10 coisas para se ouvir nos últimos 10 dias de 2013: a ode ao pop e a tecnologia de Robyn no disco "Body Talk"!

  Estamos quase certos de que uma das melhores coisas que fizemos no blog no último ano foi a série "10 coisas para se ouvir nos úl...
 

Estamos quase certos de que uma das melhores coisas que fizemos no blog no último ano foi a série "10 coisas para se ouvir nos últimos 10 dias de 2013", pois tivemos a chance tanto de mostrar mais alguns novos nomes pra vocês (deu pra entender que nós adoramos fazer isso, certo?), quanto de aproveitar o momento pra fazer justiça com outros que não tiveram a merecida atenção nos últimos trezentos e poucos dias. Seja como for, nossa última coisa pra se ouvir no último dia de 2013 é um tanto inusitada, visto que não se encaixa bem em nenhum dos dois critérios citados, mas só garantiu seu espaço por aqui como uma forma de aquecimento para o seu retorno, que acontecerá em 2014, e nós estamos falando de uma cantora sueca, também conhecida como "aquela que canta 'Call Your Girlfriend'" e/ou "Robyn".

Pra quem tiver tempo de ler o Wikipédia, a história da Robyn é incrível. Ela assinou com a RCA Records e com eles lançou 3 discos, entre 1995 e 2002, mas se viu então dentro de um projeto em que queriam fazer dela uma nova Christina Aguilera — de fato, isso era um conceito funcional na cabeça de alguém. Insatisfeita com as ideias da gravadora, a sueca pediu pra sair e anos mais tarde, entre 2004 e 2005, inaugurou seu próprio selo, Konichiwa, lançando também um quarto e autointitulado disco (de onde tirou seu primeiro hino, "Be Mine!").


Os fãs mais apegados que nos perdoem, mas foi só a partir daí que Robyn se descobriu musicalmente, diante de toda a liberdade que possuía... na sua própria gravadora, e foi depois disso também que ela lançou "Body Talk", em 2010, seu melhor álbum de todos os tempos, numa verdadeira ode ao pop e à tecnologia. 

Lançado por partes, "Body Talk" começou a ser revelado ao público em junho de 2010, saindo numa versão integral apenas em novembro do mesmo ano. No disco, Robyn contou com a participação de nomes como o duo norueguês Röyksopp, além do rapper Snoop Dogg e seu amigo/produtor Klas Ahlund, e com este time conseguiu alguns outros hinos pra sua carreira, como "Call Your Girlfriend", "Dancing On My Own", "Dancehall Queen" e a nossa favorita de toda a produção (e single dos sonhos que nunca foi, algo equivalente à "Dance In The Dark" na discografia da Lady Gaga), "Fembot".


Parece loucura dizer que a última coisa se deve ouvir em 2013 é um disco de 2010, mas podem confiar, afinal de contas, falhamos em alguma das outras sugestões? "Body Talk" é uma das melhores coisas pop que escutamos nos últimos anos e um daqueles álbuns que não cansamos de ouvir depois de tanto tempo, o que prova ter algum valor. Além do mais, acreditamos muito que ele anda de mãos dadas com o "Blackout" da Britney Spears e "The Fame" da Lady Gaga nesta ideia de ter alavancado o eletropop nas rádios, mesmo que surtindo mais efeito apenas em sua terra natal. O mais legal disso tudo é saber que, enquanto ainda nos divertimos com o álbum, Robyn se prepara para garantir nosso pop com o seu retorno, que pode acontecer a qualquer momento do próximo ano.