Reprodução/Divulgação C*ralho, eu sou muito rara!

Tá acontecendo, gente! Após mais de 4 anos de espera, Selena Gomez lança seu novo álbum, o "Rare"

C*ralho, eu sou muito rara!
E não é que o dia chegou? Depois de mais de quatro anos de espera pelo sucessor do "Revival", Selena Gomez lança nessa sexta-feira (10) seu novo disco, o "Rare".

Com produções de Mattman & Robin, duo por trás de músicas da Janelle Monáe, Taylor Swift, Julia Michaels e de "Lose You To Love Me", da própria Selena, Jon Belllion, que mais recentemente produziu "Graveyard", da Halsey, e MNEK, mais conhecido por trabalhos com Little Mix e Zara Larsson, o "Rare" traz uma sonoridade que mistura o pop minimalista apresentado no "Revival" com batidas eletrônicas que nos lembram bastante o "Stars Dance"

Mas o maior destaque do material são suas letras. Se o disco anterior já trazia composições bem honestas sobre a vida da cantora, o "Rare" vai ainda mais fundo, se tornando o trabalho mais vulnerável e visceral da artista, que nesses últimos quatros anos enfrentou  problemas de saúde relacionados ao Lúpus e a ansiedade e términos conturbados de relacionamento. 

Em seu novo material, Selena fala sobre a importância de se estar aberto a sentir, seja o que for, na faixa "Vulnerable"; a necessidade de cortar de sua vida aqueles que já não te faziam bem, tema de "Cut You Off"; a aceitação de que algumas pessoas vem e vão em nossas vidas, retratada em "People You Know"; e, finalmente, a importância de se descobrir especial e suficiente na canção que merecidamente dá o nome ao disco, "Rare".  



Ainda que seja um disco introspectivo e muito pessoal, o novo álbum de Selena é divertido e dançante, nos convidando a tratar sobre as questões mais difíceis de nossa vida com uma certa leveza, algo que fica bem evidente em canções como "Dance Again" "A Sweeter Place". A artista nos mostrou a parte mais sombria de seus pensamentos e recuperação em "Lose You To Love Me" e guardou o melhor e mais aconchegante para esse momento.

O "Rare" como um todo não é tão ousado quanto músicas como "Bad Liar" e "Fetish", canções que foram incluídas na versão Target do disco e que podem ter gerado uma certa expectativa com relação ao direcionamento dos futuros trabalhos de Selena, mas é o material que melhor a define como artista: alguém que consegue conversar com sua geração de forma simples e direta, porém acolhedora e muito verdadeira, sobre saúde mental, autoaceitação e, mais do que tudo, amor - não o amor romântico, mas o amor pelas pequenas coisas, pelos sentimentos, pelos ensinamentos e, em suma, pela vida.