Reprodução/Divulgação Ela poderia estar divulgado o remix de “Levitating”, de Dua Lipa, mas preferiu uma fake news.

Madonna defende uso de hidroxicloroquina, medicamento ineficaz contra COVID-19

Ela poderia estar divulgado o remix de “Levitating”, de Dua Lipa, mas preferiu uma fake news.
Madonna poderia estar divulgando o remix “Levitating”, de Dua Lipa, mas resolveu publicar no Instagram, nesta terça-feira (28), um vídeo da médica Stella Immanuel defendendo o uso da hidroxicloroquina, medicamento que já comprovou ineficácia contra o COVID-19. Donald Trump também já compartilhou um vídeo da mesma médica.


Na legenda do vídeo, a cantora usa argumentos que parecem ter surgido de uma corrente do WhatsApp. Madonna alega que "a verdade nos libertará, mas algumas pessoas não querem ouvir, especialmente as pessoas no poder que ganham dinheiro nessa corrida por uma vacina. (...) Preferem deixar as pessoas ricas mais ricas e as pessoas pobres mais pobres".

Até o momento da publicação desta matéria, o vídeo divulgado por Madonna segue no ar. Esta é a segunda tentativa da cantora de publicar o vídeo, já que na primeira o vídeo acabou sendo deletado. Por se tratar de uma informação falsa, o Instagram ocultou a publicação, mas ainda é possível assistir ao vídeo. Não iremos trazer o link para não propagar mais desinformação.

Logo nos primeiros meses de pandemia, Madonna, inclusive, revelou que testou positivo para anticorpos contra o COVID-19. Ela explicou ao fim da turnê de "Madame X" em Paris, por volta de março, sentiu que estava com uma gripe forte, mas aparentemente já se tratava do novo coronavírus devido a testagem positiva.

Importante ressaltar que um estudo brasileiro, publicado no "The New England Journal of Medicine", chegou a conclusão de que a hidroxicloroquina não tem eficácia em casos leves e moderados do COVID-19. O estudo, liderado pelo grupo "Coalizão COVID-19", analisou 600 participantes que foram atendidos em 55 hospitais do país.

Ainda no início de julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que não encontrou qualquer "benefício claro" aos pacientes diagnosticados com COVID-19. O diretor de emergências da OMS, Michael Ryan, explicou que "nos nossos estudos observacionais, não vimos nenhuma mudança positiva entre aqueles que tomaram o medicamento".

Dados desta terça-feira aponta que no Brasil, mais de 88 mil pessoas perderam suas vidas devido ao novo coronavírus e o país beira e 2,5 milhões de casos. Entre os estados, São Paulo lidera no número de casos (487.654) e óbitos confirmados (21.676).