Where We Are Tour: Passagem do One Direction pelo Brasil foi sensacional e a gente explica o porquê!

A boyband britânica One Direction encerrou no último domingo (11) a sua passagem pelo Brasil, com um show no Estádio do Morumbi, em S...

A boyband britânica One Direction encerrou no último domingo (11) a sua passagem pelo Brasil, com um show no Estádio do Morumbi, em São Paulo, e depois de perder as duas primeiras apresentações do grupo por aqui, decidimos que esse último show era imperdível e lá fomos nós para o estádio, ver o que os tornam lindos e a razão de continuarem arrancando tantos gritos ao redor do mundo.

Longe de ser apenas uma dessas tendências momentâneas do pop, o grupo formado e revelado pelo X-Factor já possui três álbuns lançados, sendo eles "Up All Night", "Take Me Home" e o disco que figurou entre os nossos favoritos de 2013, "Midnight Memories", e foi com eles que formaram uma setlist bem variada, indo do pop cheio de synths do disco de estreia aos refrões marcantes do segundo álbum, até chegar nessa proposta mais contagiante e flertando com o rock do último CD.



Desde o começo, tudo pareceu muito bem preparado. Os meninos, ainda que estivessem exaustos (houve um show deles no mesmo estádio no dia anterior), conseguiram mostrar muita disposição e vontade de não deixar todas aquelas fãs, que também estavam bem dispostas a gritarem enquanto tivessem voz, o que foi insanamente lindo — em alguns momentos, os gritos uníssonos produziam uma sensação de vibração incrível. Com o repertório que possuem até agora, os britânicos também não nos deixaram parar, com um sucesso atrás do outro, e quando acontecia de cantar alguma música que nem todos sabiam cantar, compensavam com muitas danças e brincadeiras com o público, que também se esforçava pra aprender os refrões que ainda não sabiam de cor.

Falando em partes estruturais, tudo também funcionou bem. O estádio possuía espaço de sobra para suportar todas as fãs e o fato de ser perto do metrô contribuiu tanto para ida quanto volta do show, o que é bem importante quando falamos de eventos nessas proporções. Banheiros e pontos para a compra de alimentos e bebidas também estavam bem posicionados e sinalizados, assim como as saídas de emergência. Na volta, foi preparado até mesmo um circuito de ônibus especial, que conduzia as pessoas da porta do estádio à estação Butantã. Uma sacada e tanto da produtora do evento, Time For Fun, em parceria com a CET. Meus pés agradecem.



Voltando ao show, o público do One Direction no Brasil é um dos melhores do mundo. Como era de se esperar, tinham muitas crianças, assim como pré-adolescentes e adolescentes em si, além dos seus respectivos pais, mas todos eram de uma educação absurda. Enquanto caminhava em direção ao palco, escutei ao fundo uma menina dizendo que, como havia ido ao show de sábado (10), não iria para grade pra dar lugar aos fãs do dia, e durante a apresentação, duas ou três meninas ainda se acalmaram pra se desculpar por ter empurrado ou me atingido sem querer enquanto aplaudia, fazia corações com as mãos ou simplesmente perdiam o controle. 

No meio da multidão, também não tive problemas quanto a empurrões ou coisas assim e, tirando os pais que colocavam suas filhas no alto, atrapalhando a visão de quem estava atrás, deu pra assistir tudo tranquilamente, sem confusões — houveram alguns relatos de roubos nos locais, mas as orientações antes do show eram bem claras quanto a nos cuidarmos para evitar isso e, ao menos comigo, nada disso aconteceu.



Um dos momentos mais sensacionais de todo o show foi durante a performance de "What Makes You Beautiful", o single de estreia da boyband, onde todos, sério, T-O-D-O-S cantaram juntos ("Midnight Memories", que abriu o show, teve um efeito semelhante e o mesmo se repetiu com "Best Song Ever", que encerrou a apresentação). Uma mãe que estava ao meu lado e no início reclamou sobre o que mostravam nos telões antes de começarem a apresentação ("Se fosse pra ver clipes, eu ficava em casa" hahahaha), dançava mais que a sua filha e isso também foi bem engraçado. 

Os sorrisos dos meninos deixavam claro que eles podiam sentir (e ouvir) toda essa animação do público, o que devia ser intuito das fãs. Falando nisso, o modo com que as músicas do "Up All Night" levavam a multidão à loucura foi demais. Desde sua estreia, a banda teve mudanças visual e musicalmente perceptíveis e, enquanto cantavam "What Makes You Beautiful" ou "One Thing", dava a impressão de estarem cantando algum sucesso que lançaram há uns dez anos, quando na verdade faz pouco menos de quatro. Demais mesmo. 



Outro ponto pra lá de positivo durante o show foi a forma com que eles interagiam o tempo todo com o público. Pelas fotos e clipes, a gente já tinha essa impressão deles serem bem espontâneos e brincalhões, mas em palco é ainda mais legal. Há pouco acompanhamos a polêmica da Avril Lavigne por aqui e seu Meet & Greet sem sal, então é incrível ver um artista que se mostra tão disposto a provar que o amor dos fãs é recíproco. 

Eles dançam o tempo todo, brincam entre si e com os fãs que estão mais próximos do palco. Em alguns momentos, o Harry simplesmente parava de cantar pra conversar, e rola até um bloco onde eles respondem perguntas dos fãs no telão, o que terminou rendendo uma coreografia para "Macarena". Hahahah. O público não economizou com os gritos de "Eu te amo!", tanto para toda a banda quanto para alguns integrantes e, se a memória não falha, só não teve um "Eu te amo" especial para o Zayn, mas ele sabe que o público também o ama.

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Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. Liam Payne. 



Não poderíamos também deixar de falar da boyband brasileira P9, que deu uma passada rápida pelo palco, realizando o show de abertura para os britânicos. Essa é a primeira vez que a gente os assiste ao vivo e as impressões foram bem positivas. Cientes de que ainda não possuem muitos sucessos, os meninos fizeram uma apresentação com cerca de meia hora, composta por quatro músicas do seu disco de estreia ("Just Two Of Us", "My Favorite Girl", "Sinta a Vibe" e "Love You In Those Jeans"), mas o ponto alto ficou mesmo para os covers, de "Radioactive" do Imagine Dragons (!!!) e "Do Seu Lado" do Jota Quest. Antes deles, o que aqueceu o público foram os clipes no telão, e teve Olly Murs, Little Mix, One Republic e até aquela boyband australiana do hit "She Looks So Perfect", 5 Seconds of Summer, o que nos fez pensar se tem alguém pensando em trazê-los para solos tupiniquins em breve, não seria ruim.



Por fim, gostaríamos de agradecer demais à Time For Fun e nos confessar Directioners após esse show. A banda, que no começo foi intensamente criticada como um produto totalmente fabricado pela gravadora, hoje apresenta um dos trabalhos mais consistentes do mercado pop atual, enquanto mescla muito bem seu talento com refrões e essa influência mais rock, que é simplesmente incrível. Os meninos, que nem se conheciam antes do reality show do Simon Cowell, também possuem uma sintonia fantástica e expressam muito bem isso, enquanto mais parecem estar se divertindo do que trabalhando de fato e isso super colabora para o clima do show, que corre por horas sem que você note o tempo passar. Só achamos uma pena que a banda já esteja sofrendo com vendas lá no Reino Unido, pois nossa torcida é pra que eles durem outros três ou quatro discos. Aliás, já podem voltar ao Brasil quando quiserem.