Quando encontramos um artista novo, ao menos não muito conhecido, lutamos para mantê-lo secretamente em nossas playlists e esse sentimento é...
Quando encontramos um artista novo, ao menos não muito conhecido, lutamos para mantê-lo secretamente em nossas playlists e esse sentimento é melhor ainda quando vemos que pegamos ele no começo de uma jornada, um álbum de estreia talvez, aí nos apegamos a este artista como se fosse um novo bichinho de estimação e quando notamos, o mundo já o ama. Ok, nosso egoísmo dá uma trégua e nos permite dividir este nome e um punhado de músicas com o resto do mundo, então só nos resta uma coisa: ter certeza de que aquela cantora sempre será perfeita daquele jeito, aquela banda não sairá daquela formação, aquele cantor não vai desistir de tudo e começar do zero, mas tudo foge dos nossos planos e lá vamos nós, nos permitir a dar mais uma trégua com todo o egoísmo e aprender a gostar do novo projeto, a nova formação ou até mesmo um novo visual. Mas se a nova proposta deste artista não for tão interessante quanto à anterior? Podemos apenas respeitar ou temos que julgá-lo até que nosso egoísmo vença de uma só vez?!
No ano passado, um cantor chamado Patrick Stump lançou seu álbum de estreia, "Soul Punk" [ouça aqui], um dos melhores álbuns que foram lançados naquele ano, que contou com vários outros ótimos lançamentos. Porém, Stump tinha uma vida antes do "Soul Punk" e uma legião de fãs, Patrick era vocalista da banda Fall Out Boy - caso não se lembrem, cliquem aqui, aqui e aqui. Por problemas internos, a banda havia optado por um hiato, anunciado em 2009 e desde então, os membros (Patrick, Pete, Joe e Andy) foram seguir com suas vidas e dois deles, Patrick e Pete, seguiram na música, Pete [Wentz] apostou em um projeto eletrônico e Patrick, como já citei, em sua carreira solo.


Álbum novo, sonoridade nova e obviamente, uma proposta totalmente nova. Com seu "Soul Punk", Patrick Stump apostou em uma sonoridade bem diferente do Fall Out Boy e mudou também seu visual, mostrando que havia amadurecido muito e isso não agradou muito aqueles que um dia se disseram fãs. Quer saber? Vou deixar que o próprio Patrick Stump explique o que está havendo:

"Eu sempre estive preparado para os 'haters', porque nunca houve um momento desde que me formei, em que eu não era o cara 'daquela banda emo'... Para este dia, meu escritor favorito do cracked.com ocasionalmente elegeu minha banda como uma das piores coisas que seriam lançadas nos anos 2000. Nós éramos uma piada (um tanto engraçada) passando em um dos episódios de "Children’s Hospital". Todos esses exemplos de 'haters' eram pessoas que nunca gostaram de mim (ou de minha música) e, tinham todo o direito de não gostar. Tal é o caminho das coisas. Caminhos diferentes para pessoas diferentes, como se fossem. O que eu não estava preparado, era para este fervor de ódio vindo de pessoas quais me apoiavam (ou apoiavam algo qual e fazia parte).", diz Patrick em seu blog
No post, intitulado "Preferíamos Você Gordo: Confissões de um Impuro", Patrick conclui:

"A verdade é que independente de quem eu seja ou onde esteja, ou o que eu lance, sempre farei pensando: 'Nunca mais serei o garoto de 'Take This To Your Grave' [segundo álbum do Fall Out Boy] de novo'. E estou profundamente triste por não poder ser, realmente estou (sem ironia ou sarcasmo). Odeio acordar toda manhã sabendo que estou desapontando tanta gente. Eu odeio me sentir como um estranho adulto sob a casca descascada de um rostinho bonito. Estou pensando em voltar para a escola e aprender algo mais adequado. É tentador dizer que não vou mais tocar, fazer shows ou gravar de novo, mas eu acho que é apenas meu pobre lado emocional e pessimista falando (suponho que posso ser desculpado por pensar isso, certo? Até porque depois de tudo, ainda sou o carinha daquela banda emo).", concluiu o cantor.
Ainda preciso dizer mais alguma coisa para finalizar este post?