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"Orphan Black" é uma série incrível sobre mulheres lutando por sua liberdade


O fim de uma série é sempre um momento de várias emoções, que podem variar a partir da escolha dos diretores e produtores envolvidos. No caso de "Orphan Black", que terminou em sua quinta temporada no último sábado (12), fomos surpreendidos com um final que concilia a adrenalina de todas as temporadas, mas também uma calma nunca vista antes no show. Apesar de ser uma das melhores produções da década, recebeu pouca atenção de premiações, e mesmo com milhares de fãs é possível que algumas pessoas nunca tenham dado a devida atenção. E quem ainda não a conhece pode estar se perguntando o que tem de tão bom. Vamos dar aqui os motivos pra fazer maratona de "Orphan Black", que está fácil no catálogo da Netflix. 

A premissa do show tem como base a clonagem humana. Sarah (Tatiana Maslany), uma rebelde sem causa tem sua vida virada de cabeça pra baixo quando vê o suicídio de uma mulher que é exatamente igual a ela. Não parecida ou semelhante, mas como gêmeas. O ocorrido mexe muito com Sarah, e ela decide tomar o lugar de Beth Childs (Tatiana Maslany), para começar uma vida nova com sua filha Kira (Skyler Wexler) e seu irmão adotivo Félix (Jordam Gavaris). Mas essa troca de identidade não é tão simples, e quando percebe Sarah está em meio à uma conspiração envolvendo clonagem humana, e se depara com diversas outras clones suas (tem muitas espalhadas por aí). Daí em diante, a série toma forma com muito drama, violência, conspirações internacionais e questionamentos acerca da posse de propriedade privada, a ética científica e os interesses corporativos acima da sociedade.

Todas as clones são interpretadas por Maslany, que dá vida a um número sem fim de personagens. A atriz é um show à parte, e levou o merecido prêmio de Melhor Atriz em Série de Drama no Emmy em 2016. Cada clone, com uma história de vida diferente, criadas em outras culturas por pais adotivos (daí o Orphan) é vivida de maneira brilhante por Maslany. Ficou até clichê dizer isso, mas nem parece que é a mesma atriz para todos os personagens. Cosima, Alison e Helena, as irmãs clones de Sarah, são personagens extremamente bem construídas e complexas, e cada uma possui sua função no arco da história, como a inteligente que lida com questões científicas, o alívio cômico e a estranha sempre pronta pro combate, sem servirem de apoio apenas para a protagonista, pelo contrário, dividindo a atenção (e nossos corações) com Sarah.


Apesar de algumas “barrigas” ao longo das temporadas, principalmente entre a segunda e terceira, "Orphan Black" acerta o tom ao gerar reflexões super atuais, além de ser protagonizada por mulheres fortes que buscam sua independência. A conspiração que toma conta da vida das clones é tamanha que elas vivem observadas e inconscientes de sua situação. Quando acordam, declaram guerra em nome de sua liberdade. A cada temporada cavamos mais fundo nos mistérios que envolvem o caso, descobrindo novos vilões e camadas no estilo “quem manda mais”. Sem cair para a teoria cansativa, a série é bem preparada cientificamente e cheia de ação, mas os criadores do show Graeme Manson e John Fawcett fazem bem ao deixar o foco nas relações humanas que as clones são capazes de ter, como qualquer humano, que de fato elas são, apesar de subjugadas diversas vezes por instituições poderosas que mandam e desmandam em seus destinos. A mitologia entorno do tema clonagem humana não fica caricata ou desgastante, e sim cada vez mais interessante. 

Outros destaques ficam para o irmão adotivo de Sarah, Felix, numa interpretação gostosa de Gavaris, que deixou muita gente com crush no ator por aí e Siobhan (Maria Doyle Kennedy), mãe adotiva de Sarah que tem uma relação difícil com a filha, mas nem por isso menos protetora. Ao longo das temporadas Sra. S, como é chamada, é um mistério em pessoa, ajudando à causa das clones das maneiras mais subversivas possíveis. 

O final da série em sua quinta temporada foi emocionante, aprofundando relações e desvendando mistérios há tempos colocados. Se está pensando em começar uma série nova, "Orphan Black" é uma ótima pedida no gênero de ficção científica, sendo uma das melhores produções para a TV da década e com um final satisfatório. 

Resumão do Emmy 2016: menos Jimmy Kimmel e mais Stranger Things, por favor!

Ontem (18) a noite, os principais astros de TV dos EUA se reuniram em Los Angeles para a realização do 68º Emmy Awards, equivalente ao Oscar das produções televisivas e maior premiação do ramo. Apresentada pelo comediante Jimmy Kimmel, que não teve lá o seu melhor desempenho, a cerimônia não contou com muitas surpresas e trouxe como maiores premiados o popular seriado Game of Thrones (que conquistou o prêmio de Melhor Série de Drama e outros dois principais, totalizando no recorde 38 troféus desde a sua estreia) e a minissérie The People v. O. J. Simpson: American Crime Story (com cinco prêmios em sua categoria).

Produção de Ryan Murphy (American Horror Story, Scream Queens) para o canal FX, The People v. O. J. Simpson: American Crime Story reconstitui em dez episódios o caso do ex-atleta que, em 1994, foi julgado por assassinar a esposa, Nicole Brown, e um amigo. Além de ser eleita como a melhor na categoria minissérie, ela conquistou prêmios de atuação para Courtney B. Vance (Melhor Ator Principal em Minissérie ou Filme), Sarah Paulson (Melhor Atriz Principal em Minissérie ou Filme) e Sterling K. Brown (Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie ou Filme). Também levou o prêmio na categoria Roteiro para Minissérie, Filme ou Especial.

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Dentre as produções de drama, a queridinha série de fantasia épica da HBO conquistou (além do prêmio principal) os prêmios de Melhor Roteiro e Melhor Direção (ambos pelo episódio "Battle of the Bastards", da última temporada exibida). O prêmio de Melhor Ator em Série de Drama foi para o maravilhoso Rami Malek, por seu desempenho como o protagonista de Mr. Robot, e o de Melhor Atriz em Série Dramática para Tatiana Maslany, que o conquistou merecidamente por suas diversas interpretações em Orphan Black.

Na categoria de comédia, o prêmio principal foi, pela segunda vez, para a sátira política da HBO Veep. A protagonista, Julia Louis-Dreyfus, conquistou o prêmio de Melhor Atriz em Série de Comédia pela quinta vez consecutiva (!). Jeffrey Tambor, também veterano ao prêmio, o conquistou novamente na categoria Melhor Ator em Série de Comédia por seu papel em Transparent.

No geral, a edição deste ano do Emmy Awards não trouxe muitos momentos memoráveis ao público. Apesar dos prêmios merecidos e quase nada que surpreendesse (um caso ou outro, como a conquista positiva de Tatiana Maslany, as injustiças com a minissérie Fargo e o reconhecimento ao especial de TV Grease Live!), a apresentação do evento foi bastante desequilibrada e desinteressante.

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Jimmy Kimmel caiu no lugar-comum das péssimas piadas envolvendo racismo e foi muito bem ofuscado por outros astros e comediantes, como Amy Schumer, James Corden, Matt Damon e o queridíssimo elenco mirim do seriado Stranger Things (e que - definitivamente - roubou a cena!). Um ponto positivo, no entanto, vem nos apelos à visibilidade de transexuais na indústria do entretenimento, realizados por Jeffrey Tambor, Laverne Cox (de Orange is the New Black) e pela diretora Jill Soloway, de Transparent. É isso aí!

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Confira aqui a lista completa de nomeados e vencedores.

A quinta e última temporada de "Orphan Black" foi confirmada e já temos seu teaser!


"Orphan Black" é uma das nossas séries favoritas dos últimos tempos, parte do mérito disso vem da maravilhosa atuação de Tatiana Maslany em seus mais de dez papéis. A trama, cheia de reviravoltas e momentos que te fazem gritar de emoção, está na sua quarta temporada que, inclusive, terá sua season finale exibida nesta quinta, 16.

Foi divulgado hoje que a ficção científica foi renovada, o que já nos deixou de pernas bambas. A parte chata disso é que essa será a última temporada. Os co-criadores John Fawcett e Graeme Manson comentaram sobre:

Estamos animados para entregar a épica conclusão da história de Sarah e suas irmãs. As últimas quatro temporadas foram uma aventura fenomenal e estamos eternamente gratos pelos nossos fãs leais que amam as reviravoltas e nossa seriezinha estranha.

A BBC America também publicou um teaser lindão anunciando a quinta temporada de "Orphan Black", prevista para 2017.


Por mais que nos doa dizer adeus ao Clube dos Clones, é bom ver a série acabando enquanto está em seu auge, diferente de outras que se estendem por mais dois ou três anos, com uma história repetitiva e pouco conteúdo a ser acrescentado. E a gente escreve isso enquanto secamos nossas lágrimas.

As séries de televisão dominaram a San Diego Comic-Con


Acabou a San Diego Comic-Con, e estamos aqui com o primeiro de três posts que finalizarão nossa cobertura, trazendo um apanhado do final de semana mais intenso/insano do ano. Como vocês devem ter acompanhado, acabamos dando um leve preferência ao cinema, e uma vez ou outra falamos sobre algumas séries de televisão. Mas, na verdade, foram elas que dominaram a feira já que poucos estúdios de Hollywood marcaram presença em peso.

Desde o primeiro dia contamos desde painéis divertidos a interessantes, com novidades e surpresas. Na quinta feira, tivemos, em destaque, "Sherlock". Depois, na sexta, "Game of Thrones", "The Walking Dead" e seu spin-off, as séries da Marvel na ABC e "Orphan Black". Já no sábado, "Once Upon A Time", a Warner TV com "The Flash" e suas séries irmãs. Por fim, o domingo foi marcado por Ryan Murphy com "Scream Queens" e "American Horror Story: Hotel". Foi tudo isso e mais um pouco, então segue abaixo um resumo de todas as novidades liberadas de (quase) todas as séries.

SHERLOCK

"Sherlock", a série com Benetich Cumberbatch - não a música do SHINee, amigos -, volta sabe lá deus quando, mas, para a alegria dos fãs, teremos um especial de natal neste ano! No especial, Holmes e Watson voltarão no tempo, e irão para o século 19. O episódio ainda está sem data para ir ao ar, entretanto, durante o painel da série, foi exibido um clipe. Não somos os melhores para falar de "Sherlock", mas arriscamos dizer que saciou os fãs que estavam loucos para ter alguma novidade da série, certo?



GAME OF THRONES

"Game of Thrones" ficou devendo, é verdade, mas nós seríamos linchados caso não falássemos da série. Alguma novidade? Não rolou nenhuma, mas o painel foi algo bem descompromissado, com piadinhas e um vídeo com a audição de alguns atores em contraposição às cenas da série. Temos Natalie Dormer, Gwendoline Christie, Carice van Houten e  Liam Cunningham, além de, é claro, Leslie (Ygritte) soltando um "You know nothing, Jon Snow". Caso ainda não tenha visto, corre aqui. Pode ir, a gente espera.

THE WALKING DEAD E SEU SPIN-OFF

Não foi só "The Walking Dead" que ganhou um trailer para a sua temporada, como também a estreante e irmã "Fear The Walking Dead". A série, sem ligação direta com a original, será curtíssima, com 6 episódios apenas, e explorará o início da epidemia. Na trama, que se passará em Los Angeles, acompanharemos a família de Madison Bennett e Travis Manawa.



AS SÉRIES DA MARVEL NA ABC

A Marvel Studios resolveu ficar em casa e guardar todas as novidades de seu universo cinematográfico, para liberar na D23 ou então em um evento próprio, como no ano passado. MAS, ainda contamos com a empresa de quadrinhos com as suas séries na ABC, "Agent Carter" e "Agents of SHIELD". A primeira contou com um painel com Hayley Atwell e James D’Arcy e, entre alguma conversa jogada fora, foi revelado que o segundo ano da minissérie se passará em Los Angeles, com Peggy investigando um assassinado, enquanto Jarvis estará cuidando da nova propriedade de Stark, um estúdio de cinema.

"Agents of SHIELD" ficou tímida e não trouxe novidade alguma da nova temporada. Tivemos brincadeiras com o público e vídeos dos bastidores. Um deles trouxe erros de gravação, já o outro dois roteiristas sem muitas ideias para a terceira temporada.

ORPHAN BLACK

Tão descompromissado quanto o painel de "Game of Thrones", o de "Orphan Black" trouxe o elenco da série comentando sobre sua última temporada, mas sem revelar algo sobre o seu futuro. Rolou também um vídeo com os erros de gravação - tá hilário, galera -, e liberaram também duas paródias. Ambas abordam o casal Alison e Donnie. Uma delas faz uma espécie de trailer de um filme de suspense, intitulado "Donnie & Alison 2: Seestra Sineestra", enquanto a outra, "Donnie and Alison: Me and My Monitor!", traz um trailer todo trabalhado em "Friends".



ONCE UPON A TIME

A gente poderia falar o quão errado a série caminhou nos últimos tempos, mas as atitudes tomadas até que foram interessantes e o foco de hoje não é isso. "Once Upon A Time" marcou presença na feira, e como a sua volta está próxima, rolou bastante novidade. A primeira delas é adição de Merida - sim, a de "Valente" -, sendo a segunda princesa criada para o cinema a entrar para série. Outra coisinha legal que rolou foi o teaser do quinto ano, com Jennifer Morrison e a versão má de sua personagem, Emma Swan. Aaah, a personagem volta com o "alter ego" de Cisne Negro. Sacaram a ideia, né?

Além do teaser, tivemos também um remember da série todo focado na Emma Swan e narrado pela Snow White, desesperada em trazer de volta sua filha para luz.



WARNER TV

Com Stephen Amell vestido como o alter ego de Oliver Queen, anunciando a mudança do nome de seu personagem - de Arrow para Arqueiro Verde -, o painel da Warner TV foi marcado pela salada de séries de super-heróis. "Arrow" foi quem começou a soltar novidades, trazendo um novo uniforme para o personagem-título, e o anúncio de dois novos personagens: o Anarquia e o Senhor Incrível (versão não aprovada pela família tradicional brasileira).

Depois foi a vez da série do fofo Grant Gustin, "The Flash", trazendo a novidade de que agora teremos três versões do Flash, e ainda foi revelado que teremos um novo vilão, o Zoom. "Legends of Tomorrow" trouxe um teaser com novas cenas, e anunciou a participação do Gavião Negro na série. Já "Supergirl" contou o piloto vazado, enquanto "Vixen" teve um sneak peek com o Flash e Arrow. Por fim, para "Gotham", foi apenas revelado que a nova temporada será focada na ascensão dos vilões e que, finalmente, o Asilo Arkham será aberto!

AS SÉRIES DE RYAN MURPHY

Ryan Murphy e o elenco de ambas as séries foram generosos e soltaram muita coisa. O quinto ano de "American Horror Story" não terá, graças a deus, números musicais. Será a temporada com mais relações diretas com as anteriores - personagens já conhecidos se hospedarão no hotel. Lady Gaga será uma das vilãs, a pedido da própria. Foram revelados os nomes de alguns dos personagens e a série começará as suas gravações hoje, em Los Angeles.

"Scream Queens", a série com Ariana Grande, Nick Delicia Jonas, e a trupe fiel de Murphy, exibiu, no dia anterior ao painel, seu piloto, além de soltar algumas novidades. A série fará referências a "Halloween". Lea Michele prometeu uma personagem bem diferente de Rachel, de "Glee". E números musicais podem acontecer. Não nos surpreendemos, a série tem o dedo Ryan Murphy, logo, musicais sempre são cogitados.

***
Então é isso, mais nada. Na verdade, acabou faltando uma coisinha ou outra, mas, não nos taquem pedras, foi tanta coisa de TV que nem sabíamos por onde começar, sério. E aaah, a Comic-Con pode ter acabado, e nós podemos estar um pouco atrasados, mas ainda rolarão mais dois posts para finalizar a nossa cobertura. Fiquem ligados no blog e em nossas redes sociais pois já, já tem post novo pra vocês. Caso não pôde ter acompanhado nossa cobertura, dá pra conferir tudinho aqui.

It Pop Especial: 10 musas de seriados atuais para comemorarmos o Dia Internacional da Mulher!


Para comemorar o dia internacional das mulheres, data que deveria ser celebradas todos os dias, resolvemos listar algumas mulheres que marcam nosso cotidiano pela simples presença naquele nosso seriado favorito. Elas são responsáveis por diversas lágrimas, sorrisos e sentimentos que nos dão a impressão de que somos seus amigos íntimos, compartilhando segredos e momentos únicos - personagens que, muitas vezes, gostaríamos de encontrar na vida real. 

Sabemos que são muitos shows e fica difícil escolher somente dez, então nossa proposta é tentar abarcar um pouco de cada gênero. Vale lembrar que consideramos somente séries atuais, mas isso não significa que não lembramos de ícones da televisão como Phoebe Buffay, Rachel Green, as amadas desperate housewives, Buffy, Laura Palmer e afins. Vamos lá?

Gloria Prichett (Sofia Vergara), Modern Family:


Latina de temperamento forte e sangue quente, Gloria é a musa de Modern Family. Ela não teme a verdade, é sempre honesta e nunca deixa de falar o que pensa. Mãe dedicada e protetora, a colombiana não cansa de mimar seus filhos e seu marido, Jay Pritchett (Ed O'Neill), muitos anos mais velho que ela, mas sempre com uma boa dose de humor e pavio curto. Seria uma dona de casa de respeito, caso fosse atração da antiga série de Lynette Scavo e companhia.


Max Black (Kat Dennings), 2 Broke Girls:


Com um humor irônico, ácido e único, Max é aquela melhor amiga que todos amaríamos ter do nosso lado. Garçonete e amiga leal de Caroline, a personagem sempre está no vermelho e cercada de problemas; mas isso não é o fim do mundo, afinal, a moça nunca se entrega ao desepero e lida com todas as situações sem fazer drama e com muito bom humor, algo raro na realidade. E podemos ser honestos... quem nunca quis experimentar um dos famosos cupcakes feito por ela?


Sophia Burset (Laverne Cox), Orange is the New Black:


Uma das personagens mais interessantes da série que retrata a rotina de um presídio feminino nos EUA, Sophia, uma belíssima transexual, era bombeiro enquanto ainda não havia assumido sua nova identidade e acabou sendo presa por usar cartões de crédito roubados em incêndios que apagava. Na cadeia, é cabeleireira e responsável por trazer à tona assuntos delicados e sensíveis à sociedade, enquanto tenta encontrar uma maneira de aproximar-se de seu filho. Pasmem, mas em Orange Is The New Black, a personagem não é tratada com clichês e nem é motivo de piadas. Uma mulher séria cuja história é tratada de uma forma bem humana e sem preconceitos.


Penny (Kaley Cuoco), The Big Bang Theory:


Quem não é apaixonado pela loirinha que conquistou todos os nerds da casa ao lado? É difícil não cair de amores por Penny, a deusa subestimada pelos amigos da ciência, que ainda sonha em ser uma famosa atriz de Hollywood. The Cheesecake Factory é muito pouco para a personagem que conseguiu conquistar a simpatia do público com um timing sensacional e o coração do tamanho da explosão que deu origem ao universo, o big bang. E aos fãs da série, aposto que ninguém recusaria um live de "Soft Kitty" cantado pela loira quando ficamos doentes.


Norma Louise Bates (Vera Farmiga), Bates Motel:


Quando assistimos à construção do relacionamento totalmente disfuncional de Norman e sua mãe, podemos notar que ela foi uma figura importantíssima para que possamos compreender a mente do protagonista. Uma mulher que vive suas emoções de uma maneira duvidosa, sempre escondida na sombra daqueles que a rodeiam. Norma Louise Bates é a mulher da vida de Norman e não poderíamos esquecê-la, afinal, seu sangue foi responsável por imortalizar a historia dos Bates nos cinemas e tornou-se em clássico do terror.




Sarah Manning (Tatiana Maslany), Orphan Black:


Quando Sarah Manning presencia o suicídio de uma mulher chamada Beth, que parecia exatamente igual a ela, resolve assumir sua identidade em um apartamento de classe média alta e um namorado aparentemente inocente. Só não imaginava que também estaria entrando em uma caçada de outras mulheres com sua exata mesma aparência.


Michonne (Danai Gurira), The Walking Dead:


Uma das personagens mais icônicas da TV atualmente, Michonne que há muito vinha sendo extremamente calculista e com “dificuldades” de interação com outras pessoas, hoje compartilha uma bagagem de fatos vividos com Rick Grimes, tornando-se fundamental à sobrevivência do grupo o qual resolveu fazer parte e principalmente à sobrevivência do personagem principal. Ainda que tenha sofrido muitas perdas no passado (e presente) e ter sido fria com todos na maior parte do tempo, Michonne, e sua grande habilidade com a katana que carrega o tempo inteiro, logo se tornou uma das grandes favoritas do público desde sua primeira aparição no final da 2ª temporada.


Lucille Bluth (Jessica Walter), Arrested Development:


De um conduta extremamente questionável, a matriarca da família Bluth merece comemorar seu feriado. Lucille Bluth é uma socialite alcoólatra que raramente a vemos sem um drink na mão. Vive em sua cobertura com seu filho mais novo (de 30 anos), com quem mantém uma relação de afeto nada saudável e constantemente em conflito. Certamente não levaria o prêmio de mãe do ano, uma vez que se diz abertamente não ligar para seu filho mágico banido, sempre esperar cheques do filho responsável pela família ou ter esquecido que adotou uma menino chinês para parecer boa pessoa perante uma agência do Governo, passando anos sem falar nada além de seu nome (que na verdade nem nome era)… ainda assim, Lucille mora nos nossos corações.


Alicia Forrick (Julianna Margulies), The Good Wife:


Alicia Florrick é um advogada que, logo após passar no exame da Ordem, desistiu da carreira e seguiu sua vida como mãe, dona de casa e esposa do procurador do Estado. Depois de anos sem jamais ter exercido a profissão e ter virado piada no estado inteiro - seu marido lhe traiu, renunciou o cargo e foi preso -, Alicia consegue um emprego no escritório de um antigo amigo e a partir de então começa a alterar a má fama do seu nome até que seja considerada uma das melhores advogadas do país. Uma mulher fenomenal.


Daenerys Targaryen (Emilia Clarke), Game of Thrones:


Nascida na Tormenta e Rainha dos Ândalos do Rhoinares e dos Primeiros Homens, Senhora dos Sete Reinos, Khaleesi e Mhysa do povo. Quebradora de correntes, tem 3 dragões que a adoram e um BFF que a protege 24 horas… Daenerys Targaryen já passou por poucas e boas desde o seu nascimento, sendo obrigada a fugir de Westeros, ser vendida pelo irmão e passado fome pelos desertos de Essos. Hoje, Dany possui um exército numeroso e uma horda de seguidores que só aumenta a cada temporada, até que resolva retornar ao reino de Westeros para retomar o que é seu, com fogo e sangue.



Colaborou: Sebastião Mota

It Pop elege: as 10 melhores séries estreantes de 2013!


Que ano! Diante de alguns series finale mais aguardados da história da tv (Breaking Bad e Dexter), o aniversário de 50 anos de Doctor Who, a firmação da Netflix como uma das principais produtoras de conteúdo original mercado (House of Cards, Hemlock Grove, Orange is the New Black, Lilyhammer), que roubou nossa completa atenção quando “salvou” séries espetaculares (Arrested Development) - algumas mais de uma vez até (The Killing) -, mais a consagração de séries como Scandal e The Good Wife, o número cada vez maior de séries sobre super/anti-heróis e o incentivo de ousadas produções brasileiras de qualidade ímpar… 2013 também foi um ano de estreias marcantes nas TVs de todo o mundo e você não poderia fechar o ano sem ter conhecimento de qualquer uma dessas.


Imagine aquelas sitcom bem pastelão, mas com o refinado (nem tanto) humor inglês. No apartamento, um casal homossexual da terceira idade, tendo Sir Ian McKellen (X-Men, O Senhor dos Aneis) como uma das partes. O círculo de amigos: uma tiazona tarada que não mede elogios ao novo e jovem vizinho bonitão sem objetivos de vida, uma sensata senhora de memória volátil com os insights mais inconvenientes e um avarento senhor nem um pouco sutil. Não é o tipo de série que você pode esperar dos britânicos, algumas piadas um pouco indevidas aqui e ali e atuação de boa parte do elenco é um pouco ridícula… mas isso é o que torna a série ridiculamente viciante. 

Indicada para quem gosta de: 2 Broke Girls, Will & Grace.


Durante o séc. XVIII, Ichabod Crane luta contra um soldado mascarado, decepa-lhe a cabeça.  Após isso, se vê dois séculos a frente caminhando pela cidade de Sleepy Hollow. A partir de então, se une a uma policial e juntos tentarão lutar contra o apocalipse, cavaleiros sem cabeça, possessões, fanáticos por ocultismo, bruxas, sandman e outras criaturas igualmente bizarras. Sleepy Hollow pode não apresentar muitos traços originais, mas isso não implica em qualidade. Afinal… o que é 100% original nos dias atuais? Pode não parecer tão interessante de início, mas a série consegue unir várias histórias as quais já estamos acostumados, criando um épico leve, despretensioso e de uma mitologia igualmente rica. 

Indicada para quem gosta de: Fringe, American Horror Story, Arquivo X, Supernatural.


Quando Raymond Reddington (James Spader, Lincoln), um dos terroristas mais procurados do país, se “rende” ao FBI, prontificando-se a entregar uma lista com todos os terroristas desconhecidos e seus crimes premeditados em troca de total imunidade e, especificamente, uma agente novata para assistí-lo. Assim começa The Blacklist. Pode parecer um pouco pretensioso, mas a série funciona como um momento pós-Breaking Bad. Obviamente não possui qualquer argumento semelhante à dramédia da AMC, mas brinca com o nosso cinismo em querer aceitar a redenção de caras que se tornaram publicamente maus por atividades ilícitas.

Indicada para quem gosta de: Fringe, Homeland, 24.


Baseado em fatos reais, Masters of Sex  traz a história de William Masters (Michael Sheen, A Saga Crepúsculo), um médico de caráter dúbio, e sua assistente Virginia Johnson (Lizzy Caplan, Meninas Malvadas) no desenvolvimento de um estudo pioneiro sobre o comportamento sexual humano, bem como a sexualidade feminina em plena década de 50. Ainda que a série aborde em primeiro plano os avanços científicos da época, temas como machismo, homofobia e racismo são constantemente levantados de maneira sutil, mas nenhum pouco mal desenvolvidos. Uma das séries mais originais e fascinantes dos últimos tempos e com um elenco de primeira classe, a primeira temporada de Masters of Sex possui 12 episódios (aprox. 45min, cada).

Indicada para quem gosta de: Mad Men, Private Practice.


Das melhores surpresas do ano, O Negócio é dessas poucas desventuras do Brasil no mercado de séries. A própria HBO já havia produzido Filhos do Carnaval, Mandrake e Alice, mas nada tão ousado quanto agora. A série gira em torno de duas garotas de programa (logo conseguem uma terceira integrante) frustradas com a negligência dos bookers (aka cafetões) e a banalização da profissão, que se unem para cuidar da própria carreira. Para isso, aprendem no decorrer da temporada técnicas de marketing para se tornarem garotas de programa de luxo e, consequentemente, símbolo de ostentação para os grandes empresários de São Paulo. A série ainda conta com arcos secundários, como o passado de cada uma das garotas, os relacionamentos duradouros, as aulas de esgrima de Karin, as mentiras que Luna conta à sua familia, clientes empáticos, uma promotora que luta contra a prostituição, a inveja de outras garotas e cafetões. A primeira temporada possui 13 episódios (40min cada) e já possui uma segunda temporada em produção.

Indicada para quem gosta de: Mad Men, Sex and the City, O Aprendiz


Remake de um drama político inglês dos anos 90, Kevin Spacey dá vida a Francis Underwood, um político veterano que esperava ser nomeado secretário de Estado após ter ajudado Garrett Walker a ser eleito presidente… o que não aconteceu. A partir de então, Underwood e sua igualmente implacável esposa Claire (Robin Wright) traçam um “sangrento” plano para sabotar a administração do recém eleito presidente, bem como todos os outros políticos envolvidos. Apesar de séries políticas não terem um público tão abrangente, a Netflix aqui não poupou esforço$ em aumentar seu público alvo. Contou com a direção de ninguém menos que David Fincher nos primeiros episódios, reduziu ao máximo o uso de jargões políticos e ainda coloca o personagem de Spacey conversando diretamente com a câmera vez ou outra. Amplamente bem criticada e multipremiada, House of Cards foi o marco zero para uma sequência de produções de ponta da Netflix, colocando-a como principal concorrente de canais fechados como a HBO.   

Indicada para quem gosta de: The West Wing, The Newsroom, Scandal, The Good Wife. 


Quando Sarah Manning (Tatiana Maslany) presencia o suicídio de uma mulher chamada Beth, que parecia exatamente igual a ela, resolve assumir sua identidade em um apartamento de classe média alta e um namorado aparentemente inocente. Só não imaginava que também estaria entrando em uma caçada de outras mulheres com sua exata mesma aparência. Superficialmente, a série parece ser uma versão sci-fi de A Usurpadora, mas aos poucos se constrói como um obscuro épico contemporâneo, com os melhores efeitos visuais da atualidade. 

Indicada para quem gosta de: Fringe, Dollhouse, Ringer.


Da mesma criadora de Weeds e baseado no livro de mesmo título, Orange is the New Black conta as memórias de Piper Kerman, uma mulher de classe média alta que se entrega a polícia após alguns anos do seu envolvimento no tráfico de drogas com sua antiga namorada. Sentenciada a passar 15 meses na prisão, Piper troca uma vida estável ao lado do marido e da sócia com quem estava para lançar uma linha de loções por ter que compartilhar o banheiro com outras 20 mulheres toda manhã, uma cafeteria onde tem refeições negadas nos primeiros dias, as investidas de outras detentas, facções de mulheres latinas, o salão de uma transexual e sua ex-namorada dos tempos de lésbica. Com o passar dos episódios, também podemos conhecer a história por trás de grande parte das detentas e passamos a cultivar um sentimento por cada uma delas. Assim como House of Cards, sua primeira temporada de 13 episódios foi lançada por completo no serviço de streaming e já possui sua 2ª temporada em produção.

Indicada para quem gosta de: Weeds, The L Word, Shameless US


Como um prequel moderno do clássico Psicose, do mestre do suspense Alfred Hitchcock, Bates Motel gira em torno da relação entre o adolescente Norman Bates (Freddie Highmore, A Fantástica Fábrica de Chocolate) e sua mãe Norma (Vera Farmiga, Invocação do Mal), quando ambos se mudam de cidade para comandar um hotel, após o pai de Normal aparecer morto logo no primeiro episódio. Enquanto mãe e filho estabelecem sua fonte de renda, também há tramas como o Norman se estabelecendo em seu novo colégio e seus hobbies, investigações de assassinatos misteriosos, a chegada do primogênito da família Bates e vários segredos obscuros provando que todos na cidade tem lá a suas psicoses. 

Indicada para quem gosta de: Breaking Bad, Hannibal, Dexter.


Um dos mais carismáticos assassinos de todos os tempos antes interpretado por Anthony Hopkins, em O Silêncio dos Inocentes, mais uma vez ganha vida graças ao canal americano NBC. Mads Mikkelsen (Casino Royale) agora dá vida ao Dr. Hannibal Lecter, que irá auxiliar o profiler do FBI Will Graham (Hugh Dancy, Rei Arthur) na perseguição de serial killers. O drama de alto teor psicológico ainda conta como Laurence Fishburne e Gillian Anderson. Desde o fim de Lost, sempre fica aquela pergunta: qual será a substituta? Obviamente isso não reduz a qualidade de nenhuma outra, mas alguns anos depois surge Breaking Bad, uma da poucas séries que tratou toda a equipe de arte igualmente relevante como roteiro e direção, brilhantes em sua maior parte. Ok, mas onde eu quero chegar? Assim como a AMC arriscou alto nas ações de Walter White, transformando-o em um dos piores personagens da história da tv (no melhor sentido, claro), a NBC pode ter encontrado uma herdeira do anti-herói químico. Além da direção, roteiro e montagem, Hannibal possui efeitos visuais e especiais fantásticos, bem como uma cenografia, câmera e figurinos (principalmente) primorosos e de uma inteligência sem precendentes. Posso estar exagerando, mas podemos estar diante do que virá a ser um dos mais saborosos clássicos da TV (trocadilho necessário) dentro de uns 20 anos. 


Indicada para quem gosta de: Breaking Bad, The Killing, Dexter, Sherlock

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