Video Review: Iggy Azalea (com Rita Ora) repete a fórmula no clipe de 'Black Widow' sem conseguir o mesmo efeito

Depois de "Fancy" ( nossa Video Review aqui ), Iggy Azalea viu a fórmula mágica para conseguir sucesso: um featuring  + clipe ...

Depois de "Fancy" (nossa Video Review aqui), Iggy Azalea viu a fórmula mágica para conseguir sucesso: um featuring + clipe inspirado em filme. Enquanto no seu primeiro smash single tínhamos Charli XCX colocando um pop no rap/hip-hop da australiana com o clipe inspirado no filme "As Patricinhas de Beverly Hills", em "Black Widow", single que sucede "Fancy", temos "Rita Ora" e "Kill Bill".

Assim que a single cover de "Black Widow" foi revelada, as expectativas para o clipe foram às alturas, afinal, referenciar um Tarantino é um evento por si só, principalmente quanto o último clipe inspirado por um filme dele foi um dos mais emblemáticos e icônicos clipes da década - "Telephone" de Lady Gaga e Beyoncé.

Mas quanto maior a expectativa, maior a queda. Não, o clipe de "Black Widow" não foi uma queda de fato, porém ficou aquém do que esperávamos. Dirigido por Director X (o mesmo diretor de "Fancy") e a própria Azalea, o clipe mostra os devaneios de Fox (Iggy) depois de Michael Madsen (ator que esteve em "Kill Bill" Volume 1 e 2), namorado de Rita com a peruca da Sia, ser rude e dispensar o pedido por ela feito.

A narrativa escolhida foi a de o vídeo sobrepor a música em vez de acompanhá-la, ou seja, na maior parte dele as cantoras não cantam a letra da canção, salvo apenas o primeiro verso de Ora. Não que isso seja um defeito, mas no modo tradicional teria ficado melhor.

Além disso, o clipe usa e abusa do slow motion, com váaaarias cenas em câmera lenta, que quebram o ritmo da canção e do próprio clipe, fazendo com que tudo fique paradão, sem gás. Numa edição normal, ou até mesmo um pouco acelerada, daria o efeito das cenas de luta de "Kill Bill", super coreografadas e ágeis. O uso do efeito no clipe fez com que tudo parecesse mal ensaiado (como a parte em que Ora chuta o ator Paul Sorvino na partida de poker).

O que há de melhor no clipe, além dos macacões das cantoras que evidenciaram ainda mais seus enormes dotes (a bunda da Iggz e os seios da Ora), é a própria filmagem, numa ótima cenografia, diminuída com o uso dos efeitos especiais (a viúva-negra digital é bem artificial) e alguns planos com chroma key, que, ao que parece, voltou à moda - vide o clipe de "Break Free" da Ariana Grande & Zedd.

"Black Widow" não é um clipe ruim, é apenas "menor" dentro da videografia de Iggy Azalea. Serviu ao seu propósito de impulsionar a canção e é, olhando numa perspectiva geral, um clipe eficiente, além de dar moral à Rita Ora que anda tão pra baixo no mercado ultimamente. Calvin Harris está aí de prova.



Sobre a nota: 5 estrelas para o Conceito, que é fenomenal, 3 estrelas para o Roteiro, que às vezes soou confuso (ainda sem entender porque os seguranças não movem um dedo quando Ora derruba o cara no jogo de poker) e também 3 para a Cenografia pelos já citados efeitos especiais.