Anitta virou trapper. Em músicas novas, com Djonga e Dfideliz, cantora revela seu flow

“Cena de Novela”, do WC no Beat, e “Tá com o Papato”, lançadas nos últimos dias, marcam nova empreitada da artista carioca.
Anitta agora é trapper. O gênero, derivado do rap, cresce no Brasil há alguns anos e, principalmente pela internet, já catapultou inúmeros nomes ao cenário mainstream, tendo forte presença digital e, consequentemente, um público majoritariamente jovem, possui como alguns dos seus grandes nomes artistas como Recayd Mob, Sidoka e Raffa Moreira, além de agora, é claro, Anitta.

A cantora que começou sua carreira no funk e, pelos últimos anos, se dividiu entre o mercado pop e latino, já vinha se aproximando desse estilo musical pelas beiradas e, em seus dois últimos lançamentos, deixou mais do que clara a nova empreitada.

Quem assinou a estreia de Anitta no trap foi outro nome influente do meio: WC no Beat. Apontado como uma das referências na mistura do trap com o funk, WC lançou na semana passada seu novo disco, “GRIFF”, e conseguiu um dos feitos mais inesperados desse ano, que foi unir Anitta e Djonga na mesma canção.

Longe dos versos em espanhol e influências do reggaeton que ditaram o tom de suas últimas músicas, “Cena de Novela” traz a artista carioca mais do que enturmada dentro de sua nova proposta, com versos rimados que buscam fazer o encontro das suas novas inspirações no rap com a familiaridade do funk.



O flow de Anitta está aprovado?

Uma semana depois de “Cena de Novela”, foi a vez de mais uma parceria de Anitta no trap chegar ao público. Ao lado de Dfideliz, do Recayd Mob, BIN e seu parceiro de longa data, Papatinho, em “Tá com o Papato” Anitta vem ainda mais ousada, aqui sequer flertando com o funk pra facilitar a assimilação do público. “Chegou a patroa”, ela versa, em referência a treta com Ludmilla, que também rendeu a música “Cobra Venenosa”, enquanto segue falando sobre ela, Papatinho e manda até alguns versos em inglês, se autointitulando uma “diva worldwide”.

Anteriormente, Papatinho e Anitta haviam colaborado na música “Onda Diferente”, com Ludmilla, presente no disco “Kisses”.



Apesar da chegada de Anitta ao trap ainda ser uma novidade, a cantora nunca escondeu a sua influência no hip-hop, o que vai desde a sua admiração por Beyoncé a recente aproximação de artistas como Cardi B e Megan Thee Stallion pelas redes sociais, sem contar nos inúmeros feats com rappers em todas suas investidas no mercado internacional, como Tyga em “Desce pro play”, Swae Lee em “Poquito” e Snoop Dogg em “Onda Diferente”.

Será que essa nova fase da cantora pega?