunca vamos saber. O comediante tentou contornar, defendendo a ex-mulher e pedindo que parassem de julgar somente ela, mas nada disso adiantou: a internet escolheu seu lado, colocando o homem em um pedestal e a mulher como culpada por tudo.


***

Existem muitos outros exemplos que podemos citar aqui como todas as vezes em que Madonna sofreu em sua carreira, mais recentemente com o ageismo e consequentes dificuldades para promover o “Madame X”; a forma como Anitta foi e ainda é constantemente reduzida à sua bunda, sofrendo machismo e ainda preconceito por ter vindo e se posicionar a favor do funk; como Kim Petras, uma mulher trans, é julgada por ter assinado com Dr. Luke, acusado por Kesha de abuso sexual, sendo que, como mulher trans, ela não pode se dar ao luxo de escolher oportunidades; como a própria Kesha ainda hoje tem suas acusações descreditadas e continua impossibilitada de sair da gravadora do produtor; a pressão estética sofrida por Demi Lovato, que até hoje não pode entrar na internet sem encontrar comentários a chamando de “gorda”, entre tantos. Exemplos não faltam.

Em todas essas situações, nós, como fãs, contribuímos para o linchamento e a perseguição de mulheres. Colocamos umas contra as outras, tratamos suas vidas pessoais como entretenimento e esquecemos que, na verdade, essas famosas são, antes de tudo, mulheres, com suas inseguranças, suas dificuldades e seus medos. Nesse Dia da Mulher, assuma sua responsabilidade: reavalie seus hábitos na internet, pense se está contribuindo para uma cultura que destrói, pouco a pouco, a saúde mental e física de mulheres ao redor do mundo e mude sua conduta. 

8 personagens fodas que provam que quem manda no cinema são as mulheres


O cinema vive de momentos, eras marcadas por uma leva de filmes que se interligam um ao outro que, sem querer, ditam uma tendência. Um exemplo simples é o famigerado found footage. Não é um gênero novo, sabemos, mas foi só com "Atividade Paranormal" que aquela overdose de longas filmados com câmera de mão surgiu, tornando o estilo uma das coisas mais chatas do cinema.

Agora deu de Hollywood ser o lugar mais feminista do mundo. Você já parou para pensar quantos longas você anda vendo em que temos protagonistas mulheres? E não é um simples personagem, que um dia fora estereotipado, objetificado ou bem qualquer coisa. Temos personagens profundos, que zombam de si mesmas ou que estão em filmes de públicos-alvos masculinos, mas que trazem as gurias às salas de cinema.


Hoje é dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, e, por causa disso, resolvemos fazer uma lista com 8 personagens fodas que provam que quem manda no cinema são as mulheres — e no mundo também, né, Beyoncé? Seremos sinceros, a lista quase foi baseada em personagens nos quadrinhos, mas nós seguramos a mão e deixamos só duas. Ah, decidimos pegar personagens atuais, abrindo uma única exceção.

Ah, esse post pode conter alguns spoilers. Nós te avisamos.

Vamos lá!



Mulher Maravilha, "Batman VS Superman: A Origem da Justiça"

E a primeira delas chega aos cinemas no final deste mês, então é válido colocá-la, certo? Certo. A personagem, hoje interpretada pela belíssima Gal Gadot, fez sua primeira aparição nas HQs em All Star Comics #8, um pouquinho longe da versão que veremos nas telonas, que é baseada nos Novos 52, uma série de ações da DC para promover o relançamento de sua linha editorial. Vimos bem pouco da moça do filme, que nem estreou, mas o pouco que vimos mostra quem é a verdadeira dona da liga, salvando a pele dos dois maiores ícones da DC Comics.


Elsa, "Frozen"

Okay, você pode não querer brincar na neve ou ter cansado de ouvir "Let It Go", mas com toda certeza você deve concordar que a Elsa é uma das personagens de animações mais fodas já criadas. Tudo relacionado ao gelo é com ela mesma. Faz monstro assustador pra espantar as inimigas — não que seja o caso de sua irmã —, faz boneco de neve fofinho que gosta de abraços quentinhos, cria um castelo e um vestido de gelo. Ela é praticamente o Homem de Gelo de vestido, só que sem ser taxada como mutante.


Katniss, "Jogos Vorazes"

O arroz de festa dessas listas, né? Mas é aquele ditado: vamo fazê o quê? A garota em chamas foi posta em um jogo até a morte, em que viu amigos morrerem e, sem alguma intenção, acabou tornando-se o símbolo de uma revolução — quase uma líder, na verdade. Também acabou com um sistema opressor governado por Presidente Snow e também impediu que um outro sistema opressor ganhasse vida cortando o mal pela raiz.


Viúva-Negra, qualquer filme da Marvel em que ela esteja

A Viúva Negra apareceu pela primeira vez nos cinemas em "Homem de Ferro 2", numa participação pra lá de tímida com suas madeixas ainda cacheadas. Mais tarde, ela começou a ganhar importância no Universo Cinematográfico Marvel, sendo co-protagonista em "Soldado Invernal" e vingadora nos filmes que juntaram os principais heróis da Marvel nas telonas. Natasha Romanoff já foi vilã, é perita em armas de fogo e artes maciais e usa sua sensualidade como arma.


Hermione, "Harry Potter"

É claro que não poderíamos esquecer de nossa bruxa favorita, né? Vocês usariam a maldição cruciatus na gente caso deixássemos ela de fora, nós sabemos. Todo mundo sabe que sem Hermione, Harry e Rony não passariam de "A Pedra Filosofal". Ela entende de tudo um pouco sobre magia. Na verdade, mais que muito bruxo de sangue puro, viu?


Rey, "Star Wars: O Despertar da Força"

"Abandonada em Jakku", "com pais desconhecidos" e "a escolhida da Força" são boas definições para Rey, a protagonista de "Star Wars VII". Como outras nesse momento feminista de Hollywood, a atriz Daisy Ridley encarnou a personagem principal de uma saga totalmente voltada para o público masculino e não decepcionou nem um pouco. Rey é forte, habilidosa, derrotou um dos últimos Siths existentes na Galáxia, Kylo Ren, e promete ser uma adição muito bem-vinda à saga.


Joy, "O Quarto de Jack"

Essa aqui é nossa única "mulher normal" da lista. Ela não tem poderes, não é uma espiã, não está destinada a grandes feitos, deu gás a uma revolução ou sequer salvou vidas de outras mulheres que viviam sobre o domínio de um tirano. MAS Joy passou por tanta coisa que ela é digna de estar nesta lista. Passou anos trancafiada num quarto de minúsculos 10m², cuidou de seu filho nesse meio tempo, e ainda teve de lidar com um pós-trauma.


Furiosa, "Mad Max: Estrada da Fúria"

Quase um ano após "Mad Max: Estrada da Fúria" e todo mundo já se conformou com o fato de que o protagonista da franquia é praticamente deixado de lado para dar espaço a poderosa, foderosa pra caralho Furiosa. A personagem interpretada por Charlize Theron aparece tão tímida que nem parece que vai pegar o filme para si no desenrolar da trama. Surge com um simples plano de salvar as noivas de Immortan Joe — que acaba até inspirando as mesmas, fazendo-as descobrirem forças inimagináveis — e depois acaba tornando-se parte de algo maior. Tudo isso sem contar que ela é uma personagem feminista num filme pra marmanjão. Ah, eu já falei que ela tem um braço mecânico?

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Então é isso, gente! Gostaram? Faltou alguma personagem super importante e fodona, né? Deixem nos comentários quem vocês acham que faltaram e contem também o que acharam da lista.

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