Hitômetro: Jennifer Lopez - "Live It Up (feat. Pitbull)"

A fórmula funcionou pela primeira vez em “On The Floor” , deu certo outra vez em “Dance Again” e agora tem seu poder testado numa te...

A fórmula funcionou pela primeira vez em “On The Floor”, deu certo outra vez em “Dance Again” e agora tem seu poder testado numa terceira parceria: até aonde topamos ir com Jennifer Lopez e Pitbull? A cantora, já nem tão em forma quando o assunto é a indústria, tem se mostrado cada vez mais interessada nisso de investir em hits para o verão e agora que nos EUA “tá calor, tá quente”, bota o bumbum para trabalhar em “Live It Up”, canção que abre seus trabalhos com um novo disco de inéditas, ainda sem detalhes divulgados.

Como sabem, a inseparável parceria de JLo em seu novo single é o rapper Pitbull e, por mais que toda essa coisa já soe um tanto datada, eles conseguem nos convencer, como se “Live It Up” fosse a coisa mais genial produzida em um estúdio nos últimos anos. Mas por que, uma vez que a música não acrescenta nada de novo ao nossos ouvidos? Porque, com tantos anos na estrada (aos desinformados, Pitbull já existia antes de “Calle Ocho”, assim como JLo antes de “On The Floor”), ambos aprenderam bastante sobre o que se deve ou não vender e mostram toda essa experiência na nova produção, ao lado do também grudento RedOne (outro mestre quando a missão é ser genialmente genérico).

Em “Live It Up”, vamos do hip-hop às club-bangers, seja com Pitbull e suas rimas em espanglês sobre Miami ou Jennifer Lopez (aqui saudosista, adotando de volta o “Jenny From The Block”) mostrando que ainda não perdeu o jeito com seu lado urban. Entre mais altos do que baixos, ainda temos a cantora com um momento cheerleader (“I hit the spotlight, all night, rea-dy-to-go...”), além de Pit tornando toda essa experiência toscamente épica, se auto-descrevendo como uma marca e com o memorável “let’s fuck tonight”.

De fato, em algum momento num futuro próximo estaremos cansados de todas essas parcerias repetitivas, refrões fáceis e misturebas de batidas, mas no momento continuamos dispostos a escutá-los juntos mais algumas vezes e aproveitamos então até o último segundo, pois a música trata subliminarmente justamente disso, sendo um grande “viva!” às farofas.