Especial #NovoLollaBR, It Pop apresenta: Jake Bugg e a salvação do folk moderno

O que se passa na mente de um garoto que simplesmente carrega o folk moderno nas mãos?  Estamos falando de Jake Bugg, 19 anos e já tem...

O que se passa na mente de um garoto que simplesmente carrega o folk moderno nas mãos? 


Estamos falando de Jake Bugg, 19 anos e já tem a honra de ser o queridinho do Noel Gallagher a.k.a. o rabujento e genial do Oasis. Lançar um álbum totalmente despretensioso sobre a adolescência nos subúrbios sujos de Nottingham não parecia nada sugestivo para o mercado britânico atual. Ainda mais brincando sobre o assunto como o Jake Bugg brincou. Sua acidez e sinceridade agressiva conseguiu conquistar a população inglesa por completo, uma sociedade que ainda estava bem confusa por estar aderindo à fase "One Direction são os nossos novos Beatles". Claro que citar isso da boyband vinda do X-Factor não foi atoa! Jake Bugg ficou conhecido no mercado norte-americano após suas polêmicas em relação à sua língua afiadíssima, com direito a trocas de farpas com um dos integrantes, quer dizer só por parte da banda, já que Jake nem sequer se deu o direito de rebater tal assunto.



Não estamos aqui para falar sobre a opinião do artista e sim sobre sua música, certo? Certo! E música não é um assunto que se deixa a desejar quando se estamos falando de Jake Bugg. Mesmo citando a banda Rolling Stones como sua maior influência, seria uma cegueira recusar aceitar a familiaridade que o cantor tem com o genial Bob Dylan. Isso ainda não é o suficiente para você?! 



Se ainda é um adepto dos números, digamos que Jake Bugg foi um fenômeno no Reino Unido conseguindo o número 1 uma semaninha depois do lançamento do álbum por lá, detalhe que Bugg ainda era um "nada" no mundo da música, tendo apenas algumas chances de tocar naqueles festivais que a BBC abre para os novatos. Embarcar para o mercado norte-americano foi uma tarefa complicada, mas ele conseguiu um espacinho sendo chamado para vários programas de audiência e virando o queridinho de vários artistas.

O cantor ainda está traçando sua jornada, agora com seu novo álbum "Shangri La", se no primeiro autointitulado víamos um Bugg ainda confuso, melancólico, mas mesmo assim genial, agora conhecemos o lado mais agressivo do cantor que extravasa voracidade como nos singles "What Doesn't Kill You" e "Slumville Sunrise". Mas Jake, diferente de muitos nomes da música indie/folk, não segue uma linha em seu álbum. Ele é mais curioso. Consegue derramar o mais sólido amor em canções como "Me And You" e "A Song About Love".



Não há como você não dar uma chance para o Jake no Lollapalooza desse ano (isso se você for realmente um adepto de música boa!). Jake irá te fisgar com sua voz potente (olha, ele tem mais fôlego que a Nicki Minaj cantando os raps conceituais dela) e com sua rapidez e talento no violão (e na guitarra, como dissemos, um bom folk moderno!). Bugg te transportará para o falecido Woodstock quando Interlagos todo levantar seus “Two Fingers” para o alto. Por favor, me diga, não quer experienciar isso?!



Mas um dos pontos interessantes de se ressaltar é a sensação íntima presente nos shows do cantor, já que mesmo estando em um grande festival, Jake consegue fazer com quem você fique algumas horinhas no seu mundo particular, talvez isso seja a resposta para a tal empatia que alguns tem com ele, visto que é complicado tirar um sorriso do cantor no palco, ou ás vezes até um "Thank you!", então não esperem um "Hello! Brazil!" (se quer algo assim, nossa sugestão é que fique no show da Ellie Goulding mesmo).



Simpático ou não, Jake Bugg nos apresenta música e da boa! Se você é como eu que preza a identidade e originalidade artística mais do que tudo, seja muito bem vindo ao show do cara.

P.S.: A pior parte é ter que dividir espaço com a geração indie fã de Lana Del Rey que acha que tudo hoje em dia é música alternativa. Mas isso a gente supera, né?



(Muito obrigado ao Lucaz Felipe, do blog XXME, responsável pelo texto que acabou de ler! Dá uma passada no blog dele também, é um pouco emo e gótico, mas bacanão. :D)