O “High School Musical” que a gente pediu: Olivia Rodrigo faz sua própria formatura no “SOUR Prom”

O show virtual foi tão bom que quase fez a gente sentir saudades da adolescência. Quase.

Olivia Rodrigo
é uma superestrela, a maior revelação do pop desse ano, mas também é apenas uma adolescente de 18 anos que... não conseguiu ir à sua formatura por causa da COVID-19. Então, fazendo do limão uma limonada, a artista resolveu organizar uma formatura própria, do seu jeitinho, no “SOUR Prom”, seu show virtual. 

Liberado para o Brasil nesta quarta-feira (30), o show funciona como alguns outros concertos virtuais, como o “Studio 2054”, da Dua Lipa: todo gravado, em sequência, com toda a calma, e depois disponibilizado em uma plataforma, no caso de Olivia, no YouTube. 

Funcionando como um curta, o “SOUR Prom” nos leva ao mundo do primeiro álbum da cantora. Em meia hora, somos transportados à noite de seu baile de formatura e curtimos todas as etapas desse dia especial de uma maneira bem fantasiosa, quase como se estivéssemos em um musical escolar. 

A vemos chegar ao ginásio em uma limusine, mas sem acompanhante, cantando um mashup de  “Happier” com “Deja Vu”; temos a primeira performance da arrebatadora “Brutal”, na pista de dança no estilo de “High School Musical: O Ano da Formatura”, seguida por “Traitor” e “Jealousy, Jealousy”; curtimos “Enough For You” e sua vibe intimista direto de uma sala de revelação de fotos; e, por fim, temos uma sequencia de mega hits, com “Driver's License” em um campo de futebol americano, seguido de “Good 4 U” com o apoio de uma banda escolar e líderes de torcida. 


Sentimos falta de “Favorite Crime”, a queridinha dos fãs? Sentimos. Mas vamos perdoar porque a produção ficou lindíssima, direto dos nossos filmes de High School favoritos dos anos 2000. E, de qualquer forma, vamos considerar essa performance aqui como parte do curta. Na nossa historinha, Olivia estava em casa, antes da formatura, cantando essa no telhado. Pode ser?


Tal como o próprio “Studio 2054”, o “SOUR Prom”  consegue criar um mundo que funciona como uma extensão perfeita do álbum e mostra que, se tem algo que merece continuar após a pandemia, são os shows virtuais. Afinal, nem todos os fãs do mundo podem curtir um show ao vivo de seu artista favorito, mas performances bem trabalhadas, que complementam e até ampliam o conceito do disco original podem ser vistas por muito mais pessoas e devem ser valorizadas.