Uma carta aberta aos nossos leitores: completamos hoje quatro anos de blog!

Agora você está aí, de boa na frente do computador, lendo um texto que encontrou depois de algum link em alguma rede-social e, *pluft*, ...

Agora você está aí, de boa na frente do computador, lendo um texto que encontrou depois de algum link em alguma rede-social e, *pluft*, surge em sua cabeça aquela ideia que você considera a mais genial de todas de todos os tempos da história do universo desde quando você nasceu. Pensando melhor, talvez nem seja lá algo tãaao grandioso, mas a ideia continua sendo boa e, obviamente, você quer levá-la a frente. 

Foi assim que grandes invenções ganharam o mundo, como esse monitor que você está olhando neste momento (ou a tela do seu celular, tablet, whatever que te permita ler essa postagem exatamente agora) e foi mais ou menos assim que deram vida a mim, o It Pop. Tá bom, eu ainda não pirei ao ponto de passar a atender pelo nome do blog, mas para as coisas ficarem mais intimistas e bonitinhas (nada pras charts), hoje vou falar no singular da primeira pessoa, certo?

Pega aquela máquina do tempo que tá lá no seu armário, aquele modelo 2000 tradicional na casa de todas as famílias brasileiras, programa ela para o dia três de fevereiro de 2010, entra, fecha os olhos e depois aperta aquele botão vermelho. Não, não! Esse é o azul. Abre os olhos, pare o dedo em cima do botão vermelho, feche-os novamente e então pode apertá-lo.

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2010 foi um bom ano para o pop. Os discos "We Are Born" e "Body Talk", das cantoras Sia e Robyn, respectivamente, foram lançados nesse ano. Foi também nele que Eminem e Rihanna se uniram pela primeira vez, resultando no hino "Love The Way You Lie", e outra infinidade de lançamentos marcantes também ocorreram neste mesmo período, como "California Gurls" da Katy Perry, "Telephone" da Lady Gaga, "Fireflies" do Owl City e, como eu disse, uma verdadeira infinidade de lançamentos. Opções de coisas para escutar, dançar ou só curtir mesmo, realmente não faltavam, mas eu optei por uma coisinha que começou a ganhar as rádios no ano anterior: "Tik Tok", de uma cantora chamada Ke$ha.



Basicamente, a música é sobre uma porralouca que só quer saber de diversão, bebidas e ignorar o tique-taque do relógio, mas eis que entre seus versos eu recebi uma mensagem extraordinária, só que deixemos pra falar dela daqui a pouquinho. No caso da viagem no tempo afetar parte dos seus pensamentos, irei ajudá-lo a se situar. Neste tempo, eu era só um moleque de quinze anos descobrindo o quão insignificantes e pequenos eu e toda minha família, vizinhos, amigos, escola e etc, éramos diante de todo o universo de informações presente pela rede mundial de computadores.

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Numa necessidade de se restabelecer e se sentir significativamente grande o bastante pra continuar bem com o que eu chamava de vida, tudo o que eu precisava era me familiarizar com esse montão de coisas que a caixinha bege que eu tinha naquele tempo podia me oferecer, aí eu abri contas em tudo quanto é rede-social... e fiz um blog. Antes que pense nisso, o nome do blog não era "It Pop!" e sim "Tá Listado!". Seria uma página com listas de coisas que eu achava legal e nunca tinha feito, ou já tinha feito e não achava legal, só que minha criatividade estava limitada o suficiente ao ponto de bloquear minha mente depois da segunda postagem no tal blog.

(Pra ser sincero, todo ano eu penso em pular essa parte da história, porque é longamente chata, então é justamente isso o que farei. Apenas tenha em mente que o blog não deu certo, mas eu continuava querendo ter um, então fui ouvir música e, entre os versos de uma canção chamada "Tik Tok", de uma loira aparentemente bêbada e chamada Ke$ha, tive uma mensagem que serviu como um código serial para o programa pago em versão de teste que eu chamava de cérebro. A mensagem está nas palavras a seguir.)

DON'T 

STOP 

MAKE 

IT POP!

Parece uma completa loucura, mas foi isso o que eu ouvi. A música pediu pra que eu não parasse e fizesse o It Pop. Meu inglês deficiente contribuiu bastante pra que essa interpretação soasse bem o suficiente no momento e, cá entre nós, ainda bem que eu não era a filha da Xuxa, né? Pode reprogramar a máquina do tempo de volta para o futuro, posicionar o dedo próximo ao botão vermelho, fechar os olhos e apertá-lo.

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Essa parte da história é mais óbvia. Eu fiz o blog. Uma página sobre música pop e com "pop" no nome. A ideia era que no começo fosse algo entre amigos e foi assim que ela ganhou vida, mas quando eu vi já tinha gente da Ucrânia acessando a página, o que é bizarro demais, então eu entendi que já não falava mais apenas com pessoas que conhecia e me assustei, tentei me adaptar a ideia, corri atrás de melhorias e cada vez vi a página crescendo mais e mais, não necessariamente nesta ordem.

Quem vê de fora, pensa que ter um blog é fácil demais ou difícil pra caramba, então tô aqui pra enfim esclarecer essa questão: depende do dia da semana. Quatro anos de blog é muita coisa e, meu Deus!, se aos meus quinze eu soubesse que nos dezenove continuaria alimentando essa vontade de escrever, tinha começado com um livro ou algo que pudesse me deixar rico, mas não posso reclamar, simplesmente amo tudo o que conquistei. Conquistamos. Tá certo que tem os chatos, os ignorantes, os babacas e até os bundões, mas tem gente assim em absolutamente todo lugar do mundo, então só precisei aprender a ignorá-los, focando nos lindos que realmente estavam interessados no que tínhamos a oferecer.

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Deu pra notar que voltei a puxar umas palavras no plural? É porque nessa parte eu já não estava mais sozinho, assim como não estou agora. O It Pop se tornou não só um coletivo na parte de cá, com uma equipe cheia de gente que ama entretenimento assim como a Taylor Swift ama meninos famosos, como também do outro lado do monitor, com os leitores. Não vamos dizer que é uma legião, mas hoje temos muita gente que nos acompanha e muita gente é gente demais! Hahahah! O mais legal nisso, porém, é poder ver alguns rostos que estão nesta coisa toda desde o comecinho, quando recebi a mensagem e tudo mais. Significa que acertei em algo — ou que essas pessoas realmente não conseguiram nada melhor pra fazer nos últimos quatro anos — e isso só faz com que eu tenha a vontade de fazer isso por outros quatro, oito, dez anos. Depois eu envelheço e arrumo outro hobby, esperando que faça o mesmo.

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Enfim, escrevi tanto que não ficaria surpreso se no fim Jesus voltasse a Terra, pois foi quase uma bíblia. Obrigado se você leu até aqui e se você tem essa mesma paciência pra nos acompanhar, seja por quatro anos ou quatro minutos. Se você tá conhecendo o blog agora, seja bem-vindo e pode se sentar, mais tarde não tem café ou bolo, mas sempre rolam uns clipes e GIFs. Se você ficou com preguiça e perdeu essa parte do texto, saiba que é um grande babaca. Sério, um babacão. Pela frente anunciaremos diversas novidades e esperamos poder encontrá-lo aqui outra vez nesta mesma data, só que em 2015. Mas segura aí, pois usar a máquina do tempo pra saber como estaremos até lá não vale. ;D

PS.: Daqui a pouco tem novidades pra você por aqui. Fica ligado! :p