Vamos Entender: Protestos pelo direito de protestar, Marco Feliciano e a cura gay + bloco Disney com Miley, Demi e Selena!

Brasileiros saindo em protestos nas ruas, a bancada religiosa do congresso pensando em curar os gays, MTV Brasil fechando suas portas, C...

Brasileiros saindo em protestos nas ruas, a bancada religiosa do congresso pensando em curar os gays, MTV Brasil fechando suas portas, Calypso anunciando seu fim... Tinha momento melhor para que retornássemos com o bom e velho Vamos Entender? Aos que conheceram o blog há pouco tempo, a coluna já é velha por aqui e se resume, basicamente, numa síntese escrachada de tudo o que rolou nas últimas semanas, então levando em conta a forma com que os últimos dias foram agitados nos solos tupiniquins, aproveitamos a oportunidade para trazer de volta a seção, que sempre foi a mais lida, comentada, compartilhada, odiada e, modéstia à parte, kibada aqui do blog. Pra não perder o costume, vamos entender?


Abrindo os trabalhos, vamos falar de um dos assuntos mais comentados da semana tanto na mídia mundial quanto na internet: as impactantes manifestações em todo o Brasil. Pra quem perdeu o andar da carruagem ou esteve preso no trânsito pelos últimos dias, insatisfeitos com o aumento da passagem do transporte público, diversas pessoas em São Paulo resolveram sair nas ruas para protestar e desencadearam então uma sequência de manifestações, não só na maior capital do país como em diversas outras regiões. Obviamente, apoiamos o “grito do povo”, uma vez que não estamos acostumados a ver nossos conterrâneos brigando por seus direitos desta forma, mas devemos confessar estarmos um tanto insatisfeitos com a maneira com que essa onda de protestos tomou grandes proporções.

Claro, ver nosso governo temer o poder do povo e atender aos nossos pedidos, ao menos uma vez no ano, é algo impagável, mas esses protestos se expandiram de uma forma tão grande que as pessoas agora saem às ruas sem nem ao menos saber porquê estão lutando. É tipo aquelas festas de aniversário em que você é convidado do convidado do convidado e chega no lugar dando parabéns para o primeiro que estiver rodeado por mais de três pessoas, sabe? Aí você vai pra rua, faz um cartaz com uma frase impactante como “O Brasil acordou” e grita coisas como “fora Dilma!”, “Chega de injustiça!”, “corrupção aqui não”, entre outras, só por gritar. Então quando você tenta filtrar algo, para encontrar o fio da meada, escuta um pedindo a renúncia da Dilma, outro por mais conforto nos ônibus, mais um gritando pela qualidade dos hospitais públicos, a tia reclamando da sua tv com sinal ruim e por aí vai. É sério que esperam resolver todos os problemas do nosso país assim, só nos gritos? É sério que acreditam que a solução pra tudo será tirar todos os que conhecem como políticos do poder (ou melhor, sair às ruas com essa ideia em mente)?

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De fato, em diversas cidades foram assim que fizeram com que seus respectivos prefeitos voltassem atrás e revogassem o aumento das tarifas, ou reajuste como eles preferem dizer, mas pensar que todos nossos problemas serão resolvidos desta forma é a mesma coisa que sentar na Avenida Paulista e esperar que a Nicole Scherzinger surja com um enorme palco da Boomerang Tour, com participação especial da Christina Aguilera e Cheryl Cole como atrações de abertura. Não tá maneiro, tá escroto. Caso estejam interessados em entender melhor todos esses movimentos, assim como não se unirem a parte perdida dessa ideia, que gritam só por gritar, recomendamos esse video do PC Siqueira e esse artigo do Carta Capital.

Aproveitando que todos andam interessados em discutir sobre política, vamos falar sobre o querido (não, pera) Marco Feliciano? O pastor, eleito como Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, tem chamado a atenção na internet desde que assumiu o tal cargo e isso porque, como um usuário assíduo do Twitter, já falou muita merda ungida pelas redes-sociais, mas como fazer pouca besteira é bobagem, ele também tem se esforçado para ser um exemplo de político e vocês sabem, políticos bons são os que fazem coisas ruins e Marco Feliciano tem caminhado bem nesta linha de raciocínio.

Como um dos seus primeiros marcos políticos (tun dun, tss), o rapaz trouxe como discussão no congresso a chamada “cura gay”, que resultaria no entendimento de que homossexualidade é uma doença e, como qualquer outra, precisa ser tratada e curada. Parece absurda demais? Sim, ela é! E se tornou, inclusive, um dos motivos pelos quais as pessoas tem saído às ruas, mas como nosso objetivo com essa coluna é fazer com que vocês saiam daqui compreendendo absolutamente tudo, vamos tentar entender o lado do senhor pastor e presidente com essa nem tão nova medida.

Marco Félix-ciano, em seu posto de líder religioso, não pode ser gay, uma vez que acredita nas teorias bíblicas e na ideia de que Deus, O Todo Poderoso, nos fez Adões que procuram por suas Evas, mas depois de ler tantos cartazes com coisas como “O Gigante Acordou”, fazer progressivas e chamar seus amigos de “daddy” pelo Twitter, começou a sentir sensações estranhas em locais que nem sabia que existiam em seu corpo, então logo pensou: “acho que acordei meio gay, estou doentchy” — notem o “tchy”, um dos principais sintomas da anomalia. Mas é óbvio, seria difícil carregar o peso dessa doença sozinho, então o que foi que ele fez? Declarou que essa era uma doença universal, vendo então todos os outros homossexuais como infectados pelo vírus que, segundo especulações, são transmitidos por músicas de artistas como Madonna e Lady Gaga.

Não contentchy com a simples constatação, que apenas o faz notar seu problema, mas sem apresentar soluções, Félix-ciano aproveita então seu grande cargo no poder público para buscar pela cura dessa estranha doença, podendo assim colocar grandes psicólogos para trabalhar na causa sem que precise comprometer seu status de homem e hétero, além do posto de líder religioso. Simples, não?

Brincadeiras à parte, não precisamos nos esforçar muito para fazer gracinhas em relação a essa proposta à emenda, uma vez que ela já é apresentada como uma piada pronta, mas nos perguntamos como é que Marco pretende “curar” a homossexualidade, uma vez que o SUS não tem resolvido nem problemas relativamente simples, como gripes e viroses. Vão distribuir mais amoxicilinas e dipironas? Marco, aceita e arruma um namorado mal dotado que dói menos (eita que o nível baixou, sdds imparcialidade, sdds Poplinha).

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Pra fechar, vamos falar sobre música? Nas últimas semanas, desta vez na Terra do Tio Obama, temos acompanhado a competição entre as ex-garotas da Disney, Demi, Selena e Miley, com os respectivos lançamentos de seus novos CDs e, particularmente, achado toda essa corrida pelas paradas bem interessantes.

No geral, por mais que muitos discordem e que a própria tenha feito de tudo pra fugir desse meio, Cyrus também faz parte dessa briga e é uma das peças principais, uma vez que compete com duas artistas de outra gravadora, mas a coisa fica ainda mais interessante quando a corrida faz com que a Hollywood Records finalmente invista em divulgação, a fim de tornar Demi Lovato e Selena Gomez artistas grandes o suficiente pra derrubar seu antigo produto, que atualmente trabalha com a RCA Records.

Sem o propósito de fazer com que essas comparações reflitam em confusão entre fãs, somos totalmente a favor a competição, ao menos enquanto ela ainda é saudável. Das três, vocês tem uma favorita? Quanto ao quesito “jabá”, Hollywood Records tem trabalhado melhor que a RCA? E Miley, vai nos surpreender com seu novo CD ou vamos terminar esperando demais e ouvindo coisas boas de menos?

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Enquanto vocês pensam (olhando para o gif acima), a gente se prepara para sair às ruas levantando alguns cartazes com coisas interessantes sobre o Marco Félix-ciano, porque o gigante acordou e tá sofrendo de uma insônia terrível. Esperamos que vocês tenham curtido essa volta do Vamos Entender e que desta vez o retorno seja pra valer, pois todas as outras vezes que ensaiamos uma volta, mudamos mais de ideia do que a Taylor Swift muda de namorado.

*Leia as palavras a seguir rapidamente e com uma voz grave, como daqueles locutores que dizem coisas rápidas no fim de comerciais de remédio:
O Portal It Pop respeita o direito de expressão e liberdade, não tendo absolutamente nada contra manifestações, mesmo que elas não possuam necessariamente um sentido. O blog também não possui nada pessoal contra o pastor e presidente da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias, Marco Feliciano, e estamos pouco ligando sobre ele ser ou não gay, coisa que ele também deveria fazer com o resto da população. A título de informação, o blogueiro que vos escreve é hétero, mas inteligente o suficiente pra saber que a homossexualidade não é uma doença e que conviver com gays, assim como vê-los de mãos dadas, tendo filhos e se casando não o torna menos hétero ou infeliz. Essa postagem tem como objetivo ser engraçada e nos desculpamos desde já caso o mesmo não tenha sido alcançado.