It Séries | "American Horror Story" (3x06): O sucessor de Rubber Man e Bloody Face!

“Eu não sou um ser humano, mas um espírito e um demônio do mais quente inferno.” Foi preciso metade da temporada para acerta...

“Eu não sou um ser humano, mas um espírito e um demônio do mais quente inferno.”

Foi preciso metade da temporada para acertarem o rumos do terceiro arco da série, ou pelo menos dois deles. No sexto episódio de Coven, finalmente a série volta a fazer o que sabe de melhor. Depois dos icônicos Rubber Man (Murder House) e Bloody Face (Asylum), nos foi apresentado um potencial serial killer de Coven: The Axeman.

Já é do feitio de Ryan Murphy e Brad Falchuk inserir elementos clichés à narrativa e, ainda assim, conseguir extrair ótimas histórias ~ e divertidas até ~ de cada um desses. Alguns completamente fictícios (vide Pigman) e outros bem "reais" (Anne Frank, Dália Negra…). O Bárbaro de Nova Orleans (aka The Axeman) foi um serial killer durante 1918-1919, em Louisiana. Tinha o machado como arma, geralmente pertencente às vítimas. Apesar de nunca ter roubado nenhum objeto de valor, existem teorias de como seus alvos eram escolhidos. A primeira por motivos raciais contra ítalo-americanos, uma segunda pelo sadismo em matar mulheres (homens seriam vitimados somente se estivessem presentes) e por último, a romântica teoria de que o Bárbaro era um fanático por jazz, como explícito em sua mais famosa carta.


Como o Bárbaro jamais foi capturado, nunca teve sua identidade revelada e sumiu da mesma forma repentina que surgiu, Tio Ryan já tratou de adocicar ainda mais o mundo das herdeiras de Salem. Me pergunto então se a "morte" de Madison (Emma Roberts) era algo planejado para a inserção das meninas no jogo dos espíritos ou se foi algo que veio a calhar em meio ao improviso jazzístico do nosso querido criador.

Aliás, que charme esses flashbacks de American Horror Story. Uma pena que não tivemos Madame LaLaurie e muito pouco Marie Laveau nesse episódio, mas essa introdução das bruxinhas atacando o Bárbaro foi FANTÁSTICA! Não contive a emoção ao ver Grace Gummer (filha de Meryl Streep e irmã de Mammie Gummer) como líder do clã.


O outro destaque do episódio fica então por conta de CordeLana, que FINALMENTE começa a ficar interessante aos nossos olhos ~trocadilho infame~. 


A filha de Fiona, que precisou ficar cega para descobrir o dom da clarividência, começa a descobrir o hobby de seu marido caçador de bruxas. *BOOM* Tudo por ordem da favorita da temporada, claro. <3 Angela Bassett como protagonista da próxima temporada JÁ! 

Me joguem pedras, mas o personagem de Jessica Lange vem se tornando cada vez mais desinteressante (só não perdendo para Kyle e Zoe, porque olha… *respira*). Por mais que Fiona não seja a protagonista do episódio em questão (foi maravilhosa em “Burn, Witch, Burn!”, inclusive), em Asylum… Sister Jude nunca saiu do centro das atenções, mesmo diante de vários personagens fortes. Já em Coven, a disputa para o completo ostracismo é acirrada. 

Obs. 1: Sério que o caçador matou 5 bruxas entrevistadas por Cordelia sem nunca ter levantado suspeitas à esposa? Não merecia o dom da visão mesmo!

Obs. 2: Não poderiam ter dado um dom melhor para Alexandra ‘Fogosa’ Breckenridge. VOLTA, MOIRA! 

Obs. 3: Não é tecnologia, é feitiçaria. A bruxaria é tão marcante em AHS, que o ácido deixa CordeLana cega, mas as sobrancelhas continuam impecáveis. Tá repreendido!