Reprodução/Divulgação Do topo dos charts às menções no Twitter, confira 10 mulheres poderosas que definiram a indústria esse ano.

Lizzo, Billie Eilish, Rosalía e mais: 10 mulheres que transformaram a música em 2019

Do topo dos charts às menções no Twitter, confira 10 mulheres poderosas que definiram a indústria esse ano.

Do topo dos charts às listas da Pitchfork e menções no Twitter, a música em 2019 foi dominada por mulheres criativas e dispostas a reinventar o som pop como conhecemos. Desde o teen pop ao reggaeton, o trap, o sertanejo e a pc music, tivemos artistas brilhando o ano inteiro e uma infinidade de obras musicais incríveis assinadas por mulheres.

Selecionamos 10 das artistas femininas que mandaram na indústria esse ano, e resumimos um pouquinho das conquistas de cada uma dessas maravilhosas. Vem ver:

Billie Eilish
Aos 17 anos, Billie Eilish já acumula 6 indicações ao Grammy após o sucesso estrondoso de seu debut, “When We All Fall Asleep, Where do We Go?”, composto inteiramente por ela e seu irmão Finneas. Com beats de trap e dubstep misturados ao seu bedroom pop melancólico, a sonoridade do álbum é perfeita para consagrá-la o ícone da geração Z. Billie ainda foi a artista feminina mais ouvida no Spotify em 2019, com o álbum mais escutado na plataforma durante o ano.

Rosalía
Após o sucesso mundial do seu segundo álbum de estúdio, “El Mal Querer”, a cantora espanhola deixou bem claro em 2019 que pode entregar de TUDO, lançando singles das mais variadas sonoridades: ela começa o ano com o smash “Con Altura”, parceria com J Balvin e El Guincho que hoje já conta com mais de 1 bilhão de views no YouTube; ao longo do ano ainda trouxe o hino das unhas enormes “Aute Cuture”, a rumba cantada em catalão “Milionária”, a parceria reggaeton com Ozuna “Yo x Ti, Tu x Mi”, e o glich pop “A Palé”, sempre misturando suas referências flamencas a sons urbanos. Rosalía ainda conquistou 3 Grammy Latinos pelo disco EMQ, e encerra o ano com duas indicações para o Grammy de 2020 como Artista Revelação e Melhor Álbum Latino.

Lizzo
Se 2019 foi o ano de alguém, foi o ano da Lizzo. A cantora alcançou o topo do Billboard Hot 100 por 7 semanas com “Truth Hurts”, que se tornou a música de rap feminino com mais tempo na primeira posição da história. Lizzo ainda conquistou 8 indicações ao Grammy 2020, incluindo o prêmio de Artista Revelação e de Álbum do Ano pelo seu “Cuz I Love You”, lançado ano passado e que deu espaço para músicas do início de sua carreira despontarem nos charts e conquistarem o mundo todo.

Lana Del Rey
Dona do primeiro lugar na lista de melhores álbuns do ano da Pitchfork, Lana Del Rey entregou em 2019 uma obra forte e completa com o seu “Norman Fucking Rockwell!”. Composto por ela em parceria com Jack Antonoff,  o álbum não só teve um ótimo desempenho nos charts e uma recepção extremamente positiva da crítica - a estreia atingiu a 3ª posição do Billboard 200 e recebeu um 9.4 da Pitchfork -, mas mostrou ao mundo a sua potência como compositora com 14 faixas impecáveis. A turnê do disco chega ao Brasil em abril, durante o Lollapalooza, e temos certeza que vem showzão por aí!

Normani
Dona do videoclipe mais comentado do ano, o primeiro trabalho completamente solo da ex-Fifth Harmony, “Motivation”, impressionou o mundo pela força de sua performance e por ser a ode perfeita às popstars R&B dos anos 90 - recentemente, ela ainda questionou em entrevista à Cosmopolitan porquê da música pop precisar ser "tão branca", e afirmou que ter exigido que o clipe tivesse o máximo de representação da cultura negra possível. Normani ainda teve o bem sucedido feat com Sam Smith "Dancing With A Stranger" na conta de 2019, que chegou à 7ª posição do Billboard Hot 100. A expectativa é altíssima para o seu debut, que deve chegar ao mundo em 2020. Estamos ansiosos!

Ariana Grande
Ari começou 2019 com o potente “thank u, next”, a redenção pop merecida depois de todas as reviravoltas em sua vida no ano anterior. O lead single com o mesmo nome teve sua estreia na primeira posição do Hot 100, e o segundo single do disco, “7 rings”, também debutou em primeiro. O álbum ainda foi considerado o melhor de 2019 pela Billboard e a Rolling Stone, e a cantora ainda garantiu uma turnê mundial extremamente bem sucedida: dedicada aos seus últimos dois trabalhos, a Sweetener Tour foi a maior já feita por Ariana, tanto em público como faturamento. A tour ainda engajou a audiência politicamente, registrando 33 mil americanos para as próximas eleições, como parte de uma ação da cantora para conscientização de seus fãs sobre a importância da participação no processo eleitoral no país.

FKA Twigs

Gratidão é só o que podemos sentir por Fka Twigs por nos ter presenteado com “MAGDALENE”. Considerado o segundo melhor álbum do ano pela Pitchfork com nota 9.4, o disco é cheio de faixas emocionantes e íntimas guiadas pelos delicados vocais de FKA, que ainda revelam todo o seu brilhantismo como compositora. O single “cellophane” ainda foi considerado a melhor canção do ano pela editoria, com versos que mergulham profundamente nas emoções de um coração partido.

Charli XCX
Princesinha da pc music, Charli trouxe esse ano o seu esperado terceiro álbum, batizado com o seu próprio nome. Composto e produzido com o seu colaborador de longa data, A.G. Cook, o disco traz uma série de colaborações grandiosas, desde a nossa diva conterrânea Pabllo Vittar à Lizzo, Sky Ferreira, Kim Petras e HAIM. A sonoridade pop futurista própria da artista garante uma legião de fãs dedicados ao seu universo ao redor do mundo, e cada faixa do disco parece dedicada à comunidade criada por seus admiradores, desde os versos sobre festejar até de manhã aos que revelam as dores de sentir-se desajustado. O álbum teve boa recepção pela crítica, com a faixa “Gone” com Christine and The Queens na quarta posição das melhores músicas de 2019 pela Pitchfork. Charli ainda mostrou seu lado empresária em 2019 com a série “I’m With The Band”, idealizada por ela para a Netflix: com 4 episódios, o programa mostra o nascimento da banda Nasty Cherry, que inicia a vida na música com a mentoria da cantora; é super interessante ver a visão madura de Charli sobre o futuro da indústria em ação.

Megan Thee Stallion
A hot girl Megan Thee Stallion iniciou todo um movimento de amor próprio e incentivo para as mulheres abraçarem a própria sensualidade livres de julgamentos com o meme Hot Girl Summer, que acabou se transformando em hit parceria com Nicki Minaj e Ty Dolla Sign. A faixa chegou à 11ª posição do Hot 100, maior posição conquistada pela rapper nos charts em apenas 2 anos do lançamento do seu primeiro trabalho de estúdio, “Make It Hot”. Megan começou a participar de batalhas de rap aos 16 anos, inspirada por sua mãe, a também rapper Holly-Wood, e conquistou o mundo com as rimas bem-humoradas do EP “Tina Snow”, batizado em homenagem ao alter-ego unapollogetic da artista. Seu mais recente trabalho, o disco “Fever”, recebeu nota 8 da Pitchfork, com a faixa “Cash Shit” considerada uma das melhores de 2019 pela editoria.

Marília Mendonça
Passando na frente de Lady Gaga na lista de artistas mais vistos da história no YouTube - e acumulando mais de 6,4 bilhões de views em seu canal -, a sertaneja Marília Mendonça é dona de um sucesso estrondoso: foi a artista mais ouvida do país no Spotify e na Deezer em 2019, conquistando na última a terceira posição entre os artistas mais ouvidos do mundo na plataforma. A cantora de apenas 24 anos ainda venceu do Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Sertaneja em 2019 com o projeto “Todos Os Cantos”, que passou por 16 capitais brasileiras ao longo do ano e conquistou também o primeiro lugar entre os álbuns mais ouvidos do Brasil no Spotify. Compositora desde os 14 anos, o cenário machista do sertanejo demorou anos para abraçá-la, e viveu no anonimato durante muito tempo escrevendo canções para grandes artistas do gênero como Cristiano Araújo e João Neto & Frederico. Hoje, Marília tornou-se referência mundial no gênero, colecionando hits suficientes para ser considerada a maior artista brasileira.

2019 ainda trouxe diversas outras artistas com obras incríveis na música, e a nossa lista poderia ter mais milhares de nomes. Ainda temos um longo caminho a ser percorrido por maior representação feminina na indústria - segundo a Forbes, mulheres representavam apenas 21% dos artistas na Hot 100 e Billboard 200 no início desse ano, e apenas 10% das indicações ao Grammy entre 2013 e 2019 eram mulheres. Torcemos por um 2020 com mais e mais artistas, compositoras, produtoras, engenheiras, empresárias e profissionais femininas em geral mostrando toda a sua potência criativa no meio musical.