Review: Cheryl Cole quer um milhão de hits em "A Million Lights"

Depois de algumas polêmicas envolvendo o reality X-Factor, a jurada do reality, Nicole Scherzinger, e uma ex-participante do programa, Cher ...
Depois de algumas polêmicas envolvendo o reality X-Factor, a jurada do reality, Nicole Scherzinger, e uma ex-participante do programa, Cher Lloyd, a cantora britânica, Cheryl Cole, estava pronta para grandes mudanças (incluindo o plano de se unir à nomes como Rihanna, Beyoncé e Ke$ha, que não tem sobrenomes, tirando o Cole de seus negócios artísticos) e entrou em estúdio para dar vida do “A Million Lights”, que é seu terceiro álbum solo e antecede o retorno das Girls Aloud, que deverão lançar material inédito ainda esse ano.

Se der uma olhada nos produtores e compositores envolvidos no “A Million Lights”, fica bem claro que os planos de Cheryl Cole com esse álbum eram grandes, porém, a cantora erra em tentar unir todas as últimas tendências do cenário pop em um só CD – o que pode parecer fantástico de início, mas logo fica cansativo e confuso. Em “A Million Lights”, Cheryl Cole tem as batidas dançantes do Calvin Harris, o auto-tune do seu protetor, Will.I.Am, alguns samples de Major Lazer, uma boa dose de dubstep e se não fosse o bastante, até a cantora Lana Del Rey entra nesse meio (a cantora está por trás de “Ghetto Baby”, que possui uma versão vazada intitulada “Match Made In Heaven”).

Ao contrário do que Nicola Roberts fez com seu álbum de estreia, o incrível “Cinderella’s Eyes”, Cheryl Cole volta sem nenhuma identidade e ao confiar tanto nos produtores e compositores que se envolveram neste material, acaba soando como qualquer coisa, menos ela mesma. O “A Million Lights” está cheio de ótimas faixas, mas não se enganem, isso não faz dele um ótimo álbum.

Nossas menções honrosas ficam para “Under The Sun”, “Girl In The Mirror”, “Screw You”, “Love Killer”, “Sexy Den A Mutha”, “Mechanics of the Heart”, “Last One Standing”, “Boys Lie” e a grudenta “One Thousand”, que é o prêmio de consolação para quem queria ver “Make You Go” na tracklist oficial do album (ela também me lembra a pegada da Wanessa no álbum “DNA”, mas isso não vem ao caso). Confira nossa  nota para o álbum logo abaixo: