"The Tomorrow People": os seres do amanhã são tão poderosos assim?!

Acompanhando a leva de novas séries desta temporada, agora é a vez da CW. Em The Tomorrow People , acompanhamos a história de Stephen, u...

Acompanhando a leva de novas séries desta temporada, agora é a vez da CW. Em The Tomorrow People, acompanhamos a história de Stephen, um garoto problemático que sofre com um estranho sonambulismo, mas logo descobre que seu distinto comportamento possui uma explicação: ele faz parte de um grupo especial de humanos com super-poderes, os chamados tomorrow people (as pessoas do amanhã), apresentados como um tipo de evolução da humanidade. Ele descobre toda a  verdade quando conhece seus iguais, a belíssima Cara Coburn (Peyton List), John Young (Luke Mitchell), e o funny boy do grupo, Russel (Aaron Yoo).

Assim como os clichês das histórias do gênero, os poderosos seres do amanhã estão fugindo de algo, neste caso da ULTRA, uma repartição do governo responsável pela busca e contenção desta nova espécie. Um enredo bem batido, mas que parece ter caído no gosto popular. The Tomorrow People pode até ser o mais novo sucesso da CW (emissora responsável pela transmissão de Arrow e The Vampire Diaries - lembrando que Greg Berlanti e Julie Plec, responsáveis pelas série citadas são os nomes por trás de TTP).

O piloto empolgou o público, e os fãs que acompanham as outras séries da emissora provavelmente também apoiaram o show. Aliás, a CW foi esperta em exibir a atração logo após  Arrow, uma vez que o programa do vingador verde possui bons números e seu ator protagonista é primo do intérprete do personagem principal da estreante. Vale considerar o esforço, mas os seres do amanhã vem como uma grande e decepcionante avalanche de clichês bem organizada, e que tem uma boa explicação: a história é baseada na série britânica criada por Roger Damon Price, The Tomorrow People, produzida entre 1973 e 1979 - um sucesso na época e que pode ser repetido na CW.  

A ficção pode até ser a o novo *boom* que sua emissora espera desde a tentativa com (a bem mais legal) The Secret Circle, ou acompanhar o ritmo estável da bacaníssima Arrow, mas não muda sua qualidade questionável - ao meu ver, nada funciona muito bem na série e tudo soa enlatado demais. Uma colcha de retalhos de várias coisas que já assistimos por ai, e mesmo que tenha vários ingredientes de drama dignos da CW, o conjunto não convence e nem me agrada,  mas quem curtir o gênero, pode arriscar.