As 10 mortes mais cruéis das telonas

Obviamente, esta lista contém spoilers.

Algumas produções hollywoodianas conseguem construir seus personagens de forma primorosa, né? Em certos filmes, com pouquíssimas cenas estes personagens já nos conquistam e mostram ao que vieram. Tudo isto para no fim serem mortos e deixarem a gente em posição fetal chorando porque a sétima arte não tem amor no coração e adora nos ver sofrer.

Tristezas a parte, no mundo do cinema a gente já teve incontáveis mortes iconicamente tristes e cruéis até certo ponto — seja em sua construção ou no acontecimento — que seria impossível listar todas por aqui. Logo, a gente reuniu 10 mortes que para os blogayros dos It Pop foram as piores.

Obviamente, teremos spoilers pra caramba neste texto então leia por sua conta e risco.

Mufasa em "O Rei Leão"

Começamos nossa lista com a morte mais triste do mundo das animações. A morte de Mufasa nem é triste pela empatia ao personagem morto, e sim por toda a construção que o filme deu. É cruel demais! Simba, ainda um nenê quase, presencia toda a cena e não pode fazer nada além de assistir. Quando Mufasa começa a cair do penhasco e depois Simba vai tentar reanimá-lo é de cortar o coração. Não foi o que a gente pediu.

Rue em "Jogos Vorazes"


Seja no livro ou filme, a morte de Rue é de fazer qualquer um chorar. Acompanhamos todos o desespero e empatia de Katniss pela guria do Distrito 11. A morte de Rue simboliza o quão bizarra a Capital é quando o assunto é entretenimento de seu público. Felizmente a morte é uma das motivações culminaram na revolução que resultou na morte do Presidente Snow e de bônus da Presidente Coin.

Marley em "Marley & Eu"

Para quem é fã de cachorrinhos (ou qualquer outro animal), o cinema nem sempre é uma experiência repleta de "owns". Pensando nisso, escolhemos a morte do cãozinho Marley, de "Marley & Eu", para representar as muitas cenas em que algum bicho fofo — e que nos apegamos  morre. Entendemos que a forma como o nosso labrador favorito morre não é tão cruel, mas só o fato do filme brincar com sentimentos e ter feito muito marmanjo chorar nos cinemas é sim uma crueldade.

Gustavo Nery.

Ellie em "Up"

Você lembra quando foi assistir "Up - Altas Aventuras" imaginando que seria uma aventura alegre da Pixar e se deparou chorando em menos de quinze minutos de projeção? Se não lembra, nós lembramos. Ellie, esposa do protagonista Carl, nos cativou rapidamente e esteve ao lado dele durante uma das sequências de abertura mais queridas do cinema nos últimos anos. Em pouquíssimo tempo, nos deparamos com um lindo resumo - feliz e triste - da vida humana. Uma morte muito simbólica para o filme (e para o público), que foi prematuramente cruel conosco e até hoje abala nosso lado sentimental.

Gustavo Nery.

"Jesus" em "mãe!"

Quem pega a ideia do filme de Daren Aronaskjdhakjfsky, não se surpreende tanto com a morte de "Jesus". Porém caramba, gente. Ele morre ainda bebê tendo seu pescoço quebrado e mainha ainda assiste toda a cena impossibilitada de fazer algo por conta da multidão e ainda vê geral comendo o corpo de "Cristo". Aronofsky queria impactar com esta sequência e com toda a certeza conseguiu.

Gwen Stacy em "O Espetacular Homem-Aranha 2"


Podemos nem lembrar dessa morte que já escorre uma lágrima. "O Espetacular Homem-Aranha 2" tem mais erros do que acertos, isto é inegável. A morte de Gwen Stacy é um dos grandes acertos aqui. Marc Webb passa toda a produção desenvolvendo a relação conflituosa dela com o amigão da vizinhança, e quando pensamos que tudo pode dar certo apesar dos empecilhos enfrentados, ela morre. Marc Webb, eu te odeio.

Bruno e Shmuel em "O Menino do Pijama Listrado"

"O Menino do Pijama Listrado" é tocante em inúmeros sentidos. A relação de Bruno e Shmuel é um respiro em meio ao caótico cenário da Segunda Guerra Mundial. A inocência de ambos é presente até ao fim do filme quando são levados até a Câmara de Gás e mortos de mãos dadas, resgatando toda a insensibilidade na guerra.

Professor Xavier em "Logan"


"Logan" é o fim de um ciclo não apenas para seu personagem-título como também para o Professor Xavier. Neste filme, vemos o poderoso telepata realmente frágil pela primeira vez na franquia. O mesmo está com sua mente danificada, tendo amnésia, e não consegue controlar seus poderes, o que gerou a morte de vários mutantes. Em um de seus momentos de lucidez, Xavier reflete sobre seus feitos num diálogo sincero com Logan que por si só já arranca algumas lágrimas da gente. Entretanto, a gente fica mega tristinho quando ele é morto em meio ao diálogo por Logan, que logo em seguida descobrimos ser um clone.

Han Solo em "Star Wars: O Despertar da Força"

Quando o aguardado "Star Wars: O Despertar da Força" foi finalmente lançado, essa morte aí causou o maior auê nas redes sociais. Sério, quem acreditaria que um personagem tão icônico quanto o Han Solo um dia seria assassinado pela indústria do cinema? É algo tão absurdo que esse spoiler foi disseminado como piada - e causou choque quando descobrimos que, enfim, era verdade. Apesar da grande e cruel reviravolta (ele foi morto pelo próprio filho!!!!!!), o acontecimento já dava indícios nos bastidores, se seguirmos relatos do alto cachê cobrado por Harrison Ford e seu comportamento arrogante com a equipe.

Gustavo Nery.

Leslie em "Ponte Para Terabítia"


"Ponte Para Terabítia" foi um marco para muitas infâncias. Lançado há dez anos atrás e estrelado principalmente por Josh Hutcherson e AnnaSophia Robb, o filme é uma aventura cheia de fantasia e que mexe com muitos temas adultos, tais como depressão, religião e luto. Claro que fomos pegos de surpresa por isso, né? A morte da personagem de AnnaSophia, Leslie, foi um grande plot twist, que atingiu direto o nosso coração. Ainda dói muito, mas depois de todo esse tempo entendemos que ela foi uma alternativa encontrada justamente para explorar a temática do luto. Tem coisa que a gente só entende quando cresce, né?

Gustavo Nery.

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Com certeza bateu uma badzinha após lembrar de todas estas mortes, né? Conta aí nos comentários qual foi a morte mais triste, cruel ou marcante do cinema para você.