Reprodução/Divulgação Mais do que um vocalista, Matty é a alma da banda e faz de toda a sua intensidade o cartão de visita para a nova fase do grupo

Performance frenética de Matty Healy faz do The 1975 um dos destaques do primeiro dia de Lollapalooza 2019

Mais do que um vocalista, Matty é a alma da banda e faz de toda a sua intensidade o cartão de visita para a nova fase do grupo
Foto: Fábio Tito/G1

Veteranos de Lollapalooza, os caras do The 1975 fizeram nessa sexta-feira (05) sua segunda apresentação no festival. Dessa vez, eles trouxeram ao Lolla a fase mais pop da sua carreira, ainda que também seja a mais crítica, dando vida ao disco base de sua atual turnê, o "A Brief Inquiry Into Online Relationships", lançado no ano passado.

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Caótico, o material ditou o tom dessa nova fase da banda. Embora sempre tenha sido uma característica do grupo fazer críticas sociais enquanto nos coloca pra dançar, agora tudo adquiriu um tom ainda mais frenético. É o caso, por exemplo, da performance de "Love It If We Made": enquanto todos dançam ao som do synthpop, imagens de desastres e desgraças mundiais inundam o telão junto com a frase "a modernidade falhou com a gente", presente na letra da música.


Tudo muito grande, muito intenso, muito exagerado. Bem millennial, né?

Aliás, muito dessa grandeza no palco se deve ao vocalista, Matty Healy. O cara é a alma da banda e passou os 60 minutos de show cantando, atuando e interagindo com toda intensidade possível. Ele entrou em personagens, travou uma guerra com a câmera robô e até deixou de fumar um cigarro quando a galera na plateia gritou e aplaudiu como se o ato não representasse um vício. É a intensidade e a sinceridade de Matty que faz com que as Críticas Sociais Fodas™ do The 1975 não soem forçadas. Tanto no disco, quanto no ao vivo. 



Essa atmosfera caótica também se refletiu no palco: um retângulo, símbolo bem utilizado pela banda em capas de disco, ganhou vida com projeções e muitas cores, servindo de moldura para a performance de Matty e duas dançarinas-vocalistas de apoio, que ajudaram a dinamizar ainda mais o show. 

Com tantas mudanças assim, ainda há espaço para o antigo som da banda? Sim! Além das novas canções, com destaque para "TOOTIMETOOTIMETOOTIME" e "It's Not Living (If It's Not With You)", o setlist trouxe também algumas faixas queridinhas dos fãs, como "Sex", "Chocolate" e "The Sound", essa a representação perfeita entre a transição sonora do que era e do que é o The 1975 atualmente. 

Depois de duas vindas ao Lolla (e dois ótimos shows), a gente fica aqui torcendo para continuar a ver a banda britânica ,arcar presença no festival.