Kendrick Lamar fez a melhor performance do VMA 2017 e ainda levou tudo o que teve direito

Menos o prêmio de ‘Artista do Ano’, que injustamente perdeu para Ed Sheeran.

Ainda que Ed Sheeran tenha sido eleito o ‘Artista do Ano’ no VMA 2017, que aconteceu no último domingo (27), a própria premiação tratou de provar o contrário, com o rapper Kendrick Lamar levando nada menos do que seis troféus, incluindo o prêmio mais importante da noite, que elegeu “Humble” como o ‘Vídeo do Ano’.



Outra vez sem as divas que marcaram a história da premiação, como Britney, Madonna, Gaga ou Beyoncé, essa edição do VMA ficou nas mãos de muitos novos artistas e Katy Perry, que assumiu o posto de anfitriã da premiação, e apesar de alguns momentos um tanto quanto cansativos, tudo ocorreu bem, na medida do possível.

P!nk, homenageada na categoria ‘Prêmio Michael Jackson de Artista Vanguarda’, entregou uma das performances mais fracas da noite. Com tantos hits em sua carreira, seu medley não favoreceu os ápices de sua carreira e, com uma apresentação focada no seu novo single, “What About Us”, todo o resto foi confuso e sem graça.



A cantora teve a oportunidade de se redimir com o discurso de agradecimento, no qual falou sobre diversidade, estereótipos de gênero e críticas que recebeu ao longo da carreira por ser considerada “muito masculina”. Isso sim, foi emocionante.



Sem muitos esforços, quem roubou a atenção foi Lorde. A neozelandesa apresentou sua próxima música de trabalho, “Homemade Dynamite”, mas com uma diferença: toda a performance teve apenas dança, com a música sendo tocada ao fundo. O motivo foi uma gripe que a impediu de cantar ao vivo e o resultado, felizmente, foi um dos momentos mais despretensiosos e expressivos da noite.



Em mais uma aparição da sua fase sem remorsos, Demi Lovato cantou “Sorry Not Sorry” de fora da premiação e também deixou a desejar. Seus vocais estavam impecáveis, como sempre, mas todo o resto parecia ensaiado demais para uma pool party. A impressão que dava era de que, se algum dançarino surgisse fora do lugar combinado, todo o resto iria por água abaixo.



Dona de alguns dos momentos mais marcantes da noite, a revelação Alessia Cara brilhou duas vezes. Na primeira, quando cantou “Scars To Your Beautiful”, numa performance em que se despia de grandes figurinos e maquiagens, para valorizar a sua beleza natural, e na segunda, ao lado de Logic e Khalid, ao som da faixa 1-800-273-8255”, que incentiva a busca por apoio às pessoas que sofrem de depressão.


A gente não sabe o que 30 Seconds to Mars tentou fazer, mas deu errado.



E suspeitamos que essa performance do Rod Stewart com o DNCE tenha dado certo.



KYLE subiu ao palco pra cantar o hit “iSpy” e, mesmo com poucas pessoas familiarizadas com o seu rosto, arrasou. A dancinha dele foi um dos momentos mais animados do evento.



E olha que o Jack Antonoff interessadíssimo nesta banana não nos deixa mentir…


Julia Michaels foi interrompida no meio da sua apresentação, pra que a emissora pudesse chamar o intervalo a tempo de mostrar o clipe novo da Taylor Swift, mas também foi maravilhosa com “Issues”.



E Miley Cyrus, que estava preocupada em decepcionar seu pai, fez uma das performances mais completas da noite para seu novo single, “Younger Now”. Sua voz e versatilidade nos encantam sempre que ela sobe ao palco.



Outras que estão cada vez melhores são as moças do Fifth Harmony. A apresentação delas contou com um medley de “Angel” e “Down”, do seu novo disco, e rolou até um shade pra Camila Cabello, que simbolicamente participou do início da performance, pulando do palco no seu momento de glória.



Ganhador da categoria ‘Artista Revelação’, o cantor Khalid foi quem se apresentou no pré-show do VMA, com uma performance que bem merecia um espaço no evento oficial. Do repertório do seu disco de estreia, o músico fez um mashup dos hinos “Location” e “Young, Dumb & Broke”. Foi maravilhoso!



Com o título de melhor performance da noite, Kendrick Lamar foi quem abriu o evento, trazendo a pancada que foi esse mashup de “DNA” e “Humble”, ambas do disco “Damn”. Ele é tipo a Beyoncé do hip-hop: não pega o microfone se não for pra dar o seu melhor, faz algo além das expectativas e, independente do momento em que se apresenta, já nos deixa com a sensação de que ninguém será capaz de superá-lo.


Confira a lista completa dos vencedores:

Clipe do ano
Kendrick Lamar – "HUMBLE."
Artista do ano
Ed Sheeran
Artista Revelação
Khalid
Melhor colaboração
Zayn & Taylor Swift – "I Don't Wanna Live Forever
Melhor clipe pop
Fifth Harmony ft. Gucci Mane – "Down"
Melhor clipe de Hip Hop
Kendrick Lamar – "HUMBLE."
Melhor clipe de Eletrônica
Zedd and Alessia Cara – "Stay"
Melhor luta contra o sistema
Logic ft. Damian Lemar Hudson – "Black SpiderMan"
The Hamilton Mixtape – "Immigrants (We Get the Job Done)" (Imigração)
Big Sean – "Light" (Raça)Alessia Cara – "Scars To Your Beautiful" (Imagem corporal)
Taboo ft. Shailene Woodley – "Stand Up / Stand N Rock #NoDAPL" (Meio Ambiente)
John Legend – "Surefire" (Imigração & Odio anti-muçulmano)
Melhor fotografia
Kendrick Lamar – "HUMBLE."
Melhor direção
Kendrick Lamar – "HUMBLE."
Melhor direção de arte
Kendrick Lamar – "HUMBLE."
Melhor efeito visual
Kendrick Lamar – "HUMBLE."
Melhor coreografia
Kanye West – "Fade"
Melhor edição
Young Thug – "Wyclef Jean"
Música do verão
XO Tour Llif3 – Lil Uzi Vert