Confira um resumão de tudo que rolou no hangout com o Chay Suede falando sobre seu primeiro álbum solo!

Hoje às 19h00min, no horário de brasília (obviamente),  aconteceu um Google Hangout,  graças à gravadora Universal  com o cantor e ator ...

Hoje às 19h00min, no horário de brasília (obviamente),  aconteceu um Google Hangout, graças à gravadora Universal com o cantor e ator Chay Suede, sim, o Tomás da versão brasileira de Rebelde, novela de origem mexicana que fez sucesso no mundo (principalmente na América Latina). E esse humilde blogueiro que vos escreve recebeu a tarefa de representar o It Pop!

Pra quem não sabe, Chay Suede, ou Roobertchay , lançou recentemente seu primeiro álbum solo e homônimo (pois é, mais um pra enorme lista de 2013) e agora tá rolando aquele processo padrão de divulgação, o que inclui entrevistas como a de hoje. Se você não pôde acompanhar, quer saber mais das nossas impressões acerca do trabalho e do cantor, ou não encontra o link do hangout, está lendo o texto/resumão correto.

Família, ê! Família, ah!

No próprio encarte do álbum do Chay é informado que duas das músicas da tracklist ("Ainda que você me esqueça"/"Muito quente") foram escritas em parceria com seu progenitor, vulgo pai. O cantor, respondendo uma das perguntas, disse que se sente muito confortável para compor com seu pai, para se abrir e contar experiências da vida, já que começou a compor nessa parceria e por incentivo do sr. Roobertchay (é o nome do pai dele também). Ainda sobre apoio de quem põe a gente no mundo, desenvolvi uma das perguntas recebidas via Twitter e questionei se a relação dele com a música e a atuação, frequentemente vetadas pelos pais de muitos, sempre foi aceita pelos pais dele ou se teve aquele estresse em que muita gente ouve "Não! Você tem que fazer faculdade! Enquanto morar debaixo do meu teto..." e o resto da frase todos sabem completar. Chay disse que essa situação nunca aconteceu e que "os pais tem um raio-x" pra esse tipo de coisa e sabem qual caminho devemos seguir. 

Ídolos

Chay Suede participou, em 2010, do programa Ídolos. Apesar de não ter ganhado, foi aí que ele ganhou visibilidade e começou a ser citado como possibilidade para a versão brasileira de Rebelde. A blogueira Karen, do site Febre Teen, perguntou o que ele achava de não ter ganhado, mas fazer tanto sucesso ou mais do que o ganhador da edição que não sabemos quem é. Chay disse que ninguém precisa ganhar tudo para ser o melhor ou apenas se sair bem, citando o exemplo de Catenao Veloso, grande artista da música nacional, que já ficou em 4º lugar no 3º Festival de Música Popular Brasileira. Aproveitando a deixa, citei a audição do cantor para o programa, na qual um dos jurados perguntou se ele sabia que ainda tinha muito a aprender e perguntei o que de mais importante ele aprendeu até o lançamento de seu primeiro álbum solo. A resposta veio com mais uma citação de um dos grandes nomes musicais do Brasil, Gal Costa, e uma frase de uma de suas músicas que diz ser necessário estar sempre atento e forte.

Americanização

Já sabíamos que Chay se inspirava e se influenciava muito pela música nacional, mas confesso que nos surpreendemos com o tanto de citações de nomes populares em terras brasileiras e perguntamos o que ele acha sobre o público (vocês, num geral) ter maior aceitação de canções americanas, ou no mínimo americanizadas. A resposta foi bem direta, começando com um grande e claro "Acho chato!" e seguido de afirmações sobre nossa música ser melhor, mais rica e bem desenvolvida. É importante ressaltar aqui que não tem problema você gostar de música americana (alô, somos do It Pop!), mas é gostar de outras culturas desvalorizando a nossa, realmente é chato. 
Ainda nessa linha de questões, a Yasmin, representando o Deezer, fez uma pergunta que, coincidentemente, eu havia anotado semana passada para fazer, sobre a sétima faixa do álbum intitulada "Brega". A canção é bem cafona mesmo e o questionamento foi sobre a relação de Chay com esse ritmo e ele declarou seu amor ao brega, dizendo que o sucesso desse tipo de música é inegável apesar do preconceito existente no sudeste do país (aliás, aproveitamos para agradecer ao Bernardo Falcone por ter insistido pra música entrar na tracklist, é uma das nossas preferidas).

Os assuntos mais relevantes, foram basicamente esses. E as nossas impressões do cantor não mudaram tanto desde a conferência de imprensa dada pelo grupo RebeldeS no lançamento de seu álbum de despedida. Achamos ele muito bem instruído sobre música, diferente de vários artistas que surgem e somem antes de aprendemos alguma letra de seus trabalhos. Só achamos que seria bom ter um foco maior, como um público alvo (provavelmente isso se definirá naturalmente), coisa que ele disse não ter já que "não uso meu público como alvo" (?) e talvez uma identidade maior em termos imagéticos. Contudo, enquanto essa identidade se manifestar na música, estaremos mais do que satisfeitos.

Amanhã sairá o vídeo letrado do primeiro single do álbum Chay, a canção "Papel", e logo teremos uma review para o álbum de estreia do moço, portanto fiquem atentos. Revejam todo o hangout no player abaixo:


Agradecemos à Universal Music Brasil por oportunizar o hangout.